Category: Entre páginas

Entre Páginas – A História do Futuro de Glory O’Brien

Por , 22 de junho de 2017 12:35

Esse foi o terceiro livro que li da A.S. King. E foi: diferente, revelador e…o melhor.

Resenha A História do Futuro de Glory O'BrienO fim do ensino médio é uma época de possibilidades infinitas – mas não para Glory O’Brien, uma jovem norte-americana que não tem nenhum plano para o futuro. Sua mãe cometeu suicídio quando Glory tinha apenas 4 anos, e ela nunca parou de se perguntar se seguiria o mesmo caminho… Até que numa noite transformadora ela começa a experimentar um novo e surpreendente poder que lhe permite enxergar o passado e o futuro das pessoas.

De antepassados a muitas gerações futuras, a jovem é bombardeada com visões – e o que ela vê pela frente é aterrorizante: um novo líder tirânico toma o poder e levanta um exército. Os direitos das mulheres desaparecem. Uma violenta segunda guerra civil explode. Jovens garotas somem diariamente, vendidas ou confinadas em campos de concentração.

Sem saber o que fazer, Glory decide registrar todas as suas visões, na esperança de que a sua História do Futuro sirva de alerta e evite o que vem por aí.

Mas será que as pessoas vão acreditar nela? Será que estarão dispostas a fazer o que é necessário para impedir a concretização daquele destino medonho?

Durante muitos anos, YA foi meu motor condutor de leituras. Se era YA, estava na minha lista, esperando para ser devorado.

Foi assim por um bom tempo, mas nos últimos 2 anos fui mudando as minhas direções. Ainda amo YA com todo o meu coração, só que agora escolho a dedo os que vou ler, exatamente para não me decepcionar.

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Entre Páginas – Outlander: A Libélula no Âmbar

Por , 15 de maio de 2017 9:00

Você não precisa ser um leitor muito antigo do blog para perceber que um vício abateu duas de nossas integrantes nos últimos tempos…

Sim, eu e a Thais nos propusemos a finalmente iniciar a leitura de uma certa série que já habitava nossa estante há algum tempo e que, devido à sua grande quantidade de livros (e de páginas em cada um), levaria um bom tempo para ser desbravada – a verdade é que nem tínhamos a intenção de ler tudo de uma vez; a ideia era ler um a cada seis meses, ou até mesmo um por ano…

Mas nós subestimamos o poder de sedução de James Fraser e da riquíssima narrativa de Diana Gabaldon! Resultado: fomos completamente conquistadas e já estamos apaixonadas por Outlander!

Atenção! Pode conter spoilers do primeiro volume da série, A Viajante do Tempo!

 

Libélula no Âmbar

 

Claire Randall guardou um segredo por vinte anos. Ao voltar para as majestosas Terras Altas da Escócia, envoltas em brumas e mistério, está disposta a revelar à sua filha Brianna a surpreendente história do seu nascimento. É chegada a hora de contar a verdade sobre um antigo círculo de pedras, sobre um amor que transcende as fronteiras do tempo… e sobre o guerreiro escocês que a levou da segurança do século XX para os perigos do século XVIII. O legado de sangue e desejo que envolve Brianna finalmente vem à tona quando Claire relembra a sua jornada em uma corte parisiense cheia de intrigas e conflitos, correndo contra o tempo para evitar o destino trágico da revolta dos escoceses. Mesmo com tudo o que conhece sobre o futuro, como será possível salvar a vida de James Fraser e da criança que carrega no ventre?

 

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Entre Páginas – Laranja Mecânica de Anthony Burgess

Por , 24 de abril de 2017 8:30

Livros podem ter várias funções. No caso de Laranja Mecânica, o seu maior papel é nos fazer questionar tudo, até as nossas certezas.

images.livrariasaraiva.com.brNarrada pelo protagonista, o adolescente Alex, esta brilhante e perturbadora história cria uma sociedade futurista em que a violência atinge proporções gigantescas e provoca uma reposta igualmente agressiva de um governo totalitário. A estranha linguagem utilizada por Alex – soberbamente engendrada pelo autor – empresta uma dimensão quase lírica ao texto. Ao lado de ‘1984’, de George Orwell, e ‘Admirável Mundo Novo’, de Aldous Huxley, ‘Laranja Mecânica’ é um dos ícones literários da alienação pós-industrial que caracterizou o século XX. Adaptado com maestria para o cinema em 1972 por Stanley Kubrick, é uma obra marcante: depois da sua leitura, você jamais será o mesmo.

Quem é mulher (e alguns homens) sabe que uma ida ao cabeleireiro, com certeza significará uma tarde inteira perdida, então aproveitei a minha última ida para ler alguns livros que estavam disponíveis no meu Kindle do celular.

Um deles era exatamente Laranja Mecânica e como ele era ‘menor’, resolvi arriscar. Até então a minha experiência com a história tinha visto os primeiros 30 minutos do filmes homônimo de Stanley Kubrick, e como era muito nova na época que tentei assistir, as cenas ultra violentas do começo da história me assustaram e parei por ali mesmo.

Ainda assim, resolvi arriscar a leitura e realmente nas primeira 60/70 páginas, essa mesma violência extrema que consta no livro, estava ali nas páginas. Ver é sempre pior que ler, mas estava seguindo os passos da trama que me lembrava.

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Entre Páginas – Suzy e as águas-vivas

Por , 17 de abril de 2017 20:37

Não sabia, mas estava precisando ler um YA. Pena que a história não foi tudo que eu imaginava.

As vezes, quando nos sentimos mais solitários, o mundo decide se abrir de formas mágicas.

Suzy Swanson está quase certa do real motivo da morte de Franny Jackson. Todos dizem que não há como ter certeza, que algumas coisas simplesmente acontecem. Mas Suzy sabe que deve haver uma explicação — uma explicação científica — para que Franny tenha se afogado.

Assombrada pela perda de sua ex-melhor amiga — e pelo momento final e terrível entre elas —, Suzy se refugia no mundo silencioso de sua imaginação. Convencida de que a morte de Franny foi causada pela ferroada de uma água-viva, ela cria um plano para provar a verdade, mesmo que isso signifique viajar ao outro lado do mundo… sozinha. Enquanto se prepara, Suzy descobre coisas surpreendentes sobre o universo — e encontra amor e esperança bem mais perto do que ela imaginava.

Não se deixe enganar pelas minhas palavras acima, Suzy é muito bem escrito, caprichado com uma história bonita e tocante.

Isso sendo dito, apesar de ter um apelo YA, Suzy é na verdade um livro middle grade, vendido com foco lá fora para a molecada entre 11 e 13 anos.

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Entre Páginas – Os Luminares

Por , 10 de abril de 2017 8:30

Se alguém chegasse para nós até meados do ano passado e dissesse que iríamos nos encantar com uma narrativa situada em plena corrida do ouro do século XIX na Nova Zelândia, provavelmente iríamos olhar desconfiadas, dar um risinho irônico e seguir em frente.

Porém, qual foi a nossa surpresa ao desbravar as quase 900 páginas de Os Luminares, da jovem (e promissora) autora Eleanor Catton, e encontrar uma obra surpreendente e deliciosa?!

 

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Ambientado na Nova Zelândia do século XIX, o romance tem como pano de fundo a corrida do ouro, em que personagens tentam desvendar a causa da morte de um homem solitário e descobrir o paradeiro de outro, que sumiu sem deixar vestígios. Trama de mistério, tudo em ‘Os luminares’ é inusitado, no limite entre o estranho e o fantástico. A obra, com mais de 800 páginas, tem estrutura inspirada na astrologia e faz uma paródia do romance vitoriano. O jovem inglês Walter Moody, recém-chegado no isolado vilarejo de Hokitika, na remota Nova Zelândia do século 19, procura descanso após sua tumultuada viagem de barco. Mas, sem perceber, ele acaba interrompendo uma reunião secreta de 12 moradores de Hokitika, que estão tentando resolver um mistério. E é durante a corrida do ouro que personagens excêntricos recontam suas histórias para desvendar a morte de um eremita e o desaparecimento do homem mais rico da cidade. Entre os garimpeiros, um chinês traficante de ópio, um político preocupado com o eleitorado, um magnata cafetão, uma prostituta em luto, um reverendo novato e um guia maori são alguns dos envolvidos nesse mistério. E Walter Moody parece ser uma peça desse quebra-cabeça, após passar por uma experiência beirando o paranormal a caminho de Hokitika, onde pretendia fazer fortuna no garimpo. Catton conduz o leitor por histórias que vão do místico ao exótico. Pepitas de ouro costuradas em vestidos, um tiro de suicídio que não dispara, fantasmas em caixões, uma charlatã que convoca espíritos e usa chineses como estátuas de decoração. Tudo isso na lamacenta cidade de Hokitika, onde chove intermitentemente e que prospera apenas enquanto os rios fornecerem ouro. Eleanor Catton buscou no movimento dos astros as influências para seus personagens, dividindo o livro em partes que seguem as posições astrológicas dos signos de cada um dos envolvidos. Mas, se a Lua em Leão não explica desaparecimentos nem mortes suspeitas, a destreza de Catton costura as histórias mais surpreendentes, criando viradas repentinas na narrativa, conexões inesperadas, experiências com o misticismo e fecha firmemente as várias camadas da trama com clareza.

 

“Não há verdades totais, e sim apenas verdades pertinentes”.

Se uma frase pudesse resumir todo este livro, seria esta acima.

 

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Entre Páginas – Os 13 porquês

Por , 5 de abril de 2017 18:25

A série estreou, as polêmicas apareceram, mas o livro continua um marco.

os 13 treze porques thirteen reasons why jay asher[5]Clay Jensen chega em casa da escola, e encontra uma caixa misteriosa com seu nome, bem em frente ao seu portão. Dentro, ele encontra sete fitas cassetes que foram gravados por Hannah Baker – sua colega de classe que tinha uma queda – que cometeu suicídio duas semana antes. Nas fitas, Hannah explica que é a há 13 razões porque ela decidiu acabar com a sua vida. Clay é uma delas. Se ele escutar, ele irá descobrir o porque ele está na lista.

Asher, em seu romance de estreia, revela um cruel e sincero, lado da vida dos adolescentes e das vítimas de Bullying, e para alguém que está começando nessa carreira, encontra um ponto muito consistente de narração, sem cair no piegas, mas também sem deixar que situação seja vista friamente por nós, leitores.

Bullying.

É quase impossível não encontrar alguém que não passou por essa situação, mesmo aqueles que nunca pisaram em uma escola sofre com esse tipo de violência, seja por parte de amiguinhos ou até mesmo irmãos e primos.

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Entre páginas + Fala série! – Outlander: A viajante do tempo

Por , 5 de abril de 2017 9:00

Dois formatos = um amor: Outlander.

Os livros de Diana Gabaldon começaram a ser publicados há mais de 25 anos, mas ganharam notoriedade após serem adaptados para a televisão pelo canal americano Starz, em 2014.

Por aqui, a saga literária começou a ser publicada pela editora Rocco, em 2004. Porém, 10 anos depois os direitos de publicação foram assumidos pela antiga Saída de Emergência e, atualmente, pertencem à Editora Arqueiro.

Na minha estante, o primeiro volume me esperava há quase três anos. Ele ficou me namorando da prateleira, mas confesso que fui afastada um pouco pelo “hype” e demorei a dar o braço a torcer… Mas finalmente resolvi arriscar e fiquei completamente apaixonada!

 

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Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

 

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Entre Páginas – Não era você que eu esperava

Por , 21 de março de 2017 8:00

Hoje é celebrado o Dia Internacional da Síndrome de Down.

E, para celebrar a data, nada melhor do que conhecer uma obra sensível e honesta, que narra a história de um pai que descobre que sua filha possui a Síndrome – e como ele migra do medo à fúria, da frustração ao amor.

Esse é o mote de Não era você que eu esperava, uma graphic novel autobiográfica escrita e ilustrada pelo francês Fabien Toulmé.

 

Não era você que eu esperavaComo lidar com uma filha com deficiência?

Nesta graphic novel autobiográfica, Fabien Toulmé fala com emoção, humor e humildade sobre um encontro inesperado de um pai com sua filha que possui Síndrome de Down.

O casal enfrenta o nascimento de uma criança especial. É como uma tempestade inesperada, um furacão. Quando a menina nasce com a síndrome, até então não diagnosticada, a vida de Fabien desmorona. Indo da fúria à rejeição, da aceitação ao amor, o autor fala sobre a descoberta de como é ser diferente.

 

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Entre Páginas – A Redoma de Vidro

Por , 20 de março de 2017 19:18

Há livros que necessitam que a leitura aconteça no momento certo. E foi isso que aconteceu comigo e A Redoma de Vidro de Sylvia Plath.

A Redoma de Vidro Resenha

Dos subúrbios de Boston para uma prestigiosa universidade para moças. Do campus para um estágio em Nova York. O mundo parecia estar se abrindo para Esther Greenwood, entre o trabalho na redação de uma revista feminina e uma intensa vida social. No entanto, um verão aparentemente promissor é o gatilho da crise que levaria a jovem do glamour da Madison Avenue a uma clinica psiquiátrica.

A narrativa é inspirada nos acontecimentos do verão de 1952, quando Silvia Plath tentou o suicídio e foi internada em uma clínica psiquiátrica.

Muitas questões de Esther retratam as preocupações de uma geração pré-revolução sexual, em que as mulheres ainda precisavam escolher se priorizavam a profissão ou a família, mas “A redoma de vidro” segue atual.

Parece que faz (e realmente faz) mais de uma década que vi Kath sentada em uma cadeira no começo de 10 Coisas Que Odeio em Você, lendo esse livro.

Na época, obviamente, eu era muito nova para entender ou linkar uma coisa a outra, mas ficou gravado na minha memoria esse primeiro contato, mesmo que superficial com o livro. Anos se passaram e nos últimos anos me peguei muitas vezes me perguntando porque ainda não havia lido esse livro, e me exigindo para fazer.

Mas de uma vez ano passado, falei para a Sabrina aqui do blog para lermos naquele momento, mas algo sempre acontecia ou tínhamos outras prioridades.

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Entre Páginas – Pulso

Por , 13 de março de 2017 22:18

Julian Barnes: A diferença que um ano faz.

pulso

Pulso reúne histórias sobre amor e amizade, perda e saudade, ligadas por um ritmo comum: do corpo, do amor, do sexo, da doença e da morte. Do familiar ao extraordinário, de acontecimentos privados a fatos históricos, de encontros a desencontros de amigos ou de amantes, as histórias narradas em Pulso ressoam e possuem brilho próprio.

Lançado originalmente em 2011, Pulso apresenta 14 contos, divididos em duas partes. Na primeira reúnem-se os relatos mais ágeis, escritos praticamente à base de diálogos, sempre cortantes e surpreendentes.

Os contos de Pulso – divertidos, ousados, inventivos, iconoclastas, originais – comprovam que Julian Barnes é hoje um escritor com perfeito domínio de seu ofício, capaz de compor um livro com histórias curtas que, sutilmente ligadas entre si, possui invejável unidade de temas e tratamentos.

Há um pouco menos de 8 meses eu descobri o poder das palavras de Julian Barnes (leia AQUI)  e desde então, ele está na minha lista de prioridades. Tanto que depois do primeiro já resenhei mais dois livros de, O papagaio de Flaubert  e De Frente para o Sol.

E hoje, volto novamente para falar do quarto livro dele que leio nesse meio tempo, e como a cada leitura esse escritor inglês vai me conquistando e me fazendo perceber uma nova faceta do seu trabalho.

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