Category: Especiais

#WillShake: Um desafio de Shakespeare que acabou

Por , 22 de novembro de 2015 11:56

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Quando comecei esse desafio, não sabia o que esperar quando terminasse esse desafio. Já contei como ele se iniciou e agora venho relatar o que mudou na minha vida nesses quase 9 meses onde para onde eu olhava Shakespeare estava do meu lado

Primeiro eu li todas as peças separadamente e me preparava para colocar esse desafio no ar posteriormente, e depois quando eu realmente comecei a montá-lo, percebi que havia tantas coisas para falar, que ele precisava de muito espaço, muitos posts e muitos estudos.

Li 8 livros específicos de Shakespeare, inúmeros artigos e descobri grandes críticos como Harold Bloom que me ajudavam a perceber que a minha fascinação não era só coisa da minha cabeça, que ali naquelas peças havia algo de puro em relação a linguagem e aos sentimentos.

Vi montagens diversas, algumas profissionais e outras nem tanto, assisti as mais diversas adaptações que Hollywood fez dos seus filmes e nesse momento não agüento mais olhar para a cara de Kenneth Branagh que se prepara para lançar mais um filme no ano que vem.

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Mas tudo isso é pouco, muito pouco.

Assim como Jane Austen se tornou um mistério bom na minha vida com várias tentativas de decifrar as suas palavras e a sua vida, são as palavras de Shakespeare que formam um papel mais importante pra mim.

Enquanto muito se perdem em discussões gigantescas sobre a autoria real das peças, eu foco nas suas palavras e no que ele quis dizer com elas.

Como Muito Barulho por Nada foi uma grande descoberta para mim, sinto que ainda vou ficar um grande período o desbravando, quebrando as suas frases e os seus significados e me surpreendendo ao perceber que isso ou aquilo foi dito.

Ainda nem me surpreendo com isso, porque por anos, eu fui fascinada com Orgulho e Preconceito e apesar dele ainda ser o meu livro favorito de todos os tempos, nos últimos anos meu foco mudou para Persuasão e hoje é ele que releio com mais freqüência, buscando essas nuances escondidas que não reparei antes.

Mudo muito de anos para outro e tenho consciência que entre os inúmeros desafios que eu e a Sabrina topamos fazer juntas, daqui a pouco aparecerá alguém que vou ficar ainda mais fascinada por um tempo, mas como uma boa book-a-hollics e amante da literatura tem espaço para todos.

Se me perguntasse no começo do ano o que achava de Shakespeare minha resposta seria genérica de alguém que leu uma coisa ou outra e que só conhecia o básico, mas agora é só alguém falar o nome que meus lhos se iluminam e que eu quero recomendar e falar bem. Ao ler Shakespeare, ele pode não te tocar como me tocou, ou você pode nem gostar de nada do que ele fez.

Mas é impossível negar a sua influência para o mundo (não só a literatura), que temos hoje e depois de conhecer todos os personagens que ele criou, e o espaço que as mulheres mesmo há 400 anos atrás tinha nas peças, eu hoje tenho uma admiração grande pelo seu trabalho.

Lá no começo do desafio, eu disse que não sabia porque estava lendo as peças de William e que esperava descobrir até o final, nesse último post eu digo: li não porque eu deveria,mas porque precisava.

Não porque eu sou blogueira literária,mas porque eu como pessoa precisava dessa experiência. E que venha as próximas.

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Chá da Tarde – Quem escreveu Shakespeare? #WillShake

Por , 9 de novembro de 2015 17:00

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Shakespeare é o maior escritor que já existiu. Certo?

Para algumas pessoas a resposta seria um grande Talvez enquanto outras afirmam categoricamente que William Shakespeare, filho de um fazedor de luvas de Stratford-Upon-Avon e que frequentou até uma certa idade a escola e que nunca pisou em uma universidade não poderia ter escrito as magnificas obras que lemos.

E essa não é uma questão recente. Desde 1800, há diversas grandes estudiosos que se levantam e se pronunciam refutando essa teoria de que outra pessoa, com certeza algum grande lorde da época, foi o responsável pela escrita das peças e que Shakespeare era só uma camuflagem, eles ganharam até um nome, os Anti-Stratfordian que contam com nomes como Mark Twain e  Freud.

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No filme Anonymous  de 2013, isso é levantado de forma firme, mostrando que o Conde de Oxford, Edward de Vere foi o escritor por trás dessas peças. Edward de Vere é de todos os possíveis (tem até Elizabeth I na lista) é o que mais é mencionado como o possível autor.

Edward de Vere nasceu em 1550 e faleceu em 1604 e era um nobre, um patrono das artes e também considerado um poeta. Os estudiosos conseguem até identificar eventos como a perda da esposa, nas mulheres retratadas nas peças.

De todas as suposições, Edward de Vere é o que considero o mais possível, porém se os diversos estudos é certeiro em apontar alguém como o possível Shakespeare, falta embasamento que excluiria William de Stratford-Upon-Avon , da lista oficial.

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Chá das Cinco – Entre Páginas: Muito Barulho por Nada

Por , 15 de outubro de 2015 17:00

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Aviso aos navegantes:

William Shakespeare escreveu peças para serem encenadas, por isso é muito diferente você somente ler o material. No final de cada post, tentarei colocar links para peças disponibilizadas pelos realizadores no Youtube, para que essa vivência seja presenciada

 

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A Experiência

Não sei porque comecei o desafio em primeiro lugar já que nunca fui uma apaixonada por Shakespeare, mas são dias com surpresas boas como Much Ado About Nothing no original, que faz essa decisão valer a pena.

Se pegar todos os grandes escritores que sou fã incondicional a lista não vai ficar tão grande, mas até mesmo esses, falta tempo e (admito) uma falta de coragem para ler aquele livro agora.

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Chá das 5 – Will POP #WillShake

Por , 2 de outubro de 2015 17:00

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A música pop domina o mundo, e  mesmo tendo sido criada em séculos depois, tem músicas que parecem que foram feitas especialmente para algumas peças/personagens de Shakespeare.

Nessa sexta-feira, para dar uma descontraída, mostramos que entre Shakespeare e o pop world são mais próximos do que poderia se imaginar:

Lips are moving –  Rei Lear

Cordelia vai cantar sem para as suas irmãs

Blank Space  – Tudo é Verdade

Henrique cantando para todas as suas 6 mulheres

Out of the Wood – Como Quiserem

Enquanto ainda estamos em Swift, Rosalinda e Orlando não ficariam deslocados com essa música tocando ao fundo.

Dead in the Water – A tempestade

Desculpa, Tris e Four, mas essa música também pertence a outro casal. Ainda vamos chegar nessa peça, mas nessa dá também encaixar perfeitamente com o casal com Miranda e Ferdinand.

Jealous – Othelo

Outra peça que estamos chegando, mas o ciúme de Othelo está difícil de superar.

 

Chá das cinco – A língua mais importante: o Latim #WillShake

Por , 4 de setembro de 2015 17:00

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Já falamos como as escolas elisabetano focavam no latim como aprendizado e como os pais ansiavam que os filhos aprendessem para crescer entre a sociedade.

Mas porque uma escola inglesa não estava mais preocupada em ensinar inglês para os seus cidadões? Porque o Latim era a principal matéria?

Com as caravelas descobrindo cada vez mais terras ao longo do mundo, o ambiente globalizado que temos hoje, começava a nascer.

Documentos, livros e atos escritos em outros países eram necessárias serem conhecidas por todas as cortes, e como se comunicamos em um espaço em que cada um fala uma língua? Por causa da influência do império romano nos anos anteriores e da presença da igreja católica como uma força, mesmo nos países como a Inglaterra que já tinham rompido com a igreja de Roma, o latim era o idioma escolhido para que seja entendido e o mais importante, para todos os entendam.

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VEDA – Indicando Amor: Todos os vídeos!

Por , 4 de setembro de 2015 12:00

Olá Pessoal,

Para quem não sabe, participamos do VEDA em agosto e postamos todos os dias lá no nosso canal do You Tube, todos vídeos desse desafio.

Como foi o nosso primeiro VEDA, resolvemos falar do que conhecemos e por isso passamos o mês indicando romances, seja em livros, filmes ou séries.

Para quem ainda não nos segue no canal, se inscreva AQUI e fique por dentro de todas as novidades.

Abaixo segue uma playlist com todos os vídeos de indicações e abaixo um vídeo especial dos erros de gravação da Thaís que topou esse projeto.

Mais novidade vão surgir tanto aqui quanto no canal.

Por isso, fiquem ligados!

Os Romances e as suas Capas

Por , 18 de abril de 2015 19:53

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Um vestido bonito, dois modelos bonitos e variando entre a mulher posando ou uma cena de romance entre os dois, as capas dos romances históricos podem até ser sempre do mesmo formato, mas isso não significa que elas não são bonitas e atraem o seu público alvo.

Bem longe disso.

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Você com certeza já viu alguma série ou filme americano citando e tirando sarro das capas de romances que os homens aparecem com o peitoral aparecendo, e sim é um padrão para as capas americanas de romances históricos que lá são lançadas sempre em paperback.

Esse formato, com um papel inferior, e tamanho reduzido, ajuda os livros a manterem a sua faixa de preço, que em raras ocasiões (talvez no lançamento) ultrapassam os USD 10,00.

Assim como falamos nesse e na primeira edição do especial, os romances históricos seguem um padrão para as suas histórias que variam as situações, mas todas tem um final feliz e todas tem cenas de (obviamente) romance neles, e as suas capas apesar de tentarem enganar e atrair a atenção dos leitores não nega ou esconde isso.

Muitas capas já gostam de mostrar uma cena atraente já na capa, um padrão que dá para perceber que algumas autoras gostam de seguir.

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O Padrão Americano

Lorraine Heath tem capas provocativas e com um pouco mais de pele.

 

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A Rosa do Inverno e a Visão Masculina de um Romance Histórico

Por , 17 de abril de 2015 12:05

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Propomos um desafio para o único membro da equipe que não tinha lido nenhum romance histórico, e o Will conta tudo o que achou dessa experiência:

foto(1)Eu nunca tinha lido um romance histórico, eu já tentei uma vez (e com um livro da Patricia Cabot) mas achei chato e muito arrastado. É aquilo, ou você encara ou abandona. Se você abandonar pode nunca ver um potencial na história e nem na escrita da autora, se encara e vai até o fim pode acabar se surpreendendo e até gostando. Mas um fato universal é que os Romances Históricos não é para todos.

Em “A Rosa do Inverno” Patrícia Cabot narra a história de Pegen, uma moça que tem que cuidar de seu sobrinho Jeremy, após a morte de seus pais, e depois da morte de seu próprio pai também. Vivendo mal e com poucos recursos ela é sustentada pela paróquia por caridade já que o seu pai era o antigo Pároco, e o novo só os mantém lá por nutrir sentimentos por Pegen. Os mesmos que ela abomina totalmente, até que chega Edward Rawlings, irmão do seu ex-cunhado e tio de Jeremy querendo os levar para o Solar Rawlings onde o menino terá toda a educação e as melhores coisas ao seu favor, se tornando o novo Conde de Rawlings, mas o que Pegen não sabe é que Edward mulherengo nato só está atrás do sobrinho para que ele se livre de tais ocupações, pois com o garoto lá, ele terá a vida como sempre sonhou, sendo um bon vivant. E a partir do momento e que Pegen e Edward se encontram rola aquela química, que os dois tentam ao máximo fingir e lutar que não existe.

Se vocês querem realmente saber, eu achei clichê. Sim, totalmente da primeira à última página. Mas eu gostei tanto também. Achei que a Patrícia/Meg conseguiu escrever a história de um jeito que não tem como ficar chato. Você sempre quer saber o que vai acontecer no próximo capítulo e a curiosidade que a história te deixa é o fio da meada para terminar o livro sem nem perceber (apesar que eu demorei a engatar, para tentar se acostumar com a escrita no começo).

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Fala Série! – Tess of the D’Urbervilles

Por , 15 de abril de 2015 12:05

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Seu livro favorito vai ser transformado em filme? Boa Sorte! Mas se ele é um romance que foi lançado a no mínimo meio século, e vai ser transformado em uma minissérie da BBC? Comece a comemorar porque a chance de sair errado são muito pequenas.

E para defender a nossa afirmação, falamos hoje da adaptação da BBC para Tess of the D’Urbervilles, que assim como tantas outras, é excepcional.

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Já falamos sobre o livro em fevereiro, em como não conhecíamos muito sobre o trabalho de Thomas Hardy, mas que após essa leitura ele se tornou uma prioridade nas nossas leituras (estamos lendo no momento Far From The Madding Crowd ), porque a mascara caiu e agora sabemos o que esperar de um livro do Hardy e que apesar da sua narrativa sofrida e nada linguagem um pouco difícil, ainda é um escritor incrível e a frente do seu tempo.

Still from BBC adaptation of Tess of the d'UrbevillesLivros são objetos complexos e repletos de cenas que ao sem cortadas, encurtadas ou alteradas mudam a sua perspectiva e o que realmente o autor quis passar.

Nem estou entrando em mérito de no livro o vestido era azul e no filme é rosa, ou que a protagonista era morena e agora está loira, porque a não ser que isso altere algo na história em si (por exemplo, a cor dos cabelos fazem referência a algo da história/título) a mudança é irrelevante.

Estou falando de cenas que precisam de cuidado e tempo que em um filme você simplesmente não tem tempo para isso. É difícil encaixar um livro de 400 páginas em 2 horas, mas em uma mini-série com 4 ou 6 capítulos, isso se torna muito mais real e o diretor/roteirista tem tempo de contar a história como ela merece.

No caso de Tess, são tantas idas e vindas e pontos importantes sutis da trama, que se, o tempo apropriado podem ficar sem a devida explicação e atenção.

A fotografia da série é um caso a parte, com locações no interior da Inglaterra de tirar o fôlego. Gemma Artenton como Tess foi definitivamente um acerto. Ela mantém uma expressão de doçura e sofrimento, mas sem nunca passar ares de coitada mesmo estando na piro das situações.

E por causa disso, assim como no livro, você chora se comove e quer de alguma forma ajudar essa criatura que em grande parte da história está sozinha a própria sorte.

Angel Clare é interpretado por ninguém menos que Eddie Redmayne e mesmo a série tendo sido grava em 2008, mostra a formação do talento que iria ganhar um Oscar de melhor quase 8 anos depois.

TESS OF THE D'URBERVILLES Ep4O seu personagem precisava de uma dose de doçura, inocência e uma cabeça dura para que ele funcionasse, e essa medida que ele encontrou ajuda o público a torcer pelo casal, que parece serem feitos um para outros já nas suas primeiras cenas (aviso: cuidado!).

Alec D’Urberville também teve um bom ator o interpretando por Hans Matheson que é fascinante e assustador na medida certa.

Para quem não pretende ler o livro, mas gostaria de conhecer a história, fica a dica da série que vai te mostrar tudo o que você precisa saber.

Porém, fica a nossa recomendação de se puder, também conferir o livro. Acredite, você não vai se decepcionar.

Vai chorar bastante, mas nunca se decepcionar.

Café Irlandês – Coisas que não gosto em um Romance Histórico

Por , 14 de abril de 2015 12:05

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Falar do que gosta em um gênero tão amado é fácil, difícil é achar todos os defeitos, que podem afastar alguns leitores. Como eu tenho poucas coisas negativas, reuni junto ao juri do blog, as coisas que mais incomodam nos romances históricos. E é estranho como os gostos diferentes se misturam, pois coisas que alguns odeiam, eu simplesmente amo.

Tempo

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O romance histórico é um gênero ambíguo para muitos, começando pelo fato de que se passa principalmente na era vitoriana (período de reinado da Rainha Vitória), conhecido como a época de ouro da Inglaterra. As iniciar as primeiras leituras o leitor pode ficar um pouco perdido até entrar de cabeça nos costumes da época. Afinal, é como pegar um clássico brasileiro como Dom Casmurro e a Escrava Isaura e tentar entender como a sociedade funcionava naquela época. O estilo londrino pode não agradar o leitor.

 

Clichê

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O romance histórico por si só é clichê, ou seja, com o avançar das leituras, não espere nada muito diferente, pois naturalmente as histórias caíram na mesma linha de raciocínio, já falei sobre isso aqui. O que eu mais gosto do romance histórico é justamente sua previsibilidade, ou seja, um final feliz. Mas nem todo mundo gosta disso.

Se a cada livro você quer encontrar algo diferente, jamais leia séries completas de livros da mesma escritora. As autoras tem características meio que fixas, ou seja, se voce ler sempre os livros das mesmas autoras, encontrará sempre o mesmo tipo de história. Portanto busque mesclar, pois cada autora tem um estilo diferente. Por exemplo a Julia Quinn e Lisa Kleypas tem livros mais leves e divertidos, com um enredo simples. A Stephanie Laurens (tem dois livros publicados no Brasil), costuma sempre colocar um mistério a ser solucionado no livro, já a Judith McNaught gosta de criar reviravoltas para acabar com o coração do leitor. Portanto misture bastante e leia diversas autoras, caso contrário será difícil encarar o gênero.

e o Epílogo…. sempre existirá, sendo pré-requisito em todas as histórias. Afinal, queremos saber mais sobre o “felizes para sempre”

Somente para Garotas

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Romance histórico é um gênero para as “mocinhas”, assim como o erótico e em certa parte o New Adult.

Homens dificilmente pegarão estes livros, e jamais entenderão o nosso fascínio pela era vitoriana. Ok, mas o Will leu um romance histórico e vai contar na quinta o que achou.

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