Fala Série! – The Good Place

Por , 17 de novembro de 2017 9:10

The Good Place

 

Ironia, sarcasmo e um senso de humor delicioso. Essas são algumas palavras que definem The Good Place, criada por Michael Schur (Parks and Recreation) e protagonizada por Kristen Bell e Ted Danson.

 

Continue Lendo!

Blá Blá Blá – Não estamos atingindo as nossas metas literárias (e está tudo bem)

Por , 12 de novembro de 2017 9:04

Regret

 

Todo ano é a mesma ladainha: logo na primeira semana, tiramos um tempo para listar os livros que queremos e pretendemos ler. E, no começo, é tudo mil maravilhas… férias e muito tempo livre para ler. Parece que nada poderá nos impedir de cumprir as (altas) metas literárias para o ano.

Porém, o ano avança e, com ele, vêm os compromissos, o trabalho, séries do Netflix, joguinhos para celular, outras metas… e todo aquilo entusiasmo fica para trás.

O pique pode ter ido para o fundo do poço, mas também optamos por nunca mudar as metas (sabe aquele velho e famoso ‘quando atingirmos a meta, dobramos a meta?’). Então… não atingimos a meta, nem a reduzimos pela metade.

Parece uma derrota para quem estava acostumado a ler mais de 100 livros no ano, mas por que não estamos tristes com isso?

 

Continue Lendo!

Entre páginas – O dono do morro: Um homem e a batalha pelo Rio

Por , 13 de outubro de 2017 9:00

Há pouco tempo, em uma sexta-feira tumultuada no trabalho, ouvi falar pela primeira vez nos conflitos violentos que estavam acontecendo na Rocinha, uma das principais favelas do Rio de Janeiro e a maior da América Latina.

Admito que, antes desse episódio, o mais próximo que já chegara de conhecer a realidade do tráfico nos morros cariocas havia sido pelo noticiário comum – e pela leitura de Abusado, do jornalista Caco Barcellos.

Pois bem. Lá estava eu, naquela sexta-feira, fascinada e curiosa a respeito dos elementos que haviam deflagrado a guerra entre facções na Rocinha. E foi justamente pesquisando sobre o assunto que me deparei com uma entrevista com o jornalista americano Misha Gleeny acerca de seu livro, O dono do morro: Um homem e a batalha pelo Rio, publicado pela Companhia das Letras no ano passado.

Interessada pelo tema, corri no mesmo momento para a Amazon, onde me deparei com o e-book da obra com um descontão, e iniciei a leitura no mesmo dia.

 

O donoO dono do morro é a história impressionante de um homem comum forçado a tomar uma decisão que transformaria sua vida. Como Antonio Francisco Bonfim Lopes, um jovem pai trabalhador, se transformou em Nem, o líder do tráfico de drogas na Rocinha? A partir de uma série de entrevistas na prisão de segurança máxima onde o criminoso cumpre sentença, Misha Glenny narra a ascensão e a queda do traficante, assim como a tragédia de uma cidade.

Da inundação do Rio de Janeiro pela cocaína nos anos 1980 à situação atual que embaralha voto, armas, política, polícia e bandidagem, a apuração impecável de Misha Glenny revela cada peça de um complicado quebra-cabeças.

 

Continue lendo!

Nota Musical – Jaymes Young

Por , 11 de outubro de 2017 9:00

James Young

 

Tem alguns artistas que são amor à primeira “ouvida”. Você não sabia que eles existiam até eles aparecerem em uma das playlists que você segue no Spotify e… boom: fica viciada!

Esse foi o caso do meu amor recente pelo cantor e compositor americano Jaymes Young.

Nascido em 1991 com o nome de Jaymes McFarland, o artista gravou seu primeiro EP em 2013, Dark Star e, no mesmo ano, participou de uma turnê com London Grammar. Já no ano seguinte, com um segundo EP lançado, Habits of My Heart, abriu alguns shows para Vance Joy e participou do hit I’ll keep loving you, do David Guetta.

Porém, seu álbum de estreia, Feel Something, foi lançado apenas este ano e reúne uma série de músicas marcantes… e viciantes!

 

Continue lendo!

#LendoKing #6 – Saco de Ossos

Por , 16 de agosto de 2017 9:00

Sabe aquelas histórias de fantasmas bem assustadoras que a gente conta no escuro, antes de dormir?

Saco de Ossos, do Stephen King, é tudo isso e muito mais!

 

Capa Saco de Ossos Ponto de Leitura.inddA história de um antigo amor – um sentimento forte que o tempo e a morte não conseguem destruir. A história de uma nova paixão – um relacionamento assombrado por segredos do passado. A história de uma criança – a inocente prisioneira de um terrível fogo cruzado. São estes os ingredientes de Saco de Ossos, mais um romance com a marca inigualável do grande mestre da narrativa contemporânea, Stephen King. Mike Noonan é um romancista de sucesso que vê sua vida subitamente transformada com a morte da esposa Jo. Quatro anos já se passaram e o sentimento é o mesmo – o desânimo, a tristeza, a sensação de que nunca mais será capaz de escrever. Diante da tela branca do computador, ele vê o vazio doloroso que passou a dominar seus dias. Nem mesmo o sono lhe traz alívio. Noonan é agora atormentado por terríveis pesadelos com Sara Laughs e a casa do lago – o recanto de sonhos onde ele e Jo foram tão felizes. Voltar à pequena cidade. Esta parece ser a única saída. Mike sente que precisa enfrentar o passado e tentar reencontrar seu caminho.

 

Continue lendo '#LendoKing #6 – Saco de Ossos'»

Entre páginas – O inferno dos outros

Por , 7 de agosto de 2017 9:00

Falei recentemente aqui no blog sobre o Man Booker Prize e como, aos poucos, esse prêmio tem despertado a minha curiosidade (e me desafiado a ler coisas diferentes).

Apesar de a longlist da premiação ter saído apenas recentemente, ela foi precedida pela edição internacional do Booker Prize, que engloba obras do mundo todo, escrita em línguas diferentes, publicadas no último ano na Inglaterra.

E foi justamente quando essa longlist internacional foi divulgada que conheci David Grossman e sua obra O inferno dos outros. O livro estava sendo bastante comentado em um grupo do Goodreads que acompanho (ManBookering – #ficadica!) e resolvi conferi-lo.

 

CAPA-O-INFERNO-DOS-OUTROS

Em cima de um palco decadente de uma pequena cidade israelense, Dovale apresenta um show de stand up para alguns gatos pingados e um amigo de infância, seu convidado especial da noite. Enquanto faz piadas mais ou menos sagazes, no limite do politicamente correto e do bom gosto, passeando por temas tão amplos quanto o conflito Israel-Palestina e os palavrões proferidos por um papagaio, o comediante provoca o riso da plateia, mas também o desconforto. A tensão aumenta conforme Dovale expõe seus dramas pessoais mais profundos, e o humor se esvai dando lugar a uma melancolia comum a todos nós. Um romance corajoso e atual, breve mas avassalador, de um dos maiores ficcionistas contemporâneos.

 

Continue Lendo!

Entre páginas – Rua do Odéon

Por , 4 de agosto de 2017 9:00

Tem algumas pessoas que não acreditam em inferno astral. Mas é bem da verdade é que o mês que antecede o meu aniversário sempre tende a ser um pouquinho mais conturbado que o normal… E esse ano não foi diferente!

Faltava exatamente 10 dias para eu ficar um aninho mais velha quando eu torci feio o meu pé. Isso resultou em um pouco mais de uma semana “de molho” em casa com o pé imobilizado… e em muitas leituras no “intervalo do gelo”.

Dentre elas estava Rua do Odéon, um livro de memórias de Adrienne Monnier, uma livreira de Paris que vivem em meio à efervescência cultural da cidade-luz entre os anos de 1915 e 1951. E que delícia de leitura!

 

Rua do OdeonDe 1915 a 1951, La Maison des Amis des Livres, a livraria de Adrienne Monnier na rua do Odéon, em Paris, foi um importante ponto de encontro para muitos intelectuais da época, como Paul Valéry, André Gide, Jean Cocteau, André Breton, Walter Benjamin e James Joyce. O local funcionava também como editora, e uma de suas publicações em especial teve grande repercussão: a primeira edição em francês do romance Ulisses, de Joyce, em 1929. Os textos que compõem este livro constituem uma espécie de relato fragmentado da trajetória dessa livraria, de suas várias atividades e de alguns de seus frequentadores. Autorretrato de uma mulher apaixonada, culta e que soube reunir em torno de si um fascinante grupo de intelectuais, Rua do Odéon é, acima de tudo, uma homenagem à literatura.

 

Continue Lendo!

Man Booker Prize – A Longlist de 2017

Por , 30 de julho de 2017 9:00

Man-booker-prize

 

Se tem um prêmio literário que tem (assanhado) despertado a minha curiosidade e a da Fanny é o Man Booker Prize.

A nossa curiosidade foi despertada depois que percebemos que alguns dos livros e autores de que mais gostamos no ano passado foram indicados ou vencedores desse prêmio, como Eleanor CattonJulian BarnesKazuo Ishiguro.

Para quem não está familiarizado com essa premiação, vale uma breve contextualização: o Man Booker foi criado em 1969 por uma fundação internacional baseada em Londres e premia, todo ano, os melhores livros de língua inglesa publicados nos últimos 12 meses na Inglaterra por autores vivos (porém, obras de autores de outros países são elegíveis, desde que se encontrem nesses critérios)

O julgamento é feito por um grupo de juízes que muda todos os anos e se dá da seguinte forma: em julho é revelada a lista completa de indicados (chamada de longlist). Em setembro é revelada a shorlist, já com os 06 finalistas que disputarão pelo prêmio final. E, finalmente, em outubro é revelado o grande vencedor.

Esse prêmio se tornou bastante popular, tanto que em 2005 criou-se o Man Booker Prize internacional, que aí sim abarca todos os autores vivos, independente de sua nacionalidade e da língua original da obra. O ganhador desse ano foi o livro O inferno dos outros, do israelense David Grossman, de quem falaremos em breve aqui no blog.

A característica mais bacana, que faz com que os leitores insiders gostem desse prêmio, é que ele sempre seleciona um mix bem variado de obras, e une tanto títulos de autores já aclamados como novas gerações de autores jovens e desconhecidos – o que acaba se tornando um trampolim para que eles ganhem um espaço na mídia e nas TBR’s das pessoas.

Pois bem, apresentações feitas, é hora de divulgar os livros indicados deste ano. Preparados?

 

Continue Lendo!

Nota Musical – Lana Del Rey está de volta… melhor do que nunca!

Por , 29 de julho de 2017 21:19

Lana1

 

Não faz tanto tempo assim que Lana Del Rey não lançava algo novo… Afinal, seu último álbum, Honeymoon, chegou às prateleiras (e serviços de streaming) em 2015. Porém, suas músicas foram tão inexpressivas (e chatas, não me xingem!), que é quase como se nada tivesse de fato acontecido após o lançamento de Ultraviolence, em 2014.

Pois bem. 2017 chegou e com ele a divulgação do single Lust for Life, com a participação de ninguém menos do que o “queridinho” do momento The Weeknd. E que tiro!

Alguns podem não concordar (Fanny, oi!), mas o hit conquistou minha simpatia logo de cara e foi adicionado no mesmo instante à minha playlist de favoritos do Spotify. Seu lançamento também era um prenúncio bastante auspicioso para seu novo CD, que também leva o nome de seu primeiro single: Lust for Life.

 

Continue Lendo!

Entre Páginas – Outlander: A Libélula no Âmbar

Por , 15 de maio de 2017 9:00

Você não precisa ser um leitor muito antigo do blog para perceber que um vício abateu duas de nossas integrantes nos últimos tempos…

Sim, eu e a Thais nos propusemos a finalmente iniciar a leitura de uma certa série que já habitava nossa estante há algum tempo e que, devido à sua grande quantidade de livros (e de páginas em cada um), levaria um bom tempo para ser desbravada – a verdade é que nem tínhamos a intenção de ler tudo de uma vez; a ideia era ler um a cada seis meses, ou até mesmo um por ano…

Mas nós subestimamos o poder de sedução de James Fraser e da riquíssima narrativa de Diana Gabaldon! Resultado: fomos completamente conquistadas e já estamos apaixonadas por Outlander!

Atenção! Pode conter spoilers do primeiro volume da série, A Viajante do Tempo!

 

Libélula no Âmbar

 

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?

 

Continue Lendo!