#cafenololla – Nota Musical: Francisca Valenzuela

Por , 31 de março de 2014 19:00

É possível fazer uma música regional, acessível para todos os outros países, e ainda com um toque feminino. Francisca Valenzuela, começou a dominar o mundo.

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Em seu país de residência (ela nasceu nos EUA, onde viveu até os 12 anos), Francisca Valenzuela é conhecida como a princesa do rock chileno. Com 27 anos, ela lançou dois álbuns de forma independente, Muerda La Langue (em 2007), e Buen Soldado (em 2011), e apesar de desfrutar de um status de estrela no Chile, no Brasil ainda (AINDA) é pouco conhecida pelo público em geral.

Francisca, compõe todas as suas músicas, toda piano, guitarra e piano, e tem uma presença de palco impressionante. Sem contar a voz incrível, e as músicas dividas entre divertidas batidas e canções mais românticas, La Princesa, vai pegar muita gente de surpresa que parar no Palco Skol, no domingo, só para ver como é.

Nos últimos anos, Francisca se apresentou em diversos festivais pelo mundo, e esse ano toca na edição do Lollapalooza de Chicago, em agosto.

Ela que no momento está trabalhando em seu novo álbum, tem uma vida ativa. Já escreveu dois livros, participa de iniciativas contra o preconceito com a comunidade LGBT no Chile, e ainda sobra tempo para fazer todos shows da sua agenda concorrida.

Com o público conquistado, as músicas que compõe o disco Buen Soldado ousam um pouco mais, do que o seu primeiro álbum Muérdete la lengua, mas eu pessoalmente gosto e escuto Muérdete mais.

De qualquer forma, o show de Francisca é em um horário bom para quem pretende chegar cedo no domingo para aproveitar o festival, e se precisamos aproveitar esses eventos para encontrar novos artistas, a minha grande indicação de próxima grande estrela latina, é Francisca.

#Cafénololla


Francisca Valenzuela toca no palco Skol, no domingo dia 06, às 11:50

Brasil e America Latina
Além de Francisca, os seguintes artistas da nossa terrinha e do restante da América se apresentam nos seguintes horários:

Sabado, dia 05
Vespas Mandarinas – Sábado, dia 05 às 12:20 no Palco Skol
Silva – Sabado, dia 05 às 13:10 no Palco Onix
Café Tacvba sabado, dia 05 às 15:30 no Palco Interlagos
Nação Zumbi, sabado, dia 05 às 20:00, no palco Interlagos

Domingo, dia 06
Apanhador Só – 12:15 no Placo Interlagos
Illya Kuriaki & The Valderramas – 12:40 no palco Onix
Raimundos – 13:30, no palco Skol
Brothers of Brazil -13:30 no palco Interlagos
Selvagens à Procura de Lei – 14:45 no Palco Interlagos

Cone Crew Diretoria – 15:00 no Palco Perry

 

E para conhecer um pouco mais do trabalho da Francisca, segue uma playlist só para ela:

 

 

#cafenololla – Nota Musical – A arte do Arcade Fire

Por , 29 de março de 2014 9:00

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Michelangelo uma vez disse que ” Acima de tudo, artistas não devem estar só em galerias de artes e museus – Eles devem estar presentes em todas as atividades possíveis. O artista deve ser o patrocinador do pensamento em qualquer em que as pessoas assumirem, em todos os níveis.”

Hoje, fora das ópera e musicais, não há muitas bandas que tentam levar um sentido de arte para dento das suas performances, clips e estilo de apresentação.

Temos alguns casos onde as pessoas tentam causar de alguma forma para chamar atenção, e chamam isso de ‘arte’, para tentar justificar o seu comportamento. Depois temos outras bandas que ousam, e muitas vezes até demais, como The Flaming Lips e a sua nova turnê.

Em poucas ocasiões uma banda ou cantor consegue trazer o seu trabalho para um nível artístico. É possível ver essa tentativa através de clips mais elaborados, ou shows em lugares inusitados e há até livros e filmes que seguem o lançamento de CD’s.

Mas não há uma banda que faça isso tão bem quanto o Arcade Fire.

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#cafenololla – Nota Musical – Lorde

Por , 27 de março de 2014 15:00

Voce liga o rádio, e Royals já começa a tocar incansavelmente, todos os dias. Já parece até um pouco ultrapassado e voce não aguenta mais ouvir falar desta menina mulher que andou abalando o mundo musical nos últimos meses.

Lorde

Já falamos dela por aqui, já cansamos de elogia-la e eu não paro de escutar o álbum dela todos os dias a caminho do trabalho. Agora, já paramos para pensar do que esperar do show dela?

Com a moça chegando aqui para o Lollapalooza, ficamos na expectativa de ouvir sua bela voz e suas músicas ao vivo, alem de ouvir Royals ao vivo, estou ansiosa para ouvir todas as outras músicas do álbum dela, que na minha opinião são melhores que a música mais badalada.

O que curti bastante dos videos do show dela, é que a minha impressão inicial de uma garota de voz doce e rouca, foi completamente desmentida, pois ao vivo a voz dela é mais do que potente, emanando força mesmo nas músicas mais calmas. Parecia que o esforço para cantar era minímo, e isso só mostra o potencial da cantora para os próximos álbuns.

Aqui neste video ela canta Royals

Tendo somente um álbum lançado, já da para saber que a probabilidade de ouvirmos todas as músicas é bem grande, sem contar que para variar um pouco as coisas, ela costuma fazer algumas covers de Replacements e Son Lux. O repertório fica um pouco limitado, mas se voce todo artista em início de carreira é tem isso.

Como aquecimento que tal ouvir um pouco mais dela ao vivo?

#cafenololla – Nota Musical – Disclosure

Por , 25 de março de 2014 18:00

Eu nunca pensei que chegaria no ponto de ficar em dúvida entre ver o headliner de um festival e uma outra banda, mas com o Disclosure, eu cheguei lá.

disclosure

Como vocês já devem ter percebido eu (Fanny), sou muito ligada na cena musical da Inglaterra em relação aos outros países. Isso acontece por diversos fatores, mais principalmente porque tudo o que geralmente busco para conhecer bandas novas é de lá, então a cultura local acaba se destacando.

Uma dessas bandas que se destacaram, foi o duo eletrônico, Disclosure, formado pelos irmaõs Guy e Howard Lawrence. A fama veio aos poucos, após o lançamento do primeiro EP, que conquistou algumas paradas na Inglaterra e em outros países da Europa, e em 2013, o primeiro cd estava saindo do forno, Settle.

Conheça mais sobre o Disclosure!

Fala Série! – The Fall

Por , 25 de março de 2014 9:00

The Fall

 

Se Bleak House me tirou da “ressaca seriemaníaca”, The Fall só comprovou o meu “retorno” ao universo das séries!

É verdade que decidi assistir à produção britânica por motivos de Jamie Mr. Grey Dornan e Gillian Scully Anderson (que também faz parte do elenco de Bleak House), mas foi só dar o play no primeiro episódio que sabia que não iria conseguir sossegar antes de chegar no final.

 

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#cafenololla – Nota Musical – Capital Cities

Por , 24 de março de 2014 16:00

Capital Cities

 

Marcando presença no primeiro dia do Lolla, temos a dupla de indie pop Capital Cities.

Formado por Ryan Merchant e Sebu Simonian em Los Angeles, na Califórnia, o duo estreou em 2011 com o EP Safe and Sound – um de seus principais hits, que toca nas rádios até hoje.

A história da formação da dupla é no mínimo curiosa: tudo começou em um belo dia, quando Merchant se deparou com uma mensagem de Simonian no craiglist, após o último responder o anúncio de outra pessoa. E, aquilo que tinha tudo para dar errado, acabou dando muito certo.

A princípio, os dois se limitavam a produzir jingles e músicas para comerciais. Mas, após o sucesso de sua primeira demo, finalmente conseguiram assinar com uma gravadora e lançar o seu primeiro álbum: In a Tidal Wave of Mystery (2013).

À primeira vista, o seu som pode soar um tanto quanto “exótico” e “estranho”… Mas é muito contagiante! É impossível permanecer 100% parado ao ouvir no rádio os versos “You could be my luck / Even if the sky is falling down / I know that we’ll be safe and sound”.

Com base no indie e elementos de música eletrônica, os acordes “retrôs” de Capital Cities é uma ótima pedida para quem procura um show animado e dançante. #FicaDica!

Destaque para Safe and Sound, Kangaroo Court e Nothing Compares 2 U.

 

 

Entre Páginas – Serena

Por , 24 de março de 2014 9:00

Já faz um tempinho que eu estava curiosa para ler alguma coisa do Ian McEwan. Meu primeiro contato com a obra do autor inglês havia sido através do filme Desejo e Reparação, originado a partir do seu romance Reparação, mas confesso que, apesar de contar com o livro na minha prateleira, acabei não dando uma chance real a ele (em um futuro próximo, quem sabe?). Por isso, fiquei bastante curiosa ao saber que a Companhia das Letras iria promover o lançamento mundial de Serena durante a Flip e resolvi passar esse livro “na frente”.

 

SerenaDesde o sucesso do romance Reparação, a expectativa gerada por um lançamento de Ian McEwan tem sido imensa. “Serena” pode ser o livro que mais corresponde a essa expectativa, não só por se tratar mais uma vez de uma personagem feminina que revê um momento histórico relevante (aqui, o começo da década de 70), mas, sobretudo, por permitir que o leitor reviva a discussão sobre os limites da literatura como reelaboração da realidade.

Ao ser contratada pelo MI5, o Serviço Secreto Britânico, a protagonista Serena se vê como participante de uma mentira cujo objetivo é fomentar a criação de uma ficção. Isso porque ela é incumbida de estabelecer contato com um escritor a quem não pode contar que é uma espiã, nem que o dinheiro que ele passará a receber virá do Estado. Mas o contexto de toda essa armação é uma guerra muito real, num período bastante violento da história da Inglaterra, especialmente por causa da atividade do IRA

E, para Serena, o caso envolve ainda sua vida pessoal, tanto no que se refere a seu antigo amante, que a introduziu no MI5, quanto no que se refere ao escritor que é vítima do ardil, por quem acaba se apaixonando. Ela é, portanto, agente e vítima, personagem e criadora, num romance em que todos esses papéis são questionados com fervor.

Ora, ao conhecermos a ficção de Tom Healy, o escritor que não sabe que está na folha de pagamento da Inteligência Britânica, já notamos essa curiosa relação entre o real e o fictício, mediada pelo criador. Mas será apenas quando concluirmos a leitura de Serena que teremos a verdadeira dimensão do grau que atingiu essa fusão, tanto na história que estamos lendo quanto na nossa relação com o livro e seus personagens.

 

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#cafenololla – Nota Musical – Jake Bugg

Por , 23 de março de 2014 9:00

E mais uma vez, é da Inglaterra que sai uma das grandes promessas da música atual, Jake Bugg, que desembarca daqui a duas semanas no Brasil.

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Eu tenho um bloqueio com quem nasceu em 1994.

Talvez seja porque esse ano, seja o primeiro ano que eu lembro com mais clareza da minha vida (eu tinha 5 anos).
Por isso, sempre quando eu vejo que alguém nasceu nesse ano, me bate uma certa estranheza. E se a pessoa ainda por cima, é talentoso, com dois CD’s lançados, amado pela critica, e apontado como o novo Bob Dylan, é ainda mais estranho.

Jack Bugg, nasceu em 1994, e cresceu na cidade de Nottingham e aos 12 anos já começava a compor as suas primeira músicas, inspirado principalmente em bandas da década de 60 e 70, como Elvis e Johnny Cash. Em 2011, aos 17 anos, ele conseguiu assinar com a gravadora Mercury, após ser selecionado para aparecer na parte de novos talentos do Festival Glanstonbury.

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#cafenololla Nota Musical – Vampire Weekend

Por , 21 de março de 2014 18:10

O que é indie rock para você? Se a questão ainda fica em aberto na sua cabeça, eu tenho a perfeita indicação para você entender, Vampire Weekend!

vampire weekend
Cada um tem um gênero favorito, mas é fácil se encantar por vários outros estilos, ou até ter mais de um estilo predileto, e deve ser um pouco frustrante para os artistas ter que ficar delimitando as suas músicas dentro de uma vertente, só porque é onde você deveria estar.

Vampire Weekend é uma boa definição do indie rock na minha percepção, ou pelo menos do indie rock atual. Muita coisa mudou dentro desse relativamente novo gênero, desde que os Strokes estouraram em 2001, e o Vampire vem com essa leva.

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Venha com o Café para o Lolla!

Por , 20 de março de 2014 9:00

Café no Lolla

 

Mais do que a paixão por livros, a equipe do Café compartilha o amor pela música.

Além das indicações que fazemos no Nota Musical dos artistas e bandas que estamos ouvindo no momento, sempre estamos “trocando figurinhas” sobre as últimas novidades musicais.

Logo, quando anunciaram algumas atrações do Lollapalooza deste ano, nos juntamos e corremos para comprar os ingressos para o festival, que vai acontecer nos dias 5 e 6 de abril, no Autódromo de Interlagos, em São Paulo.

Ao longo dos 2 dias de evento, os 4 palcos receberão, ao todo, mais de 50 apresentações. Entre elas, grandes nomes das paradas atuais, como Muse, Imagine Dragons, Ellie Goulding e Lorde, além de uma série de artistas conhecidos no cenário indie, como Arcade Fire, Capital Cities e Jake Bugg.

Já estamos na contagem regressiva para os shows e convidamos vocês a participar dela com a gente!

Ao longo dos próximos dias, vamos trazer informações e curiosidades sobre as principais atrações do evento – e, quem sabe, você não descobre a sua nova banda favorita?

Não, este não é um post pago. Não estamos sendo patrocinados pela Ticket For Fun e nem vamos sortear um par de ingressos. Estamos apenas fazendo um “esquenta” para os shows e, de quebra, falando sobre a nossa paixão pela música. E você está convidado a seguir com a gente nessa jornada!

Então aumente o som e vem com o Café para o Lolla!

 

Confira a agenda completa dos shows!