#LendoKing #6 – Saco de Ossos

Por , 16 de agosto de 2017 9:00

Sabe aquelas histórias de fantasmas bem assustadoras que a gente conta no escuro, antes de dormir?

Saco de Ossos, do Stephen King, é tudo isso e muito mais!

 

Capa Saco de Ossos Ponto de Leitura.inddA história de um antigo amor – um sentimento forte que o tempo e a morte não conseguem destruir. A história de uma nova paixão – um relacionamento assombrado por segredos do passado. A história de uma criança – a inocente prisioneira de um terrível fogo cruzado. São estes os ingredientes de Saco de Ossos, mais um romance com a marca inigualável do grande mestre da narrativa contemporânea, Stephen King. Mike Noonan é um romancista de sucesso que vê sua vida subitamente transformada com a morte da esposa Jo. Quatro anos já se passaram e o sentimento é o mesmo – o desânimo, a tristeza, a sensação de que nunca mais será capaz de escrever. Diante da tela branca do computador, ele vê o vazio doloroso que passou a dominar seus dias. Nem mesmo o sono lhe traz alívio. Noonan é agora atormentado por terríveis pesadelos com Sara Laughs e a casa do lago – o recanto de sonhos onde ele e Jo foram tão felizes. Voltar à pequena cidade. Esta parece ser a única saída. Mike sente que precisa enfrentar o passado e tentar reencontrar seu caminho.

 

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Entre páginas – O inferno dos outros

Por , 7 de agosto de 2017 9:00

Falei recentemente aqui no blog sobre o Man Booker Prize e como, aos poucos, esse prêmio tem despertado a minha curiosidade (e me desafiado a ler coisas diferentes).

Apesar de a longlist da premiação ter saído apenas recentemente, ela foi precedida pela edição internacional do Booker Prize, que engloba obras do mundo todo, escrita em línguas diferentes, publicadas no último ano na Inglaterra.

E foi justamente quando essa longlist internacional foi divulgada que conheci David Grossman e sua obra O inferno dos outros. O livro estava sendo bastante comentado em um grupo do Goodreads que acompanho (ManBookering – #ficadica!) e resolvi conferi-lo.

 

CAPA-O-INFERNO-DOS-OUTROS

Em cima de um palco decadente de uma pequena cidade israelense, Dovale apresenta um show de stand up para alguns gatos pingados e um amigo de infância, seu convidado especial da noite. Enquanto faz piadas mais ou menos sagazes, no limite do politicamente correto e do bom gosto, passeando por temas tão amplos quanto o conflito Israel-Palestina e os palavrões proferidos por um papagaio, o comediante provoca o riso da plateia, mas também o desconforto. A tensão aumenta conforme Dovale expõe seus dramas pessoais mais profundos, e o humor se esvai dando lugar a uma melancolia comum a todos nós. Um romance corajoso e atual, breve mas avassalador, de um dos maiores ficcionistas contemporâneos.

 

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Entre páginas – Rua do Odéon

Por , 4 de agosto de 2017 9:00

Tem algumas pessoas que não acreditam em inferno astral. Mas é bem da verdade é que o mês que antecede o meu aniversário sempre tende a ser um pouquinho mais conturbado que o normal… E esse ano não foi diferente!

Faltava exatamente 10 dias para eu ficar um aninho mais velha quando eu torci feio o meu pé. Isso resultou em um pouco mais de uma semana “de molho” em casa com o pé imobilizado… e em muitas leituras no “intervalo do gelo”.

Dentre elas estava Rua do Odéon, um livro de memórias de Adrienne Monnier, uma livreira de Paris que vivem em meio à efervescência cultural da cidade-luz entre os anos de 1915 e 1951. E que delícia de leitura!

 

Rua do OdeonDe 1915 a 1951, La Maison des Amis des Livres, a livraria de Adrienne Monnier na rua do Odéon, em Paris, foi um importante ponto de encontro para muitos intelectuais da época, como Paul Valéry, André Gide, Jean Cocteau, André Breton, Walter Benjamin e James Joyce. O local funcionava também como editora, e uma de suas publicações em especial teve grande repercussão: a primeira edição em francês do romance Ulisses, de Joyce, em 1929. Os textos que compõem este livro constituem uma espécie de relato fragmentado da trajetória dessa livraria, de suas várias atividades e de alguns de seus frequentadores. Autorretrato de uma mulher apaixonada, culta e que soube reunir em torno de si um fascinante grupo de intelectuais, Rua do Odéon é, acima de tudo, uma homenagem à literatura.

 

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Man Booker Prize – A Longlist de 2017

Por , 30 de julho de 2017 9:00

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Se tem um prêmio literário que tem (assanhado) despertado a minha curiosidade e a da Fanny é o Man Booker Prize.

A nossa curiosidade foi despertada depois que percebemos que alguns dos livros e autores de que mais gostamos no ano passado foram indicados ou vencedores desse prêmio, como Eleanor CattonJulian BarnesKazuo Ishiguro.

Para quem não está familiarizado com essa premiação, vale uma breve contextualização: o Man Booker foi criado em 1969 por uma fundação internacional baseada em Londres e premia, todo ano, os melhores livros de língua inglesa publicados nos últimos 12 meses na Inglaterra por autores vivos (porém, obras de autores de outros países são elegíveis, desde que se encontrem nesses critérios)

O julgamento é feito por um grupo de juízes que muda todos os anos e se dá da seguinte forma: em julho é revelada a lista completa de indicados (chamada de longlist). Em setembro é revelada a shorlist, já com os 06 finalistas que disputarão pelo prêmio final. E, finalmente, em outubro é revelado o grande vencedor.

Esse prêmio se tornou bastante popular, tanto que em 2005 criou-se o Man Booker Prize internacional, que aí sim abarca todos os autores vivos, independente de sua nacionalidade e da língua original da obra. O ganhador desse ano foi o livro O inferno dos outros, do israelense David Grossman, de quem falaremos em breve aqui no blog.

A característica mais bacana, que faz com que os leitores insiders gostem desse prêmio, é que ele sempre seleciona um mix bem variado de obras, e une tanto títulos de autores já aclamados como novas gerações de autores jovens e desconhecidos – o que acaba se tornando um trampolim para que eles ganhem um espaço na mídia e nas TBR’s das pessoas.

Pois bem, apresentações feitas, é hora de divulgar os livros indicados deste ano. Preparados?

 

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Nota Musical – Lana Del Rey está de volta… melhor do que nunca!

Por , 29 de julho de 2017 21:19

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Não faz tanto tempo assim que Lana Del Rey não lançava algo novo… Afinal, seu último álbum, Honeymoon, chegou às prateleiras (e serviços de streaming) em 2015. Porém, suas músicas foram tão inexpressivas (e chatas, não me xingem!), que é quase como se nada tivesse de fato acontecido após o lançamento de Ultraviolence, em 2014.

Pois bem. 2017 chegou e com ele a divulgação do single Lust for Life, com a participação de ninguém menos do que o “queridinho” do momento The Weeknd. E que tiro!

Alguns podem não concordar (Fanny, oi!), mas o hit conquistou minha simpatia logo de cara e foi adicionado no mesmo instante à minha playlist de favoritos do Spotify. Seu lançamento também era um prenúncio bastante auspicioso para seu novo CD, que também leva o nome de seu primeiro single: Lust for Life.

 

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Entre Páginas – Outlander: A Libélula no Âmbar

Por , 15 de maio de 2017 9:00

Você não precisa ser um leitor muito antigo do blog para perceber que um vício abateu duas de nossas integrantes nos últimos tempos…

Sim, eu e a Thais nos propusemos a finalmente iniciar a leitura de uma certa série que já habitava nossa estante há algum tempo e que, devido à sua grande quantidade de livros (e de páginas em cada um), levaria um bom tempo para ser desbravada – a verdade é que nem tínhamos a intenção de ler tudo de uma vez; a ideia era ler um a cada seis meses, ou até mesmo um por ano…

Mas nós subestimamos o poder de sedução de James Fraser e da riquíssima narrativa de Diana Gabaldon! Resultado: fomos completamente conquistadas e já estamos apaixonadas por Outlander!

Atenção! Pode conter spoilers do primeiro volume da série, A Viajante do Tempo!

 

Libélula no Âmbar

 

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?

 

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Café irlandês – 7 Motivos para ler/assistir Outlander

Por , 11 de abril de 2017 9:00

cafe irlandes

 

Monotemática, eu? Imagina!

 

1. James Fraser

 

JamieFraser

 

Não tem jeito. Ele tinha que figurar no topo dessa lista!

Jamie é um herói improvável. Dono de uma personalidade pura (ou pelo menos a mais pura que um guerreiro escocês do século XVIII pode ter), o personagem encanta com seu coração bom, seu caráter inquestionável e suas tiradas pra lá de engraçadas, capazes de trazerem alívio cômico até para os momentos mais tensos.

 

2. Mocinha badass

 

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Esqueça as personagens femininas doces e delicadas – elas não têm vez em Outlander!

Claire é uma personagem astuta e sagaz, que consegue ler nas entrelinhas. É bem verdade que ter uma noção do que acontece no futuro ajuda, mas ela está sempre ligada nas segundas intenções das pessoas que a cercam.

Além disso, eu não sei vocês, mas se eu fosse uma mulher do século XX que voltasse subitamente 200 anos no tempo não acredito que lidaria muito bem com os costumes mais “bárbaros” daquela época – sem falar na medicina e na higiene (ou falta de)… mas Claire tira tudo de letra!

 

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Entre páginas + Fala série! – Outlander: A viajante do tempo

Por , 5 de abril de 2017 9:00

Dois formatos = um amor: Outlander.

Os livros de Diana Gabaldon começaram a ser publicados há mais de 25 anos, mas ganharam notoriedade após serem adaptados para a televisão pelo canal americano Starz, em 2014.

Por aqui, a saga literária começou a ser publicada pela editora Rocco, em 2004. Porém, 10 anos depois os direitos de publicação foram assumidos pela antiga Saída de Emergência e, atualmente, pertencem à Editora Arqueiro.

Na minha estante, o primeiro volume me esperava há quase três anos. Ele ficou me namorando da prateleira, mas confesso que fui afastada um pouco pelo “hype” e demorei a dar o braço a torcer… Mas finalmente resolvi arriscar e fiquei completamente apaixonada!

 

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Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

 

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Entre Páginas – Não era você que eu esperava

Por , 21 de março de 2017 8:00

Hoje é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down.

E, para celebrar a data, nada melhor do que conhecer uma obra sensível e honesta, que narra a história de um pai que descobre que sua filha possui a Síndrome – e como ele migra do medo à fúria, da frustração ao amor.

Esse é o mote de Não era você que eu esperava, uma graphic novel autobiográfica escrita e ilustrada pelo francês Fabien Toulmé.

 

Não era você que eu esperavaComo lidar com uma filha com deficiência?

Nesta graphic novel autobiográfica, Fabien Toulmé fala com emoção, humor e humildade sobre um encontro inesperado de um pai com sua filha que possui Síndrome de Down.

O casal enfrenta o nascimento de uma criança especial. É como uma tempestade inesperada, um furacão. Quando a menina nasce com a síndrome, até então não diagnosticada, a vida de Fabien desmorona. Indo da fúria à rejeição, da aceitação ao amor, o autor fala sobre a descoberta de como é ser diferente.

 

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Nota Musical – Metallica #CafenoLolla

Por , 10 de fevereiro de 2017 9:00

Por Gustavo Inserra

 

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O Metallica confirma mais uma participação no Rock in R… espera, no Lollapalooza?

É isso mesmo! Um dos festivais mais famosos do mundo e que costuma atrair um público diverso dentro do universo do rock alternativo, indie rock e pop rock (entre outros), em sua próxima edição contará com o peso dos gigantes do heavy metal, o Metallica. Para mim e para algumas pessoas, essa notícia pode parecer bastante inusitada, já que a banda virou figurinha carimbada do Rock in Rio há algum tempo – e, à primeira vista, soa um pouco distante do perfil de bandas que costumam ser atrações principais do Lollapalooza no Brasil.

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Cartaz de 1996 (EUA)

Mas não é a primeira vez que o Metallica participa do Lollapalooza. Em edições passadas, realizadas em diversas partes do mundo nos anos 90 e início dos anos 2000, bandas de peso como Rage Againts the Machine, o próprio Metallica, Soundgarden e Korn faziam parte dos setlists principais. Na verdade, o festival sempre foi bastante eclético quando o assunto é rock. O que acontece é que a onda alternativa, principalmente indie, foi ganhando força nas edições mais recentes (de 2000 pra cá), acompanhando as tendências e mudanças no cenário do rock mundial.

Podemos associar este fato inusitado (ou nem tanto inusitado para alguns) com o fato de que o Metallica lançou no semestre passado seu novo álbum, o Hardwired… to Self-Destruct, após um jejum de aproximadamente 08 anos sem lançar um álbum novo.

Sobre o álbum, analisando como um fã da banda, fiquei feliz com o que ouvi. Músicas como Hardwired e Moth Into Flame me fizeram lembrar dos primeiros álbuns e da sonoridade “thrash metal” que lançou a banda como uma das maiores do estilo. Já músicas como Dream No More por exemplo, traz um pouco da sonoridade de álbuns como Load e Reload.

Olhando por um lado, seria esse o primeiro passo para trazer de volta a “vibe” das primeiras edições, que uniam Metallica e Rancid em uma mesma edição? Ou estou viajando na maionese e o Lollapalooza é e sempre será o mesmo?

Agora basta saber se essa “novidade” (?) será o suficiente para atrair os fãs de metal para o festival ou se estes irão apenas para conferir a apresentação da sua banda favorita… Como um fã do rock no geral, achei essa combinação bem-vinda. E você, o que achou?