Expectativas Literárias – Fé, foco, determinação… E páginas!

Por , 17 de janeiro de 2018 21:43

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Se tem uma coisa que todo leitor tem, é uma lista de livros para ler. Só que para piorar (ou melhorar), essa lista tende somente a aumentar a cada virada de ano.

E é exatamente nesse momento que sentamos e fazemos o planos para o nosso ano literário.

 

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Entre Páginas – O Ruído do Tempo de Julian Barnes

Por , 15 de janeiro de 2018 21:02

Mais um do Julian Barnes. <3

Julian Barnes O Ruído do TempoJulian Barnes resgata e ficcionaliza a trajetória do compositor russo Dmitri Shostakovitch para retomar questões recorrentes em sua obra como a memória e a verdade. A história tem início em 1937, na União Soviética, quando Shostakovich certeza de que será preso, exilado na Sibéria, talvez até executado, após escrever um de seus maiores concertos, Lady Macbeth de Mtsensk, que não agradou ao governo.

A partir daí, Barnes constrói (ou desconstrói) uma breve biografia de um dos grandes nomes da música do século XX, um personagem complexo e contraditório, com uma narrativa extremamente humana sobre integridade, coragem e poder que celebra, acima de tudo, a liberdade artística.

Há vários adjetivos para definir Julian Barnes e a sua obra.

Eu já conheci quatro livros, e em todos eles senti que ao mesmo tempo em que Barnes vem falar com o leitor em um nível de proximidade, ele também nos tira do nosso conforto e conformismos.

Ele nos faz ver o mundo sobre os seus olhos e as suas palavras, e depois desse momento, você não é mais o mesmo. E em O Ruído do Tempo, publicado ano passado pela Editora Rocco, ele fala exatamente dessa relação entre a arte, o artista, o público e o meio que o recebe.

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Entre páginas – O visconde partido ao meio

Por , 4 de janeiro de 2018 9:15

Já havia tempos que estava ensaiando retomar as minhas leituras da obra de Italo Calvino. Depois que conheci sua narrativa poética e sagaz em O cavaleiro inexistente, sabia que deveria seguir viagem com O visconde partido ao meio, mas simplesmente não conseguia inserir esse livro na pilha enorme que se acumulava na minha cabeceira.

Bom. Ano novo, vida nova, proposições novas e assim resolvi iniciar o ano de leituras com esta obra. E que início auspicioso!

 

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O visconde partido ao meio, publicado originalmente em 1952, veio a compor com O cavaleiro inexistente e O barão nas árvores uma trilogia a que Italo Calvino (1923-85) chamou de Os nossos antepassados, uma espécie de árvore genealógica do homem contemporâneo, alienado, dividido, incompleto. É a história de Medardo di Terralba, o voluntarioso visconde que, na defesa da cristandade contra os turcos, leva um tiro de canhão no peito, mas sobrevive, ficando absurdamente partido ao meio. A metade direita atormentada pela maldade, e a esquerda, pela bondade.

 

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7 Ted talks para lhe ajudar nas suas metas do ano

Por , 1 de janeiro de 2018 10:05

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Hoje é o primeiro dia do ano.

E você já sentou ou está pensando em sentar para escrever as suas resoluções para 2018.

Para lhe ajudar em como colocar os seus objetivos no papel, selecionamos  7 Ted talks sobre tópicos que (quase) com certeza, estão na sua lista.

Assista se: Você colocou que quer emagrecer

Assista se: Esse ano você prestará vestibular

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2018: B-Extraordinary

Por , 1 de janeiro de 2018 10:00

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Para os céticos, a virada do ano é só mais um dia, só mais um chavinha que virou no relógio e pronto. Eles  enxergam esse dia, como outro qualquer e continuam as suas vidas.

Os Otimistas demais, veem essa virada como um portal mágico onde  todas as coisas, pessoas e qualquer outro acontecimento ruim ficará no passado, fechado em uma torre escondida.

O melhor, é viver a vida nem lá, nem cá.

Como uma otimista de carteirinha, enxergo o ano novo como uma forma de começarmos de novo, afinal o ano está apenas começando e teremos 365 dias para fazer com que ele valha a pena. Entretanto, ao analisar o meu 2017, percebo que as decisões que tornaram o ano tão especial não foram tomadas às 00:01 do dia 1° de janeiro de 2017. Algumas aconteceram antes de 2016 acabar, e outras na última semana de 2017.

Em diversas formas, foi o meu melhor e o meu pior ano. Tive que desconstruir várias barreiras e paradigmas dentro da minha mente e corpo, para ir em direção da vida que quero viver.

2017 também foi o ano em que menos li, ouvi menos músicas novas, filmes novos e séries. Ainda assim, sinto que o que escolhi para preencher os meus momentos de lazer foram peças importantes para o meu crescimento.

Quem é viciado em livros, sabe como é frustrante você não conseguir atingir as suas metas ou ter uma pilha de livros a sua deposição e não conseguir vencê-los. Olhamos para eles e parece que o fracasso nos olha de volta.

Não conseguimos admirar as nossas conquistas, de ver como lemos muito mais que a média mundial (ou nacional) e como é importante não só a quantidade, mas também a qualidade.

E se você é parecido comigo, terá esse sentimento de frustração em vários aspectos da sua vida. Eu sei cada meta atingida e sei tudo o que aconteceu para que eu não conseguisse atingir as outras. Mas ainda assim, olhamos para o passado certos que poderíamos ter feito mais.

Porém, você fez o seu melhor e precisa perdoar o passado para crescer e se libertar de metas e planos absurdos que você traçou.

Em 2018, minha meta de leitura é a menor em mais de 10 anos, mas é a escolha que fiz para que o meu coração fique mais calmo e a minha mente mais tranquila.

Que nesse ano que se inicia, você consiga olhar para as suas metas e perceber que você é apenas um humano. Que você precisa ter tempo para comer, dormir e descansar.

Coloque no papel os seus objetivos, lute por eles e seja forte, mas sabia perceber e avaliar o seu crescimento, comemore cada conquista e seja mais feliz pelos próximos 365 dias.

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