Pipoca Salgada – Não me Abandone Jamais

Por , 29 de julho de 2016 9:00

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Cinema é para entreter e divertir, é feito para que podemos, pelo menos por cerca de 2 horas, fugir da nossa realidade, conhecer personagens, situações e lugares diferentes.

Mas apesar de tudo isso, o cinema também pode ser o meio de poder nos fazer pensar, refletir e questionar vários pontos da nossa vida, ou seja, nos faz evoluir. Nos dias de hoje, é muito difícil, encontrar filmes com esse propósito.

Alguns ainda conseguem realizar essa proeza, como o magistral A Origem.

A maioria dos filmes que podemos considerar “inteligentes” são os independentes ou com menor capacidade de divulgação, quando um consegue mais destaque ou é porque é muito bom, ou tem algum nome de peso por trás.

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Entre Páginas – Não me Abandone Jamais

Por , 28 de julho de 2016 9:00

Amanhã, falaremos sobre a belíssima adaptação que esse livro ganhou nos cinemas. Mas hoje, o foco está no livro do Kazuo Ishiguro.

nao-me-abandoneKathy H. tem 31 anos e está prestes a encerrar sua carreira de “cuidadora”. Enquanto isso, ela relembra o tempo que passou em Hailsham, um internato inglês que dá grande ênfase às atividades artísticas e conta, entre várias outras amenidades, com bosques, um lago povoado de marrecos, uma horta e gramados impecavelmente aparados. No entanto esse internato idílico esconde uma terrível verdade: todos os “alunos” de Hailsham são clones, produzidos com a única finalidade de servir de peças de reposição.

Assim que atingirem a idade adulta, e depois de cumprido um período como cuidadores, todos terão o mesmo destino – doar seus órgãos até “concluir”.

Esse é um daqueles pousos casos, em que o filme é muito bem adaptado.

Mas ainda assim o o livro, com todas as suas 344 páginas, consegue passar mais realismo e emoção.

Nos afundamos nas emoções da personagem principal Kathy e passamos a conhecer melhor a personalidade dos seus dois grandes amigos de Hailsham, Tommy e Ruth, para então podermos ter um visão maior da historia.

O filme é bom, mas não mostra isso.

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Blá Blá Blá – Limonada com flor de laranjeira

Por , 26 de julho de 2016 11:30

Não viramos um blog gastronômico. Tão pouco você vai encontrar aqui uma receita para limonada com flor de laranjeira.

Essa é uma história dos tropeços que você leva quando decide sair da mesmice.

FLor de Laranjeira

Há 3 anos atrás, eu sabia recitar de cor o meu discurso sobre comida.

Basicamente, eu descobria um novo local para comer e podia ser a tia do trailer da faculdade ou um restaurante mais chic,e o que eu comesse do cardápio pela primeira vez, era a minha opção em todas as vezes que eu voltasse nesse local.

E até mesmo para variar de local era muito difícil. Eu estava acomodada e não fazia nada para mudar isso.

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Entre Páginas -Love you, Hate you, Miss you

Por , 25 de julho de 2016 9:00

Eu amo YA. E livros como Love You, Hate You, Miss You da Elizabeth Scott é que faz esse amor crescer.

love-you-hate-you-miss-you1Amy tem 16 anos e está em uma clinica de reabilitação, é assim que começa o livro, sem maiores explicações, com ela narrando em forma de carta para Julia.

No começo não sabemos quem é a Julia e porque Amy está escrevendo uma carta para ela, mas aos poucos vamos conhecendo as duas.

A protagonista, não é uma menina adorável, nem muito comunicativa, na verdade a única amiga dela era Julia e assim mesmo as duas aprontavam bastante, ela não passou por uma fase ruim por isso não se qualificaria muito como um modelo, e agora ao sair da clinica nem está alegre com o fato de ter que encarar a preocupação de seus pais, que antes eram muito distantes.

Aos poucos, Amy conta como ela sempre bebia em festas porque não se sentia adequada, não se sentia muito bonita ou interessante, e ela conta como perdeu Julia, e vai revelando como ela se sente profundamente responsável por isso, o sentimento de culpa dela por ter perdido a amiga é avassalador.

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Entre Páginas – Entre Os Atos #Projetopravida

Por , 21 de julho de 2016 11:30

E riscamos da nossa interminável lista do #Projetopravida, mais um da Virginia Woolf.

Resenha Entre os Atos‘Entre os Atos’ foi o último romance de Virginia Woolf, publicado após sua morte. Apesar de ser o mais curto de seus livros, é aquele em que o experimentalismo que ela sempre cultivou se revela mais radicalmente. Sua ação transcorre em apenas um dia e, esquematicamente, pode se dizer que representa a luta da civilização contra a selvageria. Aqui também nota-se que Virginia Woolf se disfarça sobre os traços de uma de suas personagens: a burlesca, rude e solitária Miss La Trobe, diretora de um espetáculo teatral que serve de pretexto e motivação para tudo o que transcorre ‘entre’ seus ‘atos’.

Nos último ano, algumas autoras se revelaram para mim, e uma delas foi Virginia Woolf. Depois de Orlando (que gostei muito) e As Ondas (que amei) o próximo da lista era Entre Atos.

Diferentemente de vários desafios que estou fazendo, com a Virginia eu não estou seguindo nenhum ordem pré-determinada. Entre os Atos só era o próximo. porque era o que tinha em casa.

Um dos elementos que mais me encontrou em As Ondas é como as palavras e frases vinham em um ritmo constante e ao mesmo tempo desordenado, como as ondas do mar. Me encantou não só essa sutileza de escrever, mas também a destreza que foi necessária para tal ato.

Entre os Atos,não é um livro pior que os outros, mas me encantou menos. No começo do livro, é mencionado que livro estava praticamente aprovado pela Virginia quando ela se suicidou em 1941 que poderia fazer pequenas alterações, mas não grandes modificações.

Mas talvez pelo período conturbado da escrita (além do seu estado psicológico, a 2° Guerra Mundial estava no auge), o livro não é tudo o que poderia ser.

Começa morno, levanta um pouco no meio prometendo um amadurecimento da história, que não é alcançado no final.

Ainda preciso ler muitos outros livros dessa inglesas e Entre os Atos fica, por enquanto, no final da minha livros favoritos dela.

Ficha Técnica:

Livro: Entre os Atos

Autora: Virginia Woolf

Editora: Saraiva

Páginas: 163 páginas

Nota: 3/5 estrelas

Entre Páginas – O Amor nos Tempos do Ouro

Por , 18 de julho de 2016 8:00

Eu sempre gostei muito dos livros de Marina Carvalho, Simplesmente Ana e Azul da Cor do Mar são um dos meus nacionais favoritos, com a quantidade correta de romance para agradar uma leitora como eu.

Apesar da decepção eu foi a minha última leitura de  Elena, Filha da Princesa, resolvi dar outra chance para a autora.

Com vontade de ler um bom histórico, embarquei na leitura de Amor nos Tempos do Ouro, quase sem expectativa e ao encerrar a última página do livro, não tinha como ficar mais satisfeita.

O Amor nos Tempos do OuroCécile Lavigne perdeu todos os que amava e agora está sozinha no mundo. Ela, uma franco-portuguesa que ainda não completou vinte anos, está sendo trazida ao Brasil pelo único parente que lhe restou, o ambicioso tio Euzébio, para casar-se com o mais poderoso dono de terras de Minas Gerais, homem por quem Cécile sente profundo desprezo. Após desembarcar no Rio de Janeiro, Cécile ainda precisará fazer mais uma difícil viagem. O trajeto até Minas Gerais lhe reserva provações e surpresas que ela jamais imaginaria.

Eu fiquei surpreendida com a leitura, o livro trás muito mais conteúdo do que eu esperava. A história não é só um romance, como algumas que já li por ai, todo o pano de fundo em que a Marina ambientou a história, no Brasil colonial, foi perfeita e muito bem trabalhada.

Cecile é a típica menina dos romances históricos, com a dose correta de inocência e coragem, o que deixa o leitor ora torcendo por ela, ora querendo dar umas chacoalhadas (assim como Fernão fez). Ao embarcar para o Brasil depois da morte dos pais ela oscila entre a vontade de acabar com sua vida e a esperança de que algo de bom possa acontecer e mudar o seu destino. É ótimo conseguir acompanhar o crescimento da personagem ao longo do livro, o amadurecimento dela ao longo da história e das rasteiras que a vida apresenta para ela.

Fernão, é um mocinho, não tão mocinho assim. A autora tentou (em vão), não deixá-lo com o estigma de herói, afinal de contas ele nunca foi um. No fim, são justamente todos os defeitos dele, juntamente com a bagagem emocional que ele possuiu, que o torna tão especial para Cecile e nós leitores.

Gostei muito do livro, não só pelo romance, mas pela história em si que me prendeu do inicio ao fim da leitura. Percebe-se um grande estudo do Brasil colonial para conseguir montar esta história que aborda tantos assuntos e necessita de uma riqueza de detalhes como pano de fundo para justificar o próprio enredo e a história de cada personagem. Não posso dizer que o livro tem falhas históricas, pois não sou perita nisso, mas todos os apontamentos históricos estavam belamente encaixados na narrativa e conseguiram de certa forma mostrar que este livro é mais do que um romance.

O livro oscila entre a narrativa em terceira pessoa e as cartas de Cecile e Fernão em primeira pessoa. O estilo coloquial de antigamente foi bem colocado nos diálogos, mas é difícil conciliar dentre as 3 pessoas qual a melhor forma de narrar a história, por isso em alguns momentos há algumas “escorregadas”, nada que impacte a leitura. Colocar em meio a história a realidade dos escravos e índios, poderia ser um risco, mas foi perfeita na medida em que foi abordada da maneira correta, ainda que aquilo me deixasse triste, faz parte da nossa história. Isso não só ajudou no desenvolvimento, como também enriqueceu o livro com outro tema pouco abordado nas literaturas recentes.

Diferente do livro Perdida, da Carina Rissi, que também se passa no Brasil colonial (e que eu gosto muito), O Amor nos Tempos do Ouro me parece um livro melhor trabalhado, cuja a história não é atemporal, tem raízes profundas na história do nosso país. Ainda assim, é diferente, é mais sensível e intrigante, nos apresenta personagens que nos apegamos tão fácil quanto os protagonistas, os casos de Malikah e Hasan, e é diferente no sentido de que o não só de romance vive o livro e temos a dose correta de história, romance, tragédia e drama.

Título: O Amor nos tempos do Ouro

Autor: Marina Carvalho

Editora: Globo Alt

Páginas: 328

Avaliação: 5/5 estrelas

Pipoca Salgada – Tarde Demais para Esquecer

Por , 15 de julho de 2016 12:05

Eu adoro descobrir novas coisas. Pequenas joias escondidas, que nunca nos aproximamos, não por falta de interesse, mas porque não chegou o tempo ou a oportunidade. Tarde Demais para Esquecer, é uma dessas joias.

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O Playboy Nicky Ferrante (Cary Grant) e a linda cantora Terry McKay (Deborah Kerr) se conhecem e começam uma amizade, enquanto estão em um cruzeiro entre a Europa e Nova York. Apesar dos dois estarem noivos de outras pessoas, eles concordam em se reencontrar novamente dali 6 meses, no topo de Empire State Building, se ainda sentirem a mesma coisa.

O destino será capaz de reunir esses dois amores?

Tarde Demais para Esquecer, An Affair to Remember no original, era um dos filmes que estava na minha lista, mas nunca em uma posição que o fizesse ser prioridade. Até que o dia chegou!

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Fala Série! – The Killing

Por , 13 de julho de 2016 12:51

Nada como uma ótima série policial para nos segurar no sofá, e The Killing, uma adaptação americana de uma série dinamarquesa que é excelente.

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Em Seattle, a detetive Sarah Linden (Mireille Enos) está em seu último dia de trabalho, antes de partir com seu filho, Jack (Liam James), para encontrar seu noivo em Sonoma.

O substituto de Sarah, Detetive Stephen Holder (Joel Kinnaman), está pronto para assumir o cargo, quando eles atendem a uma chamada de um policial em carro de patrulha, que encontrou um casaco manchado de sangue em um campo.

O corpo da garota desaparecida, Rosie Larson, é encontrado no porta-malas de um carro registrado no comitê de campanha do vereador Darren Richmond (Billy Campbell), que está concorrendo a prefeito. Linden, então, adia a sua partida, supostamente por uns dias, até que o caso seja resolvido.

Já falei diversas vezes aqui, que de vez em quando, começo a assistir alguma série no Netflix só para que ela pare de aparecer na minha lista de recomendados, e baseado no retorno que estou tendo, acho que vou continuar com essa tática.

Foi assim com Luther, Between e Doc Martin que amei. E a última dessa tacada foi The Killing.

Eu gosto de séries policias, mas tenho um pouco de preguiça de começar a ver séries que tem muitas temporadas, como Criminal Minds, mas no caso de The Killing, eu bem queria que tivesse mais episódios.

As duas primeiras temporadas da série são basicamente o que acontece na original dinamarquesa. Como vi primeiro a americana, até tentei ver a da Dinarmaca, mas a similaridade das histórias e do elenco acabou me desanimando.

Recheada de ótimos diálogos e cheia de suspense, a série te leva durante as duas primeiras temporadas para um caminho que você mal pode prever. Muitas reviravoltas no caso de Rosie Larson, não deixa quem está em frente à tela tranquilo.

Você simplesmente precisa saber como termina.

Além disso, a parceria de Linden e Holder funciona tão bem, que é difícil pensar em outro igual. Eles são cheios de falhas e bem esquentadinhos, o que leva a várias situações extremas, que só servem para rechear ainda mais a trama.

Da terceira temporada em diante, a série seguiu um roteiro próprio, se distanciando da sua original e criando outras tramas que se estendem por cada temporada.

Ainda assim, a terceira temporada foi a mais sensacional! Infelizmente o assunto era muito grande e precisava ter sido mais diluído.

the-killing-season-3-finale-recapMinha única ressalva, é com o último minuto final da série que dá uma guinada para uma resolução que odiei.

Percebendo para onde ia, eu desliguei a TV e The Killing, para mim, terminou ali. Hahah

Apesar de alguns bons coadjuvantes, são os protagonistas,  Mireille Enos e Joel Kinnaman. Eu nunca tinha visto o Joel KInnaman e depois da série, parece que ele está em todo lugar (Robocop, Esquadrão Suicida e vai estrelar uma outra série do netflix).

Depois disso tudo, volto ao começo desse review, falando o quanto essa série é excelente, por isso, não perca mais tempo.

Eu ignorei a recomenda da Netflix por muito tempo, não ignore a minha.

Sinopse: Adoro Cinema

Entre Páginas – Algo Sinistro vem por aí

Por , 11 de julho de 2016 11:30

Ray BradburyUm parque de diversões chega a uma pequena cidade do Meio-Oeste americano. Para a maioria dos frequentadores, é um lugar de passatempo inocente. Mas alguns escolhidos são conduzidos a atrações aterradoras: carrosséis fúnebres e labirintos de espelhos onde a vaidade de cada um produz pesadelos e transformações fantásticas. Em Algo Sinistro Vem por Aí (o título é uma citação a Macbeth, de Shakespeare), o americano Ray Bradbury, autor de clássicos da ficção científica como Fahrenheit 451 e Crônicas Marcianas, mostra que também é um mestre do horror.

Quando li Fahrenheit 451, fiquei animada de conhecer o resto do trabalho de Ray Bradbury, umas das coisas que mais gostei no primeiro livro, é como ele consegue colocar as situações absurdas de um jeito normal e ao mesmo tempo fazer com que o leitor estranhe essa realidade.

A mesma coisa se repete em Algo Sinistro vem por aí, que trás uma abordagem bem diferente, se passando em uma cidade do interior que será transformada com a chegada do circo.

Às vezes parece que todos do livro estão vivendo essa mesma realidade e outras em Halloway esta sozinho entre tantas elementos novos que aparecem.

A ação se passa em Green Town e Ray escreveu mais 3 livros nessa cidade.

O livro trata de alguns assuntos que para criança pode passa despercebido. Há uma linda passagem sobre como os homens bons não andam sorrindo or aí pela rua, porque ser bom é difícil. Uma passagem que nunca me esquecerei.

Apesar disso tudo, o livro não consegue envolver como deveria e só se salva de qualquer enrolação, porque é relativamente curto (Menos de 300 páginas).

Para quem quer conhecer o trabalho de Ray Bradbury, ainda recomendo começar por Fahrenheit 451,mas ainda quero ler Crônicas Marcianas e os outros trabalhos de Bradbury, então ainda assim é uma boa leitura.

Ficha Técnica:

Livro: Algo sinistro vem por aí

Autor: Ray Bradbury

Editora:Bertrand

Páginas: 293 páginas

Nota: 3/5 estrelas

Pipoca Salgada – Contrato Vitalício

Por , 10 de julho de 2016 14:35

Doze horas depois de ter assistido Contrato Vitalicio nos cinemas, ainda não sei se desperdicei 20 reais do meu dinheiro, se foi bom rir um pouco,  ou se assisti o filme mais grotesco e sem sentido na minha vida.

CONTRATO VITALICIO

Não sou fã de filme besteirol, e definitivamente Contrato Vitalicio entra neste gênero, então ainda não sei porque decidi assistir este filme nos cinemas, talvez tenha sido a escassez de filmes em cartaz, ou o fato de querer assistir algo diferente. No fim das contas acabei assistindo este filme que hora não deixará lembranças, ora me fará pensar nas coisas sem sentido que temos por aí.

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