Sessão Pipoca – Cisne Negro
Nina é uma bailarina cuja vida é completamente consumida com a dança. Ela vive com sua mãe obsessiva a ex-bailarina Erica, que exerce um controle sufocante sobre ela. Quando o diretor artístico Thomas Leroy decide substituir a primeira bailarina Beth MacIntyre para a produção de abertura de sua nova temporada, O Lago dos Cisnes, Nina é a sua primeira escolha. Mas Nina tem concorrência: a nova dançarina, Lily.
Com Natalie Portman, Mila Kunis, Vincent Cassel, Barbara Hershey e Winona Ryder
Estreia nesta sexta-feira
Depois de muito ouvir falar, ver a Natalie Portman ganhando o Globo de Ouro e ler diversos comentários entusiasmados, não me aguentei de curiosidade e assisti a O Cisne Negro. Eis minha primeira recomendação: se você não é uma daquelas pessoas corajosas, que assistem a qualquer tipo de filme sem se impressionar ou ficar olhando por cima do ombro o tempo inteiro, sugiro que não assista a esse filme sozinho, no escuro, em plena madrugada. Não, não é um filme de terror, mas tem algumas cenas bem arrepiantes!
Se você, por algum motivo incompreensível, nunca ouviu falar deste filme, aqui vai uma breve explicação: a história gira em torno de Nina, uma bailarina que beira o extremo do perfeccionismo e que deseja, com todas as forças, o papel da Rainha dos Cisnes no famoso espetáculo O Lago dos Cisnes. Porém, sua obsessão é tanta que ela acaba perdendo os parâmetros do que é real e do que é ilusão (assim como o público).
Aflição. Foi isso que eu senti durante a maior parte do tempo. Sim, eu gostei, mas não acho que seja um dos melhores filmes que vi na vida. Natalie Portman, de fato, está muito bem no papel e convence tanto nas cenas dramáticas quanto nas mais corriqueiras. A forma como o filme foi filmado também contribui com o suspense. Dá para perceber como a câmera “viaja” em alguns momentos, como se as imagens estivessem sendo gravadas por alguém presente na cena, e depois volta para o grande plano.
Enfim, o filme tem tudo para agradar a crítica (que adora as narrativas que fogem ao “comum” hollywoodiano) e ao público. Se você gosta desse tipo de cinema… Fica a dica!










