Pipoca Salgada – Moonlight: Sob a Luz do Luar

Por , 24 de fevereiro de 2017 21:39

Depois de tanta polêmica envolvida no último ano no Oscar, quem diria que esse ano vários filmes com personagens negros teriam uma abertura tão boa, e sendo assim, um desses filmes com a maior aprovação da crítica especializada?

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Três momentos da vida de Chiron, um jovem negro morador de uma comunidade pobre de Miami. Do bullying na infância, passando pela crise de identidade da adolescência e a tentação do universo do crime e das drogas, este é um poético estudo de personagem.

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Pipoca Salgada – Até o Último Homem #CafenoOscar

Por , 23 de fevereiro de 2017 23:42

Se você me dissesse há um atrás que amaria tanto o novo filme do Mel Gibson, duvidaria muito. Mas o mundo é cheio de surpresas e Até o Último Homem é um filme esplêndido.

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Durante a Segunda Guerra Mundial, o médico do exército Desmond T. Doss (Abdrew Garfield) se recusa a pegar em uma arma e matar pessoas, porém, durante a Batalha de Okinawa ele trabalha na ala médica e salva mais de 75 homens, sendo condecorado. O que faz de Doss o primeiro Opositor Consciente da história norte-americana a receber a Medalha de Honra do Congresso.

Em um mundo perfeito, filmes sobre a primeira e segunda guerra mundial deveriam ficar em um lugar distante e sendo analisadas pela a sua parte histórica. Mas quando essas histórias ganham um toque único e pessoal, muda tudo de figura.

Apesar de ter visto somente duas vezes, lembro com detalhes toda a trama e o que senti assistindo O resgate do Soldado Ryan, por exemplo, e tenho a impressão que algo parecido acontecerá com Até o Último Ano.

131341.jpg-r_640_360-f_jpg-q_x-xxyxxDesmond, é interpretado por Andrew Garfield, e fora de Homem Aranha e tive pouca experiência com o trabalho dele, mas não poderia ter um ator melhor para o papel. Ele trás com um poder muito grande toda a doçura, inocência e coragem que o papel precisava.

Você realmente acredita que em tudo o que ele está passando, e vai se emocionando pelo caminho.

Mesmo com a temática de guerra, o filme passa um bom tempo apresentado o seu personagem principal, as suas motivações, a sua vida fora dali, para somente depois situar todo mundo dentro do cenário de guerra no Japão.

Há uma vontade e uma dedicação muito acertada, de primeiro fazer com que o espectador entenda as motivações de Desmond.

E ver o projeto completo e finalizado, dá para entender porque Hollywood decidiu ‘perdoar’ e tirar da geladeira Mel Gibson depois dos incidentes do passado. Pode não ter potencial para ganhar a estatueta no domingo, mas é um filme que tem coração e um propósito bem desenhado.

Novamente, fui pega de surpresa com a história sendo baseado em atos reais (aconteceu com Lion também, como falei AQUI). É uma história tão inacreditável que você praticamente implora para uma pessoa não tenha passado por tudo isso na vida real.

atc3a9-o-c3baltimo-homem-2Claro que exatamente tudo o que torna o filme bom, acaba o prejudicando. A história fica muito piegas em alguns momentos e é difícil até separar a realidade das frases e atitudes tão redondas e certas.

Foi um filme que dividiu críticos e que com certeza deve ter dividido o público da academia. Como Melhor filme e melhor direção, dificilmente o filme consegue levar. E apesar de sofrer a concorrência forte de Casey Affleck, Andrew Garfield não ficaria tão deslocado levando o prêmio para a casa.

De todos os filmes indicados esse ano, acredito que esse vai sobreviver ao teste do tempo, exatamente pela facilidade e identificação com o tema, entre pessoas de várias idades.

Agora, é ver para crer.

Ficha Técnica:

Filme: Até o Último Homem

Direção: Mel Gibson

Elenco: Andrew Garfield, Vince Vaughn e Teresa Palmer

Ano de lançamento: 2016

Nota: 4/5 estrelas

Pipoca Salgada – Lion: Uma Jornada para Casa #CafenoOscar

Por , 22 de fevereiro de 2017 20:46

Lion é um filme emocionante e bonito, que apresenta Nicole Kidman como não víamos há muito tempo.

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Quando tinha apenas cinco anos, o indiano Saroo (Dev Patel) se perdeu do irmão numa estação de trem de Calcutá e enfrentou grandes desafios para sobreviver sozinho até de ser adotado por uma família australiana. Incapaz de superar o que aconteceu, aos 25 anos ele decide buscar uma forma de reencontrar sua família biológica.

Filmes sobre jornadas inacreditáveis são sempre bem vistos pelo Oscar. Esse é um padrão, que todo ano, há pelo menos um filme que segue a risca.

409904Lion pode ter uma temática um pouco diferente do esperado, mas é o filme que preencheu essa cota durante a temporada 2017 das premiações.

Mas atingir a cota, não é necessariamente ser ruim. Longe disso. O Discurso do Rei é um filme esplêndido, que se encaixa nessa classificação, e que mereceu o Oscar que levou.

Já Lion, apesar de não ter grandes chances na noite de domingo, não fica tão atrás assim.

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Entre Páginas – Um limite Entre Nós #CafenoOscar

Por , 21 de fevereiro de 2017 22:01

Viola Davis e Denzel Washington, trazem o peso para um drama escuro e intenso.

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Baseado na aclamada e premiada peça teatral homônima. Um homem (Denzel Washington) que sonhava em se tornar um grande jogador de beisebol durante sua infância, acaba frustrado na vida como um catador de lixo.

Quando as primeiras cenas de Um limite entre nós (Fences, no original) surgem na tela, o ritmo é devagar. Depois homens chegando do trabalho depois de um dia longo do trabalho e que em poucos minutos falam de vários assuntos do cotidiano das suas vidas.

No caso, trabalho, mulheres, jantar, filhos e beisebol, ali, na frente de casa mesmo, enquanto a tarde vai se acabando.

Só que o restante da história é totalmente o oposto do inicio do filme. Troy, que é interpretado magistralmente por Denzel, vai mostrando ao longo do filme várias facetas e mudanças que são inesperadas, mas ainda assim humana.

Podemos não concordar ou entender com os pontos que ele levanta como justifica, mas nenhum deles fica longe do fator humano que cada um carrega dentro de nós.

Apesar de ser vendido como um filme que fala sobre a questão racial, é mais um retrato honesto de uma família simples, que não fez nada de especial. Eles sofrem várias dificuldades porque a família é negra? Sim, mas isso não é o que rege a trama.

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Viola Davis já provou a muito tempo que é uma atriz espetacular, mas demora muito para ele mostrar e justificar a sua indicação ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.

Já Denzel, se levar a estatueta no domingo, será muito merecido, e olha que ele também ficou responsável pela direção.

O filme é baseado em uma peça e o roteiro ficou a cargo do próprio criador, o que deu uma sustentação legal para a história.

O único problema da trama, é que ela é piegas, previsível e chatinha em vários momentos e no final, ele não agrega tanto quanto deveria, o tornando possivelmente esquecido entre os vários filmes que um dia foram indicados ao maior prêmio do cinema.

Ficha Técnica:

Filme: Um Limite Entre Nós

Direção: Denzel Washington

Elenco: Denzel Washington e Viola Davis

Ano de Lançamento: 2017

Nota: 3,5/5 estrelas

Pipoca Salgada – Manchester à Beira-Mar

Por , 20 de fevereiro de 2017 12:42

#CafénoOscar – Manchester à Beira-Mar está concorrendo em 6 categorias: Melhor Filme, Melhor Ator (Casey Affleck), Melhor Ator Coadjuvante (Lucas Hedges), Melhor Atriz Coadjuvante (Michelle Williams), Melhor Direção e Melhor Roteiro Original.

Literalmente não esperava nada desse filme, e fui surpreendida do começo ao fim.

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Lee Chandler (Casey Affleck) é forçado a retornar para sua cidade natal com o objetivo de tomar conta de seu sobrinho adolescente após o pai (Kyle Chandler) do rapaz, seu irmão, falecer precocemente. Este retorno ficará ainda mais complicado quando Lee precisar enfrentar as razões que o fizeram ir embora e deixar sua família para trás, anos antes.

Há pessoas que não ligam, mas viver em um mundo spoiler free é magnífico! Você consegue saborear a experiência (seja livro, cinema ou TV) de uma forma mais pura.

Eu não li quase nada sobre Manchester à beira-mar, mas sabia que teria que ver no momento em que ele foi indicado a categoria de Melhor filme do Oscar 2017.

Só que me afastar disso, foi a melhor coisa que poderia ter feito.

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Entre Páginas – A Lista de Brett por Lorei Nelson Spielman

Por , 16 de fevereiro de 2017 8:00

Recentemente troquei meu Kindle básico (ainda com botões), pelo Kindle Paperwhite, com luz (e uma maravilhosa capa roxa). Com isso, resolvi também assinar o Kindle Unlimitted (saiba mais aqui), e encontrei essa maravilhosa história que me encantou no último dia de 2016.

Atualmente, é tão difícil encontrar livros espirituosos que tratam a vida de maneira tão simples, sem a necessidade de se utilizar de clichês tão comuns nos dias de hoje. Encontrei na lsita de Brett uma história tão gostosa e com tantas lições que o tornou um dos livros favoritos de 2016.

 

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Brett Bohlinger parece ter tudo na vida – um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.

Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe. Seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência.

 

Este podia ser apenas mais um chick-lit, que trata do amadurecimento de uma mulher perante as dificuldades na vida. Não se engane porque o livro é isto, e também muito mais, trata da vida e das escolhas que realizamos. Mostra-nos que parecer feliz, não quer dizer estar feliz.

O início do livro pode ser bem clichê, “como assim uma lista?”, essa banalidade de pontapé inicial é um excelente argumento para iniciar a vida de Brett. Início, por que tudo o que a mãe de Brett pede é que ela siga seus sonhos, mesmo que sejam aqueles de uma infância distante. O processo de aprendizagem de Brett é maravilhoso, crescemos com ela ao longo do livro, ao mesmo tempo em que rimos, choramos, nos emocionamos.

Lori, em sua primeira história consegue despertar no leitor todos os sentimentos humanos, mostrando uma personagem que aparentemente tinha uma vida perfeita, até ela descobrir que perfeição não existe, e que mudar e arriscar pode ser melhor do que manter-se na zona de conforto.

Muitas vezes estamos tão acostumados com a situação que nos rodeia, que nos esquecemos do que queríamos e de quais eram os nossos objetivos de vida. Achamos que nos encontramos, quando na verdade guardamos todos os nossos sonhos para viver a vida que esperam de nós.

Cada item da lista foi marcado de maneira completamente distinta do que havia imaginado, ao mesmo tempo, de maneira surpreendente. O romance que imaginei ao começo do livro, foi susbtituído por coisas diferentes. A maneira como Brett lida com tudo é gratificante, o seu jeito simples de ajudar as pessoas, como ela encanta a todos que estão a sua volta tornou essa leitura surpreendente do começo ao fim. E ao terminar a leitura, senti que foi ao mesmo tempo triste e feliz, percebendo que aquele era o encerramento de uma parte da vida de Brett e o início de outra. Foi uma daquelas leituras que me fizeram voltar para o livro várias e várias vezes, para reviver a história.

Ficha técnica:

Livro: A Listra de Brett

Autora: Lori Nelson Spelman

Editora: Verus

Páginas: 364

Nota: 5/5 estrelas

Café Irlandês – 10 leituras essenciais para o nosso novo mundo

Por , 15 de fevereiro de 2017 11:33

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O mundo está uma bagunça e vive momentos de incertezas.

A única diferença é que agora já vimos tudo isso. Sabemos, tudo o que acontece quando um país deixa um (ou vários) poderosos preconceituosos tomar conta, quando abandonamos pessoas em zonas de guerra e quando deixamos as nossas velhas crenças ditar o que devemos fazer.

Os livros, não é a toa que 1984 entrou na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, são uma ótima ferramenta para trabalharmos a empatia e abrirmos os olhos.

Abaixo, listamos 10 livros essências para esse período tão conturbado.

1 – O Diário de Anne Frank de Anne Frank

Anne Frank

Não é tão triste como pode soar, o destino dela foi trágico, porém isso (obviamente) não está em seu diário. Mas é uma viagem ao passado ler uma descrição tão pura sobre os horrores que a sua família passou, enquanto tentava ser uma adolescente, mesmo presa junto com a família em um sótão.

2 – Eu sou Malala de Malal Yousef

Eu sou malala

Falamos do livro AQUI, mas é uma leitura praticamente obrigatória para os dias de hoje.

Além de contar os detalhes  os desafios que o seu pai enfrentou e toda a sua recuperação, Malala trás uma outra luz para o islamismo, além das manchetes sensacionalistas dos jornais e dos pré-conceitos que podemos ter.

Posso afirmar que Malala foi uma inspiração para a minha transformação e me abriu os olhos para tudo que poderia ajudar ao meu redor.

3 – Sem lugar para  se Esconder de Glenn Greenwald

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Mais do que ficar falando que tudo é teoria a conspiração, é interessante perceber como nem tudo é teoria da conspiração.

É muito Black Mirror mesmo.

4 – 1984 de George Oswell

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Há várias distopias por aí, mas 1984 de Oswell ainda consegue ser uma das mais aterrorizantes.

Não tem criança lutando até a morte como em Jogos Vorazes, mas tem aquela pressão para ser exatamente como a sociedade manda.

5 – A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak

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Eu recomendaria esse livro mesmo se estivéssemos vivendo em um mundo de flores. Uma história para se abraçar e ler com o coração e a mente aberta.

6 – O Menino do Pijama Listrado de John Boyne

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Boyne tem tantos livros que se encaixariam para essa lsita, mas resolvi colocar esse que é seu mais famoso,proque fala pela visão de uma criança e mostra exatamente o que uma criança sofria durante a segunda guerra mundial.

7 – O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini

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Esse é um livro triste. Muito triste, mas muito essencial.

Mostrando com detalhes como é viver dentro de um regime totalitário e cruel.

8 – Não me abandone Jamais de Kazuo Ishiguro

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Leia o nosso review AQUI.

De uma forma sutil e muito bem desenhada, Ishiguro nos faz considerar o quanto vale a vida de cada pessoa.

9 – Meio Sol Amarelo de Chimamanda Ngozi Adichie

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Um daqueles livros que faz você abrir os olhos e pensar que o mundo não tem solução, mas que há muitas boas pessoas por aí que sofrem por isso.

O livro trata de vários conflitos ocorridos na Nigéria, que eu admito, nunca havia tomado conhecimento antes da leitura.

Foi um dos meus livros favoritos do ano passado e falei dele AQUI.

10 – A Chave do Tamanho de Monteiro Lobato

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De todas as histórias de Lobato essa é a mais especial! Ficaria feliz se a Emília conseguisse resolver os nossos problemas da mesma forma que ela faz nessa história. O mundo seria muito melhor.

Pipoca Salgada – 50 tons, assim fica difícil te defender

Por , 14 de fevereiro de 2017 18:42

Quando as criticas negativa ao segundo filme começaram a pipocar, ficamos muito preocupadas. Mas depois de ver o filme, entendemos cada uma delas.

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Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

Se tem uma coisa que não temos, é preconceito com romances mais picantes. Pode olhar todas as nossas menções, reviews e escolhas para perceber que é algo muito rotineiro nas nossas vidas e no blog.

Desde que a fama de 50 tons começou a surgir, tivemos que defender aquilo que acreditávamos e gostávamos com mais afinco.

E apesar de termos tido muita cautela, o primeiro filme da série nos surpreendeu de uma forma muito boa. Era um filme na medida certa! Tem romance, cenas picantes e alguns erros, mas no final era bom filme, e isso foi o suficiente.

A continuação tinha tudo para seguir pelo mesmo caminho, porém, ficou bem longe disso.

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Entre Páginas – Born to Run

Por , 13 de fevereiro de 2017 19:37

Bruce Springsteen escreveu um livro para falar sobre a sua vida, que é um presente para os seus fãs.

BRUCE-SPRINGTEENUm dos artistas mais admirados e influentes da história do rock and roll mundial, Bruce Springsteen passou os últimos sete anos escrevendo secretamente a história de sua vida.

O livro, que se tornou um best seller instantâneo e atualmente ocupa a quinta posição entre os mais vendidos da Amazon americana, carrega a mesma honestidade, humor e originalidade que Bruce imprime a suas canções. Nele, o músico descreve sua criação católica, a obsessão pela carreira musical, o início em bares ao apogeu da E. Street Band e, com muita sinceridade, fala pela primeira vez das batalhas pessoas que inspiraram seus melhores trabalhos.

Born to Run será reveladora para qualquer um que goste de Bruce Springsteen, mas vai muito além das memórias de um legendário astro do rock. Este é um livro para trabalhadores e sonhadores, pais e filhos, apaixonados e solitários, artistas, loucos, e qualquer um que já tenha desejado ser batizado nas águas do rio sagrado do rock and roll.

E se torna indispensável por trazer a reflexão sobre o posicionamento do artista e o papel da cultura em um contexto de crise e perda de valores humanos. Raramente uma lenda como Bruce contou sua própria história com tanta força e vigor.

Sua autobiografia foi escrita com o lirismo de um poeta singular e a sabedoria de um homem que refletiu profundamente sobre suas experiências.

Autobiografia é um lance complicado. Você tem que ter uma relação especial (às vezes sem até você saber) com aquela pessoa, para conseguir realmente se interessar.

Eu pelo menos sou muito assim. Tenho várias na minha TBR, mas elas sempre vão dando espaço para outras coisas e vão ficando para trás. É bloqueio que tenho e admito.

Quando Bruce Springsteen anunciou que lançaria uma autobiografia, a coisa foi diferente. Desde o dia 1 eu já sabia que leria esse livro.

Como disse, para me interessar por uma autobiografia, tenho que ter uma relação especial, e do ramo da música, apesar de gostar de muitos,poucos entram nessa relação especial. Mas Bruce faz parte desse grupo seleto.

E exatamente por isso, a leitura de Born to Run foi tão especial.

U.S. singer Bruce Springsteen performs during his Wrecking Ball Tour in Mexico City November 10, 2012. REUTERS/Violeta Schmidt (MEXICO - Tags: ENTERTAINMENT)

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Nota Musical – Metallica #CafenoLolla

Por , 10 de fevereiro de 2017 9:00

Por Gustavo Inserra

 

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O Metallica confirma mais uma participação no Rock in R… espera, no Lollapalooza?

É isso mesmo! Um dos festivais mais famosos do mundo e que costuma atrair um público diverso dentro do universo do rock alternativo, indie rock e pop rock (entre outros), em sua próxima edição contará com o peso dos gigantes do heavy metal, o Metallica. Para mim e para algumas pessoas, essa notícia pode parecer bastante inusitada, já que a banda virou figurinha carimbada do Rock in Rio há algum tempo – e, à primeira vista, soa um pouco distante do perfil de bandas que costumam ser atrações principais do Lollapalooza no Brasil.

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Cartaz de 1996 (EUA)

Mas não é a primeira vez que o Metallica participa do Lollapalooza. Em edições passadas, realizadas em diversas partes do mundo nos anos 90 e início dos anos 2000, bandas de peso como Rage Againts the Machine, o próprio Metallica, Soundgarden e Korn faziam parte dos setlists principais. Na verdade, o festival sempre foi bastante eclético quando o assunto é rock. O que acontece é que a onda alternativa, principalmente indie, foi ganhando força nas edições mais recentes (de 2000 pra cá), acompanhando as tendências e mudanças no cenário do rock mundial.

Podemos associar este fato inusitado (ou nem tanto inusitado para alguns) com o fato de que o Metallica lançou no semestre passado seu novo álbum, o Hardwired… to Self-Destruct, após um jejum de aproximadamente 08 anos sem lançar um álbum novo.

Sobre o álbum, analisando como um fã da banda, fiquei feliz com o que ouvi. Músicas como Hardwired e Moth Into Flame me fizeram lembrar dos primeiros álbuns e da sonoridade “thrash metal” que lançou a banda como uma das maiores do estilo. Já músicas como Dream No More por exemplo, traz um pouco da sonoridade de álbuns como Load e Reload.

Olhando por um lado, seria esse o primeiro passo para trazer de volta a “vibe” das primeiras edições, que uniam Metallica e Rancid em uma mesma edição? Ou estou viajando na maionese e o Lollapalooza é e sempre será o mesmo?

Agora basta saber se essa “novidade” (?) será o suficiente para atrair os fãs de metal para o festival ou se estes irão apenas para conferir a apresentação da sua banda favorita… Como um fã do rock no geral, achei essa combinação bem-vinda. E você, o que achou?