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Blá Blá Blá: Os Amores de Papel #DiadosNamorados

Por , 11 de junho de 2017 20:30

post - amores

Há uma linha bem marcada que atravessamos quando nos tornamos leitores. Não é errado afirmar que deixamos um mundo cinzento para trás e começamos um percursos com várias estradas, desvios e opções.

Quando entramos nesse delicioso labirinto da leitura, dificilmente passaremos pelas mesmas experiências, gostos e desgostos de outras pessoas. Cada um carrega a sua experiência pessoal para dentro dele, e até mesmo qualquer pequena diferença dos passos (como alguns livros diferentes), podem acarretar nessas diferenças.

Por isso, ler um livro é embarcar em uma viagem, e isso vale para as coisas ruins e para as boas. Para os momentos de mistério, e da tranquilidade dos epílogos. E isso também significa, que se o personagem é encantador, temos grandes chances de nos apaixonarmos por eles.

Às vezes, é uma paixonite que termina no momento em que você fecha o livro e segue em frente para o próximo, mas há alguns personagens que nos cativam tanto,  que não queremos terminar o livro.

Ou melhor, o livro nunca termina para nós. É alguém falar o nome, que já damos aquela pequena suspirada e uma leve inclinação de cabeça, lembrando exatamente de como ele nos fez sentir.

A saudade pode ser tão grande, que em muitos momentos você relerá o livro, para se reencontrar com esse sentimento.

Se apaixonar por um personagem, é bem parecido com encontrar um desconhecido no metro, no ônibus ou até no elevador. Uma pessoa que você olha e já se sente atraído de cara. E nem sempre é só por conta do tipo físico (às vezes é, né?), mas o jeito da pessoa. Você olha e pensa: Meu número.

E aí, o ponto chega, o vagão para na estação ou o elevador para no seu andar, e você vai embora continuando a sua vida. Mas certamente, contará para alguém sobre o seu encontro, porque ele tem toques de mistérios.

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Blá Blá Blá – Este tal de dia dos Namorados

Por , 12 de junho de 2013 13:15

sorriso a dois

O amor, é talvez a coisa mais irracional e sem explicação que o ser humano possui. Nas diversas formas em que se apresenta, amor de pai, irmão, amigo, namorado, marido… sentimos a necessidade de nos expressar, mostrar que amamos e que somos amados.

A expressão deste sentimento pode ocorrer de várias maneiras, num gesto, numa palavra ou numa série situações ao longo de sua vida e convivência. Dito isso, pensamos que aquilo que vale menos na expressão dos sentimentos é o objeto material ou qualquer coisa que seja um objeto de uso para outra pessoa.

Aquilo que seria um gesto de amor para com outra pessoa, acabou ganhando um dia especial no ano. Temos o dias das Mães, dos Pais, dos Namorados, do Amigo, da Avó… e por aí vai. Como poucos são os únicos em nossas vidas, somente os 3 primeiros ganharam em seus dias uma conotação maior e de maiores comemorações.

Diferentemente daquilo que os pais representam, e de que independente do presente que voce dê, o que importa é a presença naquele dia querido. Afinal de contas, quantos são os almoços reunindo as diversas gerações  da mesma família?

No dia dos namorados, algo diferente ocorreu, o tipo de amor expressado aqui não é o mesmo do amor de pai e de mãe e também por vezes não é tão duradouro. Mas infelizmente a tradição de dia dos Namorados aqui no Brasil não é tão interessante quanto nos Estados Unidos (veja outro post sobre assunto aqui).

Lá o Valentine’s Day é um dia não só para presentear os namorados, mas os amigos, aquela pessoa que voce gosta muito, a esposa. Uma tradição cultuada desde a infância. Inspirados na história do Padre Valentim, os dia dos namorados é um dia para se presentear a pessoa de quem se gosta, nem que seja com um cartão, uma mensagem ou uma flor.

Já aqui no Brasil, a história toda já começou, digamos… de forma interesseira. O dia dos namorados é na verdade uma data montada em um mês em que praticamente não há muito movimento no comércio, e para confirmar a história, colocamos antes do Dia de Santo Antonio (o casamenteiro). Ou seja, um cultura tão recentemente incorporada em nossos costumes, unicamente para ajudar o comércio com mais uma data comemorativa.

Como eu disse no começo do post, tal data deveria existir para demonstrar os sentimentos, mas algumas pessoas confundem isso com dar um presente. O Dia dos Namorados tornou-se mais um dia no ano, em que o comércio pipoca, em que as pessoas (os casais), vão aos shoppings em busca de quinquilharias para dar de presentes. Logo, tudo vira mais uma coisa sem sentimento e mais obrigação, uma série de itens que ganhamos que não tem significado, que não tem um história e que se torna mais um presente, como se fosse um aniversário ou qualquer outra data comemorativa.

Algumas pessoas vão mais longe, e se aventuram em algo mais romântico e planejado, como um jantar, ir num lugar especial ouviajar. Ocorre que logo isso é substituído pela sensação de que os preços para tais situações são tão exorbitantes que voce avalia se vale a pena fazer tudo isso. Não é incomum encontrar mais casais estressados do que apaixonados em pleno dia dos namorados, tudo por causa da fila do restaurante, do cinema, do preço do hotel. Ou seja, por mais que tentem as coisas parecem não se encaixar com uma data que deveria ser especial.

Talvez seja hora de avaliarmos, qual é realmente o significado do dia dos namorados. Talvez devemos lembrar que este dia é para celebrar com aquela pessoa que gostamos, independente se é namorado/a, esposo/a, amigo/a ou qualquer pessoa que seja simplesmente especial para voce. Lembrar que atos são mais importantes que coisas, e que uma data em si não significa nada sozinha.