Entre Páginas – Depois a louca sou eu #OlimpíadaLiterária

Por , 30 de junho de 2016 9:00

Seguindo as nossas “Olimpíadas Literárias”… O país de hoje é: Brasil!

Lá pelos idos dos anos 2000 existia um blog chamado Blônicas, que reunia crônicas diárias de diversos escritores, jornalistas e comunicadores.

Através da indicação de uma amiga do colégio, passei a acompanhar religiosamente as postagens desse site… E foi assim que tive contato com a escrita de pessoas que viria a acompanhar posteriormente como leitora. Entre eles: Rosana Hermann, Xico Sá e Tati Bernardi.

Meu primeiro contato com a obra da Tati foi através desses textos curtos, mas não menos ácidos e divertidos, que “tocavam o dedo na ferida” de forma irônica e direta.

Quando soube que ela será uma das autoras convidadas da FLIP (Festa Literária de Paraty) deste ano, resolvi conferir a leitura de seu mais novo livro: Depois a louca sou eu.

 

Depois a louca sou euEm Depois a louca sou eu, Tati Bernardi escreve sobre a ansiedade com um estilo escrachado, ágil, inteligente e confessional. As crises de pânico, a mania de organização, os remédios tarja-preta e os efeitos da ansiedade em sua vida aparecem sob o filtro de uma cabeça fervilhante de pensamentos, mãos trêmulas, falta de ar e, sobretudo, humor. Tati consegue falar de um tema complicado, provocar gargalhadas e ainda manter o pacto de seriedade com o leitor. A capacidade de rir de si mesma confere a tudo isso distância, graça e humanidade. Depois a louca sou eu é a entrada em cena de uma escritora que ombreia com os melhores da nova literatura brasileira.

 

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Entre Páginas – Vozes de Tchernóbil #OlimpíadaLiterária

Por , 27 de junho de 2016 9:00

Assim que saiu a lista com os autores confirmados para a FLIP (Festa Literária de Paraty), uma das presenças que gerou a maior quantidade de comentários foi a da autora ucraniana Svetlana Aleksiévitch. Seu livro Vozes de Tchernóbil havia acabado de ser publicado e todos os jornalistas e blogueiros que acompanho estavam comentando bastante sobre ele.

Apesar de não exercer realmente minha profissão de jornalista, confesso que tenho um fraco por documentários e livros-reportagem sobre temas delicados e interessantes. Portanto, os comentários que citei acima foram apenas um estímulo maior para que eu furasse a fila de leituras e mergulhasse nessa historia oral do maior acidente nuclear da História.

 

Vozes de TchernóbilEm abril de 1986, uma explosão na usina nuclear de Tchernóbil, na Ucrânia — então parte da finada União Soviética —, provocou uma catástrofe sem precedentes: uma quantidade imensa de partículas radioativas foi lançada na atmosfera e a cidade de Prípiat teve que ser imediatamente evacuada. Tão grave quanto o acidente foi a postura dos governantes soviéticos, que expunham trabalhadores, cientistas e soldados à morte durante os reparos na usina. Pessoas comuns, que mantinham a fé no grande império comunista, pereciam após poucos dias de serviço. Por meio das vozes dos envolvidos na tragédia, Svetlana constrói este livro arrebatador, que tem a força das melhores reportagens jornalísticas e a potência dos maiores romances literários. Uma obra-prima do nosso tempo.

 

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Blá Blá Blá – Hoje tenho a estante dos meus sonhos: Relato de uma book-a-hollic

Por , 25 de junho de 2016 18:31

Depois de muitos planos, orçamentos e espera  finalmente consegui a estante que sempre sonhei.

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Quando o mundo dos livros de aberto para nós, é fascinante e assustador ao mesmo tempo. Há tantos livros que queremos ler e/ou ter, que como coisas como o tempo e dinheiro, se tornam muito pouco para  a quantidade de livros que queremos.

Só que o que ninguém te prepara, é que você vai precisar de espaço físico para guardar todos esses livros.  Ninguém vai te falar que depois de um tempo só comprando, você vai precisar de cada vez mais prateleiras e prateleiras para manter os seus livros bem organizados, limpos e de fácil acesso.

Você começa comprando uma prateleira, depois uma segunda prateleira, aí porque não tem mais espaço nas paredes, uma estante pequena, que parece ficar cheia já na montagem dos livros.

Talvez você compre uma segunda estante igual, e em pouco tempo, o espaço acaba.

Para quem mora com os pais como eu, o seu espaço se limita ao seu quarto para guardar as suas coisas, incluindo a sua coleção crescente de livros que inacreditavelmente não consegue parar de aumentar. (Talvez, por causa daquelas promoções que as suas amigas te mandam, como os 4 primeiros livros da série Outlander por R$ 20,00 cada.)

Eu passei por todas as fases acima.

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Entre Páginas – Mulherzinhas #Projetopravida

Por , 23 de junho de 2016 19:45

O livro de L.M Alcott aparece em praticamente todas as listas de livros para se ler antes de morrer, e terminei sem entender exatamente porque.

Capa MulherzinhasCom o Sr. March lutando na Guerra Civil americana, a sua mulher e suas quatro filhas, Amy, Jo, Meg e Beth, continuam as suas rotinas, tentando enfrentar todos os desafios desse conturbado período americano, enquanto tentam manter a suavidade das suas personalidades.

Alguns de vocês já sabem que há uns 2 anos atrás, a Sabrina e eu, começamos um desafio muito amplo. Tão amplo que ele foi batizado de #Projetopravida.

Ali (leia o post AQUI) estipulamos uma série de livros clássicos e outros que sempre corremos.

O objetivo do desafio é pararmos de ficar deixando para lá esses clássicos, afinal, segundo a nossas contas, levaremos cerca de 42 anos para ler todos eles. Como ambas estão na casa dos 20 e tantos, vamos dizer que não podemos mais nos dar ao luxo de ficar procrastinando.

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Nota Musical – Review de On My One, de Jake Bugg

Por , 22 de junho de 2016 21:00

O menino prodígio inglês, Jake Bugg, retorna com On My One, o seu terceiro CD da carreira.

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Jake Bugg é talentoso. Você gostando ou não do som dele deve concordar com isso.

Das três apresentações da carreira dele em São Paulo, eu vi duas. Uma no Lolla em Março de 2014, pouco depois de descobrir que gostava muito do seu som, e o outro, em novembro do mesmo ano, quando ele voltou para uma apresentação solo no Citibank Hall.

As duas ocasiões não poderiam ser mais diferentes, mas esse mesmo talento que muitos viram antes e fizeram com que ele assinasse para gravar o primeiro CD rapidamente, me encantou também e passei a acompanhar a carreira dele de perto.

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Entre Páginas – Eligible

Por , 20 de junho de 2016 11:59

Depois de muito burburinho lá fora e uma presença expressiva nos mais lidos do New York Times, precisei ler Eligible, uma releitura moderna do meu livro favorito, Orgulho e Preconceito.

25852870Essa versão da família Bennet – e do Sr. Darcy – é uma que já conheceu e ao mesmo tempo ainda não conheceu antes: Liz é uma escritora de revista com seus 30 e tantos anos, como a sua irmã instrutora de Yoga, Jane, e ambas moram em Nova York. Quando o pai delas dá um susto com a saúde, ela voltam para a casa em Cincinnati, para ajudar e descobrir que a casa e a família está despedaçando.

As suas irmãs mais novas, Kitty e Lydia estão muito ocupadas com as suas dietas e o Crossfit pra arrumarem um emprego. Mary, a irmã do meio, está tirando o seu terceiro diploma e mal sai do quarto, exceto um saída misteriosa as terças a noite. E a Sra Bennet só tem uma coisa na sua cabeça: casar as suas filhas, especialmente a Jane já que o seu aniversário de 40 anos está chegando.

Quando Chip Bingley, um lindo novo doutor da cidade que recentemente participou do reality show de namoro Eligible. No churrasco de 4 de julho,Chip se interessa imediatamente por Jane, mas o amigo de Chi, o neurocirurgião, Fitzwilliam Darcy se mostra para Liz muito menos charmoso.

E mesmo assim, as primeiras impressões podem enganar…

A coluna de livros do New York Times, envia o seu newsletter toda sexta-feira depois do almoço.

Isso quer dizer que toda sexta-feira quando chego em casa do trabalho, eu tenho bastante coisa para ler sobre os lançamentos, mais vendidos e outras curiosidades que a o newsletter traz.
Minhas leituras não são baseadas nele, mas é uma boa fonte de consulta.

Em um desses newsletter tinha o link para o review deles de Eligible, que estava na lista dos mais vendidos no quarto lugar naquela semana. Poderia ter passado batido se não fosse pela palavrinha mágica para chamar minha atenção ‘uma releitura moderna de Orgulho e Preconceito.

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Pipoca Salgada – Porque você deveria ver Como eu era antes de você?

Por , 19 de junho de 2016 11:30

Hoje,  quatro dias após a estreia, você já deve ter visto várias pessoas comentando sobre o filme Como eu era antes de você.

Para a galera dos livros, o filme era bem esperado, mas se você ainda não sabe se compensa ver ‘mais um romance’ no cinema, explicamos porque o filme merece o seu ingresso.

Will e Lou

Rico e bem sucedido, Will (Sam Claflin) leva uma vida repleta de conquistas, viagens e esportes radicais até ser atingido por uma moto, ao atravessar a rua em um dia chuvoso. O acidente o torna tetraplégico, obrigando-o a permanecer em uma cadeira de rodas. A situação o torna depressivo e extremamente cínico, para a preocupação de seus pais (Janet McTeer e Charles Dance).

É neste contexto que Louisa Clark (Emilia Clarke) é contratada para cuidar de Will. De origem modesta, com dificuldades financeiras e sem grandes aspirações na vida, ela faz o possível para melhorar o estado de espírito de Will e, aos poucos, acaba se envolvendo com ele.

Você já foi no cinema e saiu no mesmo instante, sabendo que desperdiçou o seu dinheiro em um filme ruim?

Já foi ao cinema e até gostou do filme, mas dois depois quando alguém perguntou o que você viu, você levou um bom tempo para se lembrar?

2016 está sendo sendo um ano bem singular, já que parece que só há grandes blockbuster no cinema. Entre Batman e Capitão América, fomos inundados por todos os super heróis possíveis.

Só tem filmes assim, e o resto que está em cartaz são passáveis (com algumas exceções) que serão esquecidas em pouco tempo.

Como eu era antes de Você, ganhou uma divulgação maciça no Brasil. Você pode até não conhecer a história, mas já viu o casal do filme em algum pôster ou spot de TV.

Divulgação é importante, mas a chave do sucesso de Como eu era antes de você é ser romântico, divertido e fiel ao livro que o inspirou.

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Entre Páginas – O Quarto Dia #Olimpiadaliteraria

Por , 16 de junho de 2016 19:17

Africa do Sul

Eu disse que passaria alguns meses entre a minha leitura de Os Três antes de ler O Quarto Dia, que fazem parte de uma série incrível e terrivelmente assustadora da escritora sul-africana Sarah Lotz. Consegui manter essa promessa por…. 2 semanas.

DayFour-animated-cover_11aJaneiro de 2017.

Após cinco dias desaparecido, o navio O Belo Sonhador é encontrado à deriva no golfo do México. Poderia ser só mais um caso de falha de comunicação e pane mecânica…se não fosse um detalhe: não há uma pessoa viva sequer no cruzeiro.

As autoridades acham indícios de uma epidemia de norovírus, mas apenas descobrem os corpos de duas passageiras. Para piorar, todos dos registros e gravações de bordo sofreram danos irreparáveis.

Como Milhares de pessoas podem ter sumidos sem deixar rastro? Teorias da conspiração se alastram, mas só há uma certeza: 2.969 passageiros e tripulantes simplesmente desapareceram no mar do Caribe.

Eu não sou fã de levar susto.

Até curto um ou outro filme de terror, mas tenho que assistir no meio de dia, para me distrair o suficiente ao longo do dia para conseguir (!!!) dormir a noite tranquilamente.

Quando peguei para ler Os três, ‘para ver o que ia dar’ acabei amando (Leia o review completo AQUI) ele é recheado de suspense, mas não chegava a ser assustador. O Quarto Dia, já tinha sido lançado e eu obviamente não consegui ficar longe, e assim como o primeiro, devorei em 2 dias também.

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Entre Páginas – The Haunting of Hill House

Por , 13 de junho de 2016 9:00

Devo confessar que a minha fonte número um de indicações literárias é o Youtube. Recentemente me vi assistindo um vídeo atrás do outro da vlogueira gringa Alycia Mansfield, no canal Exlibris (que, por sua vez, foi indicada pela Ange, do Beyond the Pages).

Em um dos vídeos, a Alysia comentou sobre a fixação dela pela autora Shirley Jackson, conhecida por inserir em seus livros elementos arrepiantes, sobrenaturais e por lidar com questões como realidade e sanidade.

Fiquei bastante curiosa para ler alguma de suas obras e resolvi apostar em The Haunting of Hill House, um livro arrepiante e surpreendente!

 

The Haunting of Hill HouseEleanor Vance sempre foi solitária – tímida, vulnerável, e amargamente ressentida pelos 11 anos que perdeu cuidando de sua mãe doente. Ela sempre pressentiu que um dia algo grande iria acontecer em sua vida e um dia isso acontece. Elanor recebe um convite inusitado do Dr. John Montague, um homem fascinado por “manifestações sobrenaturais”. Ele organiza uma vigília em busca de espíritos, convidando para tal propósito pessoas que têm algum histórico com eventos “do outro mundo”.

Um incidente paranormal ocorrido na infância de Elanor a qualifica para participar do estudo bizarro arranjado por Montague – juntamente com a determinada Theodora, sua assistente, e Luke, um aristocrata. Eles se encontram na Hill House – uma propriedade renomada da Nova Inglaterra, e palco da pesquisa.

 

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Blá Blá Blá – Quem é o dono de Harry Potter?

Por , 12 de junho de 2016 14:43

Um artigo questionou porque a Rowling não consegue largar de Harry Potter e nos voltamos com uma pergunta ainda mais básica: Quem é o dono do Harry Potter?

#Keepthesecrets: Esse Post não contém nenhum spoiler sobre a peça The Cursed Child

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Nessa semana, aconteceu em Londres as primeiras encenações de Harry Potter and the Cursed Child (no português Harry Potter e a Criança Amaldiçoada), recheada de muita expectativa já que continua a história do livros, com o trio Harry , Hermione e Ron, agora como adultos (e pais )que  tem os seus filhos estudando em Hogwarts.

Basicamente, a história continua exatamente onde o último livro terminou. Rowling já foi clara que não é um 8º livro. De qualquer forma, em 31 de julho o roteiro da peça será lançado em formato de livro, para atender aqueles que não verão a peça.

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