Category: Entre páginas

Entre Páginas – Tartarugas até lá embaixo de John Green

Por , 4 de dezembro de 2017 7:00

Depois de 6 anos, John Green retorna com o primeiro livro desde o grande sucesso de A Culpa é das Estrelas, para nos apresentar o seu melhor trabalho.

IMG_3673A história acompanha a jornada de Aza Holmes, uma menina de 16 anos que sai em busca de um bilionário misteriosamente desaparecido – quem encontrá-lo receberá uma polpuda recompensa em dinheiro – enquanto lida com o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Repleto de referências da vida do autor – entre elas, a tão marcada paixão pela cultura pop e o TOC, transtorno mental que o afeta desde a infância -, Tartarugas até lá embaixo tem tudo o que fez de John Green um dos mais queridos autores contemporâneos. Um livro incrível, recheado de frases sublinháveis, que fala de amizades duradouras e reencontros inesperados, fan-fics de Star Wars e – por que não? – peculiares répteis neozelandeses.

Quando A Culpa é das Estrelas foi publicado, John Green já era um escritor conceituado e conhecido dos círculos da literatura Jovem Adulta (YA). Com o estrondoso sucesso de ACEDE e consequentemente, ele se tornou John Green. Um nome fácil de ser reconhecido nas livrarias e até mesmo para quem não é fã dos livros.

Assim, seu próximo livro tinha que atingir o nível de expectativa que agora, ele era esperado. E havia vários caminhos mais fáceis e certeiros em sentido de sucesso comercial, que ele poderia ter seguido, mas fico feliz por John ter escolhido um caminho diferente.

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Entre Páginas – Mrs Dalloway e vida pelos olhos de Virginia Woolf

Por , 11 de novembro de 2017 19:08

Não há nada mais gratificante, do que ler um livro INCRÍVEL.

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Mrs Dalloway, primeiramente publicado em 1925, é o primeiro e bem-sucedido resultado do continuado esforço de Virginia para romper com as convenções do romance tradicional e estabelecer as bases de uma nova estética da ficção.

É simples a trama de Mrs Dalloway. Tudo se passa num dia de junho de 1923, entre as 10 horas da manhã e a meia-noite. Na face visível da realidade, a dos atos banais do dia a dia, Clarissa Dalloway sai para comprar flores para a festa que dará à noite. No caminho passa por algumas das ruas centrais de Londres e por dois de seus principais parques, encontrando o amigo Hugh Whitbread. Seu trajeto cruza com o de outro personagem central, Septimus Warren Smith, que, acometido de um sério trauma de guerra, encaminha-se, com a esposa que conheceu na Itália, Rezia, para uma consulta com um importante psiquiatra.

Já em casa, a Sra. Dalloway recebe a visita de um antigo namorado, Peter Walsh, que acabara de voltar de uma longa temporada de trabalho na Índia. Deixando a casa de Clarissa, Peter Walsh empreende a própria caminhada por Londres, regressando, depois, ao seu hotel, de onde sai, ao final da tarde, para a festa da antiga namorada. O romance culmina na festa da Sra. Dalloway, onde se encontram pessoas de suas atuais relações, como o próprio Primeiro-Ministro, e pessoas de seu passado: além de Peter Walsh, também Sally Seton, uma paixão da adolescência.

Um mosaico de cenas exteriores recheia a trama aparente do romance: a passagem de um misterioso automóvel carregando uma importante personagem política; as proezas de um avião escrevente; uma rusga entre a filha adolescente da Sra. Dalloway, Elizabeth, e sua preceptora, a Srta. Kilman; a aventurosa perseguição feita por Peter Walsh a uma senhorita que ele destacara da multidão; uma mendiga, próximo à estação de metrô do Regent’s Park, entoando uma canção ancestral; o trágico fim de Septimus.

Desde que li a obra completa de Shakespeare, eu fiquei muito animada e interessada em fazer isso com alguns autores especiais. Machado de Assis está na lista, estou caminhando para bater isso com Charles Dickens, Thomas Hardy, e com, Virginia Woolf estamos quase lá.

Quer dizer, estamos quase lá. Comecei com o maravilhoso Orlando (leia o review AQUI), e desbravei poucos até então, mas a minha meta continua de pé. Faltando ainda 14 livros e deixando Ao Farol, propositalmente para ser o último, eu resolvi ler esse livro que estava na lista a tempo.

Há algo de libertador quando lemos a obra completa de algum autor. Obviamente, você nunca para de aprender com a obra dele (muito pelo contrário), mas você consegue olhar para aquela personalidade e ver os pontos completos de uma vida dedicada a escrita.

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Entre páginas – O dono do morro: Um homem e a batalha pelo Rio

Por , 13 de outubro de 2017 9:00

Há pouco tempo, em uma sexta-feira tumultuada no trabalho, ouvi falar pela primeira vez nos conflitos violentos que estavam acontecendo na Rocinha, uma das principais favelas do Rio de Janeiro e a maior da América Latina.

Admito que, antes desse episódio, o mais próximo que já chegara de conhecer a realidade do tráfico nos morros cariocas havia sido pelo noticiário comum – e pela leitura de Abusado, do jornalista Caco Barcellos.

Pois bem. Lá estava eu, naquela sexta-feira, fascinada e curiosa a respeito dos elementos que haviam deflagrado a guerra entre facções na Rocinha. E foi justamente pesquisando sobre o assunto que me deparei com uma entrevista com o jornalista americano Misha Gleeny acerca de seu livro, O dono do morro: Um homem e a batalha pelo Rio, publicado pela Companhia das Letras no ano passado.

Interessada pelo tema, corri no mesmo momento para a Amazon, onde me deparei com o e-book da obra com um descontão, e iniciei a leitura no mesmo dia.

 

O donoO dono do morro é a história impressionante de um homem comum forçado a tomar uma decisão que transformaria sua vida. Como Antonio Francisco Bonfim Lopes, um jovem pai trabalhador, se transformou em Nem, o líder do tráfico de drogas na Rocinha? A partir de uma série de entrevistas na prisão de segurança máxima onde o criminoso cumpre sentença, Misha Glenny narra a ascensão e a queda do traficante, assim como a tragédia de uma cidade.

Da inundação do Rio de Janeiro pela cocaína nos anos 1980 à situação atual que embaralha voto, armas, política, polícia e bandidagem, a apuração impecável de Misha Glenny revela cada peça de um complicado quebra-cabeças.

 

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Entre Páginas – The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade #ManBookerPrize

Por , 10 de outubro de 2017 21:22
Por Fanny Ladeira e Sabrina Inserra

No ano passado, The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade foi um dos livros favoritos de muitas personalidades – de Barack Obama à Jojo Moyes -, e quando ganhou o Prêmio Pulitzer, entrou na lista do Man Booker Prize e logo em seguida foi lançado no Brasil, não podíamos mais ignorá-lo.

Mas, mesmo não passando para a short list de um dos prêmios mais prestigiosos da literatura, ainda é uma leitura importante.

 

Underground

 

Cora é uma jovem escrava em uma plantação de algodão na Georgia. A vida é infernal para todos os escravos, mas especialmente terrível para Cora. Uma pária até entre outros africanos, ela está chegando à maturidade, que a tornará vítima de dores ainda maiores. Quando um recém-chegado da Virgínia, Caesar, revela uma rota de fuga chamada, a ferrovia subterrânea, ambos decidem escapar de seus algozes. Mas nada sai como planejado. Cora e Caesar sabem que estão sendo caçados: a qualquer momento podem ser levados de volta a uma existência terrível sem liberdade.

 

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Stephen King em Hollywood: Todas as adaptações em produção

Por , 28 de setembro de 2017 10:30

Vamos flutuar juntos?

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Que Stephen King é demais isso a gente já sabia. Que Hollywood tinha uma quedinha por ele, isso também a gente já sabia. Mas parece que agora o amor cresceu e há tantas novas produções/adaptações sendo feitas, que fica difícil acompanhar o que vem pela frente.

Para ajudar o calendário e organizar as suas leituras (ler o livro antes do filme e etc), listamos abaixo todas adaptações que estão em curso.

IT – Capítulo 2

Pennywise dançando

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Entre páginas – Onde Deixarei meu Coração

Por , 26 de setembro de 2017 9:30

Comprar um livro pela capa pode lhe levar em lugares maravilhosos e outros…nem tanto.

IMG_3427Simples, careta e sem graça. É assim que Bea se vê. Então quando a super descolada Ruby e seu bando de populares passam a se interessar por sua opinião, isso só pode ser uma pegadinha. Certo? Pelo menos é assim que sempre acontece nos filmes… Mas o convite para passarem as férias em Málaga parece pra valer. E com um bônus: Bea pode se afastar da mãe irritante e controladora.

No entanto, depois de apenas 48 horas na Espanha, Bea se flagra mudando o itinerário. A menina decide visitar Paris para encontrar o pai que nunca conheceu. Afinal, a cidade luz pode emprestar um pouco de clareza a um período nebuloso de sua vida familiar. No caminho, ela conhece Toph, um estudante americano mochilando pela Europa.

Enquanto procuram pelo pai dela nos cafés e boulevards de Paris, ela perde a cabeça em vez disso. Será que Bea é a garota de Toph ou a boa menina que sua mãe espera que ela seja? Ou será esse o verão mágico em que Bea finalmente torna-se dona do próprio nariz?

Eu sei que o conselho “não compre um livro pela capa” é bem viável é necessário para vários aspectos da vida, mas quando falamos de livros, esse é um conselho que podemos ignorar de vez em quando.

Afinal, em muitas vezes uma capa bonita e bem feita, reserva um livro fantástico (A lei deveria ser livro fantástico = capa fantástica, mas essa ainda não foi assinada).

Já tive grandes sucessos no passado e quando vi a capa e o título de Onde Deixarei Meu Coração, eu resolvi cair de cabeça, porque a combinação YA + Paris, não deveria ter erro.

Não deveria, mas infelizmente ainda não é a regra.

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Entre Páginas – Surrender to The Earl

Por , 21 de setembro de 2017 11:08

Bora conhecer mais uma autora de romance histórico?

IMG_3388Ela quer um favor, não um noivo.

Audrey Black cria um plano repentino de solicitar ajuda de um visitante para recuperar a sua propriedade herdada com a morte do marido. Tendo a sua visão tirada durante a infância, Audrey sempre foi mantida reclusa pela sua família, e agora que o enigmático Robert Henslow, Earl de Knightsbridge, complicou o seu plano para ganhar a sua independência, insistindo que eles fiquem noivos de mentira, para enganar a sua família.

Foi o dever que levou Robert até a porta de Audrey, mas a proposta de casamento pode ser apensa por culpa. Compaixão. Ou algo mais urgente ou inesperado. O noivado deveria ser para o beneficio de Audrey, mas ainda, é Robert que precisa prvar para a intrigante Audrey o quando os dois tem a ganhar ao tornar o noivado uma realidade e convencer ela a se entregar a mais doce paixão.

Eu sempre gosto de ler uma série de romances históricos pelo primeiro livro. Porém, tive boa sorte no passado em começar no meio da bagunça hahah.

Foi o que aconteceu com a Kathryn Smith e a sua maravilhosa série Ryland Brothers, com a ainda então desconhecida no Brasil, Lisa Kleypas e eu começando pela metade nos Hathaways, e agora foi a vez de Gayle Callen, já que esse livro é o segundo volume da série Brides of Redemption.

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Entre Páginas – Quando Me Descobri Negra

Por , 18 de setembro de 2017 9:00

2017 e livros como esse, ainda são extremamente importantes.

negra-capa-livroTenho 30 anos, mas sou negra há 10. Antes, era morena.” É com essa afirmação que Bianca Santana inicia uma série de relatos sobre experiências pessoais ou ouvidas no círculo de mulheres negras que organiza. Com uma escrita ágil e visceral, denuncia com lucidez – e sem as armadilhas do discurso do ódio – nosso racismo velado de cada dia, bem brasileiro, de alisamentos no cabelo, opressão policial e profissões subjugadas.

 

Sempre podemos tirar boas experiências, enquanto estamos andando a toa pelas livrarias. Uma das mais recentemente para mim, foi ter descoberto essa pequena joia escondida, entre vários livros maiores.

Pequeno, com apenas 60 páginas, ele teria tudo para passar despercebido, mas a sua cor e o titulo me chamou a atenção. E só foi terminar de ler os seus contos e pequenos relatos, que percebi que o lhe faltava de tamanho, sobrava de sabedoria.

Como muitos brasileiros, sou uma mistura de muita coisa (italianos, índios, e claro, negros), então eu tenho essa cor indefinida, esse tipo de cabelo indefinida. Fico ali no meio termo em que se falar que sou branca estou errada e se falo se sou negra, logo em seguida chega alguém para me corrigir.

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Algumas pessoas tentam me corrigir, porque na cabeça delas o conceito de negro é diferente, mas eu nunca tive problema nenhum em me encaixar nessa descrição. Na minha cabeça nunca foi errado ou feio, porém sei que há uma grande diferença aí.

No livro de Bianca Santana, lemos diversos relatos de pessoas em diversas situações e por ser essa mistura indefinida, me concentrei em vários momentos, me emocionei em vários outros e fechei esse livro certa de que ali tinha uma leitura poderosa e verdadeira.

É muito fácil fechar os olhos e não prestarmos atenção nas lutas das outras pessoas. Começar a colocar todo mundo em uma caixinha e nunca olhar para as nuances, diferenças e, principalmente, nunca tentar entender o que o outro pensa e sente.

Em um mundo (e um Brasil), que está ficando tão feio e preconceituoso, precisamos lutar contra essa onda da melhor forma que podemos. E esse pequeno livro, é um vento na direção certa.

Ficha Técnica:

Livro: Quando Me Descobri Negra

Autora: Bianca Santana

Editora: Sesi – SP

Páginas: 60 páginas

Nota: 5 estrelas

#LendoKing #6 – Saco de Ossos

Por , 16 de agosto de 2017 9:00

Sabe aquelas histórias de fantasmas bem assustadoras que a gente conta no escuro, antes de dormir?

Saco de Ossos, do Stephen King, é tudo isso e muito mais!

 

Capa Saco de Ossos Ponto de Leitura.inddA história de um antigo amor – um sentimento forte que o tempo e a morte não conseguem destruir. A história de uma nova paixão – um relacionamento assombrado por segredos do passado. A história de uma criança – a inocente prisioneira de um terrível fogo cruzado. São estes os ingredientes de Saco de Ossos, mais um romance com a marca inigualável do grande mestre da narrativa contemporânea, Stephen King. Mike Noonan é um romancista de sucesso que vê sua vida subitamente transformada com a morte da esposa Jo. Quatro anos já se passaram e o sentimento é o mesmo – o desânimo, a tristeza, a sensação de que nunca mais será capaz de escrever. Diante da tela branca do computador, ele vê o vazio doloroso que passou a dominar seus dias. Nem mesmo o sono lhe traz alívio. Noonan é agora atormentado por terríveis pesadelos com Sara Laughs e a casa do lago – o recanto de sonhos onde ele e Jo foram tão felizes. Voltar à pequena cidade. Esta parece ser a única saída. Mike sente que precisa enfrentar o passado e tentar reencontrar seu caminho.

 

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Café Irlandês – 6 Livros para ler (JÁ) antes do filme estrear

Por , 9 de agosto de 2017 20:09

 cafe irlandes

Nada melhor que pegar um cineminha e curtir uma história envolvente.

Muitas dessas histórias são inspiradas/adaptadas à partir dos livros, e a maioria dos leitores gosta de ler SEMPRE o livro antes de ver o filme.

Para ajudar a programar as suas próximas leituras, listamos 6 livros para ler antes do filme estrear.

 

1 – Os Meninos que Enganaram os Nazistas

Os meninos que engavam os nazistas

 

Paris, 1941. O país é ocupado pelo exército nazista, e o medo invade as casas e as ruas francesas. O poder de Hitler se mostra absoluto e brutal… É durante um dos períodos mais turbulentos da História que a emocionante narrativa de Joseph e Maurice se desenrola. Irmãos judeus de 10 e 12 anos de idade, perambulam sozinhos pelas estradas, vivendo experiências surpreendentes, tentando escapar da morte e em busca da zona livre para ganhar a liberdade.

O filme já está em cartaz, mas o livro publicado pela Editora Vestígio, tem somente 288 páginas e dá tempo de ler e conferir antes nos cinemas.

 

 

2 – O Castelo de Vidro

castelo de vidro

Com ninguém menos que Brie Larson como protagonista, o filme baseado no livro de Jeannete Walls, retrata a infância da própria Walls, criada com os irmãos no seio de uma família desequilibrada, bastante pobre e nômade.

No Brasil, o livro foi lançado pela Editora Nova Fronteira. Já o filme, conta Woody Harrelson e Naomi Watts, além de Brie.

Com estreia programada para 24 de agosto, esse é um dos livros que precisam ser ‘passados na frente’, para terminar a leitura antes da estreia.

3 – A Torre Negra

O Pistoleiro

Leia nossa resenha AQUI

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