Posts com a tag:Julian Barnes

Entre Páginas – O Ruído do Tempo de Julian Barnes

Por , 15 de janeiro de 2018 21:02

Mais um do Julian Barnes. <3

Julian Barnes O Ruído do TempoJulian Barnes resgata e ficcionaliza a trajetória do compositor russo Dmitri Shostakovitch para retomar questões recorrentes em sua obra como a memória e a verdade. A história tem início em 1937, na União Soviética, quando Shostakovich certeza de que será preso, exilado na Sibéria, talvez até executado, após escrever um de seus maiores concertos, Lady Macbeth de Mtsensk, que não agradou ao governo.

A partir daí, Barnes constrói (ou desconstrói) uma breve biografia de um dos grandes nomes da música do século XX, um personagem complexo e contraditório, com uma narrativa extremamente humana sobre integridade, coragem e poder que celebra, acima de tudo, a liberdade artística.

Há vários adjetivos para definir Julian Barnes e a sua obra.

Eu já conheci quatro livros, e em todos eles senti que ao mesmo tempo em que Barnes vem falar com o leitor em um nível de proximidade, ele também nos tira do nosso conforto e conformismos.

Ele nos faz ver o mundo sobre os seus olhos e as suas palavras, e depois desse momento, você não é mais o mesmo. E em O Ruído do Tempo, publicado ano passado pela Editora Rocco, ele fala exatamente dessa relação entre a arte, o artista, o público e o meio que o recebe.

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Entre Páginas – Pulso

Por , 13 de março de 2017 22:18

Julian Barnes: A diferença que um ano faz.

pulso

Pulso reúne histórias sobre amor e amizade, perda e saudade, ligadas por um ritmo comum: do corpo, do amor, do sexo, da doença e da morte. Do familiar ao extraordinário, de acontecimentos privados a fatos históricos, de encontros a desencontros de amigos ou de amantes, as histórias narradas em Pulso ressoam e possuem brilho próprio.

Lançado originalmente em 2011, Pulso apresenta 14 contos, divididos em duas partes. Na primeira reúnem-se os relatos mais ágeis, escritos praticamente à base de diálogos, sempre cortantes e surpreendentes.

Os contos de Pulso – divertidos, ousados, inventivos, iconoclastas, originais – comprovam que Julian Barnes é hoje um escritor com perfeito domínio de seu ofício, capaz de compor um livro com histórias curtas que, sutilmente ligadas entre si, possui invejável unidade de temas e tratamentos.

Há um pouco menos de 8 meses eu descobri o poder das palavras de Julian Barnes (leia AQUI)  e desde então, ele está na minha lista de prioridades. Tanto que depois do primeiro já resenhei mais dois livros de, O papagaio de Flaubert  e De Frente para o Sol.

E hoje, volto novamente para falar do quarto livro dele que leio nesse meio tempo, e como a cada leitura esse escritor inglês vai me conquistando e me fazendo perceber uma nova faceta do seu trabalho.

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Entre páginas – O Papagaio de Flaubert

Por , 12 de dezembro de 2016 11:55

Terceiro livro do ano de Julian Barnes e eu quero ainda muito mais.

o_papagaio_de_flaubert_1361025278bGeoffrey Braithwaite, médico inglês aposentado, admirador de Gustave Flaubert, descobre num museu da Normandia um papagaio empalhado, que o escritor francês teria tomado emprestado para escrever a novela Um coração singelo. Em outro museu, outro papagaio empalhado também passa por ter sido o que serviu ao escritor do século XIX.

Qual deles seria o autêntico? O que é realidade e o que é fantasia no trabalho de um autor? Partindo de um dado aparentemente prosaico, o escritor britânico Julian Barnes desenvolve uma prosa deliciosa em que todos os gêneros são transgredidos – romance, biografia, crítica literária – e em que o resultado surpreende a cada passo. Raras vezes inteligência e versatilidade andaram tão juntas. Ou foram reconhecidas com tanta unanimidade.

Eu sei que comecei a ler Julian Barnes pelo livro certo. Altos voos e quedas livres (Leia AQUI o nosso review) é aquele tipo de livro que você se apaixona de cara. Foi de longe, o melhor livro que li esse ano.

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Entre Páginas – De Frente para o Sol

Por , 17 de novembro de 2016 11:48

Julian Barnes tem mais de 30 anos de carreira, 26 livros lançados, mas ele foi a maior e melhor descoberta desse ano na minha vida literária.

c857a67e-686b-4e71-a468-9f10aaa74d8dDepois de esmiuçar a vida de Gustave Flaubert, Julian Barnes volta-se para a vida aparentemente simples de Jean Serjeant, uma moça provinciana que assiste, impassível, à mudança do século XX para o XXI. Nada é, no entanto, como sugerem as aparências. Jean, com sua capacidade inesgotável de fazer perguntas que nem todos sabem responder, esconde a complexidade que existe em todo o ser humano que ainda consegue se surpreender com o mundo. Barnes, capaz de transformar em literatura refinada tudo o que toca, demonstra, mais uma vez, ser um dos grandes autores ingleses de sua geração.

O melhor ainda está por vir.

Esse pensamento que dá força e coragem para muitas pessoas no mundo, também ode ser aplicados para os amantes dos livros. Sim, já lemos muitos ótimos autores e temos aqueles livros incríveis que são os nossos favoritos para a vida.

Mas gosto de pensar, que ainda lerei outros livros que serão melhores ou tão bom quanto. Imagina continuar nessas aventuras e listas de leituras e dezenas de desafios, como o nosso #Projetopravida sabendo que nada mais vai lhe tirar o fôlego?

Depois de muito ver ele pipocar por aí, peguei um livro do Julian Barnes na biblioteca para ver se era bom, o escolhido aleatório da vez foi Altos voos e quedas livres ( Leia o review AQUI) e eu me apaixonei por ele de cara.

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Entre Páginas – Altos voos e quedas livres

Por , 15 de agosto de 2016 10:00

COMO EU NUNCA HAVIA LIDO JULIAN BARNES ANTES?

Altos voos e queda livreEm seu mais recente livro, o prestigiado escritor inglês Julian Barnes parte dos primórdios do balonismo – tendo como ponto de partida as histórias do coronel inglês Fred Burnaby, da atriz francesa Sarah Bernhardt e do fotógrafo Félix Nadar – para chegar a um testemunho contundente sobre o luto.

Vencedor do Booker Prize por O sentido de um fim, também publicado pela Rocco, o autor apresenta, em Altos voos e quedas livres, um comovente relato sobre a dor que se seguiu à morte de sua mulher, em 2008, e mistura, com sua prosa elegante, ensaio, ficção histórica e autobiografia.

Eu gosto de pensar que por mais que eu tenha meus livros e meus escritores favoritas, que ainda lá fora, existe ou ainda está sendo feito o meu livro favorito. A sensação de que talvez eu leia um livro melhor do que Orgulho e Preconceito me deixa animada e totalmente deslumbrada. Parece impossível, mas quem sabe? E por isso, nunca fecho essa porta.

Já vi os livros e o nome do Julian Barnes em muitos lugares por aí, mas nunca ninguém me disso: você tem que ler um livro dele agora, e ele acabou ficando para trás em uma interminável lista.

E talvez alguém não tenha falado para você também, então aqui vai: VOCÊ TEM QUE LER ESSE LIVRO AGORA!

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