Category: Desafio 2015

Desafio Litérário: #Projetopravida

Por , 12 de abril de 2015 16:05

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2015 começou com diversas metas literárias auto-impostas pela equipe do Café.

A primeira (e mais difícil) é a de reduzir drasticamente a nossa compra desenfreada de livros novos – e que vai muito bem, obrigada!

A segunda, é a nossa proposição (minha e da Fanny) de ler mais clássicos.

Por quê?

Não, não é para parecermos mais “cults”, nem “hipsters” e nem “descoladas”, mas sim porque adoramos encarar as escritas dos nossos “queridos” autores imortais.

Pode parecer estranho, mas o nosso amor aos clássicos data de um longo tempo…

 

SABRINA

 

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A minha relação com os clássicos começou de forma conturbada. No começo, tinha uma certa desconfiança e até “birra” daqueles catatauzões que os professores indicavam no colégio. Achava Dom Casmurro chato, Iracema pedante e não podia nem ouvir falar em Graciliano Ramos. Em suma, era uma adolescente “normal”.

Parte dessa minha aversão vinha exatamente daí: da obrigatoriedade. Afinal, não tinha a menor dificuldade em devorar a obra do Monteiro Lobato e muito menos em encarar as muitas páginas de Harry Potter e as Relíquias da Morte – muito pelo contrário! Já era apaixonada pelos livros antes mesmo de aprender a ler, mas simplesmente não conseguia engolir as obras selecionadas pelo meu professor de literatura.

Porém, foi só entrar na faculdade para a coisa mudar de figura… Logo nas primeiras aulas do curso de jornalismo percebi que precisava “correr atrás do prejuízo”, digamos assim, se quisesse ter alguma chance nos processos seletivos dos grandes veículos. Foi então que decidi desbravar as prateleiras (lindas e amadas) da seção de literatura inglesa da biblioteca da faculdade (#sddseternas)… E me apaixonei completamente!

Austen, Dickens e Brontë foram alguns dos autores aos quais me apresentei durante as tardes livres passadas naquele andar “mágico” e que continuam me fazendo companhia até hoje. E, claro, comecei com o pé direito! Foi nessa época que entreguei meu coração ao Mr. Darcy, me encantei com a trama complexa de Um Conto de Duas Cidades e odiei a trágica história de Cathy e Heathcliff.

O tempo passou e, com ele, a vontade de devorar mais e mais clássicos só cresceu. Mais recentemente tive a sorte de encontrar na Fanny uma colega apreciadora do gênero e juntas resolvemos encarar (muitos) outros títulos pelos quais nutrimos curiosidade há muito tempo.

 

FANNY

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Desde que li o primeiro Harry Potter lá em 2000, eu fiquei mais envolvida em livros, mas eu sempre tinha sido e ainda seria por muitos anos (hoje nem tanto, admito), apegada aos filmes e séries.

E entre esses apegos estava Gilmore Gilrs (que naquela época conhecia somente por Tal mãe, tal filha) e inspirada pela leitura de Rory eu fui aos poucos desbravando os clássicos internacionais. Foi com a ajuda dela e sempre o anuncio de filmes baseados em clássicos que eu fui entrando nesse mundo sem perceber.

Nessa leva, li livros como Metamorfose de Kafka, Grandes Esperanças, Robinson Crusoe, A Iliada e A Odisseia, O Retrato de Dorian Grey e até a descoberta da minha amada Jane Austen (com Orgulho e Preconceito), entre tantos outros (por exemplo, li a obra completa de Agatha Christie porque citaram o seu nome em filme que nem me lembro mais qual é!)  todos foram por causa dessas influências e por isso quando aquela lista do desafio da Rory de leitura passou um tempo atrás, eu já tinha lido vários.

Mais do que isso, também sempre me sinto pequena dentro de uma biblioteca.

Uma livraria, apesar de ser tudo novo eu tenho que superar o obstáculo de comprar, mas cada vez que você entra em uma biblioteca com a opção de ler 4000,5000,10000 itens a realidade de que você pode ler aquilo tudo é mais forte, assim como a sua percepção de que nunca haverá tempo (se você lembrou do ‘meltdown’ da Rory diante da biblioteca de Harvard, eu tenho quase certeza que foi o episódio de maior influência nesse meu comportamento).

Por isso, quando começamos a desbravar Hardy e não o tirar da nossa lista, mas também perceber o escritor incrível que estávamos perdendo. Assim o desafio eterno (que vai tomar algumas décadas), se tornou uma peça importante, principalmente com alguém do lado para ajudar e motivar.

 

Nosso método

 

É verdade que todos temos rotinas corridas e que fazem com que adiemos a leitura de livros que exigem mais do nosso tempo e da nossa atenção – ainda mais quando eles possuem mais de 500 páginas de pura gostosura, que é o caso de grande parte dos clássicos.

Acabamos adiando a leitura por motivos de: “é grosso demais”, “é pesado demais”, “é descritivo demais”… As desculpas são infinitas!

Porém, uma vez que decidimos tocar esse projeto adiante, acabamos desenvolvendo um método simples, mas que tem nos ajudado bastante a resolver esses problemas: ler 20 páginas por dia.

Como surgiu esse número? A culpa é de Tess of the D’ubervilles! Como contamos na resenha do livro, resolvemos ler a obra de Hardy antes do lançamento do filme de Cinquenta Tons de Cinza e, de acordo com as nossas contas, seria necessário ler pelo menos 20 páginas por dia para terminarmos o livro a tempo. Pois bem, fizemos o teste e percebemos que esse esquema funcionava muito bem para qualquer tipo de livro “intimidador”. 20 páginas é uma meta facilmente alcansável para a gente. Uma vez cumprida no dia, podíamos partir para outras leituras e atividades.

Além disso, sabemos que muitos tijolões chegam em um ponto em que a narrativa se arrasta um pouco, e é justamente nesses momentos que corremos o risco de abandonar a leitura (mesmo que seja por um tempo). Ora, se só precisamos ler 20 páginas naquele dia, o desafio de prosseguir na leitura se torna mais fácil. Insistimos um pouquinho para cumprir a meta diária e, quando menos percebemos, já chegamos em um ponto onde a narrativa volta a engatar.

 

O nosso projeto

 

O nosso projeto não tem nem data e nem hora para acabar – chamamos literalmente de #Projetopravida. Afinal, só na nossa listinha de “clássicos que queremos muito ler” já somamos mais de 130 livros (até agora) – isso sem contrar outros tijolões e obras contemporâneas que também desejamos desbravar.

A princípio estamos começando com os livros que já temos na estante (uma vez que a Thais declarou que esse projeto não é uma desculpa para furarmos o “ano sem comprar livros”), principalmente aqueles que ganharão novas adaptações cinematográficas ou televisivas – como Far From the Madding Crowd, do Thomas Hardy, nossa próxima leitura.

Aliado a isso, temos também outros projetos, como Fanny lendo Shakespeare e eu lendo Dickens (sim, gente, o #ProjetoDickens ainda existe. Só está atrasado). Ufa! Sabemos que é leitura pra caramba, mas sabe? É desafiador e é uma delícia!

Convidamos a todos para participarem com a gente! Você topa?

O ano em que não iremos comprar livros – Resumo Janeiro

Por , 10 de fevereiro de 2015 19:20

Olá pessoal,

No mês passado lançamos um desafio que pretendemos realizar nesse ano, que é basicamente o de comprar o menor número de livros… Afinal, estamos com a estante recheada de livros que compramos mas nunca tiramos o tempo para ler.

O primeiro mês foi ‘fácil’ para nós por diversas razões, mas como nos lidamos com essas novas regras? Descubra como foi o mês de cada uma de nós.

 

Sabrina

 

Quando traçamos a regra desse desafio, achei que seria um suplício imenso não poder comprar aqueles lançamentos “quentinhos”… Mas, por incrível que pareça, não foi tão difícil quanto eu esperava.

O resultado disso é que quase fechei o mês sem comprar nada – disse quase porque nos 45 minutos do segundo tempo (vulgo dia 28 de janeiro) acabei adquirindo a versão linda de bolso de O Corcunda de Notre Dame, do Victor Hugo, recém-publicado pela Zahar. A obra faz parte da minha proposição de ler mais clássicos em 2015.

Livros comprados no mês: O Corcunda de Notre Dame, do Victor Hugo (livro permitido do mês)

Livros lidos da estante: 6 (Mentirosos, Dreamland, A Morte de Ivan Ilitch, Tess of the D’Ubervilles, The Year I Met You e A Night to Surrender)

Saldo de livros que posso comprar em fevereiro: 1

 

Fanny

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Uma das melhores coisas de janeiro é porque é meu aniversário! E por isso eu ganhei alguns livros, o que tirou a vontade de comprar livros novos. Tirou tanto, que não comprei nem o meu livros do mês.

Ou melhor comprei, I Was Here, da Gayle Forman, tanto a cópia física (que está vindo do US e vai demorar uns 2 meses para chegar), quanto o e-book (que chegou na hora no meu Kobo), porém Gayle está na minha lista de exceção e por isso pode.

O que mais está tirando a minha paz do desafio, é o fato de que eu tenho que ler dois livros físicos para ler um e-book e com isso eu acabo me forçando a ler o livro que tenho em mãos (leia-se o empoeirado da estante), e que muitas vezes não é o livro que eu queria ler no momento.

Mas vamos que vamos, porque estou doida para zerar esses livros da minha estante…….e assim comprar novos.

Livros Comprados do mês: 0 (Comprei Gayle Forman, mas está na lista de exceção)

Livros lidos da estante: 2 ( Tess of the D’Ubervilles e O Xará)

Saldo de livros que posso comprar em Fevereiro: 2 livros.

 

Thaís

FullSizeRender (3)Não comprar livros até que não esta sendo algo difícil… Realmente, isto não foi um mega sacrifico neste mês. Isto acontece também porque eu ando lendo menos do que usual, e me dedicando a outras atividades. Foi difícil porque comecei e desisti de 4 livros físicos e um e-book. Mas que vou tentar pegá-los novamente.

Este mês comprei apenas um e-book, o lançamento da Julia Quinn: The Secrets of Sir Richard Kenworthy, e provavelmente comprarei no próximo mês o livro físico para fechar a coleção. Este mês também li um livro a mais do que o esperado, um e-book de revisão para editora, mas acho que esse não conta =P

Este mês não utilizeu a TBR, porque não deu tempo. Mas o próximo livro será um sorteio dela e postarei no instagram do blog!

 

Livros Comprados do mêsThe Secrets of Sir Richard Kenworthy, da Julia Quinn, que está na lista de exceção. (autora, e continuação de série)

Livros lidos da estante: 2 ( Marcante e Dormindo com o Bilionário) + 1 emprestado (Big Girl Panties)

Saldo de livros que posso comprar em Fevereiro: 2 livros.

 

Quero participar! Posso?

#Cafe1anosemcomprar

Pode não. DEVE!

Conheça um pouco das regras AQUI , mas você pode adicionar ou retirar algumas regras para deixar o desafio mais adequado para a situação da sua estante, lembrando que o intuito é você ler a maior quantidade de livros parados nela.

Envie um post em blog ou nas redes sociais, com o seu endereço completo para o e-mail:cafecomblablabla@gmail.com que você receberá uma surpresa do blog pelo correio.

 

 

 

2015 – O ano em que (quase) não iremos comprar livros

Por , 3 de janeiro de 2015 11:00

Books Books

 

Nós somos bookaholics.

E, como todo bookaholic, nós somos acumuladores de livros.

Afinal, aquele novo lançamento é simplesmente irresistível. E aquela oferta do Submarino, então? Não dá para perder!

Somado a isso, temos aqueles passeios na livraria (nosso habitat natural), que coloca em nossas mãos livros que precisamos ler naquele momento. Só que aquele momento parece nunca vir.

O livro acaba indo parar na estante e passa a fazer aniversário na prateleira – sem que o tenhamos lido. Até o dia em que você começa a contar quantas obras estão paradas ali, sem ao menos terem sido abertas… E o número te surpreende. São tantos!

 

Se identificou? Pois é. Nós também!