Entre Páginas – Mulherzinhas #Projetopravida

Por , 23 de junho de 2016 19:45

O livro de L.M Alcott aparece em praticamente todas as listas de livros para se ler antes de morrer, e terminei sem entender exatamente porque.

Capa MulherzinhasCom o Sr. March lutando na Guerra Civil americana, a sua mulher e suas quatro filhas, Amy, Jo, Meg e Beth, continuam as suas rotinas, tentando enfrentar todos os desafios desse conturbado período americano, enquanto tentam manter a suavidade das suas personalidades.

Alguns de vocês já sabem que há uns 2 anos atrás, a Sabrina e eu, começamos um desafio muito amplo. Tão amplo que ele foi batizado de #Projetopravida.

Ali (leia o post AQUI) estipulamos uma série de livros clássicos e outros que sempre corremos.

O objetivo do desafio é pararmos de ficar deixando para lá esses clássicos, afinal, segundo a nossas contas, levaremos cerca de 42 anos para ler todos eles. Como ambas estão na casa dos 20 e tantos, vamos dizer que não podemos mais nos dar ao luxo de ficar procrastinando.

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Nota Musical – Review de On My One, de Jake Bugg

Por , 22 de junho de 2016 21:00

O menino prodígio inglês, Jake Bugg, retorna com On My One, o seu terceiro CD da carreira.

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Jake Bugg é talentoso. Você gostando ou não do som dele deve concordar com isso.

Das três apresentações da carreira dele em São Paulo, eu vi duas. Uma no Lolla em Março de 2014, pouco depois de descobrir que gostava muito do seu som, e o outro, em novembro do mesmo ano, quando ele voltou para uma apresentação solo no Citibank Hall.

As duas ocasiões não poderiam ser mais diferentes, mas esse mesmo talento que muitos viram antes e fizeram com que ele assinasse para gravar o primeiro CD rapidamente, me encantou também e passei a acompanhar a carreira dele de perto.

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Entre Páginas – Eligible

Por , 20 de junho de 2016 11:59

Depois de muito burburinho lá fora e uma presença expressiva nos mais lidos do New York Times, precisei ler Eligible, uma releitura moderna do meu livro favorito, Orgulho e Preconceito.

25852870Essa versão da família Bennet – e do Sr. Darcy – é uma que já conheceu e ao mesmo tempo ainda não conheceu antes: Liz é uma escritora de revista com seus 30 e tantos anos, como a sua irmã instrutora de Yoga, Jane, e ambas moram em Nova York. Quando o pai delas dá um susto com a saúde, ela voltam para a casa em Cincinnati, para ajudar e descobrir que a casa e a família está despedaçando.

As suas irmãs mais novas, Kitty e Lydia estão muito ocupadas com as suas dietas e o Crossfit pra arrumarem um emprego. Mary, a irmã do meio, está tirando o seu terceiro diploma e mal sai do quarto, exceto um saída misteriosa as terças a noite. E a Sra Bennet só tem uma coisa na sua cabeça: casar as suas filhas, especialmente a Jane já que o seu aniversário de 40 anos está chegando.

Quando Chip Bingley, um lindo novo doutor da cidade que recentemente participou do reality show de namoro Eligible. No churrasco de 4 de julho,Chip se interessa imediatamente por Jane, mas o amigo de Chi, o neurocirurgião, Fitzwilliam Darcy se mostra para Liz muito menos charmoso.

E mesmo assim, as primeiras impressões podem enganar…

A coluna de livros do New York Times, envia o seu newsletter toda sexta-feira depois do almoço.

Isso quer dizer que toda sexta-feira quando chego em casa do trabalho, eu tenho bastante coisa para ler sobre os lançamentos, mais vendidos e outras curiosidades que a o newsletter traz.
Minhas leituras não são baseadas nele, mas é uma boa fonte de consulta.

Em um desses newsletter tinha o link para o review deles de Eligible, que estava na lista dos mais vendidos no quarto lugar naquela semana. Poderia ter passado batido se não fosse pela palavrinha mágica para chamar minha atenção ‘uma releitura moderna de Orgulho e Preconceito.

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Pipoca Salgada – Porque você deveria ver Como eu era antes de você?

Por , 19 de junho de 2016 11:30

Hoje,  quatro dias após a estreia, você já deve ter visto várias pessoas comentando sobre o filme Como eu era antes de você.

Para a galera dos livros, o filme era bem esperado, mas se você ainda não sabe se compensa ver ‘mais um romance’ no cinema, explicamos porque o filme merece o seu ingresso.

Will e Lou

Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance).

É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

Você já foi no cinema e saiu no mesmo instante, sabendo que desperdiçou o seu dinheiro em um filme ruim?

Já foi ao cinema e até gostou do filme, mas dois depois quando alguém perguntou o que você viu, você levou um bom tempo para se lembrar?

2016 está sendo sendo um ano bem singular, já que parece que só há grandes blockbuster no cinema. Entre Batman e Capitão América, fomos inundados por todos os super heróis possíveis.

Só tem filmes assim, e o resto que está em cartaz são passáveis (com algumas exceções) que serão esquecidas em pouco tempo.

Como eu era antes de Você, ganhou uma divulgação maciça no Brasil. Você pode até não conhecer a história, mas já viu o casal do filme em algum pôster ou spot de TV.

Divulgação é importante, mas a chave do sucesso de Como eu era antes de você é ser romântico, divertido e fiel ao livro que o inspirou.

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Entre Páginas – O Quarto Dia #Olimpiadaliteraria

Por , 16 de junho de 2016 19:17

Africa do Sul

Eu disse que passaria alguns meses entre a minha leitura de Os Três antes de ler O Quarto Dia, que fazem parte de uma série incrível e terrivelmente assustadora da escritora sul-africana Sarah Lotz. Consegui manter essa promessa por…. 2 semanas.

DayFour-animated-cover_11aJaneiro de 2017.

Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica…se não fosse um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro.

As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos dos registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis.

Como Milhares de pessoas podem ter sumidos sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.969 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

Eu não sou fã de levar susto.

Até curto um ou outro filme de terror, mas tenho que assistir no meio de dia, para me distrair o suficiente ao longo do dia para conseguir (!!!) dormir a noite tranquilamente.

Quando peguei para ler Os três, ‘para ver o que ia dar’ acabei amando (Leia o review completo AQUI) ele é recheado de suspense, mas não chegava a ser assustador. O Quarto Dia, já tinha sido lançado e eu obviamente não consegui ficar longe, e assim como o primeiro, devorei em 2 dias também.

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Entre Páginas – The Haunting of Hill House

Por , 13 de junho de 2016 9:00

Devo confessar que a minha fonte número um de indicações literárias é o Youtube. Recentemente me vi assistindo um vídeo atrás do outro da vlogueira gringa Alycia Mansfield, no canal Exlibris (que, por sua vez, foi indicada pela Ange, do Beyond the Pages).

Em um dos vídeos, a Alysia comentou sobre a fixação dela pela autora Shirley Jackson, conhecida por inserir em seus livros elementos arrepiantes, sobrenaturais e por lidar com questões como realidade e sanidade.

Fiquei bastante curiosa para ler alguma de suas obras e resolvi apostar em The Haunting of Hill House, um livro arrepiante e surpreendente!

 

The Haunting of Hill HouseEleanor Vance sempre foi solitária – tímida, vulnerável, e amargamente ressentida pelos 11 anos que perdeu cuidando de sua mãe doente. Ela sempre pressentiu que um dia algo grande iria acontecer em sua vida e um dia isso acontece. Elanor recebe um convite inusitado do Dr. John Montague, um homem fascinado por “manifestações sobrenaturais”. Ele organiza uma vigília em busca de espíritos, convidando para tal propósito pessoas que têm algum histórico com eventos “do outro mundo”.

Um incidente paranormal ocorrido na infância de Elanor a qualifica para participar do estudo bizarro arranjado por Montague – juntamente com a determinada Theodora, sua assistente, e Luke, um aristocrata. Eles se encontram na Hill House – uma propriedade renomada da Nova Inglaterra, e palco da pesquisa.

 

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Blá Blá Blá – Quem é o dono de Harry Potter?

Por , 12 de junho de 2016 14:43

Um artigo questionou porque a Rowling não consegue largar de Harry Potter e nos voltamos com uma pergunta ainda mais básica: Quem é o dono do Harry Potter?

#Keepthesecrets: Esse Post não contém nenhum spoiler sobre a peça The Cursed Child

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Nessa semana, aconteceu em Londres as primeiras encenações de Harry Potter and the Cursed Child (no português Harry Potter e a Criança Amaldiçoada), recheada de muita expectativa já que continua a história do livros, com o trio Harry , Hermione e Ron, agora como adultos (e pais )que  tem os seus filhos estudando em Hogwarts.

Basicamente, a história continua exatamente onde o último livro terminou. Rowling já foi clara que não é um 8º livro. De qualquer forma, em 31 de julho o roteiro da peça será lançado em formato de livro, para atender aqueles que não verão a peça.

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Pipoca Salgada – E o Vento Levou!

Por , 10 de junho de 2016 12:05

Esse é aquele filme, cumprido e complicado, que você tentou assistir quando criança, mas nunca teve paciência.

Esse é aquele filme que ficou durante anos na lista dos filmes mais vistos de todos os tempos. Até vir Titanic e tirar isso dele. Hoje em dia, ele não aparece, nem nos 10 mais lucrativos.

Esse é o filme, que ganhou 12 Oscars.

Esse é o filme, que você TEM QUE VER!

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Uma reunião social acontece numa grande plantação na Georgia, Tara, cujo dono é Gerald O’Hara (Thomas Mitchell), um imigrante irlandês. Scarlett (Vivien Leigh), sua bela e teimosa filha adolescente que está apaixonada por um vizinho,  Ashley (Leslie Howard), o primogênito do patriarca de Twelve Oaks, só que Ashley está comprometido.

Scarlett é impulsiva e quer fazer de tudo para impressionar Ashley, o que gera várias das objeções de Mammy (Hattie McDowell), sua protetora escrava.

Durante um churrasco em Twelve Oaks Scarlett, Scarlett quer impressionar Ashley, mas é ofuscada pelo seu noivado e pela iminente guerra entre Norte e Sul americano. Só um cavalheiro discorda da guerra, e é  Rhett Buttler (Clark Gable), um aventureiro que tem o hábito de ser franco. Que acaba conhecendo Scarlett em uma situação complicada.

Revoltada com Ashley, ela resolve casar com Charles, irmão de Melanie Hamilton (Olivia de Havilland), que é noive de Ashley. Mas com a chegada da guerra, a vida das pessoas serão mudadas, e Scarlett terá que enfrentar situações desafiadoras.

Viúva, pobre e com várias pessoas para sustentar, Scarlett volta para Tara, sua terra natal, somente para encontrar mais destruição. Porém sua jornada não termina ali, e o futuro reserva várias reviravoltas, para a vida de Scarlett.

O que falar de …E o vento levou, no original Gone with the wind?

É sempre assustador falar de uma obra tão importante. Pesa na mão toda a magnitude. Mas ele não só tem um papel importante na história do cinema, como ainda consegue ser maravilhoso.

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Entre Páginas – Neve #OlimpiadaLiteraria

Por , 9 de junho de 2016 12:08

 

livro-neve-orhan-pamuk-4893-MLB4936369009_082013-FNeve, conta a história de Ka, poeta exilado na Alemanha, que viaja a uma pequena cidade turca com o pretexto de investigar a onda de suicídios entre jovens muçulmanas que assola o vilarejo. Durante essa visita, uma nevasca bloqueia todas as estradas, insulando a cidade do resto do mundo. É nesse clima de isolamento que um veterano ator e sua mulher aproveitam para liderar um golpe militar.

Embora tenha se distanciado da política há muitos anos, Ka é alçado a protagonista involuntário dessa revolução. Nada menos apropriado para o escritor cujo desejo, além de se casar com Ìpek, antiga colega de escola, é apenas registrar as poesias que lhe escapam há anos, mas que agora passam a fluir com extrema naturalidade. Mas o turbilhão provocado pelo golpe traz à tona a truculência das forças de segurança, antigos ajustes de contas e o radicalismo de alguns militantes islâmicos.

Enquanto Ka tenta se equilibrar entre as diversas facções em choque, vê a cidade se tornar um microcosmo dos conflitos raciais, políticos e étnicos da Turquia, além de palco da sua tragédia pessoal.

Nas nossas leituras, estamos  acostumados com alguns padrões e um deles é geográfico. Lemos muito mais materiais que se passam entre os Estados Unidos e a Inglaterra, do que de outros países.

Esse padrão é imposto pelo mercado literário em geral, mas também seguido por nós. E com isso, literaturas que fujam um pouco desse padrão, vão ficando para trás e as barreiras só são quebradas quando um romance ganha um grande prêmio como o Man Booker Prize ou, como no caso desse de Orhan Pamuk, o prêmio Nobel de Literatura, honra que ele foi laureado em 2006.

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Fala Série – Doc Martin

Por , 7 de junho de 2016 11:30

Eu fiquei uns dias vendo as ‘aventuras’ do Doc Martin, série britânica disponível no Netflix, e não me arrependi nem um pouco.

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Eu sou uma pessoa ‘estranha’ em relação a séries e filmes.

Às vezes quero ver algo super original e outras vezes, a mesma serie repetida todas as vezes. Ano passado me enrolei tanto em reprises de Parks and Recreations e Modern Family, que demorei para ver outra produção.

Em um dia de ‘quero ver algo diferente’ comecei a assistir Doc Martin. Eu não tinha ouvido falar nada da série, mas sempre gostei muito de histórias  como as de Monk, por exemplo, em que o personagem principal tem jeitos e atitudes que não muito convencionais, que acabam sendo uma grande diversão para os telespectadores.

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