Entre Páginas – O que há de estranho em mim

Por , 23 de maio de 2016 20:06

Depois de conquistar o mundo com Se eu Ficar, o primeiro livro de Gayle Forman ganhou espaço e lá ela já revelava um talento que seria bem evidente nos seus trabalhos posteriores.

Baixar-Livro-O-Que-Ha-De-Estranho-Em-Mim-Gayle-Forman-em-PDF-ePub-e-Mobi-ou-ler-onlineAo internar a filha numa clínica, o pai de Brit acredita que está ajudando a menina, mas a verdade é que o lugar só lhe faz mal. Aos 16 anos, ela se vê diante de um duvidoso método de terapia, que inclui xingar as outras jovens e dedurar as infrações alheias para ganhar a liberdade.

Sem saber em quem confiar e determinada a não cooperar com os conselheiros, Brit se isola. Mas não fica sozinha por muito tempo. Logo outras garotas se unem a ela na resistência àquele modo de vida hostil. V, Bebe, Martha e Cassie se tornam seu oásis em meio ao deserto de opressão.

Juntas, as cinco amigas vão em busca de uma forma de desafiar o sistema, mostrar ao mundo que não têm nada de desajustadas e dar fim ao suplício de viver numa instituição que as enlouquece.

Eu sou muito fã da Gayle Forman. Para mim, ela é uma das melhores escritoras da atualidade e esse ano pela primeira vez lançará um livro para ‘adultos’ sobre ‘adultos’. Só posso dizer que estou muito animada e ansiosa em conhecer mais essa faceta do seu talento. O que há de estranho em mim é um dos primeiros livros de Gayle, muito antes de Se eu Ficar.

Sister in Sanity no original, revela uma coisa que seria muito característico de Forman nos seus livros, o seu talento em revelar novas facetas dos adolescentes e pessoas em geral, mas ainda mantendo os dois pés na realidade.

Em seus livros, mergulhamos nos dramas e amores das suas protagonistas. Você quer chorar e gritar com elas. No caso desse, dá para perceber que Gayle ainda estava desenvolvendo a sua técnica.

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Em Cena – Cinderella, O Musical

Por , 20 de maio de 2016 10:30

Conferimos o espetáculo Cinderella no Teatro Alfa e não poderíamos ter ficado mais encantadas.

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Há poucas coisas que me fascinam mais do que um musical, atualmente há 3 grandes musicais em cartaz, mas nesse último final de semana, dei preferencia para um que está nas suas últimas semanas e que ficaria muito triste se não visse: Cinderella.

A montagem em questão, que fica só até o dia 05 de junho no Teatro Alfa, conta com a direção de Charles Möeller e Claudio Botelho, que trazem uma versão ligeiramente diferente do que estamos acostumados, mas que só deixou a história mais divertida e atualizada.

Contando com todos os personagens que gostamos como a madastra (interpretada pela Totia Meirelles), a Fada madrinha (Sabrina Korgut) e um lindo príncipe (Bruno Narchisi). No dia que fui o príncipe estava sendo interpretado pelo Bruno, mas o Tiago Barbosa (que arrasou em O Rei Leão) também faz as vezes do príncipe em algumas sessões.

Mas o espetáculo dá mais espaço para as irmãs de Cinderella e o Jean Michael, um revolucionário que tem algumas ideias de como o príncipe deve tratar os seus súditos.

594140-970x600-1Já a Cinderella é interpretada pela Bianca Tadini, que dá conta muito bem do papal principal. E é com essa coleção de personagens principais e secundários muito bons, que as quase 2 duas horas e meia de espetáculo passam muito rápido.

As mudanças efetuadas no texto o deixaram mais atual para a realidade, mas ainda há cenas icônicas como toda a transformação da Cinderella para o baile. Fiquei atenta, mas não consegui ver a hora que o vestida dela muda. Muitos jogos de luzes tornam a cena tão inesquecível, como deveria ser.

Não é uma peça para crianças muito pequenas, porque é longo e o som é um pouco alto, mas qualquer menina ( e menino!) mais grandinhos, podem curtir facilmente essa montagem. Mas são os adultos que riem mais com as piadas. O que aprendi com o tempo é que uma boa diversão para família é assim: cada um encantado e rindo com as piadas que são direcionadas para a sua faixa étaria.

É a primiera vez que essa peça é montada fora dos EUA, e dá para perceber o cuidado com o cenário e figurino para deixar tudo colorido e de bom gosto.

Comigo especificamente aconteceu algo super chato e quase estragou o passeio, mas a equipe do teatro foi muito solicita e salvou o dia. Isso é muito raro nos dias de hoje e gostamos sempre de agradecer essas pequenas gentilezas.

A dica para quem for de carro, é o estacionamento do outro lado da rua que é muito rápida a saída, tem um serviço de vallet no local, mas demora mais.

Definitivamente um musical que vale a pena conferir e levar toda a família.

Serviço:

Cinderella – O Musical

Local: Tetro Alfa – São Paulo

Sessões quintas, sextas, sábados e domingos até o dia 05/06.

Para mais informações acesse: Cinderella – O Musical

 

Nota Musical – Review Thank You, da Meghan Trainor

Por , 18 de maio de 2016 11:30

Meghan Trainor volta para mostrar que ela realmente merece o seu lugar.

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Em 2014 parecia que ninguém do pop conseguiria disputar com o 1989 da Taylor Swift, ma a novata Meghan Trainor apareceu com a sua música All About That Bass e diferente do que todos pensaram, ela não parou por aí.

Uma música emendou com a outra, e de repente, parecia que só tinha música dela. Dois anos depois, ela volta com o seu segundo CD, mostrando que definitivamente não é um one hit wonder.

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Café Irlandês – Faltam 7 meses para o final do ano

Por , 17 de maio de 2016 11:30

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Estamos no meio de maio e agora já podemos ignorar todas as regras de etiqueta e dizer que o ano sim, está passando muito rápido.

Mas não se preocupe entre Olimpíadas, Impeachment e todas as loucuras que ainda aparecerão os próximos 7 meses ainda prometem.

 

Junho

O mês dos namorados. Alegria para uns.

maio

Tristeza para os outros.

junho

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Entre Páginas – Os Três

Por , 16 de maio de 2016 11:30

Depois de ver muita gente comentando, resolvi ler Os Três da Sarah Loft, e fiquei completamente vidrada na história, até mesmo depois que o livro terminou.

OS_TRES_1397689771BQuinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular que mudará completamente o mundo:

“Eles estão aqui.
O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas… Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele…”

Quando as pessoas começaram a falar sobre esse livro, não dei muita bola porque suspense e terror não são a minha praia, mas depois de muito fugir, eu comecei a me dar de cara com o livro em todo o canto.

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Blá Blá Blá – Uber Pool e a Economia Compartilhada

Por , 15 de maio de 2016 18:39

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A nossa cultura tem mudado da mesma forma que a tecnologia. A cada ano, o conceito de consumo em meio a sociedade vem se alterando conforme as pessoas absorvem novas formas de atender as suas necessidades e não os seus desejos.

A geração Y (que eu faço parte) e nova geração Z, não é geração do consumo, como foram a dos nossos pais. Não estamos em busca de bens materiais, como adquirir a casa própria o mais rápido possível, ou o último carro lançado, somos a geração da experiência. Trabalhamos para sustentar nosso estilo de vida, nossas viagens pelo mundo, jantares em locais diferentes, festas… entre outras coisas que nos tragam a satisfação emocional advinda da experiência.

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Blá Blá Blá – Lugar de mulher é torcendo pelo seu time

Por , 14 de maio de 2016 16:15

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Campeonato Brasileiro começa hoje, os estaduais acabaram na semana passada e a Libertadores está pegando fogo com o melhor time do mundo concorrendo ao título do melhor das Américas  (nesse caso, me refiro ao Atlético Mineiro, melhor time do mundo). Mas entra ano saí ano, acaba campeonato e títulos são distribuídos, mas uma coisa nunca muda: A ideia de que mulher não gosta de futebol.

Por muitos anos, eu sempre corri de qualquer transmissão futebolística. Não conseguia entender a graça, muito menos parar para ver jogo de time que nem era o seu. Não via lógica naquilo.

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Entre Páginas – Orgulho e Preconceito em Quadrinhos

Por , 12 de maio de 2016 14:00

O meu livro favorito de todos os tempos ganhou uma versão em quadrinhos, e obviamente a minha curiosidade foi no céu para conhecer o trabalho do Ian Edgginton e Robert Deas, lançado no Brasil pela Editora Nemo.

1306-20160112113212Elizabeth e suas quatro irmãs estão impossibilitadas de herdar a propriedade de seu velho pai e enfrentam a ameaça do despejo. As irmãs devem garantir sua segurança financeira por meio do casamento, mas nossa heroína tem outros planos. Ela fez votos de se casar somente por amor. Seu olhar acaba capturado pelo distinto Sr. Darcy, mas quem irá salvar os Bennets? Elizabeth deve se casar por amor ou deve salvar sua família?

Jane Austen se referia a Orgulho e preconceito (1813), o primeiro romance que escreveu, como seu “filho querido” – e gerações de leitores lhe têm dado um cantinho em seus corações desde então. A atração irresistível que ela retrata, entre a vivaz e independente Elizabeth Bennet e o austero e solene Sr. Darcy, se insere entre as maiores, mais românticas e mais engraçadas histórias de amor já contadas.

 

Nesse momento, mais de 200 anos da publicação de Orgulho e Preconceito, foram feitas tantas adaptações, filmes, séries e releituras que a história a maioria já conhece. Você já sabe o que cada personagem quer ou tem, e ao aproveitar essas várias revisões do trabalho mais famoso de Jane Austen, você só quer encontrar aquela história que tanto ama ali.

Acredite não é tão fácil assim.

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Nota Musical – Review dos shows da Lucy Rose em São Paulo

Por , 11 de maio de 2016 12:40

Depois de rodar a América do Sul, a Lucy Rose chegou em São Paulo, encantado e conquistando ainda mais fãs com duas apresentações na cidade.

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Segunda-feira, dia 09/05 em São Paulo tinha tudo para ser mais um dia daqueles. Segundona de trabalho e transito normal, mas um ponto luminoso se preparava para tocar no Elevado Bar, um espaço bacana e aconchegante na frente do metro Marechal Deodoro.

O ponto luminoso em questão era Lucy Rose. Dona de uma voz encantadora e letras magnificas, a cantora inglesa fez uma turnê por conta própria pela América do Sul (leia sobre isso AQUI) e fazia a primeira de duas apresentações em São Paulo, para um plateia de 80 pessoas, recheada de fãs que esgotaram os ingressos (que tinham um valor simbólico) na primeira hora da distribuição.

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Entre Páginas – Doce Persuasão (Segundo livro da série Sweet)

Por , 5 de maio de 2016 11:59

O segundo livro da série Sweet da Maya Banks, volta para fazer nossos corações suspirarem e a temperatura subir, mas o livro não consegue chegar no nível da série.

Doce Persuasão 2Por cinco anos, Serena comandou a Fantasy Incorporated, e dedicou seu tempo para a concretização das fantasias dos clientes. Nunca a sua. Até agora… Seu desejo mais secreto é dar a posse de seu corpo a um homem. Alguém que vai comandá-la, seu prazer, e ter total autoridade sobre ela.

Então, ela procura Damon Roche, dono de um clube de sexo exclusivo, ele é um homem forte o suficiente para fazê-la fazer qualquer coisa que ele queira. Qualquer coisa. Juntos eles viajam para um mundo em que ela apenas sonhou. A ela é dada a oportunidade de mergulhar em uma vida diferente, enquanto sua vida normal aguarda para voltar, sempre que desejar.

Damon não tem nenhum desejo de deixá-la ir, no entanto. Serena é a mulher que procurou por muito tempo, e cabe a ele convencê-la a ficar, quando o jogo terminar. Ele quer que sua fantasia se torne realidade, e ter Serena para ser mimada, acarinhada e submissa.

Falamos sobre o primeiro livro dessa série mês passado, Doce entrega, e eu acabei lendo essa série na sequência errada. Comecei a lendo esse primeiro, li o terceiro (resenha em breve) para depois voltar para o primeiro, e apesar do primeiro ter alguns elementos que eu não gostei, esse no geral é o livro mais fraco da série.

Primeiro porque a fantasia de Serena, apesar de Maya escrever com o seu talento da forma mais suave possível, é no mínimo um pouco for do padrão o que pode afastar quem não está acostumado com esse tipo de livro ou até com a própria Banks.

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