Entre páginas – O dono do morro: Um homem e a batalha pelo Rio

Por , 13 de outubro de 2017 9:00

Há pouco tempo, em uma sexta-feira tumultuada no trabalho, ouvi falar pela primeira vez nos conflitos violentos que estavam acontecendo na Rocinha, uma das principais favelas do Rio de Janeiro e a maior da América Latina.

Admito que, antes desse episódio, o mais próximo que já chegara de conhecer a realidade do tráfico nos morros cariocas havia sido pelo noticiário comum – e pela leitura de Abusado, do jornalista Caco Barcellos.

Pois bem. Lá estava eu, naquela sexta-feira, fascinada e curiosa a respeito dos elementos que haviam deflagrado a guerra entre facções na Rocinha. E foi justamente pesquisando sobre o assunto que me deparei com uma entrevista com o jornalista americano Misha Gleeny acerca de seu livro, O dono do morro: Um homem e a batalha pelo Rio, publicado pela Companhia das Letras no ano passado.

Interessada pelo tema, corri no mesmo momento para a Amazon, onde me deparei com o e-book da obra com um descontão, e iniciei a leitura no mesmo dia.

 

O donoO dono do morro é a história impressionante de um homem comum forçado a tomar uma decisão que transformaria sua vida. Como Antonio Francisco Bonfim Lopes, um jovem pai trabalhador, se transformou em Nem, o líder do tráfico de drogas na Rocinha? A partir de uma série de entrevistas na prisão de segurança máxima onde o criminoso cumpre sentença, Misha Glenny narra a ascensão e a queda do traficante, assim como a tragédia de uma cidade.

Da inundação do Rio de Janeiro pela cocaína nos anos 1980 à situação atual que embaralha voto, armas, política, polícia e bandidagem, a apuração impecável de Misha Glenny revela cada peça de um complicado quebra-cabeças.

 

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Nota Musical – Jaymes Young

Por , 11 de outubro de 2017 9:00

James Young

 

Tem alguns artistas que são amor à primeira “ouvida”. Você não sabia que eles existiam até eles aparecerem em uma das playlists que você segue no Spotify e… boom: fica viciada!

Esse foi o caso do meu amor recente pelo cantor e compositor americano Jaymes Young.

Nascido em 1991 com o nome de Jaymes McFarland, o artista gravou seu primeiro EP em 2013, Dark Star e, no mesmo ano, participou de uma turnê com London Grammar. Já no ano seguinte, com um segundo EP lançado, Habits of My Heart, abriu alguns shows para Vance Joy e participou do hit I’ll keep loving you, do David Guetta.

Porém, seu álbum de estreia, Feel Something, foi lançado apenas este ano e reúne uma série de músicas marcantes… e viciantes!

 

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Entre Páginas – The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade #ManBookerPrize

Por , 10 de outubro de 2017 21:22
Por Fanny Ladeira e Sabrina Inserra

No ano passado, The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade foi um dos livros favoritos de muitas personalidades – de Barack Obama à Jojo Moyes -, e quando ganhou o Prêmio Pulitzer, entrou na lista do Man Booker Prize e logo em seguida foi lançado no Brasil, não podíamos mais ignorá-lo.

Mas, mesmo não passando para a short list de um dos prêmios mais prestigiosos da literatura, ainda é uma leitura importante.

 

Underground

 

Cora é uma jovem escrava em uma plantação de algodão na Georgia. A vida é infernal para todos os escravos, mas especialmente terrível para Cora. Uma pária até entre outros africanos, ela está chegando à maturidade, que a tornará vítima de dores ainda maiores. Quando um recém-chegado da Virgínia, Caesar, revela uma rota de fuga chamada, a ferrovia subterrânea, ambos decidem escapar de seus algozes. Mas nada sai como planejado. Cora e Caesar sabem que estão sendo caçados: a qualquer momento podem ser levados de volta a uma existência terrível sem liberdade.

 

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Stephen King em Hollywood: Todas as adaptações em produção

Por , 28 de setembro de 2017 10:30

Vamos flutuar juntos?

pennywise-2017

Que Stephen King é demais isso a gente já sabia. Que Hollywood tinha uma quedinha por ele, isso também a gente já sabia. Mas parece que agora o amor cresceu e há tantas novas produções/adaptações sendo feitas, que fica difícil acompanhar o que vem pela frente.

Para ajudar o calendário e organizar as suas leituras (ler o livro antes do filme e etc), listamos abaixo todas adaptações que estão em curso.

IT – Capítulo 2

Pennywise dançando

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Nota Musical – Review de Wonderful Wonderful do The Killers

Por , 27 de setembro de 2017 17:30

Não é nada fácil falar da sua banda favorita, mas vou tentar fazer jus.

Wonderful Wonderful
Depois de 5 anos sem um CD novo e praticamente 2 anos de hiato enquanto os seus integrantes trabalhavam em projetos paralelos, eu estava animada em ver o meu quarto favorito de todos os tempos juntos novamente.

Eu sei que eles não são a melhor banda do mundo, mas eles são a minha melhor banda do mundo. Como todos os seres humanos, a minha vida tem uma série de altos e baixos, mas quando o Killers está tocando, eu ganho 3 ou 4 minutos de pura tranquilidade. É como se todos os problemas ficassem em stand by por esse tempo.

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Entre páginas – Onde Deixarei meu Coração

Por , 26 de setembro de 2017 9:30

Comprar um livro pela capa pode lhe levar em lugares maravilhosos e outros…nem tanto.

IMG_3427Simples, careta e sem graça. É assim que Bea se vê. Então quando a super descolada Ruby e seu bando de populares passam a se interessar por sua opinião, isso só pode ser uma pegadinha. Certo? Pelo menos é assim que sempre acontece nos filmes… Mas o convite para passarem as férias em Málaga parece pra valer. E com um bônus: Bea pode se afastar da mãe irritante e controladora.

No entanto, depois de apenas 48 horas na Espanha, Bea se flagra mudando o itinerário. A menina decide visitar Paris para encontrar o pai que nunca conheceu. Afinal, a cidade luz pode emprestar um pouco de clareza a um período nebuloso de sua vida familiar. No caminho, ela conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa.

Enquanto procuram pelo pai dela nos cafés e boulevards de Paris, ela perde a cabeça em vez disso. Será que Bea é a garota de Toph ou a boa menina que sua mãe espera que ela seja? Ou será esse o verão mágico em que Bea finalmente torna-se dona do próprio nariz?

Eu sei que o conselho “não compre um livro pela capa” é bem viável é necessário para vários aspectos da vida, mas quando falamos de livros, esse é um conselho que podemos ignorar de vez em quando.

Afinal, em muitas vezes uma capa bonita e bem feita, reserva um livro fantástico (A lei deveria ser livro fantástico = capa fantástica, mas essa ainda não foi assinada).

Já tive grandes sucessos no passado e quando vi a capa e o título de Onde Deixarei Meu Coração, eu resolvi cair de cabeça, porque a combinação YA + Paris, não deveria ter erro.

Não deveria, mas infelizmente ainda não é a regra.

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Nota Musical – Quem é Dua Lipa?

Por , 25 de setembro de 2017 12:12

Uma cantora inglesa de 22 anos, está causando na cena pop mundial e fazendo sucesso entre a galera antenada brasileira. Mas quem é Dua Lipa?

Dua Lipa 1

Ela chega no Brasil em menos de um mês, onde abrirá os shows do Coldplay no país e toca na mesma semana na Audio Club em São Paulo, com os ingressos já esgotados no primeiro dia de venda. Mas quem é Dua Lipa?

Dona de uma voz potente, essa jovem filha de pais imigrantes da Albânia, lançou o seu primeiro disco esse ano, mas já está ralando faz um tempinho.

Ela começou a chamar atenção ao postar os seus covers no You Tube e em 2015 assinou com a Warner Music.

Como de praxe com os jovens artistas, a Warner trabalha eles com EP’s, singles, parceiras e outros trabalhos, para assim os preparem para o lançamento do primeiro CD.

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Entre Páginas – Surrender to The Earl

Por , 21 de setembro de 2017 11:08

Bora conhecer mais uma autora de romance histórico?

IMG_3388Ela quer um favor, não um noivo.

Audrey Black cria um plano repentino de solicitar ajuda de um visitante para recuperar a sua propriedade herdada com a morte do marido. Tendo a sua visão tirada durante a infância, Audrey sempre foi mantida reclusa pela sua família, e agora que o enigmático Robert Henslow, Earl de Knightsbridge, complicou o seu plano para ganhar a sua independência, insistindo que eles fiquem noivos de mentira, para enganar a sua família.

Foi o dever que levou Robert até a porta de Audrey, mas a proposta de casamento pode ser apensa por culpa. Compaixão. Ou algo mais urgente ou inesperado. O noivado deveria ser para o beneficio de Audrey, mas ainda, é Robert que precisa prvar para a intrigante Audrey o quando os dois tem a ganhar ao tornar o noivado uma realidade e convencer ela a se entregar a mais doce paixão.

Eu sempre gosto de ler uma série de romances históricos pelo primeiro livro. Porém, tive boa sorte no passado em começar no meio da bagunça hahah.

Foi o que aconteceu com a Kathryn Smith e a sua maravilhosa série Ryland Brothers, com a ainda então desconhecida no Brasil, Lisa Kleypas e eu começando pela metade nos Hathaways, e agora foi a vez de Gayle Callen, já que esse livro é o segundo volume da série Brides of Redemption.

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Nota Musical – O retorno dos que não foram: Review de Hearts That Strain de Jake Bugg

Por , 19 de setembro de 2017 10:30

Não é surpresa para ninguém que Jake Bugg é um dos meus favoritos, e o fato dele estar lançando o seu quarto CD em seis anos, me faz gostar ainda mais dele. jake-bugg-podria-publicar-proximo-disco-hearts-that-strain-1-septiembre-2

Já falei dele algumas  vezes, e de como o jovem tímido e na dele de Nottingham foi me conquistando, trabalhando bastante e vindo sempre ao Brasil (já fui em três shows dele!! =D), os seus trabalhos ficam sempre frescos na memória.

Tive a oportunidade de ir no show dele aqui em março, e é incrível ver ele amadurecendo e se soltando mais no palco, a medida que o seu material vai evoluindo.

Apesar de amar de paixão os dois primeiros CDs da sua carreira, Jake Bugg e Shangri-la, On My One, lançado ano passado, não fez a minha cabeça. Há algumas músicas ótimas (Love, Hope e Misery é para cantar a plenos pulmões) e sabia que pelas entrevistas, que havia sido um trabalho diferente para o Jake.

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Entre Páginas – Quando Me Descobri Negra

Por , 18 de setembro de 2017 9:00

2017 e livros como esse, ainda são extremamente importantes.

negra-capa-livroTenho 30 anos, mas sou negra há 10. Antes, era morena.” É com essa afirmação que Bianca Santana inicia uma série de relatos sobre experiências pessoais ou ouvidas no círculo de mulheres negras que organiza. Com uma escrita ágil e visceral, denuncia com lucidez – e sem as armadilhas do discurso do ódio – nosso racismo velado de cada dia, bem brasileiro, de alisamentos no cabelo, opressão policial e profissões subjugadas.

 

Sempre podemos tirar boas experiências, enquanto estamos andando a toa pelas livrarias. Uma das mais recentemente para mim, foi ter descoberto essa pequena joia escondida, entre vários livros maiores.

Pequeno, com apenas 60 páginas, ele teria tudo para passar despercebido, mas a sua cor e o titulo me chamou a atenção. E só foi terminar de ler os seus contos e pequenos relatos, que percebi que o lhe faltava de tamanho, sobrava de sabedoria.

Como muitos brasileiros, sou uma mistura de muita coisa (italianos, índios, e claro, negros), então eu tenho essa cor indefinida, esse tipo de cabelo indefinida. Fico ali no meio termo em que se falar que sou branca estou errada e se falo se sou negra, logo em seguida chega alguém para me corrigir.

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Algumas pessoas tentam me corrigir, porque na cabeça delas o conceito de negro é diferente, mas eu nunca tive problema nenhum em me encaixar nessa descrição. Na minha cabeça nunca foi errado ou feio, porém sei que há uma grande diferença aí.

No livro de Bianca Santana, lemos diversos relatos de pessoas em diversas situações e por ser essa mistura indefinida, me concentrei em vários momentos, me emocionei em vários outros e fechei esse livro certa de que ali tinha uma leitura poderosa e verdadeira.

É muito fácil fechar os olhos e não prestarmos atenção nas lutas das outras pessoas. Começar a colocar todo mundo em uma caixinha e nunca olhar para as nuances, diferenças e, principalmente, nunca tentar entender o que o outro pensa e sente.

Em um mundo (e um Brasil), que está ficando tão feio e preconceituoso, precisamos lutar contra essa onda da melhor forma que podemos. E esse pequeno livro, é um vento na direção certa.

Ficha Técnica:

Livro: Quando Me Descobri Negra

Autora: Bianca Santana

Editora: Sesi – SP

Páginas: 60 páginas

Nota: 5 estrelas