Posts com a tag:Review de Shows

Nota Musical – Coldplay e o seu Sky full of stars

Por , 13 de novembro de 2017 11:32

Quem me ver falando mal do Coldplay pelos próximos 5 anos, pode de repreender.

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Quando você cresce, há poucas coisas que conseguem lhe impressionar ainda. Você começa a colecionar tantas visões, sentimento e emoções pelo caminho até ali, que tudo tem uma lembrança ou conexão com o passado.

Eu morei até os 18 anos no interior de Minas Gerais sonhando com shows, viagens e tudo aquilo que eu não tinha acesso devido à distância. Coldplay era um desses sonhos que eu já havia conseguido marcar como visto em 2009, na vinda deles com a turnê Viva La Vida.

Ainda era uma newbie em shows, porém já sai de lá sabendo que não havia sido tudo que eu tinha imaginado. Vida que se seguiu e na minha cabeça eu coloquei um check na banda, como algo muito bom, mas que não viria de novo (algo parecido aconteceu com o Jack White recentemente).

Aí eles lançaram Mylo Xyloto e eu voltei a me interessar em ver a banda ao vivo de novo. O som havia se tornado mais pop, mas até aí tudo bem porque a gente ama um pop.

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Nota Musical – Review Show de gravação do DVD do Vanguart

Por , 22 de julho de 2015 12:05

Pelo meu histórico, é necessário uma música para gostar, um CD para identificar e um show para virar fã de carteirinha. E o Vanguart veio para continuar essa tradição.

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Domingo, 17 horas da tarde, no CCSP ali colado no metrô Vergueiro. Tinha um encontro marcada co uma das bandas que cresceu entre as minhas favoritas em 2015.

Desde que contei um pouco sobre como conheci a banda no começo do ano, eu venho acompanhado e esperando um show próximos deles. Eles sempre estavam pela ‘região’ ou em SP, mas ou era num dia que eu não podia, ou era muito longe.

Todos os membros dessa equipe são provas vidas que incontáveis vezes eu fiz aquele irresistível convite, mas nenhum deu certo. Talvez porque o destino queria que a minha primeira experiência live com a banda fosse em uma ocasião tão especial, a gravação do DVD da turnê do último disco, Muito Mais que Amor.

E em vários momentos me peguei lembrando o que sempre falo (e até comentei no outro post) que quem diz que a música de qualidade está acabando é porque não conhece bandas como o Vanguart.

Como o show foi no CCSP que tem capacidade para 622 pessoas o show teve um clima intimista, mesmo clima que me fez ficar louca atrás dos ingressos que se esgotaram.

Consegui aos 45 minutos do segundo tempo e pelo quanto me diverti, ficou plausível todos os meus momentos de tristeza por estar perdendo o show, antes de finalmente conseguir comprar.

O show começou um pouco depois das 17:00 e por quase 2 horas, a banda tocou sucessos de todas a s suas fases, mais principalmente do CD atual, que assumo, é o meu favorito. Não só pelas letras (lindíssimas), mas há um conjunto de músicas tão distinto nele, que é impossível não se encantar.

O que mais amo de ver uma banda ao vivo (e realmente amos isso), é como uma música que no CD não parece tão legal, e ao vivo ganha outros ares e me faz apaixonar por ela tudo de novo. Canções como Olha pra mim e Meu Sol, saíram como as minhas queridinhas da semana.

Sou muito suspeita porque amo o som, mas ao vivo o violino da Fernanda ganha um espaço mais de destaque. Porém, a banda inteira é incrível.

Eles tem um entrosamento muito natural e parece mais um grupo de amigos (muito talentosos) tocando para se divertir, do que uma banda que está há mais de 10 anos na estrada. Não sei o quanto disso vai estar no DVD, mas entre as músicas eles nos divertiam com as suas histórias e brincadeiras.

Por fim,é um show que vai ficar na minha memória por muito tempo, e se eles estiveram passando perto da sua cidade, não perca a oportunidade de conferir e quem sabe me encontrar por lá, porque agora que descobri o caminho das pedras não desaprendo mais.

Crédito da foto: Angelica Tostes 

Nota Musical – Review show do Jake Bugg em São Paulo

Por , 28 de novembro de 2014 11:44

Um artista tem que ser muito bom, para dentro da minha lista de prioridades eu querer ver ele duas vezes no mesmo ano. E é com muito orgulho , que informo que Jake Bugg, não só ganhou o direito a isso, como entregou um show incrível. Pela segunda vez no mesmo ano! =D

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Quando o show do Jake Bubb terminou no Lolla 2014, eu fiquei triste por não ter tido a oportunidade de ver ele no slide show que ele fez do festival. Cheguei em casa e passei os dias escutando cada vez mais as suas músicas e não parecia que eu tinha visto o suficiente dele.

Alguém deve ter ouvido as minhas preces, porque ontem ele passou em São Paulo, fazendo a terceira apresentação em 2014 na cidade paulista, e eu não só comprei o ingresso assim como abriu, como agora após ter visto ele ao vivo, tenho certeza que vai ser difícil ele voltar um dia e eu falar, ‘Ah não, já vi.’.

Jake não é o mais simpático ou expansivo no palco, mas é essa mesma atitude que o faz tão único. Não encaro o seu jeito ‘marrento’ como prepotente ou arrogante. Ele é assim, e pronto.

Há muito tempo também troquei a minha expectativa em relação a reações dos artistas em shows. E admito, prefiro mil vezes alguém como o Bugg que fica caladão e solta poucas frases ao longo do seu show, mas faz todos os momentos dele memoráveis tocando e cantando como nunca.

Sem telão e na pista normal, li em alguns reviews que ele ficou parte das músicas com os olhos fechados, sentindo e focando na sua música, como ele mesmo descreve esses momentos. E eu lá atrás não reparei e mesmo se estivesse na frente não ligaria.

foto 5Passei metade do show quase nessa mesma situação, realmente me embalando nas canções que eu conhecia tão bem.

Devagar e sem perceber, as músicas dos dois CD’s de Jake encheram todas as minhas playlist e serviram de base para (quase) tudo que eu fiz nesse ano.  E por isso, salivei (e cantei) atrás de todas as canções que ele entoou ontem.

Ele começou o show com Messed up Kids pontualmente às 21:30, e durante por uma hora e meia cantou os seus grandes hits como Songs About Love, Me and You e Trouble Town.

Saiu Simple as this e entrou Slide, que ao vivo ganhou outros ares.

A noite se encerrou com a magnifica Lightning Bolt, mas o ponto alto da noite é Broken, que mesmo atrapalhando por uns gritinhos das fçãs mais animadas, ainda consegue carregar a sua sobriedade e profundidade.

Bugg, ainda tem um caminho bem grande e acredito que com os anos ele vai aprender a ter uma presença um pouco diferente no palco, porém eu gosto dele assim. Com composições que poderiam ser fácil uma coleção de poemas, tocando muito e passando sempre pelo Brasil, ele pode continuar sendo ‘marrento’ para sempre.