Projeto Dickens #7 – Oliver Twist

Por , 31 de janeiro de 2017 9:00

Depois de um longo intervalo, finalmente cheguei à próxima parada do meu longo Projeto Dickens. E a escolha da vez foi a segunda obra publicada pelo autor: Oliver Twist.

Confesso que iniciei a leitura sem muitas expectativas… Na verdade, pelo pouco que sabia sobre o livro, tinha a impressão de que esta seria a obra de Charles Dickens de que menos gostaria. Sendo assim, que delícia foi encontrar uma narrativa impressionante e comovente, capaz de conquistar o meu coração!

 

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Sombrio, misterioso e acidamente engraçado, Oliver Twist apresenta alguns dos vilões mais memoráveis de toda a ficção – Fagin, o traiçoeiro líder da gangue; Bill Sikes, o bandido ameaçador; e Artful Dodger e seu grupo de ladrões pelas ruas imundas de Londres.

A obra de Dickens é, ao mesmo tempo, uma crítica à pobreza e uma aventura repleta de ameaças e maldades ocultas.

 

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Pipoca Salgada – Princesa não, filha do chefe: Moana

Por , 29 de janeiro de 2017 11:16

A mais nova princesa da Disney é Moana, e ela é tudo o não sabiamos que precisávamos.

#CafenoOscarMoana está concorrendo ao Oscar de Melhor Animação e Melhor Canção (How far i’ll go).

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Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é.

Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Sendo uma mulher dos seus vinte e tantos, eu cresci vendo as princesas da Disney. especificamente, princesas como A Pequena Sereia e a Bela de A Bela e a Fera, são figuras femininas bem claras na minha mente.

Elas tem histórias de superação de outros obstáculos, e claro, os seus respectivos príncipes. Isso nunca me incomodou e não acho que elas foram uma má influência para as nossas vidas. Quer dizer: BEM LONGE DISSO.

Queremos um homem que nos dê uma biblioteca por causa da Fera, mas acho que é mais baseado nas nossas preferências, do que tudo.

Mas o mundo mudou tanto (e retrocedeu tanto em outros aspectos) que as nossas meninas precisam de exemplos e princesas bem diferentes. E atenta, a Disney percebeu isso.

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Pipoca Salgada – As indicações do Oscar 2017 #CafenoOscar

Por , 24 de janeiro de 2017 12:24

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A temporada de prêmios começou oficialmente, mas aparece que antes de sair às indicações tudo fica suspenso, mostrando uma tendência que não pode concretizar quando a lista do prêmio mais concorrido do cinema é divulgada.

E para a supressa de ninguém, La La Land conquistou muitas indicações. O número é que assustou: 12 indicações.

Isso quer dizer que tirando os prêmios de coadjuvantes, efeitos especiais, animação, documentário, estrangeiro e os curtas, ele está concorrendo em todas as outras categorias.

TODAS.

Para a equipe do Café o filme é bom (como falamos AQUI), mas 12 indicações é um pouco exagerado.

Uma das grandes surpresas foram as indicações para Estrelas Além do Tempo e a falta da indicação para Amy Adams (por A Chegada).

Oscar nunca foi 100% justo, mas fico feliz de ver, por exemplo, Emma Stones concorrendo a melhor atriz e o coração está dividido entre Moana e Zootopia.

Ainda assim, vai ser uma temporada interessante. Agora é a hora de conferir o resto dos indicados e dividir aqui com vocês.

A listagem completa vocês conferem abaixo:

#PartiuOscar

Melhor filme

  • “A chegada”
  • “Até o último homem”
  • “Estrelas além do tempo”
  • “Lion: Uma jornada para casa”
  • “Moonlight: Sob a luz do luar”
  • “Cercas”
  • “A qualquer custo”
  • “La la land: Cantando estações”
  • “Manchester à beira-mar”

Melhor diretor

  • Dennis Villeneuve (“A chegada”)
  • Mel Gibson (“Até o último homem”)
  • Damien Chazelle (“La la land: Cantando estações”)
  • Kenneth Lonergan (“Manchester à beira-mar”)
  • Barry Jenkins (“Moonlight: Sob a luz do luar”)

Melhor ator

  • Casey Affleck (“Manchester a beira mar”)
  • Denzel Washington (“Cercas”)
  • Ryan Gosling (“La La Land – Cantando estações”)
  • Andrew Garfield (“Até o Último Homem”)
  • Viggo Mortensen (“Capitão Fantástico”)

Melhor atriz

  • Natalie Portman (“Jackie“)
  • Emma Stone (“La La Land – Cantando estações“)
  • Meryl Streep (“Florence: Quem é essa mulher?“)
  • Ruth Negga (“Loving“)
  • Isabelle Huppert (“Elle“ )

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Pipoca Salgada – La La Land, A cidade das estrelas #CafenoOscar

Por , 20 de janeiro de 2017 11:38

Expectativa é uma merda. La La Land que o diga.

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Ao chegar em Los Angeles o pianista de jazz Sebastian (Ryan Gosling) conhece a atriz iniciante Mia (Emma Stone) e os dois se apaixonam perdidamente. Em busca de oportunidades para suas carreiras na competitiva cidade, os jovens tentam fazer o relacionamento amoroso dar certo enquanto perseguem fama e sucesso.

Desde que o buzz começou lá fora, (e as indicações e prêmios começaram a pipocar) eu fiquei louca para ver La La Land, novo filme de Damien Chazelle responsável por Whiplash.

Olhei quando estrearia e a data tão distante, me deixou triste e ainda mais ansiosa para ver o que exatamente acontecia ali.

E quando começou a sair review atrás de review, com todos praticamente unânimes e nos deixando acreditar que era o melhor filme dos últimos tempos.

Como disse, expectativa é uma merda.

La La Land é muito bem feito e é um bom filme. A fotografia é maravilhosa, a trilha é bem precisa e a música principal (City of Stars), conquista os corações não importa em qual versão esteja sendo tocada ao longo do filme.

Emma está incrível como Mia, e enquanto não vemos o resto dos filmes da temporada, afirmamos que uma indicação ao Oscar será muito merecida.

É um bom filme. E pronto.

 

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Entre Páginas – Todo Mundo Vê Formigas

Por , 18 de janeiro de 2017 19:45

Só li um livro de YA em 2016, e escolhi o livro certo para ler: a história de A.S. King é muito especial.

1421-20161014093208A 1ª coisa que você precisa saber é que tudo o que eu fiz foi uma pergunta idiota.

A 2ª coisa que você precisa saber é que essa pergunta idiota me trouxe muitos problemas com Nader McMillan, o cara que faz bullying comigo desde que eu tinha 7 anos. E uma semana atrás ele pegou bem pesado comigo. Foi aí que eu comecei a ver formigas.
A 3ª coisa que você precisa saber é que meu avô Harry desapareceu durante a Guerra do Vietnã e nunca foi encontrado. Então, todas as noites, eu tento resgatá-lo da sua prisão na selva em meus sonhos. Mas nunca consigo.

A 4ª coisa que você precisa saber é que minha mãe é uma lula e meu pai, uma tartaruga. Ela tenta afogar os seus problemas nadando o dia todo em uma piscina pública, e ele nunca está por perto e desaparece dentro da casca no primeiro sinal de confronto. Então, se juntarmos Nader McMillan, a minha pergunta idiota, vovô, e tudo o mais na minha vida, somos só eu e as formigas.

Eu amo ler YA. Para mim é um gênero que não recebe toda a atenção e carinho que merecia do público.

Isso sendo dito, ano passado eu não tinha lido nenhum livro desse gênero até nas últimas semanas de dezembro, e se não tivesse pegado o Todo Mundo Vê Formigas da A.S. King ia fechar o ano sem.

Mas se tive que ler só um livro, que bom que foi esse.

Já havia lido o outro livro publicada da King no Brasil pela Editora Gutenberg, Os Dois Mundos de Astrid Jones (Leia Review AQUI!), mas não estava preparada para tudo que lida tinha a dizer nesse livro.

A história parece ser simples e bem leve, mas a medida que vamos entrando na vida de Luck, vamos entendendo a profundidade da história que estamos lendo. Luck tem problemas com bullying, sem namorada e não consegue se conectar com o pai, enquanto sente uma ligação gigante com o avó que nunca conheceu.

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Fala Série – E em duas temporadas…Fuller House se consolidou

Por , 17 de janeiro de 2017 11:10

Quando Fuller House foi anunciado, o saudosismo bateu forte, mas depois da segunda temporada, a série ganhou (merecidas) asas próprias.

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No primeiro episódio da primeira temporada de Fuller House, encontramos Danny, Joey, Jesse e Rebeca se despedindo de São Francisco. Reencontramos todas as meninas, que agora são mulheres crescidas com filhos (exceto a Stephanie que é solteira) e ficamos com um gosto de deja vu na boca.

Afinal, mais de 20 anos depois, DJ se encontra na mesma situação que o pai: viúva, com 3 crianças para cuidar e conta com a ajuda das amigas para vencer esse desafio.

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Desafios Literários: O que fizemos em 2016 e o que nos espera em 2017

Por , 13 de janeiro de 2017 19:50

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Se você perguntar para a Thais e para o Will, eles nos caracterizam como duas loucas. “Malucas” é um adjetivo que ouvimos muito deles.

Apesar de não concordarmos com a colocação, até entendemos (um pouquinho) essa posição deles. Somos 4 pessoas que se dão muito bem, com gostos similares, mas também bem diversos. Nossas listas de retrospectiva como a de 2017 (Veja AQUI) que o diga!

Então tem algumas coisas em que você sabe que pode contar ou não com um companheiro da equipe e, quando se trata de desafios literários, nós duas sabemos que temos com quem contar e nos apoiar para executar o desafio.

Tudo começou quando um piano caiu na nossa cabeça (figurativamente, claro) quando percebemos que, se lêssemos 1 livro por mês da nossa TBR (pilha dos to be read, ou seja, de leituras pendentes) levaríamos 42 anos para completá-la.

Vou repetir: Nossa TBR completa tem 42 ANOS!!!

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Isso foi no começo de 2015 e, para dar conta dessa meta longínqua, inauguramos na época o #Projetopravida. O propósito era exatamente listarmos essas obras é iniciarmos a leitura delas imediatamente.

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Entre Páginas – Spotlight: Segredos Revelados

Por , 12 de janeiro de 2017 12:30

Eu já tinha visto o filme, mas ainda assim, ler sobre a reportagem do The Boston Globe que denunciou os abusos sexuais dos padres da igreja católica, foi uma experiência completamente diferente.

spotlightSpotlight – Segredos Revelados conta as descobertas da real investigação feita por um grupo de corajosos jornalistas, ganhadores do Prêmio Pulitzer em 2003, que denunciaram uma sucessão de abusos sexuais, obrigando a Igreja Católica a prestar contas.

Em janeiro de 2002, o jornal The Boston Globe publicou uma série de reportagens que chocou o mundo. Centenas de crianças em Boston foram molestadas sexualmente por padres – certos de sua impunidade, eles agiam com o aval das autoridades religiosas, que acobertaram seus crimes por décadas. As reportagens revelaram a obscena quantia gasta pela Igreja Católica com acordos para comprar o silêncio das vítimas cujas vidas foram devastadas por pedófilos que vestiam hábito e tinham o Pai Nosso na ponta da língua.

A denúncia abalou as estruturas da Igreja Católica e deixou milhões de fiéis no mundo inteiro estarrecidos, furiosos e indignados: a instituição que deveria servir e proteger a comunidade usou sua poderosa influência para se resguardar do escândalo.

Em um mundo cheio de incertezas e mudanças algumas são mais fáceis, e outras, são um pouco difíceis de digerir.

São as mudanças que cabem na segunda categoria, são as mais importantes para o crescimento, amadurecimento e discernimento da humanidade. Quando a reportagem do The Boston Globe foi publicada, eu tinha 13 anos, e me lembro vagamente de vários comentários sobre isso.

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Entre Páginas – Dois irmãos

Por , 9 de janeiro de 2017 9:00

Tem alguns livros que nos perseguem.

Você nunca havia ouvido falar nele quando, BOOM: de uma hora para outra ele está em todo lugar.

Essa é mais ou menos a minha história com Dois irmãos, do autor brasileiro Milton Hatoum. A obra não é tão recente (foi publicada há quase vinte anos), mas foi mais recentemente que passei a me deparar com ela em diversos blogs, canais literários e, agora, na chamada de uma nova produção seriada da Rede Globo, que irá ao ar a partir de hoje.

Sendo assim, resolvi partir para esta leitura e o resultado não poderia ter sido melhor!

 

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Onze anos depois da publicação de’Relato de um Certo Oriente’, Milton Hatoum retoma os temas do drama familiar e da casa que se desfaz. ‘Dois Irmãos’ é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. O enredo desta vez tem como centro a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

 

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Pipoca Salgada: A Chegada

Por , 6 de janeiro de 2017 11:31

Quer ver um filme bom? Então veja A Chegada.

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Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

O filme foi baseado em um conto do livro ‘História da sua vida e outros contos’ de Ted Chiang (Lançado no Brasil pela Intrínseca) e apesar de ter cara, jeito e efeitos de um filme de ficção científica, é na verdade, um drama.

Entrei para a sessão com a mente aberta e tentando evitar aumentar as minhas expectativas. Afinal muitas pessoas falaram que era como Interestelar, e ao contrário de muitos, eu amei Interestelar (Leia sobre ele AQUI), e portanto, fiz questão de separar as histórias ( e expectativas) da minha cabeça.

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