Category: Maratona Literária

Chá das Cinco: A melhor releitura de A Megera Domada #WillShake

Por , 26 de outubro de 2015 17:00

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A Megera Domada é uma divertida comédia que conta dois personagens cheio de ideias, como Katharine a mocinha.

No final da peça, após uma temporada com o marido Petrucio, Katharina se transforma de uma mulher considerada um megera por causa da boa, em uma obediente esposa que defende o seu marido em público e se torna assim, uma boa esposa.

Escrita no século 16, faz sentido o marido ter tido o papel de domar a esposa, ao torná-la mais calma.

Pegamos uma carona na tardis do Doctor Who e caímos em Seattle: O ano é 1999, e a mais nova e melhor comédia adolescente já feita lançava no mundo, baseado na mesma peça: 10 coisas que odeio em você.

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Entre Páginas – Romeu e Julieta #WillShake

Por , 23 de outubro de 2015 17:00

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Aviso aos navegantes:

William Shakespeare escreveu peças para serem encenadas, por isso é muito diferente você somente ler o material. No final de cada post, tentarei colocar links para peças disponibilizadas pelos realizadores no Youtube, para que essa vivência seja presenciada

 

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A Experiência

Sempre fui uma menina de biblioteca, e de uma biblioteca veio de uma edições mais lindas de Romeu e Julieta que já vi, e que exatamente por ter gostado tanto, nunca mais coloquei os olhos em outra nem remotamente parecida.

Mas quando finalmente cheguei nessa peça estava animada para ler uma história tão conhecida que eu tinha certeza que já tinha lido a peça antes, porém não foi o caso, e tenho certeza que devo ter lido somente adaptações, porque a peça de verdade, com toda a sua estrutura e diálogos, me derrubou.

Depois de 27 peças, ali estava o trabalho que ia me fazer apreciar o desafio até o fim.

Como hoje é sexta, também fizemos um post especial comparando todas as adaptações feitas para o cinema de Romeu e Julieta! Confira AQUI!

Resenha

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Chá das Cinco – Porque um clássico é um clássico?

Por , 22 de outubro de 2015 17:00

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Ao montar o planejamento para esse desafio, eu tinha em mente que nessa data eu iria subir um texto tentando responder essa pergunta tão capciosa: Porque um clássico é um clássico?

Fui pedir ajuda para uma cabeça maior, e me esbarrei em ninguém menos que Italo Calvino, que em Porque ler os clássicos, tenta definir o conceito de um livro clássico propriamente:

“2. Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os lido e amado, mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira vez nas melhores condições para apreciá-los.”

Na equipe, temos um conceito bem definido que alguns livros simplesmente não chegaram a hora de serem lidos. São grandes obras da literatura mundial, clássicos em sua essência, mas que a nossa maturidade não foi atingida para poder apreciá-los da forma correta.

Nessa lista se encontra alguns gigantes como Graça Infinita, Dom Quixote e Os Miseráveis, porém como tamanho não nos assusta estamos encarando em uma leitura coletiva nada menos que Guerra e Paz.

Poderíamos (e eu a Sabrina até tentamos) ler esse livro no passado, mas devido talvez a idade (eu tinha 14 anos), ou a necessidade de ter outras bases mais fortes, a leitura se tornou um fardo e abandonei no final do primeiro livro e ainda faltando mais de 1000 páginas. Mas hoje, devagar e sempre, vamos não só lendo como apreciando muito a história.

Um clássico se torna clássico pelo boca-a-boca, pela insistência ou pela sua relevância para um período. Poucos sobrevivem ao teste do tempo, mas a sua importância está sempre ali.

No mesmo livro, Italo fala que “Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira e que toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura.”

E termina dizendo, “Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”.

E porque eu tirei exatamente o dia de hoje para falar sobre esse tópico?

Porque amanhã o nosso review do desafio não é só de uma das mais importantes peças do mundo, mas a história de amor que cada um conhece: Romeu e Julieta. Apesar de conhecer e saber tudo que acontece, era um livro que tinha o que dizer para mim.

Eu achava que tinha lido a peça quando mais nova e quando terminei e até mesmo na minha resenha, coloquei que devo ter lida somente adaptações, porque o texto extremamente belo de Shakespeare teria me conquistado, teria me feito perceber a grandeza e magnitude daquele texto.

Porém, a maturidade deve ter sido mais importante que isso, e amanhã ao ler a minha resenha ou quando decidir ler essa peça tão básica para a humanidade, você vai perceber porque ela é tão famosa e comentada: Simplesmente porque é a melhor.

Break a Leg: Shakespeare além das peças!

Porque ler os Clássicos de Italo Calvino – 286 páginas

Chá das Cinco – Review de Muito Barulho por Nada, com David Tennant e Catherine Tate #WillShake

Por , 17 de outubro de 2015 18:41

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Todas as peças coloco o aviso e quando disponível, no final do post sempre ponho uma produção disponibilizada no Youtube para que vocês tenham a oportunidade de verem a montagem das peças.

Alguns podem se perguntar porque, mas é diferente uma ler uma declaração no papel e ver ela no contexto da peça. Dependendo a forma como certa frase é dita e a forma que isso acontece, a mudança é significativa.

Por isso, decidi que antes desafio acabar iria ver a produção de uma das peças, e com a tecnologia atual, tive acesso a conferir a montagem de Muito Barulho por nada, minha peça favorita de todas, com David Tennant e Catherine Tate e eu simplesmente precisava ver.

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Como uma grande fã de Doctor Who, eu já conhecia o trabalho de Tennat e Tate na peça e na minha humilde opinião, eles foram os que mais tiveram uma química não de amor, mas de companheirismo deixando os episódios engraçados e interessantes.

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Entre Páginas – Sonhos de uma noite de verão #WillShake

Por , 13 de outubro de 2015 17:00

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Aviso aos navegantes:

William Shakespeare escreveu peças para serem encenadas, por isso é muito diferente você somente ler o material. No final de cada post, tentarei colocar links para peças disponibilizadas pelos realizadores no Youtube, para que essa vivência seja presenciada

 

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A Experiência

E aqui jaz a minha peça favorita de Shakespeare.

Eu já havia lido ela duas vezes antes, em momentos diferentes da minha vida, e agora volto para ler mais uma vez no desafio.

Não pulei só por causa do desafio, mas porque se eu posso tirar um dia para ler peças que no final não gostei, não teria porque pular, exatamente as que gosto.

Para quem já tinha lido algo do Shakespeare antes do desafio, espero que essas segundas leituras sejam produtivas para vocês como foram para mim até agora.

Resenha

074d9c62-244d-41f5-8ba9-eaa15772e036Hermia ama Lisandro. Seu pai quer que ela case com Demetrio. Ela foge com Lisandro. Sua amiga Helena ama Demétrio e resolve contar para ele da fuga.

Tudo isso é inicio de uma noite em uma floresta, em que os quatro amantes serão confundidos enquanto uma peça é ensaiada na mesma floresta.

Precisa de apresentação para essa história? Porque a trama onde o amor dá errado durante, mas certo no final é de uma qualidade só.

Não é a melhor peça de Shakespeare em aspectos técnicos, mas é a mais interessante e com possibilidades infinitas de se imaginar uma única cena.

Além de ter quatro personagens ‘principais’ a peça conta com várias coadjuvantes que a deixam com movimento, evitando cair no piegas ou em diálogos monótonos.

Muito se diz como Shakespeare não teve um grande amor em sua vida, mas são peças como essa que demonstram ou que isso efetivamente aconteceu ou que apesar de não ser o caso, ele ainda tinha um coração romântico (ou pelo menos conseguia traduzir isso bem para as suas peças).

Ficha Técnica:

Nota da Fanny: 4 estrelas

Título original: A Midsummer Night’s Dream

Ano da Publicação: 1605

Próxima Peça: Muito Barulho por Nada

A Peça

Chá das Cinco – Seria William Shakespeare gay? #Willshake

Por , 12 de outubro de 2015 17:00

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Assim como há muitos argumentos sobre a vida de Shakespeare com Anne, há também vários argumentos que Shakespeare,apesar de ter casado e produzido três filhos, era de fato, gay.

Se analisarmos toda a obra e a sua vida, há sim elementos que defendem essa teoria como o site Gay Star News que reuniu 12 das mais conhecidas em uma lista, Leia ela completa AQUI.

Dos autores da época, há muita especulação também sobre Christopher Marlowe, que conhecemos um pouco da obra por aqui também e a maioria das teorias tenta encontrar uma pista no que esses autores escreveram a 400 anos atrás.

Apesar de algumas peças como Otelo e O mercador de Veneza ter algumas pequenas passagens e citações que poderiam levar a essa resposta, o grande pilar de todo o questionamento está no soneto 154, que segue abaixo na integra para a avaliação de vocês:

The little Love-god lying once asleep
Laid by his side his heart-inflaming brand,
Whilst many nymphs that vow’d chaste life to keep
Came tripping by; but in her maiden hand
The fairest votary took up that fire
Which many legions of true hearts had warm’d;
And so the general of hot desire
Was sleeping by a virgin hand disarm’d.
This brand she quenched in a cool well by,
Which from Love’s fire took heat perpetual,
Growing a bath and healthful remedy
For men diseased; but I, my mistress’ thrall,
Came there for cure, and this by that I prove,
Love’s fire heats water, water cools not love.

Se a vida de Marlowe pode indicar que ele pode ter sido mesmo gay, William não teve uma vida tão aberta assim e o que sabe dos rumores sobre a sua vida, são ligados a bordéis, sua família em Stratford e há alguns relatos até mesmo de um filho bastardo que William tratava como um afilhado.

Acho muito complicado tentar adivinhar a vida de um autor pelas suas palavras em obras porque isso nem sempre refleti a realidade. Quem lê os romances da Jane Austen pode achar que ela teve uma vida feliz com um marido e 5 filhos, quando a realidade passa bem longe disso.

Mas quando falamos dos sonetos acho ainda pior já que é conhecido que alguns homens importantes da época encomendavam sonetos para Shakespeare e por que não, talvez alguma senhora importante ou até mesmo uma conhecida de Shakespeare tenha vindo a Shakespeare para pedir um soneto para um amor?

Porém, fica a questão: Se Shakespeare realmente tivesse uma vida gay escondida ou até mesmo sentisse esse desejo o que principalmente hoje, isso influenciaria na nossa sociedade?

Será que obras como Romeu e Julieta não teriam sido tão divulgadas se fosse de comum conhecimento, que o seu autor era gay?

Chá das Cinco – Anne, a esposa de Shakespeare #WillShake

Por , 10 de outubro de 2015 17:00

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Quando o nome Shakespeare aparece, muitas coisas vem a mente, mas a maioria conectada ao amor.

Os seus sonetos que foram tão presentes em declarações de amor nos últimos 400 anos, suas peças cheia de juras de amor complemente apaixonantes e histórias para fazer chorar e suspirar, até mesmo mesmo a trágica história de Romeu e Julieta é considerar uma grande história de amor.

Então porque quando o assunto é Anne Hathaway Shakespeare ela é tratada com a esposa sem sal de William?
Anne Hathaway, aos 21 anos, única filha mulher de uma fazendeiro tinha meios para sobreviver, mas que solteira não possuía o mesmo status que o seu dinheiro lhe provia.

William tinha 18 anos, e após anos com uma boa situação a sua família sofria a falta de dinheiro que o negócio do seu pai não gerava mais.

E para complicar o meio de campo, Anne ficou grávida da primeira filha do casal, deixando com o que a história e muitos estudiosos de Shakespeare colocasse Anne como a mulher que tirou de Shakespeare a chance de ter uma história de amor das suas peças.

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Chá da Tarde – O Verdadeiro Macbeth #WillShake

Por , 6 de outubro de 2015 17:39

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Quando um escritor senta para escrever um personagem, ele dá vida a essa pessoa, seja ela totalmente imaginaria ou herdeira de várias traços de pessoas ao seu redor.

Quando você é um autor de peças do século 16, você vai beber de muitas fontes históricas, dando o seu toque pessoal para uma história já conhecida. Você praticamente vai ‘romantizar’ aquela pessoa, criando uma personalidade que ela pode ter tido de verdade ou não.

E em alguns casos, principalmente se você, William Shakespeare, o personagem que você criar vai se tornar tão icônico que as pessoas ou esqueceram ou nem lembraram, que ele na verdade, foi inspirado em uma pessoa real.

Em 1040, o Rei Duncan I foi morto no campo de batalha e Macbeth, assumiu o seu trono se tornando assim o Rei da Escócia, mas mesmo enfrentando várias tentativas de assassinato e um reino turbulento, ele poderia estar no seu último suspiro, pensando que a sua vida pelo menos será lembrada para sempre por causa dos seus atos, sem ter a menor ideia de que 400 anos depois, um autor sem formação iria escrever uma peça sobre a sua vida.

Uma peça mais importante do que a sua própria vida.

Macbeth MacFindlaech, um dos últimos real gales conhecidos, não era exatamente o assassino frio da peça que lemos e ele era neto de um rei, com um porte digno da sua linhagem.

Até os 15 anos Macbeth viveu em um monastério, só saindo quando os seus primos assassinaram o seu próprio pai que era o atual rei. Ele reapareceria na história, em 1032 para se casar com a viúva de uma dos seus primos, Gillecomgain quando ele foi condenado a morte.

Quando Malcolm II morreu, seu filho Duncan foi eleito rei.

Porém, Duncan não foi um rei estável, tendo várias guerras em sua mão, e nesse momento, Macbeth aproveitou para enfrentá-lo. Sendo que em 14 de agosto de 1040 ele mataria Duncan, se tornando Rei da Escócia aos 35 anos.

Por 17 anos, ele foi um rei exemplar, mas em 105, ele perdeu o apoio de Roma e com a pressão dos ingleses liderados pelo filho de Duncan, Macbeth foi morto no campo de batalha em Aberdeenshire.

Entretanto, mesmo tendo sido um rei importante, a história que conhecemos de Macbeth é bem diferente da real, é a versão de Shakespeare.

A medida que os anos passam, William sedimentou uma verdade para o mundo, que às vezes esquecemos de até mesmo questionar se é a real. E com isso, o nome de Shakespeare se torna mais importante. Porque no final das contas, a sua vida superou a de um rei da Escócia.

Chá das Cinco – Status Social em tempos de Shakespeare #WillShake

Por , 4 de outubro de 2015 17:00

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  Falamos bastante dos rei, nobres e da classe dos artistas da época da Shakespeare, mas como identificar isso facilmente?

Parece que desde que o mundo é mundo é fácil identificar quem naquele momento tem uma melhor situação social, e em pleno reinado Elisabetano, também era evidente.

E não era só o dinheiro que influenciava isso, o seu nascimento, educação e emprego era uma forma de determinar a sua posição social.

Naquele tempo, a maiorias dessas famílias estava localizada ao sul e leste da Inglaterra, o que se deve principalmente ao caminho de entrada e comunicação entre a Inglaterra e o resto do continente.

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Chá das Cinco – Como William mudou o Inglês #WillShake

Por , 30 de setembro de 2015 17:00

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O lugar que conhecemos hoje como a Inglaterra, foi invadido a milhares de anos pelos diversos povos que habitavam a Europa e que a unção disso, criou o que hoje conhecemos como o inglês.

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As línguas estão sempre em evolução, seja pelo o uso ou o desuso de uma palavras, seja por um nome significado ou pela alteração do significado daquela palavra ao longo dos anos. Isso acontece com todas as línguas e isso inclui o Português.

A língua Inglesa teve várias vazes de modificação e alteração e uma delas é apelidada de Early Morden English, e advinha quem teve um papel importante? A pessoa que mais falamos nos últimos tempo aqui: William Shakespeare.

Ao escrever as suas peças, ele buscava palavras que não existia e por isso, ele criou mais de 2000 palavras novas onde ele tentava assim conseguir passar para o publico o que eles realmente gostaria de falar.

Isso deveria deixar as pessoas confusas, mas são palavras que estão no uso da língua inglesa até hoje como, softhearted, então elas devem ter ‘pegado’ de alguma forma.

bb8a1d4a248005c667f9229e6cbae8c2Por exemplo, em Julio Cesar ele conseguiu mudar uma palavra a tornando como um verbo ‘To make a fool’ que antes era somente um substantivo.
Para quem está lendo ou vai ler em inglês, irá verificar o uso em várias peças de Thee e Thou e tem haver com as diferenças sociais da época.

Se você era uma pessoa de uma posição social mais baixa e estava falando com alguém de uma posição acima, você iria tratá-los como you/your e elas iriam responder para você com Thee/Thou. Acontece que os país tratavam as crianças também como thou, como um sinônimo de afeto e a criança iria responder como thou também.

Na época que Shakespeare escreveu as suas peças, isso já estava mudando, mas ele as usou de forma s diferentes, para representar várias coisas em sua peças.

O Francês também tem uma característica assim que dura até hoje, como a conversa forma e informal que muda não só o pronome, mas também a forma dos verbos.

Além disso, ao longo dos anos a influência de Shakespeare chegou longe. o ‘Até tu Brutus?” e ‘Ser ou não, eis a questão’ está tão encrespado em nosso dia-a-dia como expressões soltas que alguns podem esquecer ou nem saber que ela vieram exatamente das obras de William.