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Entre Páginas – A História do Futuro de Glory O’Brien

Por , 22 de junho de 2017 12:35

Esse foi o terceiro livro que li da A.S. King. E foi: diferente, revelador e…o melhor.

Resenha A História do Futuro de Glory O'BrienO fim do ensino médio é uma época de possibilidades infinitas – mas não para Glory O’Brien, uma jovem norte-americana que não tem nenhum plano para o futuro. Sua mãe cometeu suicídio quando Glory tinha apenas 4 anos, e ela nunca parou de se perguntar se seguiria o mesmo caminho… Até que numa noite transformadora ela começa a experimentar um novo e surpreendente poder que lhe permite enxergar o passado e o futuro das pessoas.

De antepassados a muitas gerações futuras, a jovem é bombardeada com visões – e o que ela vê pela frente é aterrorizante: um novo líder tirânico toma o poder e levanta um exército. Os direitos das mulheres desaparecem. Uma violenta segunda guerra civil explode. Jovens garotas somem diariamente, vendidas ou confinadas em campos de concentração.

Sem saber o que fazer, Glory decide registrar todas as suas visões, na esperança de que a sua História do Futuro sirva de alerta e evite o que vem por aí.

Mas será que as pessoas vão acreditar nela? Será que estarão dispostas a fazer o que é necessário para impedir a concretização daquele destino medonho?

Durante muitos anos, YA foi meu motor condutor de leituras. Se era YA, estava na minha lista, esperando para ser devorado.

Foi assim por um bom tempo, mas nos últimos 2 anos fui mudando as minhas direções. Ainda amo YA com todo o meu coração, só que agora escolho a dedo os que vou ler, exatamente para não me decepcionar.

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Entre Páginas – Todo Mundo Vê Formigas

Por , 18 de janeiro de 2017 19:45

Só li um livro de YA em 2016, e escolhi o livro certo para ler: a história de A.S. King é muito especial.

1421-20161014093208A 1ª coisa que você precisa saber é que tudo o que eu fiz foi uma pergunta idiota.

A 2ª coisa que você precisa saber é que essa pergunta idiota me trouxe muitos problemas com Nader McMillan, o cara que faz bullying comigo desde que eu tinha 7 anos. E uma semana atrás ele pegou bem pesado comigo. Foi aí que eu comecei a ver formigas.
A 3ª coisa que você precisa saber é que meu avô Harry desapareceu durante a Guerra do Vietnã e nunca foi encontrado. Então, todas as noites, eu tento resgatá-lo da sua prisão na selva em meus sonhos. Mas nunca consigo.

A 4ª coisa que você precisa saber é que minha mãe é uma lula e meu pai, uma tartaruga. Ela tenta afogar os seus problemas nadando o dia todo em uma piscina pública, e ele nunca está por perto e desaparece dentro da casca no primeiro sinal de confronto. Então, se juntarmos Nader McMillan, a minha pergunta idiota, vovô, e tudo o mais na minha vida, somos só eu e as formigas.

Eu amo ler YA. Para mim é um gênero que não recebe toda a atenção e carinho que merecia do público.

Isso sendo dito, ano passado eu não tinha lido nenhum livro desse gênero até nas últimas semanas de dezembro, e se não tivesse pegado o Todo Mundo Vê Formigas da A.S. King ia fechar o ano sem.

Mas se tive que ler só um livro, que bom que foi esse.

Já havia lido o outro livro publicada da King no Brasil pela Editora Gutenberg, Os Dois Mundos de Astrid Jones (Leia Review AQUI!), mas não estava preparada para tudo que lida tinha a dizer nesse livro.

A história parece ser simples e bem leve, mas a medida que vamos entrando na vida de Luck, vamos entendendo a profundidade da história que estamos lendo. Luck tem problemas com bullying, sem namorada e não consegue se conectar com o pai, enquanto sente uma ligação gigante com o avó que nunca conheceu.

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Entre Páginas – Os Dois Mundos de Astrid Jones

Por , 14 de maio de 2015 12:28

Lançamento do livro em junho

Quase podíamos falar ter feito essa semana como a Semana da Diversidade, porque a nossa resenha de hoje é de um livro que também representa uma questão pouco abordada, mas igualmente (ou talvez) até mais importante do que muitas por aí.

 

zFInAHUAstrid Jones quer desesperadamente confiar em alguém, mas a agressividade de sua mãe e falta de interesse de seu pai demostram a ela que eles são as últimas pessoas em que ela pode confiar. Em vez disso, Astrid passa horas deitada na mesa de piquenique, no quintal, assistindo os aviões que voam no céu. Ela não conhece os passageiros que estão dentro dele, mas eles são as únicas pessoas que não vão julgá-la quando ela conta-lhes seus segredos intímos – como o que significa ela estar se apaixonando por uma garota.

Quando seu relacionamento secreto torna-se mais intenso e seus amigos começam a exigir respostas, Astrid não tem para onde correr. Ela não pode compartilhar a verdade com ninguém, exceto as pessoas nos aviões, e eles nem sequer sabem que ela existe. Mas mal sabe Astrid que até a mais ínfima conexão afetará a vida desses estranhos – e a sua também – para melhor.

 

Adoro quando me identifico em certo nível com a protagonista. No livro, Astrid gosta de olhar para o céu e imaginar as pessoas lá em cima, e eu gosto de fazer exatamente o contrário. Estar em um avião e olhar para baixo e só ver mar não me deixa com medo, mas entediada.

Gosto de olhar e ver cidades inteiras de um tamanho tão pequeno, mas mesmo assim visualizar as ruas, suas luzes e os seus habitantes. Meios de transporte me fazem pensar, mas nada me toca como estar em um avião.

E aí fica fácil me identificar com ela. Assim como enquanto ia crescendo, e principalmente na adolescência, ler livros que tinham personagens que passavam ou reagiam como eu precisava ver.

YA é um gênero muitas vezes subjugado pela sua importância. Ele não é só feito para um público especifico, mas ele deve trazer questões e respostas para o seu público-alvo, no caso adolescente que podem estar perdidos em um mundo que não os entende.

A necessidade de livros diversificados no mercado é exatamente para atender a todas essas pessoas que precisam ler sobre as suas vidas também. Não podemos ter um mundo onde todos os livros sejam iguais. E isso deve se estender não só para a trama, mas para os seus protagonistas e personagens secundários também.

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