Posts com a tag:John Green

Entre Páginas – Tartarugas até lá embaixo de John Green

Por , 4 de dezembro de 2017 7:00

Depois de 6 anos, John Green retorna com o primeiro livro desde o grande sucesso de A Culpa é das Estrelas, para nos apresentar o seu melhor trabalho.

IMG_3673A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Quando A Culpa é das Estrelas foi publicado, John Green já era um escritor conceituado e conhecido dos círculos da literatura Jovem Adulta (YA). Com o estrondoso sucesso de ACEDE e consequentemente, ele se tornou John Green. Um nome fácil de ser reconhecido nas livrarias e até mesmo para quem não é fã dos livros.

Assim, seu próximo livro tinha que atingir o nível de expectativa que agora, ele era esperado. E havia vários caminhos mais fáceis e certeiros em sentido de sucesso comercial, que ele poderia ter seguido, mas fico feliz por John ter escolhido um caminho diferente.

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Pipoca Salgada – Cidades de Papel

Por , 17 de julho de 2015 12:05

Hoje já faz uma semana que Cidades de Papel estreou nos cinemas do Brasil e após a avaliação da Thais na semana passada, hoje eu vim falar sobre alguém que já leu o livro e viu o filme. Paper-Towns-Trailer

Tenho que revelar que Cidades de papel é meu livro favorito de John Green. Ele tem uma temática parecida com milhares de livros por aí (inclusive os do próprio John), mas adoro a abordagem diferente e como eles fazem uma análise profunda da vida humana. A analogia com o vaso me ganhou na primeira leitura.

Por isso, quando anunciaram que esse filme também iria ser adaptado,após o grande sucesso de ACEDE eu não fiquei tão assustada, afinal é um livro ‘adaptável’ que tinha material e uma história bacana para carregar quase duas horas tranquilamente.

cdn.indiewire.comNat Wolf demonstrou ter talento no primeiro filme e eu consegui o enxergar facilmente no papel de Quentin, assim como hoje na há outro ator que considero que seria melhor do que Ansel Elgort como o Gus.

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Cidades de Papel – Uma análise sem filme e sem livro

Por , 10 de julho de 2015 16:49
* O post representa uma opinião pessoal desta autora e não da equipe, e todos tem o direito de não gostar de um livro/filme/autor.

Fazem exatamente dois anos que meu exemplar de Cidades de Papel está na minha estante. Dois anos em que eu peguei o livro duas vezes e não consegui passar da página 13. Dois anos que por mais que eu tenta-se ler a sinopse, não consegui encarar o livro.

Cidades de Papel

Quando anunciaram que o livro viraria filme, pensei “eis a sua oportunidade de ler o livro”, mas o tempo passou e nada. Não tenho vontade de recomeçar a história e sempre que penso, qual será o próximo livro, não me vem a cabeça Cidades de Papel. Mas qual será o problema?

Vejam bem, eu li A Culpa é das Estrelas, e achei um livro bom, até vi o filme.  Chorei como muitos (menos a minha mãe),  mas não achei nada fantástico como muitos exaltaram por aí, ou a melhor leitura da minha vida, mas uma boa leitura. Um livro bem construido com uma história cativante. Foi o suficiente para eu comprar Cidades de Papel, tendo a certeza de encontraria uma excelente leitura.

Mas então veio a popularização de John Green, o fanatismo em torno da sua pessoa, dos seus atos, das suas histórias. O mundo foi invadido por John Green. A Culpa é das Estrelas fez tanto sucesso, que levou a história para outro patamar, a dos clássicos juvenis (Ao lado de Meu Primeiro Amor?).

A internet foi invadida pelos Nerdfighters (nada contra também), e eu fiquei enjoada de tanto estardalhaço em torno de sua pessoa e de sua obra. Conforme iam divulgando as primeiras informações de Cidades de Papel, a vontade de assistir o filme foi diminuindo.

Tudo que é muito “over”, acaba mais atrapalhando do que nos fazendo gostar, vejam o excesso de divulgação de cenas de Cinquenta Tons de Cinza antes do filme, as pessoas cansam antes mesmo de começar. E foi isso que aconteceu comigo.

Cansei de John Green, cansei de A Culpa é das Estrelas e cansei desse negócio de o autor se tornar mais importante que sua obra.FullSizeRender (2)

Li uma crítica ao filme,  que achei bastante interessante, a afirmação é que Cidades de Papel mistura os clássicos Conta Comigo e O Clube dos Cinco, talvez um pouco exagerado, mas não posso afirmar nada sem ter lido (ou visto) algo. Com certeza o filme, a história e seus atores tem os méritos.

Se não irei ler Cidades de Papel, não posso afirmar. Pode ser que amanha, finalmente decida pegar o livro e finalizar esta leitura. Mas tenha certeza que não encararei outros títulos do autor. A fase já passou.

 

Blá Blá Blá – Doentes de Amor

Por , 1 de junho de 2014 10:30

“Todo mundo fala que o amor machuca, mas isso não é verdade.

A solidão machuca.

Rejeição machuca.

Perder alguém machuca.

Todo mundo confunde essas coisas com amor, mas na realidade, o Amor é a única coisa nesse mundo que apaga toda a dor e nós faz sentir maravilhoso novamente.”

A culpa é das estrelas, filme baseado no romance de John Green, estreia quinta-feira dia 05/06 nos cinemas do país (Veja o nosso review do filme), mas essa não é a primeira história em que uma jovem se apaixona antes (ou após) descobrir que tem uma doença difícil pela frente.

É um caso clássico, da mesma temática contada diversas vezes. Mas  que com uma perspectiva diferente, nos fazem chorar e se apaixonar a cada novo lançamento.

Voltamos no tempo (allonz-y!), e chegamos em 1970. Ryan O’ Neil e Ali MacGraw, encantaram uma geração inteira, com a história de Jenny e Oliver, inspirado pelo livro de Erich Segal, Love Story.

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E há neste primeiro grande sucesso, todos os elementos que encontraríamos nas outras tramas: pessoas jovens passando por uma situação complicada demais para a sua idade. Cenas de descontração aliado com momentos a dois inesquecíveis. Lições sendo aprendidas e colocadas em prática.

E o mais importante: um casal que se ama e tem que enfrentar uma situação sem controle.

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O drama de Hazel e Augusts não fica muito distante dos pontos listados acima. Green, traz os dois personagens ainda em seus anos de adolescência, que são obrigados a  lidar com a sua mortalidade, ou como a personagem Hazel lindamente coloca:

“Alguns infinitos são maiores que outros….Há dias, muito deles, em que fico zangada com o tamanho do meu conjunto ilimitado.”

Eleva-se assim, uma das questões mais tristes desses livros: Alguém vai morrer.

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Pipoca Salgada – A Culpa é das Estrelas

Por , 10 de maio de 2014 21:01

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Tudo começou com um convite inesperado: a Editora Intrínseca acionou os seus parceiros paulistas, convidando-nos a conferir em primeiríssima mão a versão cinematográfica do mega-seller A Culpa é das Estrelas, escrito por John Green.

Sendo assim, hoje de manhã partimos, Thais e eu, para o shopping Pátio Paulista. Na bolsa, lencinhos e uma expectativa gigante (pelo menos da minha parte) – e, com ela, aquele “medinho” de me frustar com o filme baseado em um livro tão querido.

Sabrina e Thais1Logo na entrada, um super banner nos convidada a registrar o primeiro clique (antes de que nossos olhos ficassem inchados com as lágrimas que com certeza seriam derramadas dentro do cinema – quem já leu a obra sabe bem do que estou falando…).

Já do lado de dentro, a representante da FOX Film do Brasil iniciou as apresentações e contextualizou um pouco a sessão: o evento faz parte de uma série de premiéres que estão sendo realizadas em algumas cidades do mundo, e que servem como uma espécie de “termômetro” para avaliar a resposta do público (com direito a câmeras registrando suas expressões ao longo da exibição – me senti no Big Brother só que não). E, para completar, uma surpresa: antes de o filme propriamente dito ter início, assistimos a três vídeos, com mensagens de ninguém menos do que Ed SheeranJohn Green (em pessoa, gente! Imagina o surto!) e a dupla Shailene Woodley Ansel Elgort, o casal de protagonistas de ACEDE. Todos foram muito simpáticos e agradeceram o apoio dos fãs brasileiros (e já começaram a nos levar às lágrimas…).

 

SINOPSE

Diagnosticada com câncer, Hazel Grace Lancaster (Shailene Woodley) se mantém viva graças a uma droga experimental. Após passar anos lutando com a doença, a jovem é forçada pelos pais a participar de um grupo de apoio e logo conhece Augustus Waters (Ansel Elgort), um rapaz que vai mudar completamente a sua vida.

 

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Aquele último livro não lido…

Por , 25 de setembro de 2013 12:29

“Os livros são o melhor exemplo de Terminado: deixe-os de lado e eles o esperarão para sempre; dê-lhes atenção e sempre retribuirão seu amor.”

 O teorema de Katherine

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Você tem um escritor que você sempre precisa ter um livro sem ler na sua prateleira?

Alguém, que você só lê a sua última obra se você sabe quando ele vai lançar o próximo? Ou o livro de escritor que já morreu e você sabe que é o último, então você guarda para quando estiver morrendo, porque quer que aquelas palavras sejam para o último momento,assim como o Desmond de Lost (Sim eu fiz uma referência com Lost, isso sou eu mostrando o quanto estou atual!)?

Hoje pela milésima vez eu tirei Will e Will (resenhado aqui pela Sabrina), de David Levithan e John Green da prateleira. Eu comprei o livro a cerca de 3 meses, e embora estivesse na minha lista de desejados por muito tempo, e por mais que eu queria muito lê-lo, o devolvi resignada, como fiz das últimas vezes.

Uma coisa me impede: Esse é o último livro publicado de John Green que eu não li (não estou levando em conta Let It Snow, por ser um livro de contos).

Sim, John está vivo, bem de saúde, ativo e às voltas com um novo bebê e as gravações do filme de A Culpa é das estrelas. E enquanto várias novidades são anunciadas, ainda não veio o comunicado do lançamento do próximo livro.

Com isso, Will e Will volta sempre para a prateleira sem ser lido.

É estranho, eu não quero perder aquele sentimento de que tem uma coisa me esperando. Mas ao mesmo tempo, é ainda mais estranho para nós, que tendem a ter essa neura, de sempre ter um livro de um X escritor na prateleira sem ler, já que isso só nós faz viver mais tempo sem  conhecer essa obra, sem conhecer as palavras, e as estórias que o autor criou.

Nesse momento, eu já li as abas do livro umas três/quatro vezes, já li as notas de agradecimento, e sei qual é a primeira frase do livro. E mesmo esse curto reconhecimento, do que pode ser esse livro, eu ainda não estou disposta a abrir mão.

Enquanto termino de escrever esse texto, retorno meu exemplar de capa prateada, para o seu lugar na prateleira de livros não lidos.

Pode ser que depois de um dia estressante eu resolva pegar um livro bacana e escolha esse, pode ser que John anuncie amanhã outro livro, pode ser que esse livro vai ficar na prateleira por muito tempo, mesmo depois de John lançar um ou vários outros livros.

Apesar de vivermos em um mundo em que não nos dá muitas escolhas, (ou às vezes nós dá muitas, mas sem nenhuma sem uma real solução para elas), eu pelo menos posso escolher o que ficará me dando força na minha prateleira.

E ser um livro de John Green e David Levithan, não é nada mal.

 E vocês, tem um livro de algum escritor esperando na prateleira pelo mesmo motivo?

Crédito da imagem: Aqui

Top Ten Tuesday – Livros que deveriam ser ensinados na escola

Por , 4 de setembro de 2013 12:18

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Top Ten Tuesday é um meme semanal hospedado pelo blog The Broke and The Bookish

 

Escola é uma época muito complicada para muitas pessoas… Há várias matérias que não nos damos bem e somos obrigados a não só estudá-las, como ainda temos que tirar nota suficiente para passar! HA!

Mas nem tudo deve ser um suplício… Abaixo nós (Fanny e Sabrina) separamos 10 livros que acreditamos que deveriam ser leitura obrigatória em todas as escolas!

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Os 13 porquês de  Jay Asher – Um livro cru, verdadeiro e tocante sobre a extensão do bullying e as suas consequências. Uma trama que qualquer escola deveria compartilhar com os seus alunos.

Qualquer um do Shakespeare – É triste ver que o conhecimento que muitas pessoas têm do talvez maior poeta que já existiu – seja o que elas aprenderam em filmes ou (as pouquíssimas) que foram buscar por conta própria. Talvez, se fosse ensinado mais um pouco sobre ele nas escolas, teríamos mais curiosos pela literatura clássica.

Não há silêncio que não termine de Íngrid Betancourt – Somos apresentados nas escolas às diversas guerras que o nosso mundo viu ou está vendo, porém muitas vezes não temos nem conhecimento do que se passa a nossa volta, bem perto do nosso país.

O Diário de Anne Frank por Anne Frank – Outro livro que deveria ser obrigatório em qualquer escola! Além de mostrar a vida de uma adolescente em uma situação real, trágica e tão conhecida (2° Guerra mundial), o faz sob a visão de alguém tão parecida com a gente (li esse livro aos 14 anos, por escolha própria, e ele me marcou muito).

O Mundo de Sofia de Jostein Gaarder – Para que perder um ano inteiro (às vezes mais tempo que isso) tentando ensinar e cativar as pessoas a gostarem de filosofia se o maravilho Jostein Gaarder faz isso tão bem?

O Corcunda de Notre Dame de Victor Hugo – Não tem coisa melhor do que perder o medo de grandes clássicos da literatura e, para desbravar esse caminho tortuoso, uma das peças que pode ser usada é essa obra francesa. Além de ela ter um a importância monstruosa para a literatura mundial, ainda é interessante, envolvente e super gostosa de ler.

A Culpa é das Estrelas de John Green – O que torna esta uma leitura recomendada é a incrível habilidade de John Green de traduzir de forma acessível e gostosa os temores, dúvidas e situações (por vezes bastante complicadas) que marcam a vida de todos os jovens. Ele consegue abordar como ninguém questões como luto, perda e pertencimento, de uma forma leve e descontraída.

Um Conto de Duas Cidades (ou qualquer outra obra) de Charles Dickens – Não é apenas por ele ser um dos meus autores favoritos, mas a narrativa de Dickens é sem dúvida um caso à parte. Com suas frases engenhosas e seu humor único, o autor inglês descreve as situações, o dia a dia e a vida da Londres vitoriana de forma atemporal. Sem falar que, ao mergulhar em suas páginas, é praticamente impossível não reconhecer alguém que compartilhe as características de seus personagens! (Qualquer semelhança…)

Orgulho e Preconceito de Jane Austen – Antes eu tivesse tido a sorte de me apaixonar pela obra da autora inglesa ainda na escola! Tive que esperar aaaanos até me encantar pelos seus livros. Alguma dúvida de que Austen deveria ser obrigatória?!

1984 de George Orwell – Confesso que não sei se essa obra já vem sendo adotada… Mas se não está, deveria! O livro emblemático de Orwell nos leva a refletir sobre questões fundamentais como liberdade vs. opressão, guerra vs. paz, ignorância e informação. Uma boa forma de começar a desenvolver o senso crítico!

Série Harry Potter de J. K. Rowling – É bem verdade que algumas escolas já vêm adotando a série de fantasia mais querida de todos os tempos em sua grade… E isso é lindo de se ver! Tem forma melhor do que essa para despertar o encanto pela leitura nos jovens?!

 

E vocês? Que livros gostariam de ver na cartilha de leituras indispensáveis???

Entre Páginas – Cidades de Papel

Por , 19 de agosto de 2013 9:00

Eu tenho (e isso se estende por entre todos da equipe do blog) uma grande admiração pelo GÊNIO que é John Green. Até entendo o fato de algumas pessoas não gostarem tanto dos livros dele, (eu também não sou louca por exemplo por Quem é você Alasca?). Porém, cada vez que começo a duvidar da sua genialidade, é só ler um livro dele para me lembrar. É o caso de Cidades de Papel!

 

CIDADEDEPAPELQuentin Jacobsen tem uma paixão platônica pela magnífica vizinha e colega de escola Margo Roth Spiegelman. Até que em um cinco de maio que poderia ter sido outro dia qualquer, ela invade sua vida pela janela de seu quarto, com a cara pintada e vestida de ninja, convocando-o a fazer parte de um engenhoso plano de vingança.

E ele, é claro, aceita. Assim que a noite de aventuras acaba e um novo dia se inicia, Q vai para a escola e então descobre que o paradeiro da sempre enigmática Margo é agora um mistério. No entanto, ele logo encontra pistas e começa a segui-las. Impelido em direção a um caminho tortuoso, quanto mais Q se aproxima de Margo, mais se distancia da imagem da garota que ele achava que conhecia.

 

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Top Ten Tuesday #20 – Na pilha de leitura para o outono

Por , 16 de abril de 2013 23:55

Top Ten Tuesday é um meme semanal hospedado pelo blog The Broke and The Bookish

 

O outono está chegando e, com ele, aquela pilha de leituras!

Não sei se vocês também fazem isso, mas geralmente eu acabo criando uma “lista” (na cabeça mesmo) com a ordem das próximas leituras. Porém, quase nunca a sigo – afinal, sempre acaba surgindo aquele livro: o furador de fila.

Mas a gente tenta…

Por isso mesmo, aproveitei que o tema do TTT dessa semana era mais “livre”, para separar aqueles livros que já estão criando “pó” aqui na estante – e, quem sabe, lê-los até o final do outono.

 

Será que a minha lista se parece com a sua?

Encontrando John Green

Por , 27 de março de 2013 16:00

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Uma breve biografia

 

john_greenJohn Green nasceu em Agosto de 1977, na cidade de Indianapólis, Estados Unidos. Ele se formou no ano 2000 em Inglês e Estudos Religiosos. No início de sua carreira, Green escrevia críticas de livros para periódicos como a Booklist Magazine e para o New York Times.

Foi em 2005 que ele publicou seu primeiro livro, Quem É Você, Alasca? ganhador do prêmio Michael L. Printz, da ALA (American Library Association) de 2006, por “excelência em literatura para jovens adultos.”

Em 2007, John e seu irmão Hank Green criaram o Brotherhood 2.0, um projeto no qual eles não poderiam se comunicar via texto durante um ano. Os vídeos entre os dois fizeram tanto sucesso que após o término do projeto original, John e Hank criaram o website Nerdfighters e continuam postando vídeos toda semana sobre os assuntos mais diversos. Se vocês nunca pararam para ver os vídeos dos “vlogbrothers” como eles são conhecidos, eu sugiro começar com os vídeos de Thoughts from Places: meu preferido é o de Los Angeles após o tsunami + terremoto no Japão.

Logo após Alasca, Green escreveu o divertido O Teorema Katherine, e Paper Towns. Green também é o autor de Will Grayson, Will Grayson juntamente com David Levithan, e teve histórias publicadas em 21 Proms e Let It Snow. Finalmente em 2012, dois anos após seu último lançamento, John Green publicou A Culpa é das Estrelas, expandindo ainda mais sua influência pelo mundo.

Uma coisa que todas as histórias contadas por Green tem em comum são suas narrativas carismáticas e personagens com os quais nós conseguimos nos identificar de uma forma ou outra. Ele nos conta histórias simples mas fascinantes, que nos  tocam fundo, nos fazem pensar, rir e chorar, independente da nossa idade.

Green e a criadora da capa de Katherine

Green e a criadora da capa de Katherine

Conhecendo John Green

Foi no evento de lançamento de A Culpa é das Estrelas que eu tive a honra de ficar frente a frente com John Green por cinco segundos. Para promover seu novo livro, John e Hank Green saíram pelo país fazendo mais um show do que uma sessão de autógrafos, e a primeira parada foi aqui em Boston. O evento estava marcado para às 19:00 e começou pouco tempo depois, com o Hank Sock apresentando John Green. Mr. Green entrou no palco para alegria geral das (cerca de) 500 pessoas no auditório. Extremamente formal vestindo um terno cinza, ele leu um pouquinho do capítulo 2 de A Culpa é das Estrelas. Hank então subiu ao palco e cantou uma música que compôs especialmente para o livro.

A noite seguiu com John e Hank respondendo a perguntas dos fãs, e se eu tivesse que escolher apenas um momento inesquecível, ele seria quando John falou sobre Esther Earl, a quem o livro é dedicado. Esther era uma nerdfighter de Massachusetts que faleceu em 2010 vítima de câncer. A família de Esther estava presente e o público os aplaudiu de pé, por todas as coisas que Esther fez por essa comunidade, pela inspiração que ela foi e continua sendo para todos que tiveram a oportunidade de conhecê-la. John Green foi uma dessas pessoas. Ele disse que seu novo livro não teria sido possível se ele não tivesse conhecido Esther, mas que gostaria de lembrar que o livro não é a história de Esther, mas sim uma obra de ficção na qual ele vem trabalhando desde muito antes de conhecê-la.

Antes das 21h, os irmãos Green se dirigiram à uma mesa no corredor para assinar os livros e CDs. E nós esperamos. E esperamos mais um pouco. E só para as coisas não ficarem muito monótonas, nós esperamos mais um pouco. Já passava das 23h quando entramos na fila, onde tivemos que – adivinhem! – esperar novamente, por mais de uma hora, mas sempre com bom humor. Logo após passar pelo laptop que ainda mostrava o livestream do show no YouTube e mandar um “hello to my friends watching this in Brazil(a Sabrina estava assistindo!!!) nos deparamos com uma mesa e um livro a ser assinado pelas pessoas presentes no evento. Como eu sou conhecida por minha originalidade, escrevi um “Hello from Brazil – Love, Vania” em uma das últimas páginas. Yay me!

Somente faltando apenas algumas pessoas para terem seus livros autografados antes de mim, e podendo ouvir cada resposta que ele dava a seus fãs, foi que a minha ficha caiu. Olhei pra minha amiga que havia me acompanhado, embora não conhecesse os trabalhos de Green, e falei algo como “Caraca, Marci! O John Green está bem ali!” e ela me olhou com uma expressão que perguntava silenciosamente se eu havia batido a cabeça ou algo parecido. Mas eu estava prestes a “conhecer” um dos meus autores favoritos, o terceiro Jota da minha trindade, e somente ao ouvir sua risada tão familiar por conta de seus vídeos, e vê-lo à apenas alguns metros de distância foi que eu me dei conta de que: 1. ele realmente estava ali e eu ia falar com ele, e 2. Oh céus, o que eu vou falar pra ele?

Tentando me lembrar do que Hank e John escreveram no programa (sim, o evento tinha um programa!) sobre conhecer os fãs (basicamente eles diziam que os fãs ficavam nervosos mas eles também, pensando se iam dizer a coisa certa ou se nós iríamos nos decepcionar e gostar menos deles depois de uma breve interação), eu ergui a cabeça e segui em frente. A Marci foi primeiro, e arrancou risos do John quando pediu o seu Quem É Você, Alasca? dedicado à Bellatrix e o meu Paper Towns dedicado à Tonks (longa história). Quando chegou a minha vez, eu disse um “oi” extremamente empolgado e ele respondeu da mesma forma. Antes que ele pudesse dizer qualquer outra coisa, eu soltei a frase mais óbvia que veio à minha mente: “você deve estar realmente cansado,” e ele sempre um cavalheiro, disse que estava, mas que valia a pena e então me agradeceu por ter esperado tanto tempo. Agora que eu havia começado, eu estava disposta a ir até o fim apesar de estar tremendo de ansiedade, e disse que era eu que tinha que agradecer: pelos vídeos dele, pelos livros, por compartilhar suas palavras tão bonitas e por ser uma inspiração. Ele sorriu, meio tímido, e agradeceu novamente, terminando de assinar meus livros e me desejando uma boa noite.

Foi a vez de Hank Green então, e a Marci pediu outro hanklerfish no exemplar dela de A Culpa é das Estrelas (John Green assinou toda a primeira edição do livro e em alguns exemplares Hank desenhou um anglerfish – batizado de hanklerfish porque bem, ele é o Hank). Eu dei meu programa para ele assinar e me lembro de ter dito “oi” mas nada mais. Eu sei que falei mais alguma coisa, mas o nervosismo por ter acabado de estabelecer um diálogo com John Green era tão grande que eu não me recordo.

Mais de um ano e diversos eventos depois, essa continua sendo a noite literária mais divertida que já tive a oportunidade de participar. Não apenas pela interatividade, mas porque ser fã de John Green é poder abraçar nosso lado nerd, celebrar a literatura, o direito de lermos o que nos dá prazer, é ser tratado de igual pra igual por alguém que te inspira. É ser awesome e não se esquecer disso nem por um minuto!