Café irlandês – 7 Motivos para ler/assistir Outlander

Por , 11 de abril de 2017 9:00

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Monotemática, eu? Imagina!

 

1. James Fraser

 

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Não tem jeito. Ele tinha que figurar no topo dessa lista!

Jamie é um herói improvável. Dono de uma personalidade pura (ou pelo menos a mais pura que um guerreiro escocês do século XVIII pode ter), o personagem encanta com seu coração bom, seu caráter inquestionável e suas tiradas pra lá de engraçadas, capazes de trazerem alívio cômico até para os momentos mais tensos.

 

2. Mocinha badass

 

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Esqueça as personagens femininas doces e delicadas – elas não têm vez em Outlander!

Claire é uma personagem astuta e sagaz, que consegue ler nas entrelinhas. É bem verdade que ter uma noção do que acontece no futuro ajuda, mas ela está sempre ligada nas segundas intenções das pessoas que a cercam.

Além disso, eu não sei vocês, mas se eu fosse uma mulher do século XX que voltasse subitamente 200 anos no tempo não acredito que lidaria muito bem com os costumes mais “bárbaros” daquela época – sem falar na medicina e na higiene (ou falta de)… mas Claire tira tudo de letra!

 

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Entre páginas + Fala série! – Outlander: A viajante do tempo

Por , 5 de abril de 2017 9:00

Dois formatos = um amor: Outlander.

Os livros de Diana Gabaldon começaram a ser publicados há mais de 25 anos, mas ganharam notoriedade após serem adaptados para a televisão pelo canal americano Starz, em 2014.

Por aqui, a saga literária começou a ser publicada pela editora Rocco, em 2004. Porém, 10 anos depois os direitos de publicação foram assumidos pela antiga Saída de Emergência e, atualmente, pertencem à Editora Arqueiro.

Na minha estante, o primeiro volume me esperava há quase três anos. Ele ficou me namorando da prateleira, mas confesso que fui afastada um pouco pelo “hype” e demorei a dar o braço a torcer… Mas finalmente resolvi arriscar e fiquei completamente apaixonada!

 

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Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

 

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Entre Páginas – Não era você que eu esperava

Por , 21 de março de 2017 8:00

Hoje é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down.

E, para celebrar a data, nada melhor do que conhecer uma obra sensível e honesta, que narra a história de um pai que descobre que sua filha possui a Síndrome – e como ele migra do medo à fúria, da frustração ao amor.

Esse é o mote de Não era você que eu esperava, uma graphic novel autobiográfica escrita e ilustrada pelo francês Fabien Toulmé.

 

Não era você que eu esperavaComo lidar com uma filha com deficiência?

Nesta graphic novel autobiográfica, Fabien Toulmé fala com emoção, humor e humildade sobre um encontro inesperado de um pai com sua filha que possui Síndrome de Down.

O casal enfrenta o nascimento de uma criança especial. É como uma tempestade inesperada, um furacão. Quando a menina nasce com a síndrome, até então não diagnosticada, a vida de Fabien desmorona. Indo da fúria à rejeição, da aceitação ao amor, o autor fala sobre a descoberta de como é ser diferente.

 

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Nota Musical – Metallica #CafenoLolla

Por , 10 de fevereiro de 2017 9:00

Por Gustavo Inserra

 

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O Metallica confirma mais uma participação no Rock in R… espera, no Lollapalooza?

É isso mesmo! Um dos festivais mais famosos do mundo e que costuma atrair um público diverso dentro do universo do rock alternativo, indie rock e pop rock (entre outros), em sua próxima edição contará com o peso dos gigantes do heavy metal, o Metallica. Para mim e para algumas pessoas, essa notícia pode parecer bastante inusitada, já que a banda virou figurinha carimbada do Rock in Rio há algum tempo – e, à primeira vista, soa um pouco distante do perfil de bandas que costumam ser atrações principais do Lollapalooza no Brasil.

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Cartaz de 1996 (EUA)

Mas não é a primeira vez que o Metallica participa do Lollapalooza. Em edições passadas, realizadas em diversas partes do mundo nos anos 90 e início dos anos 2000, bandas de peso como Rage Againts the Machine, o próprio Metallica, Soundgarden e Korn faziam parte dos setlists principais. Na verdade, o festival sempre foi bastante eclético quando o assunto é rock. O que acontece é que a onda alternativa, principalmente indie, foi ganhando força nas edições mais recentes (de 2000 pra cá), acompanhando as tendências e mudanças no cenário do rock mundial.

Podemos associar este fato inusitado (ou nem tanto inusitado para alguns) com o fato de que o Metallica lançou no semestre passado seu novo álbum, o Hardwired… to Self-Destruct, após um jejum de aproximadamente 08 anos sem lançar um álbum novo.

Sobre o álbum, analisando como um fã da banda, fiquei feliz com o que ouvi. Músicas como Hardwired e Moth Into Flame me fizeram lembrar dos primeiros álbuns e da sonoridade “thrash metal” que lançou a banda como uma das maiores do estilo. Já músicas como Dream No More por exemplo, traz um pouco da sonoridade de álbuns como Load e Reload.

Olhando por um lado, seria esse o primeiro passo para trazer de volta a “vibe” das primeiras edições, que uniam Metallica e Rancid em uma mesma edição? Ou estou viajando na maionese e o Lollapalooza é e sempre será o mesmo?

Agora basta saber se essa “novidade” (?) será o suficiente para atrair os fãs de metal para o festival ou se estes irão apenas para conferir a apresentação da sua banda favorita… Como um fã do rock no geral, achei essa combinação bem-vinda. E você, o que achou?

 

Entre Páginas – A Química

Por , 9 de fevereiro de 2017 9:00

Lá pelas bandas de 2008, uma Sabrina recém-matriculada no curso de Jornalismo da faculdade estava conversando com uma colega quando esta lhe indicou efusivamente um certo livro de capa preta, ilustrada com uma imagem de mãos segurando uma maçã.

Naquela ocasião, eu estava enrolada com outras leituras e ainda mantinha um espírito de caloura cujos olhinhos brilhavam ao entrar na seção de jornalismo da biblioteca e prometia a mim mesma que até o final do curso leria todas aquelas obras tão importantes para a minha futura profissão, portanto recusei veementemente o empréstimo daquele livro, uma vez que não sabia quando realmente teria tempo para a leitura. Mas ela insistiu, dizendo que aquele era um livro muito bacana e apaixonante e eu acabei levando-o para casa.

Pois bem. Aquele foi o meu primeiro contato com Crepúsculo e com a escrita da até então desconhecida da americana Stephenie Meyer. Na época fiquei sim fissurada naquela história e passei a acompanhar todas as criações literárias da autora – que migraram dos vampiros para os misteriosos extraterrestres de A Hospedeira.

Depois de muitos anos afastada do ofício de escritora, no final de 2016 Meyer finalmente publicou um novo trabalho: A Química, que levou o meu “eu” de atualmente relembrar o “eu” do passado e adquirir este livro. E, como esperava, a diversão foi garantida!

 

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Uma ex-agente especial fugindo de seus antigos empregadores precisa aceitar um novo caso para limpar seu nome e salvar a própria vida. Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo. Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou. Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

 

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Bolão do Oscar 2017

Por , 8 de fevereiro de 2017 21:09

Bolão do Oscar

 

Chegou a hora de testar suas habilidades cinéfilas no Bolão do Oscar do Café com Blá Blá Blá!!!

Quais serão os profissionais da indústria do cinema que levarão as estatuetas para casa? E qual será a principal surpresa (ou zebra) da premiação?

Essas e outras perguntas serão reveladas 26 de fevereiro, direto do Teatro Dolby, em Los Angeles, durante a 89ª entrega do Oscar… Mas até lá nós podemos conjecturar!

Os nossos últimos bolões foram bem disputados! Categoria a categoria, os leitores do Café disputaram um par de ingressos para alimentarem o seu vício no cinema. E dessa vez não será diferente!!

Para participar é fácil: é só fazer as apostas em quem você acha que levará a estatueta para casa! Quem acertar o maior número de vencedores será o ganhador do bolão!

“Mas pera aí… Eu vou ter que pagar para participar???”

Não! “Bolão” é um modo de falar… Você entra com os seus palpites e a gente entra com o prêmio: um par de ingressos para você conferir o seu filme preferido no cinema!

Lembrando que para validar a sua participação, você precisa seguir o @cafeblablabla no Twittercurtir a página do Café com Blá Blá Blá no Facebook!

O vencedor deverá enviar os dados para cafecomblablabla@gmail.com em até três dias após a divulgação do resultado, com o filme desejado, a cidade, o cinema, o dia e horário no qual deseja assistir ao filme. A compra dos ingressos será realizada pelo site ingresso.com e o dono das entradas deverá imprimir o comprovante enviado pelo blog para entrar na sessão.

Se houver empate, o desempate será realizado contabilizando as categorias acertadas. Quanto mais relevante a categoria, mais pontos. Combinado?

Mas lembre-se! Você só pode preencher UMA VEZ o formulário com suas apostas, até às 23h59 do dia 25/02 (véspera do Oscar). Se enviar duas ou mais vezes, será automaticamente excluído, ok? Então pensem bem antes de escolherem os seus favoritos! O grande vencedor será revelado no dia 08/03!

Preparado??? Então faça as suas apostas!!

 

Café irlandês – 06 motivos para amar Charles Dickens

Por , 7 de fevereiro de 2017 9:00

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Há 205 anos nascia um dos maiores escritores de todos os tempos: Charles Dickens.

Se você acompanha o blog há um tempinho já sabe que sou absolutamente apaixonada pela escrita do autor inglês e que suas histórias permanecem comigo muito depois de virar as páginas finais de seus romances.

Por isso, gostaria de aproveitar o aniversário de Dickens para compartilhar com vocês alguns motivos para você também se apaixonar por ele.

 

1 – A narrativa

 

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Não importa qual seja a cena: um momento de tensas revelações entre os personagens ou uma simples descrição do amanhecer pelas ruas de Londres: a escrita de Dickens é capaz de traduzir esse momento em algo único e encantador!

 

2 – Os personagens

 

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Dos mocinhos mais profundos aos vilões mais asquerosos, Dickens é capaz de construir personagens tridimensionais e inesquecíveis. Que leitor nunca ficou com a imagens da Sra. Havisham em seu eterno vestido de noiva ou não se arrepiou com a brutalidade de Bill Sykes? E quem nunca tentou evitar a rabugice do velho Scrooge?

 

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Projeto Dickens #7 – Oliver Twist

Por , 31 de janeiro de 2017 9:00

Depois de um longo intervalo, finalmente cheguei à próxima parada do meu longo Projeto Dickens. E a escolha da vez foi a segunda obra publicada pelo autor: Oliver Twist.

Confesso que iniciei a leitura sem muitas expectativas… Na verdade, pelo pouco que sabia sobre o livro, tinha a impressão de que esta seria a obra de Charles Dickens de que menos gostaria. Sendo assim, que delícia foi encontrar uma narrativa impressionante e comovente, capaz de conquistar o meu coração!

 

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Sombrio, misterioso e acidamente engraçado, Oliver Twist apresenta alguns dos vilões mais memoráveis de toda a ficção – Fagin, o traiçoeiro líder da gangue; Bill Sikes, o bandido ameaçador; e Artful Dodger e seu grupo de ladrões pelas ruas imundas de Londres.

A obra de Dickens é, ao mesmo tempo, uma crítica à pobreza e uma aventura repleta de ameaças e maldades ocultas.

 

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Entre Páginas – Dois irmãos

Por , 9 de janeiro de 2017 9:00

Tem alguns livros que nos perseguem.

Você nunca havia ouvido falar nele quando, BOOM: de uma hora para outra ele está em todo lugar.

Essa é mais ou menos a minha história com Dois irmãos, do autor brasileiro Milton Hatoum. A obra não é tão recente (foi publicada há quase vinte anos), mas foi mais recentemente que passei a me deparar com ela em diversos blogs, canais literários e, agora, na chamada de uma nova produção seriada da Rede Globo, que irá ao ar a partir de hoje.

Sendo assim, resolvi partir para esta leitura e o resultado não poderia ter sido melhor!

 

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Onze anos depois da publicação de’Relato de um Certo Oriente’, Milton Hatoum retoma os temas do drama familiar e da casa que se desfaz. ‘Dois Irmãos’ é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. O enredo desta vez tem como centro a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

 

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#LendoKing 4 – As Terras Devastadas

Por , 5 de janeiro de 2017 12:30

Terceiro volume da série A Torre Negra… E eu finalmente comecei a me encantar pela saga épica de Stephen King!

 

Atenção! Pode conter spoilers dos primeiros volumes da série: O PistoleiroA Escolha dos Três.

 

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Neste romance emocionante, Roland, o último Pistoleiro, se aproxima ainda mais da Torre Negra de seus sonhos e pesadelos – atravessando um deserto amaldiçoado em um mundo macabro que é uma imagem distorcida do nosso próprio mundo.

Junto com Roland estão dois daqueles que ele levou consigo para esse universo: o ex-viciado nova-iorquino Eddie Dean e Susannah, nova identidade da mulher que combina em um mesmo corpo duas personalidades distintas. À sua frente estão as extraordinárias revelações sobre quem ele é e o que o motiva em sua busca. E contra ele se perfila uma legião cada vez mais numerosa de inimigos, humanos ou não.

À medida que o ritmo da ação e aventura, da descoberta e do perigo se acelera cada vez mais, o leitor é irremediavelmente absorvido por um drama espetacular ao mesmo tempo assustador como um pesadelo… e estranhamente familiar.

 

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