Chá das Cinco – Entre Páginas: Tito Andrônico

Por , 31 de outubro de 2015 17:00

Header post

Aviso aos navegantes:

William Shakespeare escreveu peças para serem encenadas, por isso é muito diferente você somente ler o material. No final de cada post, tentarei colocar links para peças disponibilizadas pelos realizadores no Youtube, para que essa vivência seja presenciada

 

Esse post faz parte do Desafio Shakespeare!
Para conhecer o desafio completo, clique AQUI!

A Experiência

Pensa em alguém que fica feliz quando gosta muito de uma peça.

tumblr_noj4a8Uw4S1tcxfbvo1_500

Resenha

Tito Andrônico retorna de uma longa guerra com somente alguns só 4 dos seus 25 filhos vivos, ele também trás Tamora e seus três filhos. Ao chegar em Roma ele mata uma dos seus filhos para se vingar e ela faz uma promessa de vingança que irá levar a todos em um banho de sangue.

É incrível como nunca sabemos qual peça exatamente irá nos agradar.

Tito é um exemplo claro, que eu tinha certeza que não gostaria por ser excessivamente sangrento (o que ela é), porém a forma como é contada e ambiente de traição e mortes brutais trás um clima que não estava acostumada nas peças de William.

É uma tragédia na sua essência, mas que nada lembra as tragédias que vimos anteriormente, principalmente quando você analisa a relação entre Tito e Tamora, que os destrói completamente.

Se não tivesse o nome de Shakespeare na capa eu dificilmente acreditaria que essa é uma peça sua pelo teor, mas a qualidade inegável faz com que essa se torne uma peça essencial para o catálogo dele.

Ficha Técnica:

Nota da Fanny: 4 estrelas

Título original: Titus Andronicus

Próxima Peça: Troilus and Cressida

A Peça

Pipoca Salgada – Que Horas Ela Volta?

Por , 30 de outubro de 2015 15:26

Que Horas Ela Volta? Café com Bá Blá Blá

Um dos filmes mais falados desse ano de 2015 e que está ganhando o seu merecido sucesso é “Que Horas Ela volta?” de Ana Muylaert, prêmios aos montes em festivais internacionais e concorrendo há uma vaga para a categoria de melhor filme internacional no Oscar de 2016. Com uma crítica forte à classe média alta do Brasil, e a distinção das classes socais são o foco do filme, que consegue muito mais que criticar, mas tocar e te fazer olhar com outros olhos para milhares de pessoas que passam por você no seu dia a dia.

Continue Lendo!

Chá das Cinco – Entre Páginas: Timon de Atenas

Por , 29 de outubro de 2015 17:00

Header post

Aviso aos navegantes:

William Shakespeare escreveu peças para serem encenadas, por isso é muito diferente você somente ler o material. No final de cada post, tentarei colocar links para peças disponibilizadas pelos realizadores no Youtube, para que essa vivência seja presenciada

 

Esse post faz parte do Desafio Shakespeare!
Para conhecer o desafio completo, clique AQUI!

A Experiência

Lembro quando falei lá em A Tempestade que agora estamos vendo a luz no fim do túnel do nosso desafio? E espero que isso seja o suficiente para que essa peça caia no gosto de vocês, porque eu não curti tanto assim.

Nesse ponto do desafio, espero que assim como eu, vocês tenham percebido que apesar de um excelente escritor nem tudo que Shakespeare produziu é puro ouro, mas quando você vira um gênio pode fazer bolas de fumaça no ar e as pessoas vão aplaudir como se fosse a revolução dos tempos.

Já falei isso diversas vezes, porque apesar da peça ser legal, não é nenhuma obra-prima e aprendi a conviver com isso.

Resenha

imagesTimon de Atenas é um monte generoso, sempre disposto a ajudar a todos ao seu redor, seja comprando itens, libertando da cadeia e até mesmo emprestando dinheiro. Mas quando o seu próprio patrimônio acaba, ele perceberá que pode contar com pouquíssimas pessoas.

No começo eu gostei bastante a de Timon e a sua peça parecia que ia me agradar bastante, olhando no contexto geral da sua história de glória e queda pela sua generosidade, até parece que a peça seria uma ótima leitura.

Porém, ao contrário das últimas me peguei muitas vezes entediada com o material e esperando acabar logo.

Gostei bastante da relação de Timon e Flavius, mas faltou algo à mais para que eu gostasse dessa peça.

Ficha Técnica:

Nota da Fanny: 2 estrelas

Título original: Timon of Athens

Próxima Peça: Titus Andronicus

A Peça

Entre Páginas – Um Ano Inesquecível

Por , 29 de outubro de 2015 9:00

O que acontece quando 4 grandes autora se encontram para escrever um livro? Sucesso na certa? 4 histórias apaixonantes? Um conto para cada gosto?

Tudo isso e muito mais podemos ler em cada um dos contos de Um Ano Inesquecível: 4 lindos contos de cada estação do ano, escritos pelas belas Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira  e Thalita Rebouças.

UAI (como o chamaremos a partir de agora), é perfeito para quem gosta de histórias curtas e principalmente felizes. O livro foi feito na medida certa para se tornar um sucesso, principalmente ao reunir grandes autoras como Paula Pimenta e Thalita Rebouças.

 

um ano inesquecivel

 

Particularmente contos não me atraem muito, mais por preferência por outros tipos de texto do que por desgostar. De qualquer maneira, acho que a leitura de UAI seria meio que obrigatória por já ter se tornado uma referência ao público infanto-juvenil.

Em contos, acho difícil fazer uma análise do estilo do autor, principalmente tendo experiência somente com os livros da Paula Pimenta e Thalita Rebouças. Acrescentando a isso, eu sempre espero um pouco mais de história, algo que infelizmente o formato conto não permite.

Inverno – Enquanto a Neve Cair – Paula Pimenta: Ela continua sendo a diva das histórias fofinhas. Não tive como não amar cada uma das páginas da história que se passa no lindo Valle Nevado (Chile). Em meio a muitas aulas de esqui, uma linda história de amor adolescente surge. Quando terminei, a única coisa que queria é que tivesse uma continuação logo a vista.

Outono – O Som dos Sentimentos – Babi Dewet: eu nunca tinha lido nada da Babi e entrei numa história mais calma focada na música e que ocorre lentamente ao longo da estação. Esse romance é mais sutil. Eu particularmente achei a história mais barata e o final menos romântico do que eu gostaria.

Primavera – A matemática das flores – Bruna Viera: outra autora de quem eu também não tinha lido nada. A história é superfofinha e até toca num assunto polêmico. Gostei da ideia de colocar um romance em meio ao momento de estudos, com uma personagem feminina tão diferente.

Verão – Amor de Carnaval – Thalita Rebouças: só ela consegue escrever uma história de forma que parece a sua melhor amiga falando. E no estilo, “coisas absurdas podem acontecer”, tem um romance fofo em meio a paparazzi e declarações de amor.

No fim, os quatro contos são ótimos para quem curte uma boa história adolescente. Para os jovens que não estão acostumados a lerem longos livros e principalmente para quem adora um final feliz.

 

Ficha Técnica:

Título: Um Ano Inesquecível

Autor: Paula Pimenta, Babi Dewet, Bruna Vieira e Thalita Rebouças

Editora: Gutenberg

Páginas: 397

Avaliação: 3/5 estrelas

Nota Musical – Review do show do Muse: tour do CD Drones

Por , 28 de outubro de 2015 9:00

Muse4

 

Existem algumas bandas que simplesmente precisam ser vistas ao vivo. Muse é uma delas.

Eu confesso que sou uma ouvinte bem chata no que se diz respeito a vocais muito agudos e guitarras muito pesadas, mas a qualidade musical do conjunto britânico fez com que eu superasse meu preconceito e me apaixonasse pelo seu som.

Tendo dito isso, quando a banda anunciou que faria mais um (!) show no Brasil para divulgar o seu novo álbum, Drones, eu sabia que teria que ir. Já havíamos conferido a apresentação deles no Lollapalooza do ano passado e eu havia me impressionado bastante – mesmo com o vocalista Matthew Bellamy estar sofrendo com uma faringite que fez com que ele ficasse mais contido nas notas mais altas (e que, diga-se de passagem, não foi o suficiente para fazê-lo desafinar… Muito pelo contrário! Ele arrasou!).

Pois bem. No dia 24 de outubro a equipe do Café estava presente em peso, com ¾ de seus integrantes ocupando um camarote do Allianz Parque.

Logo ao chegar, notamos que o clima estava bem frio… Dentro e fora da pista. Tanto a pista premium como a comum demoraram bastante para encher e passaram longe da lotação máxima. O mesmo aconteceu com as cadeiras do estádio – tanto que quem havia comprado uma cadeira na área superior foi convidado a descer para a inferior. Acreditamos que parte disso se deva não ao poder de fogo do conjunto, mas a uma combinação de fatores entre os quais se destacam os valores altíssimos dos ingressos e o fato de ser fim de semana do ENEM, o que acaba impedindo que muitos jovens venham de outras cidades para conferir o show.

 

Saiba mais sobre o que rolou no show!

Chá das Cinco – Entre Páginas: A Tempestade

Por , 27 de outubro de 2015 17:00

Header post

Aviso aos navegantes:

William Shakespeare escreveu peças para serem encenadas, por isso é muito diferente você somente ler o material. No final de cada post, tentarei colocar links para peças disponibilizadas pelos realizadores no Youtube, para que essa vivência seja presenciada

 

Esse post faz parte do Desafio Shakespeare!
Para conhecer o desafio completo, clique AQUI!

A Experiência

Faltando 10 peças e um livro de soneto, o desafio começa ver a luz no fim do túnel e se torna mais palpável.

Estamos quase lá.

Como disse incontáveis vezes fiz esse desafio lendo diariamente cada obra dela, mas aumentei para dois dias aqui para facilitar para quem tem uma vida (diferente de mim =P) , mas principalmente para podermos ter também mais conhecimento sobre a vida do Shakespeare.

Continue Lendo!

Chá das Cinco: A melhor releitura de A Megera Domada #WillShake

Por , 26 de outubro de 2015 17:00

Header post

 

Esse post faz parte do Desafio Shakespeare!
Para conhecer o desafio completo, clique AQUI!

A Megera Domada é uma divertida comédia que conta dois personagens cheio de ideias, como Katharine a mocinha.

No final da peça, após uma temporada com o marido Petrucio, Katharina se transforma de uma mulher considerada um megera por causa da boa, em uma obediente esposa que defende o seu marido em público e se torna assim, uma boa esposa.

Escrita no século 16, faz sentido o marido ter tido o papel de domar a esposa, ao torná-la mais calma.

Pegamos uma carona na tardis do Doctor Who e caímos em Seattle: O ano é 1999, e a mais nova e melhor comédia adolescente já feita lançava no mundo, baseado na mesma peça: 10 coisas que odeio em você.

tumblr_md3kyv0utH1qc43fto1_500

Continue Lendo!

Chá da Tarde – Entre Páginas: A Megera Domada

Por , 25 de outubro de 2015 17:00

Header post

Aviso aos navegantes:

William Shakespeare escreveu peças para serem encenadas, por isso é muito diferente você somente ler o material. No final de cada post, tentarei colocar links para peças disponibilizadas pelos realizadores no Youtube, para que essa vivência seja presenciada

 

Esse post faz parte do Desafio Shakespeare!
Para conhecer o desafio completo, clique AQUI!

A Experiência

As peças de Shakespeare estão tão incrustadas na nossa cultura, que mesmo que você não tenha lido uma única linha do trabalho dele, você já viu o trabalho dele por aí.

Muitos foram adaptados, mas quando uma peça serve de base até mesmo para uma novela das 6 (O cravo e Rosa) é sinal de que William está mais próximo do povo do que alguns gostariam de pensar.

Amanhã falaremos um pouco de como essas adaptações tentam trazer um pouco do texto para a nossa realidade, mas perceba que apesar de algumas mudanças, o material continua atual mesmo depois de 400 anos.

Continue Lendo!

Entre Páginas – Romeu e Julieta #WillShake

Por , 23 de outubro de 2015 17:00

Header post

Aviso aos navegantes:

William Shakespeare escreveu peças para serem encenadas, por isso é muito diferente você somente ler o material. No final de cada post, tentarei colocar links para peças disponibilizadas pelos realizadores no Youtube, para que essa vivência seja presenciada

 

Esse post faz parte do Desafio Shakespeare!
Para conhecer o desafio completo, clique AQUI!

A Experiência

Sempre fui uma menina de biblioteca, e de uma biblioteca veio de uma edições mais lindas de Romeu e Julieta que já vi, e que exatamente por ter gostado tanto, nunca mais coloquei os olhos em outra nem remotamente parecida.

Mas quando finalmente cheguei nessa peça estava animada para ler uma história tão conhecida que eu tinha certeza que já tinha lido a peça antes, porém não foi o caso, e tenho certeza que devo ter lido somente adaptações, porque a peça de verdade, com toda a sua estrutura e diálogos, me derrubou.

Depois de 27 peças, ali estava o trabalho que ia me fazer apreciar o desafio até o fim.

Como hoje é sexta, também fizemos um post especial comparando todas as adaptações feitas para o cinema de Romeu e Julieta! Confira AQUI!

Resenha

Continue Lendo!

Chá das Cinco – Porque um clássico é um clássico?

Por , 22 de outubro de 2015 17:00

Header post

 

Esse post faz parte do Desafio Shakespeare!
Para conhecer o desafio completo, clique AQUI!

Ao montar o planejamento para esse desafio, eu tinha em mente que nessa data eu iria subir um texto tentando responder essa pergunta tão capciosa: Porque um clássico é um clássico?

Fui pedir ajuda para uma cabeça maior, e me esbarrei em ninguém menos que Italo Calvino, que em Porque ler os clássicos, tenta definir o conceito de um livro clássico propriamente:

“2. Dizem-se clássicos aqueles livros que constituem uma riqueza para quem os lido e amado, mas constituem uma riqueza não menor para quem se reserva a sorte de lê-los pela primeira vez nas melhores condições para apreciá-los.”

Na equipe, temos um conceito bem definido que alguns livros simplesmente não chegaram a hora de serem lidos. São grandes obras da literatura mundial, clássicos em sua essência, mas que a nossa maturidade não foi atingida para poder apreciá-los da forma correta.

Nessa lista se encontra alguns gigantes como Graça Infinita, Dom Quixote e Os Miseráveis, porém como tamanho não nos assusta estamos encarando em uma leitura coletiva nada menos que Guerra e Paz.

Poderíamos (e eu a Sabrina até tentamos) ler esse livro no passado, mas devido talvez a idade (eu tinha 14 anos), ou a necessidade de ter outras bases mais fortes, a leitura se tornou um fardo e abandonei no final do primeiro livro e ainda faltando mais de 1000 páginas. Mas hoje, devagar e sempre, vamos não só lendo como apreciando muito a história.

Um clássico se torna clássico pelo boca-a-boca, pela insistência ou pela sua relevância para um período. Poucos sobrevivem ao teste do tempo, mas a sua importância está sempre ali.

No mesmo livro, Italo fala que “Toda releitura de um clássico é uma leitura de descoberta como a primeira e que toda primeira leitura de um clássico é na realidade uma releitura.”

E termina dizendo, “Um clássico é um livro que nunca terminou de dizer aquilo que tinha para dizer”.

E porque eu tirei exatamente o dia de hoje para falar sobre esse tópico?

Porque amanhã o nosso review do desafio não é só de uma das mais importantes peças do mundo, mas a história de amor que cada um conhece: Romeu e Julieta. Apesar de conhecer e saber tudo que acontece, era um livro que tinha o que dizer para mim.

Eu achava que tinha lido a peça quando mais nova e quando terminei e até mesmo na minha resenha, coloquei que devo ter lida somente adaptações, porque o texto extremamente belo de Shakespeare teria me conquistado, teria me feito perceber a grandeza e magnitude daquele texto.

Porém, a maturidade deve ter sido mais importante que isso, e amanhã ao ler a minha resenha ou quando decidir ler essa peça tão básica para a humanidade, você vai perceber porque ela é tão famosa e comentada: Simplesmente porque é a melhor.

Break a Leg: Shakespeare além das peças!

Porque ler os Clássicos de Italo Calvino – 286 páginas