Entre Páginas – Laranja Mecânica de Anthony Burgess

Por , 24 de abril de 2017 8:30

Livros podem ter várias funções. No caso de Laranja Mecânica, o seu maior papel é nos fazer questionar tudo, até as nossas certezas.

images.livrariasaraiva.com.brNarrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de ‘1984’, de George Orwell, e ‘Admirável Mundo Novo’, de Aldous Huxley, ‘Laranja Mecânica’ é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

Quem é mulher (e alguns homens) sabe que uma ida ao cabeleireiro, com certeza significará uma tarde inteira perdida, então aproveitei a minha última ida para ler alguns livros que estavam disponíveis no meu Kindle do celular.

Um deles era exatamente Laranja Mecânica e como ele era ‘menor’, resolvi arriscar. Até então a minha experiência com a história tinha visto os primeiros 30 minutos do filmes homônimo de Stanley Kubrick, e como era muito nova na época que tentei assistir, as cenas ultra violentas do começo da história me assustaram e parei por ali mesmo.

Ainda assim, resolvi arriscar a leitura e realmente nas primeira 60/70 páginas, essa mesma violência extrema que consta no livro, estava ali nas páginas. Ver é sempre pior que ler, mas estava seguindo os passos da trama que me lembrava.

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Nota Musical – Entre o Vazio e a Memória de Salomão Terra

Por , 19 de abril de 2017 18:52

Os mineiros vão conquistar o mundo. E eu não estou reclamando nem um pouco disso.

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Salomão Terra lançou em abril de 2016 seu primeiro disco solo, Pacífico, apresentando oito faixas que passeiam entre influências como o dreampop e o trip hop. Produzido por Lucas Mortimer e gravado ao longo de 2015, traz uma verve eletrônica aliada a instrumentos elétricos, para desenvolver texturas e inúmeras possibilidades de desdobramentos conceituais.
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Entre Páginas – Suzy e as águas-vivas

Por , 17 de abril de 2017 20:37

Não sabia, mas estava precisando ler um YA. Pena que a história não foi tudo que eu imaginava.

As vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas.

Suzy Swanson está quase certa do real motivo da morte de Franny Jackson. Todos dizem que não há como ter certeza, que algumas coisas simplesmente acontecem. Mas Suzy sabe que deve haver uma explicação — uma explicação científica — para que Franny tenha se afogado.

Assombrada pela perda de sua ex-melhor amiga — e pelo momento final e terrível entre elas —, Suzy se refugia no mundo silencioso de sua imaginação. Convencida de que a morte de Franny foi causada pela ferroada de uma água-viva, ela cria um plano para provar a verdade, mesmo que isso signifique viajar ao outro lado do mundo… sozinha. Enquanto se prepara, Suzy descobre coisas surpreendentes sobre o universo — e encontra amor e esperança bem mais perto do que ela imaginava.

Não se deixe enganar pelas minhas palavras acima, Suzy é muito bem escrito, caprichado com uma história bonita e tocante.

Isso sendo dito, apesar de ter um apelo YA, Suzy é na verdade um livro middle grade, vendido com foco lá fora para a molecada entre 11 e 13 anos.

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Fala Série! – O que esperar da 10ª temporada de Doctor Who?

Por , 15 de abril de 2017 9:00

Hoje estreia a 10 temporada de Doctor Who, e com tantas mudanças à vista, há muito o que esperar.

SPOILER ALERT: Esse post contém Spoiler para quem não viu a 9ª temporada de Doctor Who.

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Parece que foi ontem que anunciaram Peter Capaldi para o papel do Doutor mais famoso da TV mundial. Escocês, um ator brilhante e trazendo um doutor mais duro, o Doutor de Peter foi único.

Claramente inspirado no primeiro doutor, ao longo das duas temporadas ele inseriu o seu estilo. O que não era um tarefa fácil.

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Blá Blá Blá – Matando o TOEFL: Diário #01

Por , 9 de abril de 2017 9:30

Acabou a enrolação! É hora de enfrentar o TOEFL.

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Os meus estudos de inglês se iniciaram muito antes de eu entender o que estava fazendo. Com um encarte do primeiro CD da Christina Aguilera nas mãos e um dicionário muito antigo, grosso pesado de inglês que tinha em casa, eu fui tentando traduzir as músicas.

Especificamente Love Will Find a Way, que era uma das minhas favoritas do CD. O único problema era que eu (e ninguém de casa), tinha nenhuma noção de inglês e internet era uma coisa que existia em um lugar distante (estamos falando de praticamente 19 anos atrás).

Sem outra alternativa, ia procurando cada palavra no dicionário. Até que você já procurou tantas vezes Because, que o significado entrava na sua cabeça.

E fui nesse esquema de várias tentativas e um estudo capenga e muito superficial, até fazer um curso de verdade em uma escola. Nesse momento, juntou a fome com a vontade de comer, e sei que aproveitei bem esses 4 anos de estudos, exatamente por gostar muito da língua.

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Entre Páginas – Os 13 porquês

Por , 5 de abril de 2017 18:25

A série estreou, as polêmicas apareceram, mas o livro continua um marco.

os 13 treze porques thirteen reasons why jay asher[5]Clay Jensen chega em casa da escola, e encontra uma caixa misteriosa com seu nome, bem em frente ao seu portão. Dentro, ele encontra sete fitas cassetes que foram gravados por Hannah Baker – sua colega de classe que tinha uma queda – que cometeu suicídio duas semana antes. Nas fitas, Hannah explica que é a há 13 razões porque ela decidiu acabar com a sua vida. Clay é uma delas. Se ele escutar, ele irá descobrir o porque ele está na lista.

Asher, em seu romance de estreia, revela um cruel e sincero, lado da vida dos adolescentes e das vítimas de Bullying, e para alguém que está começando nessa carreira, encontra um ponto muito consistente de narração, sem cair no piegas, mas também sem deixar que situação seja vista friamente por nós, leitores.

Bullying.

É quase impossível não encontrar alguém que não passou por essa situação, mesmo aqueles que nunca pisaram em uma escola sofre com esse tipo de violência, seja por parte de amiguinhos ou até mesmo irmãos e primos.

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Pipoca Salgada – A Luz Entre Oceanos

Por , 31 de março de 2017 8:30

O livro sempre é melhor que o filme, mas no caso da adaptação de A Luz Entre Oceanos, o filme faz um belo trabalho para continuar a altura

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Austrália, após a Primeira Guerra Mundial. Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é um veterano da guerra contratado para trabalhar em um farol, que orienta os navios exatamente na divisão entre os oceanos Pacífico e Índico. Trata-se de uma vida solitária, já que não há outras casas na ilha. Logo ao chegar Tom é apresentado a Isabel Graysmark (Alicia Vikander), com quem logo se casa.

O jovem casal rapidamente tenta engravidar, mas Isabel enfrenta problemas e perde dois bebês – o que, inevitavelmente, provoca traumas. Até que, um dia, surge na ilha em que vivem um barco à deriva, contendo o corpo de um homem e um bebê. Tom deseja avisar as autoridades do ocorrido, mas é convencido por Isabel para que enterrem o falecido e passem a cuidar da criança como se fosse sua filha, já que ninguém sabia que ela tinha tido um aborto. Mesmo reticente, Tom concorda com a proposta.

Quando o livro foi lançado, A Luz entre Oceanos foi um dos livros mais comentados lá fora e as palavras da Sabrina AQUI, sobre o livro, são as minhas.

O livro é maravilhoso, comovente, um livro recheado de drama, mas com uma narrativa caprichada que torna a leitura incrível.

Adaptar esse livro não era fácil, afinal o diretor precisaria dosar todo o romance entre Tom e Isabel, a chegada do bebê no mar, toda a questão psicológica para que o bebê ficasse com eles, e os eventos consequentes dessa decisão.

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Pipoca Salgada – (Des)encontro Perfeito

Por , 24 de março de 2017 8:30

Depois de muito procurar, encontramos uma comédia romântica de encher o coração.

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Nancy (Lake Bell) tem 34 anos de idade e leva uma vida fracassada no amor. Quando ela viaja a Londres para o aniversário de casamento de seus pais, conhece Jack (Simon Pegg), que confunde Nancy com a garota que ele está esperando para um encontro às cegas. Sem desfazer a confusão, Nancy assume a identidade da garota que Jack esperava, e passa uma ótima noite ao lado do pretendente. Mas uma hora a mentira vai ser descoberta…

Alguns anos atrás, falamos AQUI como era difícil encontrar novas comédias românticas. As única novidades era que e tivesse algum filme do final de década de 90 e começo da década de 2000 que ainda não tivéssemos vistos.

 

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Nota Musical – Review de Divide do Ed Sheeran

Por , 22 de março de 2017 8:00

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A Sabrina e a Fanny discordam em muitas (MUITAS) coisas, mas quando o assunto é Ed Sheeran elas são unânimes: Divide é um p*t$ CD BOM!

Quando o músico apareceu no Brasil há dois anos, ele ainda era apenas mais um cantor inglês que fazia canções para as menininhas. Ainda assim o seus dois shows realizados no Espaço das Américas, em São Paulo, lotaram em poucos dias – e é claro que as três mulheres desse blog estavam lá para conferir…

A Thais gostou, mas nós amamos. O show permaneceu em nossa memória durante muito tempo, e foi necessário ouvir Thinking Out Loud muitas vezes para finalmente nos cansarmos da música (isso aconteceu em meados de 2015 e até agora ainda temos que ouvir a música tocar todo dia no rádio).

Sheeran volta a o Brasil no final de maio deste ano, agora já com o status de “estrela”, tocando em estádio de futebol e tendo certeza que pelo menos uma vez na vida algum brasileiro já escutou a sua música no rádio ou na novela.

Divide, é o terceiro CD de sua carreira e, em seu novo trabalho, o cantor consolida o que conseguiu conquistar com X.

 

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Entre Páginas – A Redoma de Vidro

Por , 20 de março de 2017 19:18

Há livros que necessitam que a leitura aconteça no momento certo. E foi isso que aconteceu comigo e A Redoma de Vidro de Sylvia Plath.

A Redoma de Vidro Resenha

Dos subúrbios de Boston para uma prestigiosa universidade para moças. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica.

A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica.

Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas “A redoma de vidro” segue atual.

Parece que faz (e realmente faz) mais de uma década que vi Kath sentada em uma cadeira no começo de 10 Coisas Que Odeio em Você, lendo esse livro.

Na época, obviamente, eu era muito nova para entender ou linkar uma coisa a outra, mas ficou gravado na minha memoria esse primeiro contato, mesmo que superficial com o livro. Anos se passaram e nos últimos anos me peguei muitas vezes me perguntando porque ainda não havia lido esse livro, e me exigindo para fazer.

Mas de uma vez ano passado, falei para a Sabrina aqui do blog para lermos naquele momento, mas algo sempre acontecia ou tínhamos outras prioridades.

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