Entre Páginas – A Lista de Brett por Lorei Nelson Spielman

Por , 16 de fevereiro de 2017 8:00

Recentemente troquei meu Kindle básico (ainda com botões), pelo Kindle Paperwhite, com luz (e uma maravilhosa capa roxa). Com isso, resolvi também assinar o Kindle Unlimitted (saiba mais aqui), e encontrei essa maravilhosa história que me encantou no último dia de 2016.

Atualmente, é tão difícil encontrar livros espirituosos que tratam a vida de maneira tão simples, sem a necessidade de se utilizar de clichês tão comuns nos dias de hoje. Encontrei na lsita de Brett uma história tão gostosa e com tantas lições que o tornou um dos livros favoritos de 2016.

 

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Brett Bohlinger parece ter tudo na vida – um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.

Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe. Seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis. Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência.

 

Este podia ser apenas mais um chick-lit, que trata do amadurecimento de uma mulher perante as dificuldades na vida. Não se engane porque o livro é isto, e também muito mais, trata da vida e das escolhas que realizamos. Mostra-nos que parecer feliz, não quer dizer estar feliz.

O início do livro pode ser bem clichê, “como assim uma lista?”, essa banalidade de pontapé inicial é um excelente argumento para iniciar a vida de Brett. Início, por que tudo o que a mãe de Brett pede é que ela siga seus sonhos, mesmo que sejam aqueles de uma infância distante. O processo de aprendizagem de Brett é maravilhoso, crescemos com ela ao longo do livro, ao mesmo tempo em que rimos, choramos, nos emocionamos.

Lori, em sua primeira história consegue despertar no leitor todos os sentimentos humanos, mostrando uma personagem que aparentemente tinha uma vida perfeita, até ela descobrir que perfeição não existe, e que mudar e arriscar pode ser melhor do que manter-se na zona de conforto.

Muitas vezes estamos tão acostumados com a situação que nos rodeia, que nos esquecemos do que queríamos e de quais eram os nossos objetivos de vida. Achamos que nos encontramos, quando na verdade guardamos todos os nossos sonhos para viver a vida que esperam de nós.

Cada item da lista foi marcado de maneira completamente distinta do que havia imaginado, ao mesmo tempo, de maneira surpreendente. O romance que imaginei ao começo do livro, foi susbtituído por coisas diferentes. A maneira como Brett lida com tudo é gratificante, o seu jeito simples de ajudar as pessoas, como ela encanta a todos que estão a sua volta tornou essa leitura surpreendente do começo ao fim. E ao terminar a leitura, senti que foi ao mesmo tempo triste e feliz, percebendo que aquele era o encerramento de uma parte da vida de Brett e o início de outra. Foi uma daquelas leituras que me fizeram voltar para o livro várias e várias vezes, para reviver a história.

Ficha técnica:

Livro: A Listra de Brett

Autora: Lori Nelson Spelman

Editora: Verus

Páginas: 364

Nota: 5/5 estrelas

Café Irlandês – 10 leituras essenciais para o nosso novo mundo

Por , 15 de fevereiro de 2017 11:33

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O mundo está uma bagunça e vive momentos de incertezas.

A única diferença é que agora já vimos tudo isso. Sabemos, tudo o que acontece quando um país deixa um (ou vários) poderosos preconceituosos tomar conta, quando abandonamos pessoas em zonas de guerra e quando deixamos as nossas velhas crenças ditar o que devemos fazer.

Os livros, não é a toa que 1984 entrou na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, são uma ótima ferramenta para trabalharmos a empatia e abrirmos os olhos.

Abaixo, listamos 10 livros essências para esse período tão conturbado.

1 – O Diário de Anne Frank de Anne Frank

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Não é tão triste como pode soar, o destino dela foi trágico, porém isso (obviamente) não está em seu diário. Mas é uma viagem ao passado ler uma descrição tão pura sobre os horrores que a sua família passou, enquanto tentava ser uma adolescente, mesmo presa junto com a família em um sótão.

2 – Eu sou Malala de Malal Yousef

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Falamos do livro AQUI, mas é uma leitura praticamente obrigatória para os dias de hoje.

Além de contar os detalhes  os desafios que o seu pai enfrentou e toda a sua recuperação, Malala trás uma outra luz para o islamismo, além das manchetes sensacionalistas dos jornais e dos pré-conceitos que podemos ter.

Posso afirmar que Malala foi uma inspiração para a minha transformação e me abriu os olhos para tudo que poderia ajudar ao meu redor.

3 – Sem lugar para  se Esconder de Glenn Greenwald

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Mais do que ficar falando que tudo é teoria a conspiração, é interessante perceber como nem tudo é teoria da conspiração.

É muito Black Mirror mesmo.

4 – 1984 de George Oswell

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Há várias distopias por aí, mas 1984 de Oswell ainda consegue ser uma das mais aterrorizantes.

Não tem criança lutando até a morte como em Jogos Vorazes, mas tem aquela pressão para ser exatamente como a sociedade manda.

5 – A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak

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Eu recomendaria esse livro mesmo se estivéssemos vivendo em um mundo de flores. Uma história para se abraçar e ler com o coração e a mente aberta.

6 – O Menino do Pijama Listrado de John Boyne

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Boyne tem tantos livros que se encaixariam para essa lsita, mas resolvi colocar esse que é seu mais famoso,proque fala pela visão de uma criança e mostra exatamente o que uma criança sofria durante a segunda guerra mundial.

7 – O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini

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Esse é um livro triste. Muito triste, mas muito essencial.

Mostrando com detalhes como é viver dentro de um regime totalitário e cruel.

8 – Não me abandone Jamais de Kazuo Ishiguro

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Leia o nosso review AQUI.

De uma forma sutil e muito bem desenhada, Ishiguro nos faz considerar o quanto vale a vida de cada pessoa.

9 – Meio Sol Amarelo de Chimamanda Ngozi Adichie

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Um daqueles livros que faz você abrir os olhos e pensar que o mundo não tem solução, mas que há muitas boas pessoas por aí que sofrem por isso.

O livro trata de vários conflitos ocorridos na Nigéria, que eu admito, nunca havia tomado conhecimento antes da leitura.

Foi um dos meus livros favoritos do ano passado e falei dele AQUI.

10 – A Chave do Tamanho de Monteiro Lobato

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De todas as histórias de Lobato essa é a mais especial! Ficaria feliz se a Emília conseguisse resolver os nossos problemas da mesma forma que ela faz nessa história. O mundo seria muito melhor.

Pipoca Salgada – 50 tons, assim fica difícil te defender

Por , 14 de fevereiro de 2017 18:42

Quando as criticas negativa ao segundo filme começaram a pipocar, ficamos muito preocupadas. Mas depois de ver o filme, entendemos cada uma delas.

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Incomodada com os hábitos e atitudes de Christian Grey (Jamie Dornan), Anastasia (Dakota Johnson) decide terminar o relacionamento e focar no desenvolvimento de sua carreira. Ele, no entanto, não desiste tão fácil e fica sempre ao seu encalço, insistindo que aceita as regras dela. Tal cortejo acaba funcionando e ela reinicia o relacionamento com o jovem milionário, sendo que, aos poucos, passa a compreender melhor os jogos sexuais que ele tanto aprecia.

Se tem uma coisa que não temos, é preconceito com romances mais picantes. Pode olhar todas as nossas menções, reviews e escolhas para perceber que é algo muito rotineiro nas nossas vidas e no blog.

Desde que a fama de 50 tons começou a surgir, tivemos que defender aquilo que acreditávamos e gostávamos com mais afinco.

E apesar de termos tido muita cautela, o primeiro filme da série nos surpreendeu de uma forma muito boa. Era um filme na medida certa! Tem romance, cenas picantes e alguns erros, mas no final era bom filme, e isso foi o suficiente.

A continuação tinha tudo para seguir pelo mesmo caminho, porém, ficou bem longe disso.

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Entre Páginas – Born to Run

Por , 13 de fevereiro de 2017 19:37

Bruce Springsteen escreveu um livro para falar sobre a sua vida, que é um presente para os seus fãs.

BRUCE-SPRINGTEENUm dos artistas mais admirados e influentes da história do rock and roll mundial, Bruce Springsteen passou os últimos sete anos escrevendo secretamente a história de sua vida.

O livro, que se tornou um best seller instantâneo e atualmente ocupa a quinta posição entre os mais vendidos da Amazon americana, carrega a mesma honestidade, humor e originalidade que Bruce imprime a suas canções. Nele, o músico descreve sua criação católica, a obsessão pela carreira musical, o início em bares ao apogeu da E. Street Band e, com muita sinceridade, fala pela primeira vez das batalhas pessoas que inspiraram seus melhores trabalhos.

Born to Run será reveladora para qualquer um que goste de Bruce Springsteen, mas vai muito além das memórias de um legendário astro do rock. Este é um livro para trabalhadores e sonhadores, pais e filhos, apaixonados e solitários, artistas, loucos, e qualquer um que já tenha desejado ser batizado nas águas do rio sagrado do rock and roll.

E se torna indispensável por trazer a reflexão sobre o posicionamento do artista e o papel da cultura em um contexto de crise e perda de valores humanos. Raramente uma lenda como Bruce contou sua própria história com tanta força e vigor.

Sua autobiografia foi escrita com o lirismo de um poeta singular e a sabedoria de um homem que refletiu profundamente sobre suas experiências.

Autobiografia é um lance complicado. Você tem que ter uma relação especial (às vezes sem até você saber) com aquela pessoa, para conseguir realmente se interessar.

Eu pelo menos sou muito assim. Tenho várias na minha TBR, mas elas sempre vão dando espaço para outras coisas e vão ficando para trás. É bloqueio que tenho e admito.

Quando Bruce Springsteen anunciou que lançaria uma autobiografia, a coisa foi diferente. Desde o dia 1 eu já sabia que leria esse livro.

Como disse, para me interessar por uma autobiografia, tenho que ter uma relação especial, e do ramo da música, apesar de gostar de muitos,poucos entram nessa relação especial. Mas Bruce faz parte desse grupo seleto.

E exatamente por isso, a leitura de Born to Run foi tão especial.

U.S. singer Bruce Springsteen performs during his Wrecking Ball Tour in Mexico City November 10, 2012. REUTERS/Violeta Schmidt (MEXICO - Tags: ENTERTAINMENT)

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Nota Musical – Metallica #CafenoLolla

Por , 10 de fevereiro de 2017 9:00

Por Gustavo Inserra

 

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O Metallica confirma mais uma participação no Rock in R… espera, no Lollapalooza?

É isso mesmo! Um dos festivais mais famosos do mundo e que costuma atrair um público diverso dentro do universo do rock alternativo, indie rock e pop rock (entre outros), em sua próxima edição contará com o peso dos gigantes do heavy metal, o Metallica. Para mim e para algumas pessoas, essa notícia pode parecer bastante inusitada, já que a banda virou figurinha carimbada do Rock in Rio há algum tempo – e, à primeira vista, soa um pouco distante do perfil de bandas que costumam ser atrações principais do Lollapalooza no Brasil.

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Cartaz de 1996 (EUA)

Mas não é a primeira vez que o Metallica participa do Lollapalooza. Em edições passadas, realizadas em diversas partes do mundo nos anos 90 e início dos anos 2000, bandas de peso como Rage Againts the Machine, o próprio Metallica, Soundgarden e Korn faziam parte dos setlists principais. Na verdade, o festival sempre foi bastante eclético quando o assunto é rock. O que acontece é que a onda alternativa, principalmente indie, foi ganhando força nas edições mais recentes (de 2000 pra cá), acompanhando as tendências e mudanças no cenário do rock mundial.

Podemos associar este fato inusitado (ou nem tanto inusitado para alguns) com o fato de que o Metallica lançou no semestre passado seu novo álbum, o Hardwired… to Self-Destruct, após um jejum de aproximadamente 08 anos sem lançar um álbum novo.

Sobre o álbum, analisando como um fã da banda, fiquei feliz com o que ouvi. Músicas como Hardwired e Moth Into Flame me fizeram lembrar dos primeiros álbuns e da sonoridade “thrash metal” que lançou a banda como uma das maiores do estilo. Já músicas como Dream No More por exemplo, traz um pouco da sonoridade de álbuns como Load e Reload.

Olhando por um lado, seria esse o primeiro passo para trazer de volta a “vibe” das primeiras edições, que uniam Metallica e Rancid em uma mesma edição? Ou estou viajando na maionese e o Lollapalooza é e sempre será o mesmo?

Agora basta saber se essa “novidade” (?) será o suficiente para atrair os fãs de metal para o festival ou se estes irão apenas para conferir a apresentação da sua banda favorita… Como um fã do rock no geral, achei essa combinação bem-vinda. E você, o que achou?

 

Entre Páginas – A Química

Por , 9 de fevereiro de 2017 9:00

Lá pelas bandas de 2008, uma Sabrina recém-matriculada no curso de Jornalismo da faculdade estava conversando com uma colega quando esta lhe indicou efusivamente um certo livro de capa preta, ilustrada com uma imagem de mãos segurando uma maçã.

Naquela ocasião, eu estava enrolada com outras leituras e ainda mantinha um espírito de caloura cujos olhinhos brilhavam ao entrar na seção de jornalismo da biblioteca e prometia a mim mesma que até o final do curso leria todas aquelas obras tão importantes para a minha futura profissão, portanto recusei veementemente o empréstimo daquele livro, uma vez que não sabia quando realmente teria tempo para a leitura. Mas ela insistiu, dizendo que aquele era um livro muito bacana e apaixonante e eu acabei levando-o para casa.

Pois bem. Aquele foi o meu primeiro contato com Crepúsculo e com a escrita da até então desconhecida da americana Stephenie Meyer. Na época fiquei sim fissurada naquela história e passei a acompanhar todas as criações literárias da autora – que migraram dos vampiros para os misteriosos extraterrestres de A Hospedeira.

Depois de muitos anos afastada do ofício de escritora, no final de 2016 Meyer finalmente publicou um novo trabalho: A Química, que levou o meu “eu” de atualmente relembrar o “eu” do passado e adquirir este livro. E, como esperava, a diversão foi garantida!

 

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Uma ex-agente especial fugindo de seus antigos empregadores precisa aceitar um novo caso para limpar seu nome e salvar a própria vida. Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo. Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou. Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

 

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Bolão do Oscar 2017

Por , 8 de fevereiro de 2017 21:09

Bolão do Oscar

 

Chegou a hora de testar suas habilidades cinéfilas no Bolão do Oscar do Café com Blá Blá Blá!!!

Quais serão os profissionais da indústria do cinema que levarão as estatuetas para casa? E qual será a principal surpresa (ou zebra) da premiação?

Essas e outras perguntas serão reveladas 26 de fevereiro, direto do Teatro Dolby, em Los Angeles, durante a 89ª entrega do Oscar… Mas até lá nós podemos conjecturar!

Os nossos últimos bolões foram bem disputados! Categoria a categoria, os leitores do Café disputaram um par de ingressos para alimentarem o seu vício no cinema. E dessa vez não será diferente!!

Para participar é fácil: é só fazer as apostas em quem você acha que levará a estatueta para casa! Quem acertar o maior número de vencedores será o ganhador do bolão!

“Mas pera aí… Eu vou ter que pagar para participar???”

Não! “Bolão” é um modo de falar… Você entra com os seus palpites e a gente entra com o prêmio: um par de ingressos para você conferir o seu filme preferido no cinema!

Lembrando que para validar a sua participação, você precisa seguir o @cafeblablabla no Twittercurtir a página do Café com Blá Blá Blá no Facebook!

O vencedor deverá enviar os dados para cafecomblablabla@gmail.com em até três dias após a divulgação do resultado, com o filme desejado, a cidade, o cinema, o dia e horário no qual deseja assistir ao filme. A compra dos ingressos será realizada pelo site ingresso.com e o dono das entradas deverá imprimir o comprovante enviado pelo blog para entrar na sessão.

Se houver empate, o desempate será realizado contabilizando as categorias acertadas. Quanto mais relevante a categoria, mais pontos. Combinado?

Mas lembre-se! Você só pode preencher UMA VEZ o formulário com suas apostas, até às 23h59 do dia 25/02 (véspera do Oscar). Se enviar duas ou mais vezes, será automaticamente excluído, ok? Então pensem bem antes de escolherem os seus favoritos! O grande vencedor será revelado no dia 08/03!

Preparado??? Então faça as suas apostas!!

 

Café irlandês – 06 motivos para amar Charles Dickens

Por , 7 de fevereiro de 2017 9:00

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Há 205 anos nascia um dos maiores escritores de todos os tempos: Charles Dickens.

Se você acompanha o blog há um tempinho já sabe que sou absolutamente apaixonada pela escrita do autor inglês e que suas histórias permanecem comigo muito depois de virar as páginas finais de seus romances.

Por isso, gostaria de aproveitar o aniversário de Dickens para compartilhar com vocês alguns motivos para você também se apaixonar por ele.

 

1 – A narrativa

 

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Não importa qual seja a cena: um momento de tensas revelações entre os personagens ou uma simples descrição do amanhecer pelas ruas de Londres: a escrita de Dickens é capaz de traduzir esse momento em algo único e encantador!

 

2 – Os personagens

 

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Dos mocinhos mais profundos aos vilões mais asquerosos, Dickens é capaz de construir personagens tridimensionais e inesquecíveis. Que leitor nunca ficou com a imagens da Sra. Havisham em seu eterno vestido de noiva ou não se arrepiou com a brutalidade de Bill Sykes? E quem nunca tentou evitar a rabugice do velho Scrooge?

 

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Entre Páginas – Codinome Lady V

Por , 6 de fevereiro de 2017 8:00

Nós amamos romances de época e quanto mais autores e livros tivermos a oportunidade de ler em português, melhor!

Pensando nisso, a editora Gutenberg trouxe para o Brasil um nova escritora, para nos encantarmos mais ainda com nossos romances favoritos.

Lorraine Heath pode ser nova por aqui, mas lá fora ela inclusive já ganhou um RITA (prêmio máximo do romance) pela novela Always to remember. Então podemos ter certeza de que a leitura é boa na certa.

Codinome Lady V é definitivamente um título melhor do que a tradução literal do título em inglês, Falling into a bed with a Duke, que soaria como “‘Caindo’ na cama com um duque”. Esse é o primeiro livro da série Os sedutores de Havishan, que conta as aventuras de um grupo de 3 amigos que cresceram juntos – e, ao fim da leitura de Codinome Lady V fiquei mais ansiosa para ler as histórias dos outros mocinhos.

 

Codinome Lady V

 

Cansada de rejeitar pretendentes interessados apenas em seu dote escandalosamente vultoso, Minerva Dodger decide que é melhor ser uma solteirona do que se tornar a esposa de alguém que só quer seu dinheiro. No entanto, ela não está disposta a morrer sem conhecer os prazeres de uma noite de núpcias e, assim, decide ir ao Clube Nightingale, um misterioso lugar que permite que as mulheres tenham um amante sem manchar sua reputação.

Protegida por uma máscara e pelo codinome Lady V, Minerva mal consegue acreditar que despertou o desejo de um dos mais cobiçados cavalheiros da sociedade londrina, o Duque de Ashebury. E acredita menos ainda quando ele começa a cortejá-la fora do clube. Por mais que ele seja tudo o que ela sempre sonhou, Minerva não pode correr o risco de ele descobrir sua identidade, e não vai tolerar outro caçador de fortunas.

Depois de uma noite de amor com Lady V, Ashe não consegue tirar da cabeça aquela mulher de máscara branca, belas pernas e língua afiada. Mesmo sem saber quem ela é, o duque nunca tinha ficado tão fascinado por nenhuma outra mulher antes.

Mas agora, à beira da falência, ele precisa arranjar muito dinheiro, e rápido. Sua única saída é se casar com alguma jovem que tenha um belo dote, e sua aposta mais certeira é a Srta. Dodger, a megera solteirona que tem fama de espantar todos os seus pretendentes.

 

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Pipoca Salgada – Estrelas além do Tempo

Por , 3 de fevereiro de 2017 7:30

Não esperava muito de Estrelas Além do Tempo, mas fui surpreendida por uma história lindamente contada.

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Estrelas Além do Tempo concorre em 3 categorias: Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Atriz Coadjuvante (Octavia Spencer)

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Em plena Guerra Fria, em 1961, Estados Unidos e União Soviética disputam a supremacia na corrida espacial ao mesmo tempo em que a sociedade norte-americana lida com uma profunda cisão racial, entre brancos e negros. Tal situação é refletida também na NASA, onde um grupo de funcionárias negras é obrigada a trabalhar a parte. É lá que estão Katherine Johnson (Taraji P. Henson), Dorothy Vaughn (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), grandes amigas que, além de provar sua competência dia após dia, precisam lidar com o preconceito arraigado para que consigam ascender na hierarquia da NASA.

História sobre Nasa, a corrida espacial e qualquer coisa do gênero me fascinam ao extremo. Eu não tenho a capacidade para entender algumas coisas que está acontecendo,algumas explicações mais técnicas que podem fazer sentido para quem é físico ou conseguiu aprender muita coisas na aula, mas apesar dessa limitação, esses livros, documentários e filmes me fascinam.

Quando li a sinopse de Estrelas Além do Tempo, sabia que era um filme que não perderia, não importando quantas estrelas de nota lhe daria no final, e felizmente o resultado final superou as minhas expectativas.

E isso não era uma tarefa fácil.

 

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