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Entre Páginas – Tartarugas até lá embaixo de John Green

Por , 4 de dezembro de 2017 7:00

Depois de 6 anos, John Green retorna com o primeiro livro desde o grande sucesso de A Culpa é das Estrelas, para nos apresentar o seu melhor trabalho.

IMG_3673A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Quando A Culpa é das Estrelas foi publicado, John Green já era um escritor conceituado e conhecido dos círculos da literatura Jovem Adulta (YA). Com o estrondoso sucesso de ACEDE e consequentemente, ele se tornou John Green. Um nome fácil de ser reconhecido nas livrarias e até mesmo para quem não é fã dos livros.

Assim, seu próximo livro tinha que atingir o nível de expectativa que agora, ele era esperado. E havia vários caminhos mais fáceis e certeiros em sentido de sucesso comercial, que ele poderia ter seguido, mas fico feliz por John ter escolhido um caminho diferente.

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Entre Páginas – S.: O Navio de Teseu

Por , 29 de fevereiro de 2016 9:30

O Navio de Teseu trás uma proposta gráfica inacreditável, mas a história não consegue chegar no lugar que deveria.

untitledUm livro. Dois leitores.

Uma jovem encontra numa biblioteca um livro com anotações de um estranho. As margens repletas de observações revelam um leitor inebriado pela história e pelo misterioso autor da obra. Ela responde os comentários e devolve o livro, que o estranho volta a pegar. Ele é Eric, ela é Jennifer, e o inesperado diálogo dos dois os faz mergulhar no desconhecido. É esse velho exemplar típico de biblioteca – consultado, anotado, manuseado – intitulado O Navio de Teseu, de V. M. Straka, que o leitor encontrará dentro da caixa preta e selada de S.

está longe de ser um livro convencional. A obra conecta ao menos quatro histórias, que se desdobram ao mesmo tempo, embora não necessariamente em ordem cronológica. É um livro-jogo, que oferece várias possibilidades de leitura e instiga o leitor a decifrar os mistérios, códigos e pistas contidos em toda a obra. Seja nas notas, nas margens ou nos outros itens da caixa, há sempre algo além do que se vê aguardando para ser descoberto.

Após ver alguns comentários e fotos entre os nossos amigos blogueiros, a Sabrina veio falando maravilhas sobre o projeto editorial e gráfico de O Navio de Teseu. Todos os detalhes sobre o livro me deixaram impressionadas, mas não sou só motivo pelo visual e precisei ir na livraria e ler a frase no verso do livro que falava “S. é uma declaração de amor de Abrams e Dorst à palavra escrita.”

E com esse pequeno trecho me convenci a comprar o livro.

Quando abri em casa, me peguei maravilhada, assim como tantos, pelo aspecto visual do livro.

Temos diversas conversas escritas a mão nas margens. com as diferenças de letras entre os personagens. Temos fotos, cartões e cartas inteiras dentro do livro.

Há uma bússola no final, papel de guardanapo, fotografias e todo o visual do livro é para lembrar um livro antigo. Só por esses detalhes o preço do livro se justifica, porque é um trabalho muito bem feito e tudo que é bem feito e diferente tem o seu preço.

Para ler o livro, como há duas ‘histórias’ dentro dele, primeiro li todo o livro em si, O Navio de Teseu e depois voltei lendo toda a conversa nas bordas. Foi o jeito que encontrei depois de tentar ler as duas ao mesmo tempo e chegar na página 6 não conseguindo assimilar muito.

A história de O Navio de Teseu apesar de bacana não é nada sensacional e cheguei a páginas 456 da ‘primeira leitura’ esperando que os comentários dos dois estudantes nas bordas me fizessem perceber uma história maravilhosa que eu havia deixado passar na primeira leitura.

Mas se a história do livro era ok, os comentários me fez cair em uma preguiça de voltar o livro que só acabou quando deitei na cama e falei que não ia levantar enquanto acabasse o livro. Nesse momento faltava cerca de 100 páginas para terminar os comentários e como uma eterna otimista estava esperando o momento que o livro demonstraria exatamente o que eu o havia comprado, ‘ uma declaração de amor de Abrams e Dorst à palavra escrita’.

Esse momento nunca veio.

As trocas de mensagem entre Jennifer e Eric, apesar de motivarem conversas sobre aspectos pessoais são muito superficiais e desinteressantes. Não me interessei em nenhum momento por Straka.

Fechei o livro e sem querer comparei com aquele cara lindo que vemos na balada, mas que é só abrir a boca que não acrescenta nada.

O livro se vendeu pelo aspecto visual, só queria que a história tivesse sido pelo menos um pouco mais envolvente.

Ficha Técnica:

Livro: S.: O Navio de Teseu

Autores: J.J. Abrams e Doug Dorst

Editora: Intrínseca

Páginas: 456

Nota: 2,5/5 estrelas

Entre Páginas – Orgulho e Preconceito e Zumbis

Por , 15 de fevereiro de 2016 9:00

Eu li o livro há 6 anos atrás, e em 2016 após muitos atrasos na produção, a adaptação de Orgulho e Preconceito e Zumbis chega aos cinemas do Brasil na semana que vem, mas para quem quer ler o livro antes, um aviso: Não é tão legal assim!

untitled“É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse de um cérebro, necessita de mais cérebros.” Assim começa essa paródia que se tornou umbest-seller do The New York Times. No romance clássico, Jane Austen iniciava a saga das casadouras irmãs Bennet com o aviso: “É uma verdade universalmente reconhecida que um homem solteiro, possuidor de uma grande fortuna, deve estar em busca de uma esposa.”

Agora, porém, no tranquilo vilarejo de Meryton, nossa heroína, a guerreira Elizabeth Bennet, treinada nos rigores das artes marciais, está determinada a eliminar a ameaça zumbi. Até que sua atenção seja desviada pela chegada do altivo e arrogante Sr. Darcy. Ela conseguirá superar os preconceitos sociais dos grandes aristocratas ingleses, tão ciosos e orgulhosos de seus privilégios?

 

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Entre Páginas – Depois de Você

Por , 10 de fevereiro de 2016 20:45

Eu li Depois de Você em dois dias e apesar de ter ficado animada quando a continuação de Como eu Era Antes de Você foi anunciada, o livro em si não foi tudo isso.

Essa resenha contém spoiler para não eu Como eu Era Antes de Você.

Resenha Depois de VocêEm Depois de você, sequência de Como eu era antes de você, Lou ainda não superou a perda de Will. Morando em um flat em Londres, ela trabalha como garçonete em um pub no aeroporto. Certo dia, após beber muito, Lou cai do terraço. O terrível acidente a obriga a voltar para a casa de sua família, mas também a permite conhecer Sam Fielding, um paramédico cujo trabalho é lidar com a vida e a morte, a única pessoa que parece capaz de compreendê-la.

Ao se recuperar, Lou sabe que precisa dar uma guinada na própria história e acaba entrando para um grupo de terapia de luto. Os membros compartilham sabedoria, risadas, frustrações e biscoitos horrorosos, além de a incentivarem a investir em Sam. Tudo parece estar se encaixando, quando alguém do passado de Will surge e atrapalha os planos de Lou, levando-a a um futuro totalmente diferente.

Quando eu terminei de ler Como eu Era Antes de Você, minha mente estava em stand by.

Mesmo o livro já tendo sido lançado fazia alguns meses, lá no começo de 2014 ele ainda não era tão amplamente comentado e eu consegui ler o livro sem saber nenhum spoiler. Eu nem ao menos sabia que ele era triste e um outro livro de Jojo Moyes ter sido lançado perto dessa época, com uma capa e título que combinava para uma continuação (A Garota que você deixou para trás), não estava preparada para o final que o livro nos trouxe.

Sempre quando comento com alguém que Como eu era antes de você é triste, quem não leu pergunta ‘Ele morre no final?’ e a minha reposta sempre é ‘Pior‘, e a pessoa me olha sem conseguir entender o que poderia ser pior.

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Entre Páginas – Um Mais Um

Por , 16 de março de 2015 12:05

Livro novo da Jojo Moyes é praticamente ‘música para os meus ouvidos’, e Um mais Um é tudo isso e muito (MUITO) mais!

Um mais um - Capa e lombada.inddHá dez anos, Jess Thomas ficou grávida e largou a escola para se casar com Marty. Dois anos atrás, Marty saiu de casa e nunca mais voltou.

Fazendo faxinas de manhã e trabalhando como garçonete em um pub à noite, Jess mal ganha o suficiente para sustentar a filha Tanzie e o enteado Nicky, que ela cria há oito anos. Jess está muito preocupada com o sensível Nicky, um adolescente gótico e mal-humorado que vive apanhando dos colegas. Já Tanzie, o pequeno gênio da matemática, tem outro problema: ela acabou de receber uma generosa bolsa de estudos em uma escola particular, mas Jess não tem condições de pagar a diferença. Sua única esperança é que a menina vença uma Olimpíada de Matemática que será disputada na Escócia. Mas como eles farão para chegar lá?

Enquanto isso, um dos clientes de faxina de Jess, o gênio da computação Ed Nicholls, decide se refugiar em sua casa de praia por causa de uma denúncia de práticas ilegais envolvendo sua empresa. Entre ele e Jess ocorre o que pode ser chamado de ódio à primeira vista. Mas quando Ed fica bêbado no pub em que Jess trabalha, ela faz questão de deixá-lo em casa, em segurança. Em parte agradecido, mas principalmente para escapar da pressão dos advogados, da ex-mulher e da irmã – que insiste em que ele vá visitar o pai doente -, Ed oferece uma carona a Jess, os filhos e o enorme cão da família até a cidade onde acontecerá o torneio.

Começa então uma viagem repleta de enjoos, comida ruim e engarrafamentos. A situação perfeita para o início de uma história de amor entre uma mãe solteira falida e um geek milionário.

Há um pouco mais de um ano atrás, só tinha lido um livro da autora (A última carta de Amor), mas foi o INCRÍVEL e TRISTE, Como eu era antes de você, que me jogou de vez para Jojo Moyes, e não tenho certeza se conseguirei sair.

E apesar de não estar esperando muito de Um Mais Um (Explico: Minha expectativa estava no alto e eu achava que a contraria), foi exatamente o contrário.

Jess representa tudo e qualquer ensinamento de vida que eu tenho.

Ela é integra, tem o coração no lugar, mas está chegando no ponto em que a vida irá desmoronar, porque o universo não está colaborando. E assim como uma pessoa desesperada chega uma hora que a grande prova bate, e isso pode definir não só a sua vida, mas a dos seus filhos, e do mocinho da história, Ed.

No review de Como eu era antes de você, eu escrevi “(…) Aí, tento me lembrar que são de mentirinha, de faz de conta, que eles não existem de verdade, que o que eu li foi só uma ficção e nada mais. Porém, até agora nada disso me ajudou, e se um livro assim não merece uma nota máxima, eu não sei mais o que merece.”

E se repete nesse, porque apesar da situação que a Jess esteja passando seja muito especifica, você se identifica fácil com o que ela está enfrentando. Se pergunta se faria diferente ou não, ou simplesmente, assim como eu, vai chorando com tudo ao longo do caminho.

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Fala série! – O que esperar da Segunda Temporada de Orange is the New Black?

Por , 6 de junho de 2014 9:00

Hoje, 06 de junho, estreia a nova temporada de Orange is the New Black, e enquanto a primeira temporada foi ótima, a segunda vai ter a difícil tarefa de manter a qualidade.

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Há alguns fatores que torna os streamings perfeitos, e uma delas é a liberdade de se assistir a qualquer hora em qualquer lugar. Nada de encaixar um hora de um show durante a semana, e correr o risco de perder.

 

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Entre Páginas – O Segredo do Meu Marido

Por , 8 de maio de 2014 9:00

Para quem não sabe, o Café com Blá Blá Blá teve a honra de ser selecionado como um blog parceiro da Editora Intrínseca…

E para estrear essa parceria com o pé direito, a editora enviou um kit de “boas vindas” do livro O Segredo do Meu Marido, da autora Liane Moriarty, um título que está dando o que falar lá fora – e com razão!

 

O Segredo do Meu Marido

Imagine que seu marido tenha lhe escrito uma carta que deve ser aberta apenas quando ele morrer. Imagine também que essa carta revela seu pior e mais profundo segredo — algo com o potencial de destruir não apenas a vida que vocês construíram juntos, mas também a de outras pessoas. Imagine, então, que você encontra essa carta enquanto seu marido ainda está bem vivo…

Cecilia Fitzpatrick tem tudo. É bem-sucedida no trabalho, um pilar da pequena comunidade em que vive, uma esposa e mãe dedicada. Sua vida é tão organizada e imaculada quanto sua casa. Mas uma carta vai mudar tudo, e não apenas para ela: Rachel e Tess mal conhecem Cecilia — ou uma à outra —, mas também estão prestes a sentir as repercussões do segredo do marido dela.

 

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Entre Páginas – O Oceano no Fim do Caminho

Por , 1 de julho de 2013 9:00

Já dizia o ditado: “antes tarde do que nunca…”! É até engraçado, mas 2013 está sendo um ano de primeiros contatos com autores consagrados, dos quais já tenho ouvido falar há eras. Depois de me aventurar pelo meu primeiro Stephen King, é chegada a vez de desbravar a obra de Neil Gaiman! E, nada melhor do que começar por uma obra delicada e poética como O Oceano no Fim do Caminho!

 

Oceano no Fim do CaminhoFoi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele, passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo. Um horror primordial, sem controle, que foi libertado e passou a tomar os sonhos e a realidade das pessoas, inclusive os do menino.

Ele sabia que os adultos não conseguiriam — e não deveriam — compreender os eventos que se desdobravam tão perto de casa. Sua família, ingenuamente envolvida e usada na batalha, estava em perigo, e somente o menino era capaz de perceber isso. A responsabilidade inescapável de defender seus entes queridos fez com que ele recorresse à única salvação possível: as três mulheres que moravam no fim do caminho. O lugar onde ele viu seu primeiro oceano

 

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