Nota Musical – Coldplay e o seu Sky full of stars

Por , 13 de novembro de 2017 11:32

Quem me ver falando mal do Coldplay pelos próximos 5 anos, pode de repreender.

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Quando você cresce, há poucas coisas que conseguem lhe impressionar ainda. Você começa a colecionar tantas visões, sentimento e emoções pelo caminho até ali, que tudo tem uma lembrança ou conexão com o passado.

Eu morei até os 18 anos no interior de Minas Gerais sonhando com shows, viagens e tudo aquilo que eu não tinha acesso devido à distância. Coldplay era um desses sonhos que eu já havia conseguido marcar como visto em 2009, na vinda deles com a turnê Viva La Vida.

Ainda era uma newbie em shows, porém já sai de lá sabendo que não havia sido tudo que eu tinha imaginado. Vida que se seguiu e na minha cabeça eu coloquei um check na banda, como algo muito bom, mas que não viria de novo (algo parecido aconteceu com o Jack White recentemente).

Aí eles lançaram Mylo Xyloto e eu voltei a me interessar em ver a banda ao vivo de novo. O som havia se tornado mais pop, mas até aí tudo bem porque a gente ama um pop.

Depois de me recusar a tentar comprar ingresso para o show do ano passado (eles haviam cancelado uns anos atrás uma vinda, eu tinha ficado muito brava), abracei a chance de ver eles novamente em 2017, e graças a várias fatores, consegui comprar as entradas sem grandes perrengues.

Quando chegou o dia 07 de novembro, eu estava animada, mas relativamente tranquila para ver o show, mas me peguei ligeiramente emocionada ao saber que se tornaria um DVD.

Se em 2009 eu era uma Newbie em shows, quase 10 anos depois, eu já me tornei uma ninja em certos aspectos. Já vi tantos artistas que amo, em diversas casas de shows, festivais e situações, mas nunca tinha estado em uma gravação de DVD em um estádio (fui no do Vanguart ano passado) e fiquei feliz por mais uma banda gringa entender que somos a melhor audiência do mundo.

Quando finalmente o show começou às 22 da noite, eu não estava preparada para o que ainda estava por vir nas duas horas seguintes.

Primeiro, depois de ter chegado tarde e ter encontrado lugar só no finalzinho da arquibancada, eu não poderia estar em um lugar melhor. Conseguia ver o estádio inteiro, e a banda no palco ficou ‘na nossa reta’. Vi Chris Martin e Cia com detalhes e não somente um potinho iluminado correndo.

Pulei em canções mais novas que não havia visto ao vivo, como Charlie Brown e Something Just Like This e cantei com o que restava de voz em Sky Full of Stars, ao mesmo tempo que me relembrava dos meus tempos de adolescência quando ficava ouvindo o álbum Parachutes on repeat.

O pvo (e eu me incluo nessa) adora falar mal do Coldplay hoje, mas nos esquecemos que durante uns bons anos, eles eram uma das únicas coisas boas emas nossas vidas.

Uma das melhores invenções deles, foram as pulseiras coloridas distribuídas gratuitamente antes do show. Eu sei que elas devem ser muito caras, mas o efeito que cria durante o show é único.

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Você se arrepia só de olhar e saber que naquele momento, você também é um pontinho luminoso. Com isso, a banda faz, sem querer, que todo mundo levante a mão durante as músicas. Afinal, você também quer fazer parte.

Músicas  mais calmas, como Yellow, ganha outra conotação com o público inteiramente iluminado.

E com isso tudo, eu olhava para o estádio e me lembrava da menina de 13 anos que ficava em casa escutando Coldplay e sonhando com o mundo. Podem falar o que for, mas não há sensação melhor do que perceber que a nossa vida se tornou algo inimaginável, até para nós mesmos.

E a noite ainda reservava uma surpresa com eu abrindo a boca em Fix You. Eu sempre gostei muito dessa música, mas nunca imaginei que gostava tanto. Ótimo sair do show e carregar uma nova música favorita.

Agora, espero ansiosamente o lançamento do DVD, para guardar literalmente em um potinho esse momento tão mágico.

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