Entre Páginas – O Guardião do Tempo

Por , 28 de abril de 2014 9:00

Não é de ontem que eu estava curiosa para conferir o novo livro do Mitch Ablom… Apesar de este não ser o seu primeiro lançamento (o autor possui outros quatro títulos publicados pela Sextante: As cinco pessoas que você encontra no céu, Por mais um dia, A última grande lição e Tenha um pouco de fé), O Guardião do Tempo já havia me chamado a atenção desde a sua publicação no exterior, principalmente devido aos comentários efusivos sobre a sua bela narrativa.

 

O Guardião do Tempo

Dhor sempre foi obcecado por enumerar coisas. Quando percebeu um padrão entre o nascer e o pôr do sol – que se repetiam um após o outro, infinitamente –, ele aprendeu a contar os dias. Ao descobrir que a lua mudava de forma e depois voltava ao seu formato original, passou a contar os meses.

Sem saber, movido por uma curiosidade ingênua, Dhor estava aprisionando a maior dádiva de Deus: o tempo. E pagaria um preço alto por isso, sendo banido para uma caverna durante seis milênios.

Imune aos efeitos dos anos, passava seus dias sozinho, forçado a ouvir as vozes das pessoas implorando por mais minutos, mais dias, mais anos – querendo esticar os momentos de felicidade e encolher os instantes de sofrimento.

Depois de compreender o mal que havia criado ao fazer a vida girar em torno de um relógio, Dhor é mandado de volta à Terra com uma missão: ensinar a duas pessoas o verdadeiro sentido do tempo.

Ele escolhe uma adolescente desiludida, prestes a pôr fim à própria vida, e um homem de negócios rico e poderoso que pretende desafiar a morte e viver para sempre.

Cada um à sua maneira, eles precisam entender que o tempo é um dom precioso, que não pode ser desperdiçado nem manipulado. Para salvar a própria alma e concluir sua jornada, Dhor precisará salvá-los. Antes que o tempo se esgote – para todos.

 

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Pipoca Salgada – Divergente

Por , 27 de abril de 2014 13:46

Há duas semanas estreou nos cinemas brasileiros Divergente, adaptação da série dos livros, que mostrou que teve fôlego para  arrastar nos cinemas. A Thais leu todos os livros e foi ver na pré-estréia. A Fanny não leu nenhum e foi ver nesse final de semana, e chegou a cogitar em nem ir assistir.

O que as opiniões dessas pessoas tão divergentes em relação a adaptação, podem nos revelar sobre esse filme?

divergente1Na futurística Chicago, quando a adolescente Beatrice (Shailene Woodley) completa 16 anos ela tem que escolher entre as diferentes facções que a cidade está dividida. Elas são cinco, e cada uma representa um valor diferente, como honestidade, generosidade, coragem e outros. Beatrice surpreende a todos e até a si mesma quando decide pela facção dos destemidos, escolhendo uma diferente da família, e tendo que abandonar o lar. Ao entrar para a Dauntless, ela torna-se Tris e vai enfrentar uma jornada para afastar seus medos e descobrir quem é de verdade. Além disso, Tris conhece Four, um rapaz mais experiente na facção que ela, e que consegue intrigá-la e encantá-la ao mesmo tempo.

 

Divergente conseguiu seguir os passos de Jogos Vorazes, talvez não com o mesmo impacto, mas conquistando considerável número de fãs. Para comprovar, basta olhar os números da bilheteria do filme, vemos que ele já conseguiu arrecadar mais de USD 200 milhões de dólares no mundo inteiro, e está em 3° lugar entre as maiores bilheterias do ano.

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Entre Páginas – Austenlândia

Por , 24 de abril de 2014 9:00

Shannon Hale começou a aparecer muito na minha vida, depois de ter visto em muitos lugares a menção de seu outro livro Academia de Princesa, isso lá em 2011. Eu fui atrás pra conhecer um pouco mais sobre a autora, e descobri esse livro, Austenlândia, e devido ao meu completo amor por Jane Austen, não consegui resistir a esse livro.

Record-Austenlandia-Shannon-HaleJane Hayes, é uma nova yorkina de 30 e poucos anos, que tem uma carreira de sucesso mas não tem sorte com nenhum dos seus namorados. O fato de estar ainda estar solteira, está ligado ao fato dela ter uma paixão platônica pelo Mr. Darcy, personagem do livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen. Ela tem até os DVDs da série, que trás Colin Firth como Mr. Darcy (Ele está realmente maravilhoso, não é difícil, se apaixonar por ele), e quando sua tia morre, sabendo da obsessão da sobrinha, resolve deixar como herança uma viagem com tudo pago para Austenlândia.

Austenlândia como o próprio nome já diz, é uma pousada no interior da Inglaterra, super secreta e exclusiva, aonde as mulheres são levadas para o século 19 e devem se comportar como a época. Das roupas ao jeito de falar, tudo é muito fiel e é nesse ambiente, cercada por atores habilidosos, mulheres tão sonhadoras quanto ela e regras rígidas para tentar manter o clima, que Jane passará duas semanas. Prometendo a ela mesma, que essa será uma chance de dizer a adeus de uma vez a sua obsessão, ela resolve entrar no clima e aproveitar.

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Blá Blá Blá – O ano em que não vou cumprir minhas metas literárias

Por , 23 de abril de 2014 9:00

Acredito que um dos sentimentos mais tristes que podemos ter, é sentir que não estamos atingindo as nossas metas, e que não estamos vivendo a nossa vida como ela deveria ser vivida.

Stack of Library BooksDesde que me apaixonei pela leitura de vez, há uns 15 anos atrás, cada ano minha meta foi sempre ler mais, ler mais clássicos importantes, livros diferentes e tentar um dia reduzir a quantidade de livros para ler de uma biblioteca pública.

Sabe quando você chega em uma nova e só começa a listar na sua cabeça todos os livros que quer ler?

Bom, eu sempre fui assim, e ao tempo que fui construindo a minha própria biblioteca recheada de livros ‘para ler’, fica cada vez mais difícil saber que um dia vou ficar satisfeita com a  minha meta. Se um ano li mesmo, no próximo sempre quero ler um pouco mais para ‘compensar’. Coloco autores importantes os quais eu nunca li, e livros de autores que amo na lista de prioridades, e me cobro por não seguir essa meta.

Mas 2014, foi o ano em que resolvi jogar tudo para o ar, e após alguns meses de relutância em aceitar, cheguei a uma grande decisão: 2014 é o ano em que não vou cumprir minhas metas literárias.

Durante o começo de 2014, minha cabeça estava a mil, afinal aqui estou eu fazendo espanhol e francês estudando para TOEFL, organizando a minha vida pessoal e cada vez mais estudando para atingir os desafios da minha vida profissional.

E ao ter uma pequena crise de ‘eu sou uma incompetente que não consegue fazer mil coisas ao mesmo tempo’, percebi que a minha sanidade não seria colocada a prova, só porque que eu (eu e mais ninguém), queria me cobrar metas impossíveis.

Não mudei muito do que estava fazendo mas um dos pontos mais importantes foi fazer com que a leitura e os filmes voltassem a ser um prazer na vida, como eles tinham sido até então. Nada de chegar em casa e me fazer assistir um filme super cult, que depois odiei, só porque tinha que assistir’. Nada de sentar e me obriga a ler Dickens, Brontë ou Poe, só porque eu tinha que ler.

São leituras maravilhosas que não merecem uma pessoa ranzinza os lendo, e que merecem paciência, tempo e vontade.

Então joguei pra cima as metas de quantidade de livro e de até mesmo livros e autores a serem superados esse ano, e resolvi me entregar ao que eu realmente quero fazer.

Nada de sentir culpa por ler 10 romances históricos ao invés de terminar aquele livro cabeça. E porque não mudar a meta de ler Guerra e Paz (que tento ler há quase 10 anos) e simplesmente reler Orgulho e Preconceito, Harry Potter e As crônicas de Nárnia?

Porque sentir que a minha cabeça vai cair, só porque o goodreads diz que eu estou mais de 17 livros atrasada na meta de 110 livros que estipulei no começo do ano?
Mas do que nunca, esse ano abriu minha cabeça para muitas coisas, e um delas é exatamente isso.

Vou ler o que, quanto e como me der mais prazer possível.

Não vou falar que não bate um medinho de vez em quando. Que não bate o medo de não ter tempo para ler tudo o que quero. Mas porque esse sentimento é tão presente na minha vida, aprendi a lidar com ele da melhor forma possível.

Isso não quer dizer que a leitura foi delegada ao fundo na minha vida, muito pelo contrário. Até nesse momento meio conturbado na minha vida, ela é a única parte que consegue me falar (não falar realmente, não sou tão louca) ‘vá fazer o que for mais urgente, eu vou ficar aqui te apoiando e esperando’, e por isso, eu sempre vou ficar eternamente grata e sempre preocupada em deixar com que ela seja o ponto de fuga da minha vida real.

Posso chegar no final do ano e me dizer arrependida por não ter sido mais firme nas minhas leituras. Isso só o tempo dirá.

Se no final atingir a meta, bom. Se não, fazer o que!
Quem que tá contando mesmo?

Pipoca Salgada – Hoje Eu Quero Voltar Sozinho

Por , 22 de abril de 2014 21:48

Cartaz Eu Não Quero Voltar Sozinho Filme Cinema Youtube

 Há algumas semanas eu escrevi sobre o curta “Eu Não Quero Voltar Sozinho“, e quem leu a postagem sabe que o curta virou filme e finalmente estreou nos cinemas. Não pude ir na semana de estreia, mas eu finalmente assisti e estou até agora anestesiado.

Finalmente o cinema nacional começou a andar em passos largos, não apenas o engatinhado de anos passados. No Brasil, temos um certo esteriótipo de filmes e eles são: as Comédias ou Dramas Policiais, mas os filmes de drama mais sérios ou apenas os adolescentes com qualidade passavam sem o maior barulho, apenas em seu cantinho. Hoje isso mudou e o cinema nacional está tomando forma, e se permitindo abrir o leque de opções.

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Entre Páginas – Rebecca: A Mulher Inesquecível

Por , 17 de abril de 2014 9:00

Quem acompanha o blog sabe que eu alimento boa parte do meu vício “livrístico” através de indicações de outros blogs e canais no Youtube (sejam eles nacionais ou “gringos”)…

Devo admitir que grande parte dessas indicações eu pego nos vídeos na Leslie, do Words of a Reader. A vlogueira australiana adora bons clássicos – antigos e modernos – e sempre tem ótimas sugestões de leitura. E foi justamente uma de suas reviews entusiasmadas que me levou a conferir Rebecca, o sucesso de Daphne Du Maurier que inspirou o filme homônimo que deu o Oscar a Hitchcock.

 

Rebecca

A heroína de “Rebecca – A mulher inesquecível” é uma jovem insegura de si. Ao pedi-la em casamento, Max de Winter, um belo e misterioso viúvo rico, altera para sempre o seu destino. O que seria o final feliz é apenas o início de uma trama de enganos assombrada pela memória de Rebecca, a falecida esposa de Max, e pela senhora Danvers, a soturna governanta devotada à antiga patroa. O delicioso romance de Dauphne du Maurier tornou-se um clássico do cinema, ao ser adaptado por Alfred Hitchcock numa produção vencedora do Oscar de Melhor Filme, estrelada por Joan Fontaine e Laurence Olivier.

 

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Cafelícia – Cafeinômetro

Por , 16 de abril de 2014 9:00

Reza a lenda que, para um bom bebedor de café, a cafeína deixa de fazer efeito sobre o organismo…

Se essa teoria é verdadeira eu não sei, mas o que já constatei é que sou perfeitamente capaz de tomar duas xícaras cheias de café, deitar na cama e adormecer imediatamente, sem perder um minuto sequer de sono. Será que já cheguei nesse estágio de “nulidade cafeinística”?

Será que, de tanto consumir a substância, já ficamos resistentes a ela? Porque sim, ela está presente em quase tudo!

Há alguns dias me deparei com uma reportagem bem intrigante da revista Superinteressante, que comentou alguns mitos do estimulante. Por exemplo, a de que um café considerado “descafeinado” não é necessariamente desprovido de cafeína. Ou que quase todos os refrigerantes possuem esse elemento na sua composição.

Para ilustrar a concentração de cafeína nas bebidas que consumimos, a publicação montou um infográfico bem surpreendente.

 

Vale a pena conferir!

Nota Musical – Walk Off the Earth

Por , 15 de abril de 2014 9:00

Walk Off the Earth

 

Não sei bem quando me deparei com o som da banda Walk Off the Earth pela primeira vez. O que me lembro é de estar no Youtube e assistir a um vídeo bem simples (mas “estiloso”) em que um conjunto entoava uma música bastante agradável e divertida. Tudo era muito colorido e o clipe por vezes “voltava” e repetia uma mesma cena.

Essas imagens ficaram comigo durante um bom tempo até que escutei a essa mesma música novamente, desta vez na Accuradio (uma rádio online da qual já falei aqui). Fui procurar saber mais sobre o artista e qual foi minha surpresa ao descobrir que se tratava dos donos daquele vídeo tão singular?!

Uma coisa levou à outra e quando vi, já estava cantando às músicas do CD R.E.V.O. a plenos pulmões. Mas não é para menos… Com suas músicas suaves, divertidas e contagiantes, Walk Off the Earth é uma banda indispensável na playlist da galera que curte uma boa música alternativa!

Mas voltemos ao princípio… Walk Off the Earth é um conjunto canadense de indie rock formado por Gianni Luminati, Sarah Blackwood, Ryan Marshall, Mike “Beard Guy” Taylor e Joel Cassady. Além dos instrumentos “normais”, presentes em todas as bandas de rock, o grupo também se reveza nos acordes de trompete, banjo, uquelele, xilofone, pandeiro, entre outros.

Porém, apesar de possuir 3 álbuns lançados – Smooth Like Stone on a Beach (2007), My Rock (2010) e R.E.V.O. (2012) – a banda é mais conhecida pelos seus covers bastante originais de hits consagrados, como Somebody that I used to know, Wrecking Ball e Royals, que “bombam” na internet. O resultado é contagiante e vale muito o play, mas fica a minha indicação para as músicas originais, que também são ótimas!

Destaque para Red Hands, These Times e Shake

 

Entre Páginas – A Loja de Tudo: Jeff Bezos e a Era da Amazon

Por , 14 de abril de 2014 9:00

Nunca fui muito de ler livros de não-ficção. Minha leitura desse gênero sempre se restringiu mais ao campo dos livros-reportagem (herança da faculdade de jornalismo) e, mais recentemente às biografias de autores já queridos.

Porém, quando soube que a Intrínseca lançaria A Loja de Tudo, do jornalista Brad Stone, uma obra sobre a história de Jeff Bezos e a ascensão da Amazon, não resisti e corri para garantir meu exemplar. Chame de curiosidade mórbida, ou interesse profissional… O que importa é que esse impulso me levou a consumir vorazmente uma narrativa de altos, baixos, admiração e repulsa.

 

A Loja de Tudo - Jeff Bezos e a Era da AmazonPioneira no comércio de livros pela internet, a Amazon esteve à grande da primeira grande frebe das pontocom.

Mas Jeff Bezos, seu visionário criador, não se contentaria com uma livraria virtual descolada: ele queria que a Amazon disputasse de uma seleção ilimitada de produtos e preços radicalmente baixos – e se tornasse “a loja de tudo”. Para pôr em prática essa visão Bezos desenvolveu uma cultura corporativa de ambição implacável e de alto sigilo que poucos conheciam de verdade.

O jornalista Brad Stone obteve acesso inédito a funcionários e executivos da Amazon, além de familiares e amigos de Bezos. O resultado é uma análise de como é a vida na gigante do comércio on-line, com detalhes que expõe um mundo de competitividade sem limites.

 

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Blá Blá Blá – Edição econômica: um tabu?

Por , 13 de abril de 2014 21:12

Livros Tumblr Edição Econômica

Quando falamos para alguém: “Só tenho esse livro, mas ele é em edição econômica”, é nítida a cara de desagrado da pessoa mediante a às palavras “Edição Econômica”. Mas ela é tão ruim assim, ou as pessoas só estão criando um tabu à toa?

 Devo confessar que amo os livro que têm sua edição bem cuidada. Quando vejo o trabalho que a editora teve desde a capa, passando pelo miolo, com folhas em papel pólen (folhas amareladas) para não cansar a vista, até a lombada, que muitas vezes tem seus títulos com uma textura diferente ou até mesmo com letras brilhantes… Quem não gosta de um mimo como esse? Acho que todos nós, não é mesmo? Mas com tudo isso, sentimos o peso de todo esse luxo no nosso bolos quando estamos no caixa. E foi nisso em que algumas editoras pensaram: que fariam o mesmo livro, só que sem aquele acabamento todo. E aí nasceram os livros em edição econômica.

Os livros em edição econômica não têm o mesmo acabamento de luxo que os outros, mas posso afirmar com certeza que todas as letras da outra edição estão lá – nenhuma vírgula ficou de fora. Não sei para vocês, mas para mim essa edição compensa – e muito.

Temos que pensar que muitas vezes desejamos um livro, aí, depois de lermos, acabamos um pouco decepcionados porque não era “tudo aquilo que estavam falando”. Com a edição, vamos chamar aqui “de luxo”, você teria que comprar o resto da série inteira por um preço caro, mesmo que seja uma história que você nem curte tanto assim. Aí você pode me dizer: “Pelo menos fica bonito na estante!”, mas vale a pena o investimento?

 

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