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Fala Série! – O que esperar da 10ª temporada de Doctor Who?

Por , 15 de abril de 2017 9:00

Hoje estreia a 10 temporada de Doctor Who, e com tantas mudanças à vista, há muito o que esperar.

SPOILER ALERT: Esse post contém Spoiler para quem não viu a 9ª temporada de Doctor Who.

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Parece que foi ontem que anunciaram Peter Capaldi para o papel do Doutor mais famoso da TV mundial. Escocês, um ator brilhante e trazendo um doutor mais duro, o Doutor de Peter foi único.

Claramente inspirado no primeiro doutor, ao longo das duas temporadas ele inseriu o seu estilo. O que não era um tarefa fácil.

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Fala Série! – Luther

Por , 3 de fevereiro de 2016 12:05

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John Luther (Idris Elba) é um brilhante detetive. Lutando contra os próprios demônios, sua mente nem sempre pode salvá-lo da violência de suas próprias paixões, que podem ser tão perigosas quanto os assassinos que ele persegue.

Eu tenho a impressão, que às vezes assisto uma série só para tirar ela da minha lista ‘sugestões para você‘, e Luther fazia dois anos que dava as caras direto por lá, e em um dia aleatório resolvi conferir se realmente era uma boa para mim. E advinha? Era.

Obviamente eu ainda estou esperando uma produção da BBC que eu não goste (Ok, os documentários,mesmo os de astronomia que eu amo de paixão são meio chatos), mas não sou muito de série policial e no último ano a única que vi foi The Fall (por motivos de Sabrina Inserra) e uma das grandes diferenças das séries inglesas é realmente o cenário.

Luther-BBC-bbc-tv-series-32652714-719-479Saímos do normal Nova York/Los Angeles e vamos para uma Londres que não vimos nos filmes. A ação de Luther se passa longe da região de Baker Street de Sherlock, e apesar de pensar que seria no mínimo curioso um encontro desses dois tipos, dá para perceber que Luther vive em um ‘mundo diferente’ do que estamos acostumados com Holmes.

É uma Londres que não mostra o tube e raramente temos cenas perto Tâmisa, mas ao contar a sua história cheia de sangue e criminosos cada vez piores, e o detetiva Luther com isso não tem um minuto de sossego.

Isso é literalmente! Tanto que todo final de temporada termina com um ‘and now what?’.

Você começa a ficar com dó da pessoa de tanta coisa e tensão recheando a tela.

Idris Elba que interpreta o Luther se deu tão bem no papel que ele está sendo cotado para ser o próximo James Bond, e olha, ele faria um ótimo 007.

Com um talento incrível, alto e uma voz envolvente só dá para imaginar a diferença e as mudanças que ele traria para o personagem. Daniel Craig foi um bom começo par atualizar o personagem, mas em pleno século 21, Bond precisa ganhar um ar mais atual e Elba pode ser o cara certo para o papel.

Voltado à Luther, já aviso para não se apegar a ninguém porque assim como na vida, muitas coisas ruins acontecem e temos que conviver com isso junto com o Luther. Mas de tudo, presta atenção na personagem Alice do primeiro capítulo, a tensão sexual palpável entre os dois personagens vai dar as caras muitas vezes durante temporadas da série.

Quem dá vida a Alice é Ruth Wilson que está arrasando também em outra série The Affair.

Assim como Sherlock, Luther também fica um tempo muito longe das telas, mas no final de 2015 rolou dois episódios fresquinhos e você já aproveita para ver a série inteira que em 4 temporadas tem só 17 episódios.

Você não vai se arrepender.

 Ficha Técnica:

Série: Luther

Gênero: Policial

Emissora: BBC

Nota: 7,5/10

 Crédito da sinopse: Adoro Cinema

Muitas séries, pouco tempo: O ano que também conhecemos como 2016

Por , 4 de janeiro de 2016 18:59

A temporada de séries de TV americana sempre começa em setembro e é no meio do ano que os murmúrios de novidades começam, mas com o status da HBO, Amazon, BBC, e claro, Netflix.

Então, começo de ano, também é tempo de ficar animado com o que vem por aí.
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A ITV, tentando segurar o público que gostou de Downton Abbey, estreará uma série em oito capítulos que contará a história de uma queridinha aqui do blog, A Rainha Victoria. Jenna Coleman de Doctor Who fará o papel principal de uma das mais importantes monarcas da Inglaterra.

Ainda na terra da Rainha, mas querendo conquistar a Rússia, estreou ontem a mini série da BBC, baseada em Guerra e Paz. Com 4 capítulos e o mesmo roteirista da série Orgulho e Preconceito, a mini série promete dar a versão definitiva para o livro, assim como muitas outras da mesma emissora conseguiu.

E até o Netflix se rendeu aos encantos britânicos, estreará a mini série The Crown, contando a história da Rainha Elizabeth II. Como esse ano ela comemora 90 anos em maio, a estreia deve acontecer no mesmo período.

Mas obviamente, a Netflix não vai para por aí, e estreará mais de 34 temporadas em 2016.

netflix-marvel-luke-cageSéries como Better Call Saul, Demolidor, Grace and Frankie trazem a segunda temporada já previstas para 2016, sendo que ainda teremos uma temporada só do Luke Cage, que conhecemos lá em Jessica Jones.

Demolidor também foi uma das melhores séries do ano passado, e esperamos que esse ano mantenha a qualidade.

Mercy Street da PBS, focará na guerra civil americana se passando em Alexandria na Virginia e começa agora em janeiro. É um período conturbado da história americana, mas sempre rende bons dramas.

E se a volta tão esperada de Arquivo X acontecerá, o mesmo vale para fãs que esperaram menos por uma continuação, mas que vão sem livro antes. Pela primeira vez, a série Guerra dos Tronos terá os acontecimentos narrados na série, sem o livro que é baseado publicado.

Enquanto isso, do outro lado disputando com tamanho de livros, Outlander começa a sua segunda temporada, chegando um pouco antes de GoT, em Março.

O Hulu tem ganhado forças e estreará The Path, com um elenco forte, contando o drama de uma família envolta de um culto religioso.

Pelo jeito vai ser difícil desgrudar da telinha em 2016! Esperamos que conseguimos dividir o tempo entre tantos filmes, séries e livros nesse ano.

Fala Série! – Review dos episódios da 9º Temporada de Doctor Who

Por , 10 de outubro de 2015 12:44

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Depois de uma 8º temporada com altos e baixos, Doctor Who voltou em meados de Setembro trazendo um episódio melhor que o outro.

Essa temporada promete, com a saída da anunciada da Jenna, que interpreta a Clara e a presença de Maisie Williams em vários episódios como uma personagem ainda não divulgada.

Seja porque a saída da Clara já está definida ou simplesmente porque melhores episódios foram criados, a 9º temporada começou muito bem, e nesse post, ao longo da temporada, vamos postando os reviews de cada episódio para você acompanhar.

A cada episódio pode conter spoiler sobre o anterior, então leia com cuidado se não quiser saber.

Allons-y!

Fala Série! – Tess of the D’Urbervilles

Por , 15 de abril de 2015 12:05

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Seu livro favorito vai ser transformado em filme? Boa Sorte! Mas se ele é um romance que foi lançado a no mínimo meio século, e vai ser transformado em uma minissérie da BBC? Comece a comemorar porque a chance de sair errado são muito pequenas.

E para defender a nossa afirmação, falamos hoje da adaptação da BBC para Tess of the D’Urbervilles, que assim como tantas outras, é excepcional.

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Já falamos sobre o livro em fevereiro, em como não conhecíamos muito sobre o trabalho de Thomas Hardy, mas que após essa leitura ele se tornou uma prioridade nas nossas leituras (estamos lendo no momento Far From The Madding Crowd ), porque a mascara caiu e agora sabemos o que esperar de um livro do Hardy e que apesar da sua narrativa sofrida e nada linguagem um pouco difícil, ainda é um escritor incrível e a frente do seu tempo.

Still from BBC adaptation of Tess of the d'UrbevillesLivros são objetos complexos e repletos de cenas que ao sem cortadas, encurtadas ou alteradas mudam a sua perspectiva e o que realmente o autor quis passar.

Nem estou entrando em mérito de no livro o vestido era azul e no filme é rosa, ou que a protagonista era morena e agora está loira, porque a não ser que isso altere algo na história em si (por exemplo, a cor dos cabelos fazem referência a algo da história/título) a mudança é irrelevante.

Estou falando de cenas que precisam de cuidado e tempo que em um filme você simplesmente não tem tempo para isso. É difícil encaixar um livro de 400 páginas em 2 horas, mas em uma mini-série com 4 ou 6 capítulos, isso se torna muito mais real e o diretor/roteirista tem tempo de contar a história como ela merece.

No caso de Tess, são tantas idas e vindas e pontos importantes sutis da trama, que se, o tempo apropriado podem ficar sem a devida explicação e atenção.

A fotografia da série é um caso a parte, com locações no interior da Inglaterra de tirar o fôlego. Gemma Artenton como Tess foi definitivamente um acerto. Ela mantém uma expressão de doçura e sofrimento, mas sem nunca passar ares de coitada mesmo estando na piro das situações.

E por causa disso, assim como no livro, você chora se comove e quer de alguma forma ajudar essa criatura que em grande parte da história está sozinha a própria sorte.

Angel Clare é interpretado por ninguém menos que Eddie Redmayne e mesmo a série tendo sido grava em 2008, mostra a formação do talento que iria ganhar um Oscar de melhor quase 8 anos depois.

TESS OF THE D'URBERVILLES Ep4O seu personagem precisava de uma dose de doçura, inocência e uma cabeça dura para que ele funcionasse, e essa medida que ele encontrou ajuda o público a torcer pelo casal, que parece serem feitos um para outros já nas suas primeiras cenas (aviso: cuidado!).

Alec D’Urberville também teve um bom ator o interpretando por Hans Matheson que é fascinante e assustador na medida certa.

Para quem não pretende ler o livro, mas gostaria de conhecer a história, fica a dica da série que vai te mostrar tudo o que você precisa saber.

Porém, fica a nossa recomendação de se puder, também conferir o livro. Acredite, você não vai se decepcionar.

Vai chorar bastante, mas nunca se decepcionar.

Café Irlandês – 11 razões que provam que Jane Austen é eterna

Por , 16 de dezembro de 2014 9:00

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Você não precisa viver para sempre para ser eterno, basta marcar o seu nome na história de forma correta.

Há 239 anos, nascia Jane Austen, uma filha de um clérigo do interior da Inglaterra, que nos seus 41 anos de vida, iria escrever uma das grandes obras que a tornariam eterna, Orgulho e Preconceito.

Mais de dois séculos já se passaram, e  essa sua obra (assim como o restante) continua tão atual como quando foi escrita, e abaixo tentamos explicar uma dessas razões, nessa data tão especial.

 

1 – Gostamos de Lizzie Bennet quase instantaneamente, e quem não gosta, pelo menos simpatiza

Esse é um dos grandes pontos de Austen, ela quer que você veja a história sobre o ponto de vista daquela pessoa especifica, no caso desse, Lizzie.

 

 

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2 – As irmãs mudam, mas pelo menos entre Lizzie e Jane a simetria é sempre a mesma

Uma das grandes incentivadoras e amigas de Jane, foi a sua irmã Cassandra, que após perder um noivo de forma trágica, viveu o resto da vida praticamente ao lado da irmã. Muito e diz na influência dessa companhia para as relações entre Lizzie  e Jane e Eleonor e Marianne em Razão e Sensibilidade.

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3 –  Os roteiristas mudam, a linguagem se altera, mas o que Austen quis dizer, se mantém

Apesar da sua influência em obras atuais, Jane publicou somente 4 livros  em vida e A Abadia de Northanger e Persuasão postumamente. Durante os seus anos de escritora, ela ganhou pouquíssimo com a venda dos seus livros, e em diversas fases da vida morou com os irmãos devido a falta de condição de se manter.

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4 – Mantivemos (dentro das possibilidades de adaptação) a pureza da história.

Apesar de ser um dos romances mais conhecidos do mundo, a suavidade como é contado, não levando em consideração, aspectos sexuais, trás uma leveza sempre para a história. É aquele tipo de filme/série, que você pode sentar para ver com os pais e os sobrinhos.

As irmãs Brontë consideravam as suas histórias muito românticas, mas Jane falou em uma das suas cartas que só mantia a vingança e revanche em seus livros enquanto era necessário.

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 5 – The Gentleman. The gentleman

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Fala Série! – Doctor Who – Review dos episódios da 8° Temporada

Por , 11 de outubro de 2014 13:34

Olá pessoal,

Acabei saindo de férias e os episódios do Doctor Who se acumularam. Hoje sai o Mummy on the Orient Express e enquanto esperamos para saber o que acontece que tal colocar em dia os anteriores?

Falamos do primeiro Deep Breath, e íamos emendar um post entre os fracos Into The Dalek e Robot of Sherwood, mas me pego no direito de fingir que ambos nunca aconteceram e bora comentar as 4 últimas aventuras do Doctor.

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Com mais da metade dos episódios da temporada no ar, o jeito turrão do novo Doctor e a sua relação cruzada com Clara começam a entrar nos eixos e eu particularmente já até me acostumei com essas mudanças, mas elas serão suficientes par manter os novos fãs do Doctor interessados na história?

 

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“O medo faz companhia para todos nós.”

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Eu tenho um problema: Sempre ver cenas aterrorizantes ou assustadoras quando estou sozinha em casa e é de noite. E foi nessa situação que assisti a esse episódio e apesar de a medida que a história é contada vamos deixando o medo de lado, a temática do episódio foi demais.

O final é ambíguo, mas fico na esperança de aparecer um novo tipo de vilão para a série. Parece que não tem um legal desde a 3° temporada com os Anjos Lamentadores, e como eles foram usados bastante na sexta e sétima temporada, precisamos de uma nova carinha aterrorizante.

Muito bem escrito ( Moffat galera!) e com um gancho bacana para os próximos episódios envolvendo o Mr. Pink.

  • Ponto Alto: Mais uma vez a série fazendo conexões com a história do Doctor.
  • Ponto Baixo: Honestamente? O melhor episódio dessa temporada. Nada a reclamar.

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Fala Série! – 8° Temporada de Doctor Who – 1° episódio

Por , 24 de agosto de 2014 22:18

Sem spoiler

Para a nossaaa alegria =) , a nova temporada de Doctor Who estreou ontem e mais do que uma nova temporada, temos um novo Doctor, no caso Peter Capaldi incorporando a 12° regeneração do Senhor do Tempo. E advinha só? Foi incrível!

Deep Breathe - Doctor Who

É eu sei, sou suspeita para falar de Doctor Who, mas era muito suspeita para falar também de Matt Smith, ator responsável pelo 11° encanação do Doctor e que saiu no episódio de natal da série no ano passado. Peter não se parecia com o Doctor que eu esperava, mas quem acompanha a série está acostumada com essas mudanças.

Tem que estar na verdade, já que de tempos em tempos é possível encontrar rostos novos desde o Doctor até aos companheiros.

Mas quando o Peter foi anunciado,estava esperando que para esse Doctor o roteirista, Steven Moffat, iria criar uma encarnação mais ponderada.

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Fala Série! – The Fall

Por , 25 de março de 2014 9:00

The Fall

 

Se Bleak House me tirou da “ressaca seriemaníaca”, The Fall só comprovou o meu “retorno” ao universo das séries!

É verdade que decidi assistir à produção britânica por motivos de Jamie Mr. Grey Dornan e Gillian Scully Anderson (que também faz parte do elenco de Bleak House), mas foi só dar o play no primeiro episódio que sabia que não iria conseguir sossegar antes de chegar no final.

 

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Fala Série! – Bleak House

Por , 18 de março de 2014 9:00

(Post publicado na coluna #PsychoSeries, no Psychobooks)

Bleak House

 

Recentemente passei por um (longo) período “negro” em relação a séries. Nenhuma conseguia prender a minha atenção – nem mesmo aquelas as quais já tinha o hábito de assistir. Era só dar o play para os olhos correrem para o reloginho no canto da tela e a mente ficar dispersa. Já sei que, quando estou assim, não adianta forçar: paro e aguardo o meu “eu seriemaníaco” retornar das catacumbas.

Comecei a retornar aos poucos ao universo das produções televisivas após adquirir o meu tão desejado box com quatro séries da BBC baseadas nas obras do meu queridinho Charles Dickens.

A primeira escolhida foi Bleak House, veiculada em 2005 pela rede inglesa, que narra a história de uma disputa judicial por uma herança, marcada por tragédias e segredos.

 

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