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Blá Blá Blá – Não estamos atingindo as nossas metas literárias (e está tudo bem)

Por , 12 de novembro de 2017 9:04

Regret

 

Todo ano é a mesma ladainha: logo na primeira semana, tiramos um tempo para listar os livros que queremos e pretendemos ler. E, no começo, é tudo mil maravilhas… férias e muito tempo livre para ler. Parece que nada poderá nos impedir de cumprir as (altas) metas literárias para o ano.

Porém, o ano avança e, com ele, vêm os compromissos, o trabalho, séries do Netflix, joguinhos para celular, outras metas… e todo aquilo entusiasmo fica para trás.

O pique pode ter ido para o fundo do poço, mas também optamos por nunca mudar as metas (sabe aquele velho e famoso ‘quando atingirmos a meta, dobramos a meta?’). Então… não atingimos a meta, nem a reduzimos pela metade.

Parece uma derrota para quem estava acostumado a ler mais de 100 livros no ano, mas por que não estamos tristes com isso?

 

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Blá Blá Blá – Mudando hábitos e aumentando as leituras

Por , 5 de junho de 2016 13:59

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Manter e seguir uma meta literária pode ser difícil.

Quando você trabalha e tem outras obrigações como estudos, parece que é impossível superar qualquer meta que você tenha atingido nos últimos tempos.

Mas é se você perceber que seguir uma certa estratégia, pode lhe ajudar a aumentar a sua meta?

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Chá das Cinco – Desafio Shakespeare: No ar! #WillShake

Por , 22 de agosto de 2015 17:00

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Um dia eu acordei e decidi que iria ler toda a obra de Shakespeare em 30 dias.

Desculpe se soar estranho ‘Ela simplesmente acordou e decidiu ler Shakespeare?’, mas é bem longe disso.

Conforme já falamos por aqui, a Sabrina e eu estamos fazendo um #Projetopravida que inclui ler (ao seu tempo) os maiores e mais desafiantes livros. São aqueles autores e livros que ficam no fundo da lista de prioridade, porque sempre estiveram ali.

A melhor definição da minha relação com  William Shakespeare pré-desafio, seria indiferença.

E já havia lido algumas peças dele e conhecia um pouco (depois descobri que era muito pouco) da sua vida.

Então um dia, depois de uma nossas reuniões do Café, a Sabrina tinha me falado que não queria ler Shakespeare porque tinha uma pouco de ‘preguiça’ de peças.

Até aí nenhuma problema porque eu também tenho, mas voltei para casa e passei a semana seguinte com uma essa fala na cabeça: Ler todas as peças de Shakespeare em 30 dias.

E assim do nada, me bateu uma vontade não de ler a sua obra para poder falar que li Shakespeare, mas em um momento de “Quero já tirar ele do caminho.”

Sem delongas e não esperando para contar para ninguém (nem mesmo para a equipe), eu comecei a minha aventura sozinha.

Adoraria ter tido a companhia nas leituras, mas sabia que se falasse dos meus planos iria acontecer duas coisas:

1° A Thaís e o Will iam falar que eu estava ficando louca. =P

2° A Sabrina iria concordar em ler, mas daqui um tempo e iria me convencer a esperar para lermos juntas.

Poderia ter esperado. Poderia ter contado, mas eu sentia que se eu esperasse que se fizesse disso um projeto que durasse 2 anos ou mais, eu nunca iria sair dele. Eu tinha um prazo curto e com isso conseguiria trabalhar para tirar Shakespeare da minha lista ‘para ler’.

Para evitar me contaminar por informações exteriores, eu comecei o desafio com o mínimo de informações possíveis da sua vida e peça. Sabia tanto, que o desafio que começou como 30, passou para 40 e durou efetivamente 66 dias.

Entre 42 trabalhos e algumas paradas estratégicas pelo caminho, terminei o desafio.

E assim como o nosso Projeto pra Vida, esse também nasceu sendo um desafio bem pessoal, porém percebi que é para isso que temos o nosso blog para incentivar vocês a lerem cada vez mais.

Maratonas Literárias, projetos ambiciosos e resenhas apaixonadas e livros que amamos. Nosso objetivo é sempre fazer com que você leia e tenha mais força para cumprir as suas metas literárias ao longo do ano, e porque não ao longo da vida.

Pensando nisso e incentivada pela equipe, eu abro nesse momento, o Chá das Cinco – Desafio Shakespeare!

Chá das Cinco – Desafio Shakespeare

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E agora eu jogo esse desafio para vocês!

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Desafio Litérário: #Projetopravida

Por , 12 de abril de 2015 16:05

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2015 começou com diversas metas literárias auto-impostas pela equipe do Café.

A primeira (e mais difícil) é a de reduzir drasticamente a nossa compra desenfreada de livros novos – e que vai muito bem, obrigada!

A segunda, é a nossa proposição (minha e da Fanny) de ler mais clássicos.

Por quê?

Não, não é para parecermos mais “cults”, nem “hipsters” e nem “descoladas”, mas sim porque adoramos encarar as escritas dos nossos “queridos” autores imortais.

Pode parecer estranho, mas o nosso amor aos clássicos data de um longo tempo…

 

SABRINA

 

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A minha relação com os clássicos começou de forma conturbada. No começo, tinha uma certa desconfiança e até “birra” daqueles catatauzões que os professores indicavam no colégio. Achava Dom Casmurro chato, Iracema pedante e não podia nem ouvir falar em Graciliano Ramos. Em suma, era uma adolescente “normal”.

Parte dessa minha aversão vinha exatamente daí: da obrigatoriedade. Afinal, não tinha a menor dificuldade em devorar a obra do Monteiro Lobato e muito menos em encarar as muitas páginas de Harry Potter e as Relíquias da Morte – muito pelo contrário! Já era apaixonada pelos livros antes mesmo de aprender a ler, mas simplesmente não conseguia engolir as obras selecionadas pelo meu professor de literatura.

Porém, foi só entrar na faculdade para a coisa mudar de figura… Logo nas primeiras aulas do curso de jornalismo percebi que precisava “correr atrás do prejuízo”, digamos assim, se quisesse ter alguma chance nos processos seletivos dos grandes veículos. Foi então que decidi desbravar as prateleiras (lindas e amadas) da seção de literatura inglesa da biblioteca da faculdade (#sddseternas)… E me apaixonei completamente!

Austen, Dickens e Brontë foram alguns dos autores aos quais me apresentei durante as tardes livres passadas naquele andar “mágico” e que continuam me fazendo companhia até hoje. E, claro, comecei com o pé direito! Foi nessa época que entreguei meu coração ao Mr. Darcy, me encantei com a trama complexa de Um Conto de Duas Cidades e odiei a trágica história de Cathy e Heathcliff.

O tempo passou e, com ele, a vontade de devorar mais e mais clássicos só cresceu. Mais recentemente tive a sorte de encontrar na Fanny uma colega apreciadora do gênero e juntas resolvemos encarar (muitos) outros títulos pelos quais nutrimos curiosidade há muito tempo.

 

FANNY

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Desde que li o primeiro Harry Potter lá em 2000, eu fiquei mais envolvida em livros, mas eu sempre tinha sido e ainda seria por muitos anos (hoje nem tanto, admito), apegada aos filmes e séries.

E entre esses apegos estava Gilmore Gilrs (que naquela época conhecia somente por Tal mãe, tal filha) e inspirada pela leitura de Rory eu fui aos poucos desbravando os clássicos internacionais. Foi com a ajuda dela e sempre o anuncio de filmes baseados em clássicos que eu fui entrando nesse mundo sem perceber.

Nessa leva, li livros como Metamorfose de Kafka, Grandes Esperanças, Robinson Crusoe, A Iliada e A Odisseia, O Retrato de Dorian Grey e até a descoberta da minha amada Jane Austen (com Orgulho e Preconceito), entre tantos outros (por exemplo, li a obra completa de Agatha Christie porque citaram o seu nome em filme que nem me lembro mais qual é!)  todos foram por causa dessas influências e por isso quando aquela lista do desafio da Rory de leitura passou um tempo atrás, eu já tinha lido vários.

Mais do que isso, também sempre me sinto pequena dentro de uma biblioteca.

Uma livraria, apesar de ser tudo novo eu tenho que superar o obstáculo de comprar, mas cada vez que você entra em uma biblioteca com a opção de ler 4000,5000,10000 itens a realidade de que você pode ler aquilo tudo é mais forte, assim como a sua percepção de que nunca haverá tempo (se você lembrou do ‘meltdown’ da Rory diante da biblioteca de Harvard, eu tenho quase certeza que foi o episódio de maior influência nesse meu comportamento).

Por isso, quando começamos a desbravar Hardy e não o tirar da nossa lista, mas também perceber o escritor incrível que estávamos perdendo. Assim o desafio eterno (que vai tomar algumas décadas), se tornou uma peça importante, principalmente com alguém do lado para ajudar e motivar.

 

Nosso método

 

É verdade que todos temos rotinas corridas e que fazem com que adiemos a leitura de livros que exigem mais do nosso tempo e da nossa atenção – ainda mais quando eles possuem mais de 500 páginas de pura gostosura, que é o caso de grande parte dos clássicos.

Acabamos adiando a leitura por motivos de: “é grosso demais”, “é pesado demais”, “é descritivo demais”… As desculpas são infinitas!

Porém, uma vez que decidimos tocar esse projeto adiante, acabamos desenvolvendo um método simples, mas que tem nos ajudado bastante a resolver esses problemas: ler 20 páginas por dia.

Como surgiu esse número? A culpa é de Tess of the D’ubervilles! Como contamos na resenha do livro, resolvemos ler a obra de Hardy antes do lançamento do filme de Cinquenta Tons de Cinza e, de acordo com as nossas contas, seria necessário ler pelo menos 20 páginas por dia para terminarmos o livro a tempo. Pois bem, fizemos o teste e percebemos que esse esquema funcionava muito bem para qualquer tipo de livro “intimidador”. 20 páginas é uma meta facilmente alcansável para a gente. Uma vez cumprida no dia, podíamos partir para outras leituras e atividades.

Além disso, sabemos que muitos tijolões chegam em um ponto em que a narrativa se arrasta um pouco, e é justamente nesses momentos que corremos o risco de abandonar a leitura (mesmo que seja por um tempo). Ora, se só precisamos ler 20 páginas naquele dia, o desafio de prosseguir na leitura se torna mais fácil. Insistimos um pouquinho para cumprir a meta diária e, quando menos percebemos, já chegamos em um ponto onde a narrativa volta a engatar.

 

O nosso projeto

 

O nosso projeto não tem nem data e nem hora para acabar – chamamos literalmente de #Projetopravida. Afinal, só na nossa listinha de “clássicos que queremos muito ler” já somamos mais de 130 livros (até agora) – isso sem contrar outros tijolões e obras contemporâneas que também desejamos desbravar.

A princípio estamos começando com os livros que já temos na estante (uma vez que a Thais declarou que esse projeto não é uma desculpa para furarmos o “ano sem comprar livros”), principalmente aqueles que ganharão novas adaptações cinematográficas ou televisivas – como Far From the Madding Crowd, do Thomas Hardy, nossa próxima leitura.

Aliado a isso, temos também outros projetos, como Fanny lendo Shakespeare e eu lendo Dickens (sim, gente, o #ProjetoDickens ainda existe. Só está atrasado). Ufa! Sabemos que é leitura pra caramba, mas sabe? É desafiador e é uma delícia!

Convidamos a todos para participarem com a gente! Você topa?

Blá Blá Blá – O dilema dos “tijolões”

Por , 23 de maio de 2014 18:00

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Sempre li de tudo. De tudo mesmo.

Desde que me entendo por gente, nunca me acovardei diante de um livro – ficção, não-ficção, livros-reportagem, clássicos e sim, até Paulo Coelho, sempre fizeram parte do meu repertório.  E, se o “dito cujo” fosse um calhamaço, ainda melhor!

O Senhor dos Anéis? O volume único foi meu presente de aniversário de 13 anos. Os quatro livros de As Brumas de Avalon me acompanharam no ônibus enquanto ficava presa no trânsito por causa da Copa. Harry Potter? Uma deliciosa distração de poucas horas. As Crônicas de Gelo e fogo, então… Me ocupou durantes (poucas) viagens até o trabalho.

Pois bem. Isso era antes.

 

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Blá Blá Blá – O ano em que não vou cumprir minhas metas literárias

Por , 23 de abril de 2014 9:00

Acredito que um dos sentimentos mais tristes que podemos ter, é sentir que não estamos atingindo as nossas metas, e que não estamos vivendo a nossa vida como ela deveria ser vivida.

Stack of Library BooksDesde que me apaixonei pela leitura de vez, há uns 15 anos atrás, cada ano minha meta foi sempre ler mais, ler mais clássicos importantes, livros diferentes e tentar um dia reduzir a quantidade de livros para ler de uma biblioteca pública.

Sabe quando você chega em uma nova e só começa a listar na sua cabeça todos os livros que quer ler?

Bom, eu sempre fui assim, e ao tempo que fui construindo a minha própria biblioteca recheada de livros ‘para ler’, fica cada vez mais difícil saber que um dia vou ficar satisfeita com a  minha meta. Se um ano li mesmo, no próximo sempre quero ler um pouco mais para ‘compensar’. Coloco autores importantes os quais eu nunca li, e livros de autores que amo na lista de prioridades, e me cobro por não seguir essa meta.

Mas 2014, foi o ano em que resolvi jogar tudo para o ar, e após alguns meses de relutância em aceitar, cheguei a uma grande decisão: 2014 é o ano em que não vou cumprir minhas metas literárias.

Durante o começo de 2014, minha cabeça estava a mil, afinal aqui estou eu fazendo espanhol e francês estudando para TOEFL, organizando a minha vida pessoal e cada vez mais estudando para atingir os desafios da minha vida profissional.

E ao ter uma pequena crise de ‘eu sou uma incompetente que não consegue fazer mil coisas ao mesmo tempo’, percebi que a minha sanidade não seria colocada a prova, só porque que eu (eu e mais ninguém), queria me cobrar metas impossíveis.

Não mudei muito do que estava fazendo mas um dos pontos mais importantes foi fazer com que a leitura e os filmes voltassem a ser um prazer na vida, como eles tinham sido até então. Nada de chegar em casa e me fazer assistir um filme super cult, que depois odiei, só porque tinha que assistir’. Nada de sentar e me obriga a ler Dickens, Brontë ou Poe, só porque eu tinha que ler.

São leituras maravilhosas que não merecem uma pessoa ranzinza os lendo, e que merecem paciência, tempo e vontade.

Então joguei pra cima as metas de quantidade de livro e de até mesmo livros e autores a serem superados esse ano, e resolvi me entregar ao que eu realmente quero fazer.

Nada de sentir culpa por ler 10 romances históricos ao invés de terminar aquele livro cabeça. E porque não mudar a meta de ler Guerra e Paz (que tento ler há quase 10 anos) e simplesmente reler Orgulho e Preconceito, Harry Potter e As crônicas de Nárnia?

Porque sentir que a minha cabeça vai cair, só porque o goodreads diz que eu estou mais de 17 livros atrasada na meta de 110 livros que estipulei no começo do ano?
Mas do que nunca, esse ano abriu minha cabeça para muitas coisas, e um delas é exatamente isso.

Vou ler o que, quanto e como me der mais prazer possível.

Não vou falar que não bate um medinho de vez em quando. Que não bate o medo de não ter tempo para ler tudo o que quero. Mas porque esse sentimento é tão presente na minha vida, aprendi a lidar com ele da melhor forma possível.

Isso não quer dizer que a leitura foi delegada ao fundo na minha vida, muito pelo contrário. Até nesse momento meio conturbado na minha vida, ela é a única parte que consegue me falar (não falar realmente, não sou tão louca) ‘vá fazer o que for mais urgente, eu vou ficar aqui te apoiando e esperando’, e por isso, eu sempre vou ficar eternamente grata e sempre preocupada em deixar com que ela seja o ponto de fuga da minha vida real.

Posso chegar no final do ano e me dizer arrependida por não ter sido mais firme nas minhas leituras. Isso só o tempo dirá.

Se no final atingir a meta, bom. Se não, fazer o que!
Quem que tá contando mesmo?