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Entre Páginas – Mrs Dalloway e vida pelos olhos de Virginia Woolf

Por , 11 de novembro de 2017 19:08

Não há nada mais gratificante, do que ler um livro INCRÍVEL.

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Mrs Dalloway, primeiramente publicado em 1925, é o primeiro e bem-sucedido resultado do continuado esforço de Virginia para romper com as convenções do romance tradicional e estabelecer as bases de uma nova estética da ficção.

É simples a trama de Mrs Dalloway. Tudo se passa num dia de junho de 1923, entre as 10 horas da manhã e a meia-noite. Na face visível da realidade, a dos atos banais do dia a dia, Clarissa Dalloway sai para comprar flores para a festa que dará à noite. No caminho passa por algumas das ruas centrais de Londres e por dois de seus principais parques, encontrando o amigo Hugh Whitbread. Seu trajeto cruza com o de outro personagem central, Septimus Warren Smith, que, acometido de um sério trauma de guerra, encaminha-se, com a esposa que conheceu na Itália, Rezia, para uma consulta com um importante psiquiatra.

Já em casa, a Sra. Dalloway recebe a visita de um antigo namorado, Peter Walsh, que acabara de voltar de uma longa temporada de trabalho na Índia. Deixando a casa de Clarissa, Peter Walsh empreende a própria caminhada por Londres, regressando, depois, ao seu hotel, de onde sai, ao final da tarde, para a festa da antiga namorada. O romance culmina na festa da Sra. Dalloway, onde se encontram pessoas de suas atuais relações, como o próprio Primeiro-Ministro, e pessoas de seu passado: além de Peter Walsh, também Sally Seton, uma paixão da adolescência.

Um mosaico de cenas exteriores recheia a trama aparente do romance: a passagem de um misterioso automóvel carregando uma importante personagem política; as proezas de um avião escrevente; uma rusga entre a filha adolescente da Sra. Dalloway, Elizabeth, e sua preceptora, a Srta. Kilman; a aventurosa perseguição feita por Peter Walsh a uma senhorita que ele destacara da multidão; uma mendiga, próximo à estação de metrô do Regent’s Park, entoando uma canção ancestral; o trágico fim de Septimus.

Desde que li a obra completa de Shakespeare, eu fiquei muito animada e interessada em fazer isso com alguns autores especiais. Machado de Assis está na lista, estou caminhando para bater isso com Charles Dickens, Thomas Hardy, e com, Virginia Woolf estamos quase lá.

Quer dizer, estamos quase lá. Comecei com o maravilhoso Orlando (leia o review AQUI), e desbravei poucos até então, mas a minha meta continua de pé. Faltando ainda 14 livros e deixando Ao Farol, propositalmente para ser o último, eu resolvi ler esse livro que estava na lista a tempo.

Há algo de libertador quando lemos a obra completa de algum autor. Obviamente, você nunca para de aprender com a obra dele (muito pelo contrário), mas você consegue olhar para aquela personalidade e ver os pontos completos de uma vida dedicada a escrita.

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Entre Páginas – Entre Os Atos #Projetopravida

Por , 21 de julho de 2016 11:30

E riscamos da nossa interminável lista do #Projetopravida, mais um da Virginia Woolf.

Resenha Entre os Atos‘Entre os Atos’ foi o último romance de Virginia Woolf, publicado após sua morte. Apesar de ser o mais curto de seus livros, é aquele em que o experimentalismo que ela sempre cultivou se revela mais radicalmente. Sua ação transcorre em apenas um dia e, esquematicamente, pode se dizer que representa a luta da civilização contra a selvageria. Aqui também nota-se que Virginia Woolf se disfarça sobre os traços de uma de suas personagens: a burlesca, rude e solitária Miss La Trobe, diretora de um espetáculo teatral que serve de pretexto e motivação para tudo o que transcorre ‘entre’ seus ‘atos’.

Nos último ano, algumas autoras se revelaram para mim, e uma delas foi Virginia Woolf. Depois de Orlando (que gostei muito) e As Ondas (que amei) o próximo da lista era Entre Atos.

Diferentemente de vários desafios que estou fazendo, com a Virginia eu não estou seguindo nenhum ordem pré-determinada. Entre os Atos só era o próximo. porque era o que tinha em casa.

Um dos elementos que mais me encontrou em As Ondas é como as palavras e frases vinham em um ritmo constante e ao mesmo tempo desordenado, como as ondas do mar. Me encantou não só essa sutileza de escrever, mas também a destreza que foi necessária para tal ato.

Entre os Atos,não é um livro pior que os outros, mas me encantou menos. No começo do livro, é mencionado que livro estava praticamente aprovado pela Virginia quando ela se suicidou em 1941 que poderia fazer pequenas alterações, mas não grandes modificações.

Mas talvez pelo período conturbado da escrita (além do seu estado psicológico, a 2° Guerra Mundial estava no auge), o livro não é tudo o que poderia ser.

Começa morno, levanta um pouco no meio prometendo um amadurecimento da história, que não é alcançado no final.

Ainda preciso ler muitos outros livros dessa inglesas e Entre os Atos fica, por enquanto, no final da minha livros favoritos dela.

Ficha Técnica:

Livro: Entre os Atos

Autora: Virginia Woolf

Editora: Saraiva

Páginas: 163 páginas

Nota: 3/5 estrelas

Entre Páginas – Orlando: Uma biografia #projetopravida

Por , 30 de dezembro de 2015 12:00

No começo de outubro compartilhamos com vocês aqui a nossa proposta de participar da leitura coletiva de Orlando com o blog Livro & Café e hoje voltamos para contar como Virginia Woolf nos conquistou com esta obra rica e impressionante.

Com essa leitura, riscamos mais um livro da lista de 42 anos do nosso #projetopravida! 😀

 

Orlando - Virginia Woolf

 

Orlando, um arremedo de biografia, descreve a vida do personagem homônimo, descendente de uma ancestral família aristocrática inglesa, que, no começo da narrativa, vive no século XVI, é homem e tem 16 anos. Acompanhamos sua vida por cerca de quatro séculos, na maior parte dos quais se mantém com a idade de 30 anos. No meio da narrativa, enviado pelo rei Charles II, como embaixador da Inglaterra, a Constantinopla, ele passa por uma transformação radical.

Além de homenagear Vita Sackville-West, a aristocrata que serviu de modelo para a figura de Orlando, e de jogar com as convenções da biografia tradicional, Virginia explora aqui alguns dos seus temas preferidos: a incongruência entre, de um lado, o tempo do relógio e do calendário e, de outro, o tempo vivido, subjetivo; o caráter fragmentado, múltiplo e incerto da subjetividade; e, sobretudo, a instabilidade e a artificialidade da identidade sexual.

 

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#Projetopravida – Vamos ler Orlando?

Por , 7 de outubro de 2015 12:05

A Francine do Livro e Café, jogou uma pergunta no ar: Vamos Ler Orlando? E claro, que eu e a Sabrina aceitamos!

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Em fevereiro, após uma conversa despretensiosa, a Sabrina e eu percebermos que estávamos no clima para ler clássicos e que a nossa lista era muito grande para deixar sempre mais para frente, e tomamos uma decisão que ganhou força e tornou o nosso #Projetopravida (leia, mais sobre ele aqui), onde nos comprometemos a seguir um certo número de páginas de um clássico por dia.

E com isso, faltando quase 3 meses para acabar o ano já lemos mais clássico esse ano que em qualquer ano e estamos enfrentando um desafio entre a nossa equipe que está sendo bem bacana.

Aí a Editora Autentica lançou uma edição maravilhosa e em capa dura de Orlando da Virginia Woolf, e a Francine jogou esse desafio para o povo e nós (obviamente), não poderíamos ficar de fora.

Virginia me intriga muito e era uma autora que ‘estava na lista’, e por isso, de 11 de outubro à 14 de novembro vamos participar da leitura coletiva desse livro.

E com cerca de 60/70 páginas por semana, vamos ler mais um clássico da nossa lista.

Entre tantas propostas diferentes, Shakespeare,Yale e agora Virginia, sabemos que estamos sendo muito ambiciosas na nossas metas, porém a vida é feita de desafios! Literalmente! HA!

Quer participar desse também?

Veja abaixo o vídeo da Francine, e responda sim a nossa pergunta: Vamos Ler Orlando?

Acesso o desafio completo do Livro e Café, AQUI!

Se você ainda não comprou o livro, é possível adquirir nos sites:

Amazon
Livraria Cultura
Livraria Saraiva