Fala série! – O Nevoeiro e as séries que não precisam voltar

Por , 5 de dezembro de 2017 8:00

Série do Netflix baseado em um conto do Stephen King? Não tínhamos como resistir ao Bingewatching dessa nova série. Mas o resultado final ficou bem abaixo do esperado.

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David Droyton, seu filho e outros moradores de Bridgton, perto de Nova York, se vêem presos num supermercado quando um nevoeiro misterioso se espalha pela cidade. Quando alguns deles tentam sair, são rapidamente devorados por monstros ocultos na neblina. Pânico, paranoia e fanatismo religioso se espalham pelos habitantes á medida que os monstros começam a intimidá-los cada vez mais e as tragédias se sucedem.

Há tantas adaptações do REI King (hahaha viu o trocadilho? Hahaha….ok, parei) está ficando difícil acompanhar e adiantar as leituras do que está vindo pelo caminho (demos uma ajudinha AQUI).

Uma das que estreou nos últimos tempos no Netflix, foi O Nevoeiro, baseado no conto da antologia Tripulação dos Esqueletos. E a série começa na cidade de Bridgton no Maine, onde o tal nevoeiro toma conta durante 10 episódios, que deveriam variar entre o terror e o suspense.

Como sempre rola em situações com muitos humanos presos em um lugar, o negócio começa a ficar perigoso mesmo longe da névoa. Afinal, não há nada mais perigoso que os homens, nem mesmo uma neblina julgadora e que mata quem estiver pelo caminho.

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O roteiro está até bom (apesar de focar demais em pontos desnecessários), mas o grande problema da série é que a maioria dos atores escalados não conseguem atingir o nível necessário para contar a história do jeito certo.

Uma das grandes exceções a essa regra, é Frances Conroy que arrasa como Nathalie Raven, e tem a trama perfeita para trabalhar. Gus Birney, por exemplo, não é uma má atriz e está começando a carreira, só que ali tinha um papel muito complexo, e ela não tinha capacidade de fazer as nuances necessárias para conquistar o público.

Não que a idade seja uma desculpa, já que qualquer um dos atores de Between, por exemplo, conseguiria carregar aquele papel melhor. Geralmente, quando uma série tem vários atores para focar a sua história, dá  chance de todos brilharem, só que nesse caso, o que nos resta é só comparação entre as atuações.

Pelo menos os efeitos estão no ponto, e não parece (na maioria das vezes) uma produção mal feita ou sem recurso. A série termina aberta para uma continuação, que já foi descartada pela Netflix.

King é bom, mas nem o nome dele pode salvar uma produção meia boa. Fica o aprendizado para os serviços de streaming.

Crédito da sinopse: Adoro Cinema.

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