#LendoKing #5 – A Dança da Morte

Por , 2 de agosto de 2017 9:00

Para a Sabrina e para a Fanny a leitura de A Dança da Morte, do Stephen King, se deu em momentos e por motivos diferentes… E o resultado dessa jornada também foi um pouquinho distinto para cada uma.

 

sabrina-capa

 

Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas ‘A dança da morte’ sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King.
Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um árido lugar, privado de suas instituições e esvaziado de 9% da sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados – ou são escolhidos por eles. Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abagail, com seus 108 anos de idade, e os piores indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra , King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com sua complexidade moral, seu ritmo eletrizante e suas incríveis profundidade e variedade de personagens, ‘A dança da morte’ merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea.

 

 

Sabrina

 

Antes de mais nada, vale confessar que levei (sem exagero) mais de um ano para concluir a leitura de A dança da morte. Explico.

Tudo começou com um projeto conjunto de leitura muuuuito antes de o desafio #LendoKing aqui do blog começar. Na época eu trabalhava ao lado do (melhor autor-editor que você respeita) Felipe Castilho e muitas das nossas conversas giravam em torno da produção literária do Stephen King. O Felipe já tinha lido A Torre Negra e falávamos justamente sobre os outros livros do autor que têm uma grande influência na série.

Bom, vocês já sabem que eu simplesmente não consigo não seguir os guias de leitura do estilo: leia isso antes de ler aquiloentão mesmo antes de pensar em realmente iniciar a minha jornada em busca da Torre, resolvi me jogar na leitura do catatauzão de mais de mil páginas também conhecido como A dança da morte. E foi assim que este livro se tornou o segundo do autor na minha lista de leituras (mas não o segundo concluído =X).

A obra se inicia já com um ritmo alucinante: o vírus de uma supergripe vaza de uma instalação do exército e inicia uma verdadeira epidemia que dizima a população mundial. E esse alastramento do vírus ocupa basicamente a primeira metade do livro: aos poucos vamos sendo familiarizados com alguns dos poucos sobreviventes e passamos a acompanhá-los através de suas fugas das “cidades fantasmas”.

(Mas, conhecendo o King como nós já conhecemos, também somos introduzidos a algumas das vítimas fatais – sim, o autor joga alguns drops e nos apresenta alguns personagens apenas para que possamos vê-lo sucumbir nas páginas seguintes.)

O início da segunda parte já é um pouco mais lento e nos introduz a uma nova formatação: aos poucos, os sobreviventes vão sendo “recrutados” para lados opostos – o bem e o mal, chamemos assim. Do lado do mal está ninguém menos do que Randall Flag (ele mesmo: o Homem de Preto a. k. a. o vilãozão de A Torre Negra). Já no comando das forças do bem está a Mãe Abigail, uma senhorinha idosa que leva esperança para suas ovelhas desgarradas.

E foi justo aí que eu “empaquei”. Não me levem a mal: não achei a leitura de nenhuma forma ruim, porém devemos lembrar que a metade do livro ocorre mais ou menos depois da página 500 e me vi um tanto cansada desse momento transitório – e com milhares de outros livros pendentes na minha pilha TBR (to be read). Por isso, optei por dar um intervalo em A dança da morte – que acabou sendo um pouco mais longo do que eu inicialmente previra.

Porém, em meados do ano passado me deparei com um vídeo da Rita Araújo (contei mais sobre isso no post de introdução do desafio #LendoKing) que me fez resgatar o meu amor por King e, consequentemente, me levou a retomar essa leitura.

A partir daí, engatei a primeira e encerrei o livro em menos de uma semana – e amei!

Acredito que essa pausa foi justamente o que eu precisava para realmente apreciar essa segunda parte da obra. Foi aí que me apeguei de verdade a cada um dos personagens e me mantive grudada na cadeira até terminar a leitura.

Sim, consigo ver que A dança da morte tem algumas falhas (dentre elas a prolixidade de Stephen King em alguns momentos, que nos fazem entender a opção do primeiro editor em cortar algumas muitas páginas), mas também possui grandes elementos da narrativa de King, que permearão toda a sua obra (vale lembrar que este foi um dos primeiros romances do autor e é um prelúdio ao que viria a seguir).

Portanto, se assim como eu, você desanimar um pouquinho no meio da leitura, não desista! O final com certeza valerá muito a pena!

 

Fanny

 

Para mim, a leitura de A dança da morte, foi motivada pela leitura de A Torre Negra, mas entre a população inteira do mundio ter sido dizimada, muita coisa rolou.

Com 1.247 páginas, o livro começa com um vírus mortal e contagioso escapando de um laboratório e contaminando o mundo mais rápido do que seria possível.

Inicialmente ele é parecido com uma gripe comum, mas a facilidade com que as pessoas ficam doentes e morrem é assustadora. Não sou hipocondríaca, mas como alguém que estava com gripe enquanto lia essa parte, era só dar um espirro que olhava para o livro com desconfiança.

Essa primeira parte em que o vírus se espalha me interessou muito e li com vontade. Quase não vi as 300 páginas passarem… Mas foi isso acabar e se iniciar a saga dos que sobreviveram, que o livro começou a ficar diferente – e, em alguns momentos, a se arrastar.

Sim, temos personagens muito interessantes, e é legal ver como cada grupo vai se juntando e se organizando depois que não sobrou mais ninguém para aplicar as leis.

Ainda assim, senti que esse livro tem umas 300 páginas a mais do que realmente deveria. Em muitas partes, absolutamente nada estava efetivamente acontecendo e me senti lendo algo que se enrolava desnecessariamente.

Antes de ler esta obra, eu tentei fazer um infográfico das mortes ocorridas nos livros do King, mas com esse já ficou claro que será impossível. Impossível!

 

Ficha Técnica:

Livro: A dança da morte (The Stand)

Autora: Stephen King

Editora: Suma de Letras

Páginas: 1.247 páginas

Classificação: Sabrina: 4/5 estrelas | Fanny: 3/5 estrelas

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