
Foi muito, mas muito difícil selecionar os finalistas desse concurso cultural…
Gente, como vocês se metem em enrascada durante as suas viagens!!! Tem uma situação “pior” do que a outra!!
Como recebemos muitas histórias boas – seja por causa de micos, lugares inusitados ou surpresas inesperadas -, acabamos escolhendo 5 finalistas (ao invés de 3).
E agora, jogamos o bastão para vocês! Qual dessas histórias merece um kit de O Teorema Katherine? Não deixem de votar na sua favorita, aqui nos comentários!!!
VOTAÇÕES ENCERRADAS!!! Amanhã anunciaremos o vencedor!!!
1. Luana Pereira – O mar e o acarajé em Aracajú.
Desde pequena, meu sonho sempre foi fazer uma viagem para algum lugar que tenha praia (um sonho um tanto comum entre pessoas que vivem longe do mar, assim como eu, que moro no lugar mais seco do universo – sim, Brasília!).
Quando finalmente meus pais me levaram para Aracajú, não pude conter minha felicidade juvenil e corri para o mar. Entretanto, a doida aqui não sabe nadar e acabou sendo carregada por uma onda (que nem era grande, afinal) para o fundo, se afogando, e enchendo o buxo de água salgada (que aliás, é terrível!). O mais engraçado foi minha mãe correndo para me socorrer e me tirar de lá sã e salva. Depois (calma, que ainda tem mais mico), querendo experimentar a comida típica da região, acabei comprando um acarajé de uma moça que passava vendendo (NUNCA FAÇAM ISSO!) e, quando ela perguntou “quente ou frio”, respondi quente por não saber (NUNCA FAÇAM ISSO!). Resultado: me ferrei ao ver que o troço estava cheio de pimenta!!! O pior de tudo foi que fiquei com uma dor de barriga horrível e tive que ir para o hospital e passar minhas férias internada. YAAY!!! Só que não.
2. Idalina Bordotti – Cemitério de múmias na Bolívia
Diria que foi bizarro… Fiz a viagem dos meus sonhos em junho do ano passado. Uma das etapas era passar 3 dias em um jipe no meio do deserto boliviano, passando por deserto de sal e paisagens incríveis.
Eis que, do nada, o motorista nos leva para um local com pequenas grutas feitas de pedra e nos explica que ali era um cemitério de múmias. Eu já não sou fã de cemitério e muito menos gostaria de colocar minha cabeça na abertura dessas grutas pra ver ossos lá dentro…
Não quis ver, mas no final da viagem eu e meus amigos trocamos fotos, e acabei recebendo um grande número de fotos dos esqueletos das múmias.
3. Adriana Holanda Tavares – Cuidado! Tinta fresca!
Paramos em uma cidade para almoçar antes de seguir viagem. No restaurante, todos olhavam pra nossa mesa e ficavam comentando e rindo, e nós, sem saber o motivo. Depois que saímos do estabelecimento, vimos que as cadeiras estavam recém pintadas e ficamos com a roupa toda manchada – não percebemos, porque ninguém disse nada e tinhas umas fitas de proteção, que achamos que era pra ser uma área reservada!!!
4. Paula Zuge – Hum… Bolo com cabelo!?
Era um dia de sol. Estávamos nós, cinco pessoas, dentro do carro, à caminho do aniversário de um primo que seria em uma cidadezinha a uns 150km de distância de onde morávamos. Meu pai estava dirigindo, minha mãe no banco da frente, ao seu lado. Eu, minha irmã e minha tia estávamos no meio do banco de trás. Nós estávamos levando um bolo para a festa. Daqueles bem gostosos, cheios de cobertura deliciosa e recheio de chocolate…
Um pouco depois da metade do trajeto foi que o acidente aconteceu. O carro, de alguma maneira (não me lembro exatamente o que aconteceu, se deslizamos ou se o pneu furou. Bem, ele estava furado no fim da história…), foi parar na beira da estrada. E o bolo, que estava no suporte do porta-mala, foi parar direto no cabelo da minha tia.
Meu pai saiu do carro nervoso, preocupado com seu automóvel, enquanto minha tia fazia cara de desespero por seu cabelo cheio de cobertura de bolo. Eu não sabia o que fazer: se ficava desesperada pelo acontecido ou se ria da minha tia. Foi um misto de bizarro, de querer rir, e de agonia.
No final das contas, não aconteceu nada de grave. O pneu foi trocado, mas não fomos para a festa, e sim direto para casa! Saímos daquela viagem com uma bela de uma história para contar! Ainda bem que o cabelo não era meu!
5. Rafaela Santos – Do Google às armas
Acho que todo mundo tem aquele parente metido a sabichão, que diz conhecer tudo e todos os lugares. Na minha família, é o meu pai.
Eu moro no litoral, e queríamos ir para a capital onde mora uma de minhas tias. Meu pai tinha acabado de comprar um carro, e achava que era melhor ir de carro do que ir de ônibus. Bom, seria melhor mesmo, se ele soubesse o caminho. Para o meu pai, tudo é o Google – se não sabe de alguma coisa é só jogar no Google. Então, demos uma olhada no Google Maps e não perdemos tempo: confiando no 3G do meu celular, partimos para a estrada.
Estava dando certo, até que estávamos na serra e não havia mais sinal. Não dava para fazer ligação, muito menos entrar na internet. Mas meu pai não se deu por vencido, e nem daria, aquele ali é muito orgulhoso. Continuamos na estrada, com fome, sede, vontade de ir ao banheiro porque não havíamos pensado que teria tantos imprevistos.
Paramos em alguns postos para pedir informações, e no último posto encontramos um velhinho que, como meu pai, era metido a sabichão. Ele disse para meu pai que havia um atalho para onde estávamos indo, e que era tranquilo de ir. Cansados de dar tantas voltas, seguimos a dica do velhinho e fomos para esse atalhos. Eis que então acabamos parando no meio do nada, havia uma pequena casa de madeira e um abismo. Sim, um abismo.
Descemos do carro, e fomos em busca de informações. Mas acho que ao ouvir o barulho do nosso carro, o homem que morava na casa se assustou e deve ter pensado algo extremamente ruim sobre nós porque ele nos recebeu com a maior arma que já vi na minha vida (Não que eu tenha visto muitas). Meu pai ficou fazendo gestos para que o rapaz abaixasse a arma, e mandou a gente voltar pro carro. Até pensamos em dar no pé e deixar meu pai por lá, de tanto medo, mas ninguém sabia dirigir então resolvemos esperar. Meu pai conseguiu falar com o cara sem levar nenhum tiro, e voltamos pra estrada. Voltamos no posto e encontramos outra pessoa que trabalhava por lá, ele nos contou que o velho que conversou com a gente não batia bem, e nos indicou o caminho certo. Demorou, mas chegamos na casa de minha tia. Inteiros!
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