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Entre Páginas – Os Luminares

Por , 10 de abril de 2017 8:30

Se alguém chegasse para nós até meados do ano passado e dissesse que iríamos nos encantar com uma narrativa situada em plena corrida do ouro do século XIX na Nova Zelândia, provavelmente iríamos olhar desconfiadas, dar um risinho irônico e seguir em frente.

Porém, qual foi a nossa surpresa ao desbravar as quase 900 páginas de Os Luminares, da jovem (e promissora) autora Eleanor Catton, e encontrar uma obra surpreendente e deliciosa?!

 

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Ambientado na Nova Zelândia do século XIX, o romance tem como pano de fundo a corrida do ouro, em que personagens tentam desvendar a causa da morte de um homem solitário e descobrir o paradeiro de outro, que sumiu sem deixar vestígios. Trama de mistério, tudo em ‘Os luminares’ é inusitado, no limite entre o estranho e o fantástico. A obra, com mais de 800 páginas, tem estrutura inspirada na astrologia e faz uma paródia do romance vitoriano. O jovem inglês Walter Moody, recém-chegado no isolado vilarejo de Hokitika, na remota Nova Zelândia do século 19, procura descanso após sua tumultuada viagem de barco. Mas, sem perceber, ele acaba interrompendo uma reunião secreta de 12 moradores de Hokitika, que estão tentando resolver um mistério. E é durante a corrida do ouro que personagens excêntricos recontam suas histórias para desvendar a morte de um eremita e o desaparecimento do homem mais rico da cidade. Entre os garimpeiros, um chinês traficante de ópio, um político preocupado com o eleitorado, um magnata cafetão, uma prostituta em luto, um reverendo novato e um guia maori são alguns dos envolvidos nesse mistério. E Walter Moody parece ser uma peça desse quebra-cabeça, após passar por uma experiência beirando o paranormal a caminho de Hokitika, onde pretendia fazer fortuna no garimpo. Catton conduz o leitor por histórias que vão do místico ao exótico. Pepitas de ouro costuradas em vestidos, um tiro de suicídio que não dispara, fantasmas em caixões, uma charlatã que convoca espíritos e usa chineses como estátuas de decoração. Tudo isso na lamacenta cidade de Hokitika, onde chove intermitentemente e que prospera apenas enquanto os rios fornecerem ouro. Eleanor Catton buscou no movimento dos astros as influências para seus personagens, dividindo o livro em partes que seguem as posições astrológicas dos signos de cada um dos envolvidos. Mas, se a Lua em Leão não explica desaparecimentos nem mortes suspeitas, a destreza de Catton costura as histórias mais surpreendentes, criando viradas repentinas na narrativa, conexões inesperadas, experiências com o misticismo e fecha firmemente as várias camadas da trama com clareza.

 

“Não há verdades totais, e sim apenas verdades pertinentes”.

Se uma frase pudesse resumir todo este livro, seria esta acima.

 

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Entre páginas + Fala série! – Outlander: A viajante do tempo

Por , 5 de abril de 2017 9:00

Dois formatos = um amor: Outlander.

Os livros de Diana Gabaldon começaram a ser publicados há mais de 25 anos, mas ganharam notoriedade após serem adaptados para a televisão pelo canal americano Starz, em 2014.

Por aqui, a saga literária começou a ser publicada pela editora Rocco, em 2004. Porém, 10 anos depois os direitos de publicação foram assumidos pela antiga Saída de Emergência e, atualmente, pertencem à Editora Arqueiro.

Na minha estante, o primeiro volume me esperava há quase três anos. Ele ficou me namorando da prateleira, mas confesso que fui afastada um pouco pelo “hype” e demorei a dar o braço a torcer… Mas finalmente resolvi arriscar e fiquei completamente apaixonada!

 

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Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

 

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Café Irlandês – 10 leituras essenciais para o nosso novo mundo

Por , 15 de fevereiro de 2017 11:33

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O mundo está uma bagunça e vive momentos de incertezas.

A única diferença é que agora já vimos tudo isso. Sabemos, tudo o que acontece quando um país deixa um (ou vários) poderosos preconceituosos tomar conta, quando abandonamos pessoas em zonas de guerra e quando deixamos as nossas velhas crenças ditar o que devemos fazer.

Os livros, não é a toa que 1984 entrou na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, são uma ótima ferramenta para trabalharmos a empatia e abrirmos os olhos.

Abaixo, listamos 10 livros essências para esse período tão conturbado.

1 – O Diário de Anne Frank de Anne Frank

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Não é tão triste como pode soar, o destino dela foi trágico, porém isso (obviamente) não está em seu diário. Mas é uma viagem ao passado ler uma descrição tão pura sobre os horrores que a sua família passou, enquanto tentava ser uma adolescente, mesmo presa junto com a família em um sótão.

2 – Eu sou Malala de Malal Yousef

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Falamos do livro AQUI, mas é uma leitura praticamente obrigatória para os dias de hoje.

Além de contar os detalhes  os desafios que o seu pai enfrentou e toda a sua recuperação, Malala trás uma outra luz para o islamismo, além das manchetes sensacionalistas dos jornais e dos pré-conceitos que podemos ter.

Posso afirmar que Malala foi uma inspiração para a minha transformação e me abriu os olhos para tudo que poderia ajudar ao meu redor.

3 – Sem lugar para  se Esconder de Glenn Greenwald

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Mais do que ficar falando que tudo é teoria a conspiração, é interessante perceber como nem tudo é teoria da conspiração.

É muito Black Mirror mesmo.

4 – 1984 de George Oswell

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Há várias distopias por aí, mas 1984 de Oswell ainda consegue ser uma das mais aterrorizantes.

Não tem criança lutando até a morte como em Jogos Vorazes, mas tem aquela pressão para ser exatamente como a sociedade manda.

5 – A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak

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Eu recomendaria esse livro mesmo se estivéssemos vivendo em um mundo de flores. Uma história para se abraçar e ler com o coração e a mente aberta.

6 – O Menino do Pijama Listrado de John Boyne

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Boyne tem tantos livros que se encaixariam para essa lsita, mas resolvi colocar esse que é seu mais famoso,proque fala pela visão de uma criança e mostra exatamente o que uma criança sofria durante a segunda guerra mundial.

7 – O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini

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Esse é um livro triste. Muito triste, mas muito essencial.

Mostrando com detalhes como é viver dentro de um regime totalitário e cruel.

8 – Não me abandone Jamais de Kazuo Ishiguro

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Leia o nosso review AQUI.

De uma forma sutil e muito bem desenhada, Ishiguro nos faz considerar o quanto vale a vida de cada pessoa.

9 – Meio Sol Amarelo de Chimamanda Ngozi Adichie

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Um daqueles livros que faz você abrir os olhos e pensar que o mundo não tem solução, mas que há muitas boas pessoas por aí que sofrem por isso.

O livro trata de vários conflitos ocorridos na Nigéria, que eu admito, nunca havia tomado conhecimento antes da leitura.

Foi um dos meus livros favoritos do ano passado e falei dele AQUI.

10 – A Chave do Tamanho de Monteiro Lobato

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De todas as histórias de Lobato essa é a mais especial! Ficaria feliz se a Emília conseguisse resolver os nossos problemas da mesma forma que ela faz nessa história. O mundo seria muito melhor.

Entre Páginas – A Química

Por , 9 de fevereiro de 2017 9:00

Lá pelas bandas de 2008, uma Sabrina recém-matriculada no curso de Jornalismo da faculdade estava conversando com uma colega quando esta lhe indicou efusivamente um certo livro de capa preta, ilustrada com uma imagem de mãos segurando uma maçã.

Naquela ocasião, eu estava enrolada com outras leituras e ainda mantinha um espírito de caloura cujos olhinhos brilhavam ao entrar na seção de jornalismo da biblioteca e prometia a mim mesma que até o final do curso leria todas aquelas obras tão importantes para a minha futura profissão, portanto recusei veementemente o empréstimo daquele livro, uma vez que não sabia quando realmente teria tempo para a leitura. Mas ela insistiu, dizendo que aquele era um livro muito bacana e apaixonante e eu acabei levando-o para casa.

Pois bem. Aquele foi o meu primeiro contato com Crepúsculo e com a escrita da até então desconhecida da americana Stephenie Meyer. Na época fiquei sim fissurada naquela história e passei a acompanhar todas as criações literárias da autora – que migraram dos vampiros para os misteriosos extraterrestres de A Hospedeira.

Depois de muitos anos afastada do ofício de escritora, no final de 2016 Meyer finalmente publicou um novo trabalho: A Química, que levou o meu “eu” de atualmente relembrar o “eu” do passado e adquirir este livro. E, como esperava, a diversão foi garantida!

 

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Uma ex-agente especial fugindo de seus antigos empregadores precisa aceitar um novo caso para limpar seu nome e salvar a própria vida. Ela trabalhava para o governo americano, mas poucas pessoas sabiam disso. Especialista em seu campo de atuação, era um dos segredos mais bem guardados de uma agência tão clandestina que nem sequer tinha nome. E quando perceberam que ela poderia ser um problema, passam a persegui-la. A única pessoa em quem ela confiava foi assassinada. Ela sabe demais, e eles a querem morta. Agora ela raramente fica em um mesmo lugar ou usa o mesmo nome por muito tempo. Até que um antigo mentor lhe oferece uma saída — uma oportunidade de deixar de ser o alvo da vez. Será preciso aceitar um último trabalho, e a única informação que ela recebe a esse respeito só torna sua situação ainda mais perigosa. Ela decide enfrentar a ameaça e se prepara para a pior batalha de sua vida, mas uma paixão inesperada parece diminuir ainda mais suas chances de sobreviver. Enquanto vê suas escolhas se evaporarem rapidamente, ela vai usar seus talentos como nunca imaginou. Uma trama repleta de tensão, na qual Meyer cria uma heroína poderosa e fascinante, com habilidades diferentes de todas as outras, e prova mais uma vez por que seus livros estão entre os mais vendidos do mundo.

 

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Café irlandês – 06 motivos para amar Charles Dickens

Por , 7 de fevereiro de 2017 9:00

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Há 205 anos nascia um dos maiores escritores de todos os tempos: Charles Dickens.

Se você acompanha o blog há um tempinho já sabe que sou absolutamente apaixonada pela escrita do autor inglês e que suas histórias permanecem comigo muito depois de virar as páginas finais de seus romances.

Por isso, gostaria de aproveitar o aniversário de Dickens para compartilhar com vocês alguns motivos para você também se apaixonar por ele.

 

1 – A narrativa

 

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Não importa qual seja a cena: um momento de tensas revelações entre os personagens ou uma simples descrição do amanhecer pelas ruas de Londres: a escrita de Dickens é capaz de traduzir esse momento em algo único e encantador!

 

2 – Os personagens

 

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Dos mocinhos mais profundos aos vilões mais asquerosos, Dickens é capaz de construir personagens tridimensionais e inesquecíveis. Que leitor nunca ficou com a imagens da Sra. Havisham em seu eterno vestido de noiva ou não se arrepiou com a brutalidade de Bill Sykes? E quem nunca tentou evitar a rabugice do velho Scrooge?

 

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Projeto Dickens #7 – Oliver Twist

Por , 31 de janeiro de 2017 9:00

Depois de um longo intervalo, finalmente cheguei à próxima parada do meu longo Projeto Dickens. E a escolha da vez foi a segunda obra publicada pelo autor: Oliver Twist.

Confesso que iniciei a leitura sem muitas expectativas… Na verdade, pelo pouco que sabia sobre o livro, tinha a impressão de que esta seria a obra de Charles Dickens de que menos gostaria. Sendo assim, que delícia foi encontrar uma narrativa impressionante e comovente, capaz de conquistar o meu coração!

 

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Sombrio, misterioso e acidamente engraçado, Oliver Twist apresenta alguns dos vilões mais memoráveis de toda a ficção – Fagin, o traiçoeiro líder da gangue; Bill Sikes, o bandido ameaçador; e Artful Dodger e seu grupo de ladrões pelas ruas imundas de Londres.

A obra de Dickens é, ao mesmo tempo, uma crítica à pobreza e uma aventura repleta de ameaças e maldades ocultas.

 

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Entre Páginas – Dois irmãos

Por , 9 de janeiro de 2017 9:00

Tem alguns livros que nos perseguem.

Você nunca havia ouvido falar nele quando, BOOM: de uma hora para outra ele está em todo lugar.

Essa é mais ou menos a minha história com Dois irmãos, do autor brasileiro Milton Hatoum. A obra não é tão recente (foi publicada há quase vinte anos), mas foi mais recentemente que passei a me deparar com ela em diversos blogs, canais literários e, agora, na chamada de uma nova produção seriada da Rede Globo, que irá ao ar a partir de hoje.

Sendo assim, resolvi partir para esta leitura e o resultado não poderia ter sido melhor!

 

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Onze anos depois da publicação de’Relato de um Certo Oriente’, Milton Hatoum retoma os temas do drama familiar e da casa que se desfaz. ‘Dois Irmãos’ é a história de como se constroem as relações de identidade e diferença numa família em crise. O enredo desta vez tem como centro a história de dois irmãos gêmeos – Yaqub e Omar – e suas relações com a mãe, o pai e a irmã. Moram na mesma casa Domingas, empregada da família, e seu filho. Esse menino – o filho da empregada – narra, trinta anos depois, os dramas que testemunhou calado. Buscando a identidade de seu pai entre os homens da casa, ele tenta reconstruir os cacos do passado, ora como testemunha, ora como quem ouviu e guardou, mudo, as histórias dos outros. Do seu canto, ele vê personagens que se entregam ao incesto, à vingança, à paixão desmesurada. O lugar da família se estende ao espaço de Manaus, o porto à margem do rio Negro: a cidade e o rio, metáforas das ruínas e da passagem do tempo, acompanham o andamento do drama familiar. Prêmio Jabuti 2001 de Melhor Romance.

 

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Blá Blá Blá – Quem tem medo dos clássicos?

Por , 21 de outubro de 2016 9:00

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Já mencionei diversas vezes por aqui que uma das minhas fontes número um de indicações literárias é o Youtube. Assino diversos canais do universo “booktube”, focados nos mais diversos gêneros, públicos e idades.

O mais divertido em seguir a vários canais, na minha opinião, é identificar as “patotas” de vlogueiros, que leem em conjunto, comentam e interagem entre si. E uma das minhas “patotas” favoritas do booktube internacional é, sem dúvida, a formada por Ange (Beyond the Pages), Alysia (Exlibris), Katie (Books and Things), Kate (Kate Howe) e Yamini (TheSkepticalReader).

O perfil dessas meninas é voltado mais para clássicos e literatura contemporânea – gêneros que estão, aos poucos, ganhando um espacinho especial no meu coração (vide os desafios de leitura dos quais tenho participado, como o #projetopravida e o projeto Yale). Para vocês terem uma ideia, elas criaram um projeto especial para este mês chamado #Victober, onde fizeram a proposição de lerem bastante literatura vitoriana ao longo do mês. Puro amor!

Bem, tudo isso é para dizer que esses dias estava assistindo um vídeo da Katie, do Books and Things, no qual ela avalia a relação das pessoas com os romances clássicos e como essa classificação faz com que as pessoas se sintam na obrigação de ter que entender todas as entrelinhas daquela obra ou de fazer resenhas mais aprofundadas e com menos “paixão” do que as de livros mais contemporâneos.

Fiquei pensando nesse assunto e como ele se aplica à minha própria relação com os clássicos – e com os outros gêneros literários – e resolvi compartilhar um pouquinho dessa reflexão com vocês, para ver ser mais pessoas também se sentem assim.

 

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#LendoKing #3 – A Escolha dos Três

Por , 13 de outubro de 2016 12:37

Por Fanny Ladeira e Sabrina Inserra

Próxima parada da série A Torre Negra e do nosso desafio #LendoKing!

Se em O Pistoleiro fomos “jogados” em um universo árido – e meio estranho –, em um enredo incômodo mas, ao mesmo tempo, fascinante, em A Escolha dos Três nos deparamos com uma narrativa ainda mais ágil e intrigante.

 

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Atenção! Pode conter spoilers de O Pistoleiro!

 

As cartas revelam aqueles que Roland deverá escolher para ajudá-lo em sua busca: O Prisioneiro, A Dama das Sombras e A Morte. Roland encontra três portas que o levam do Mundo Médio para três épocas diferentes. A primeira o transporta a 1987 e a Eddie Dean, um viciado em heroína. É O Prisioneiro, refém de seu vício. A segunda o transporta à mesma cidade, à década de 1960. A Dama das Sombras que Roland encontra é Odetta Holmes, uma ativista política cuja dupla identidade corresponde à Detta Walker, rebelde e cleptomaníaca. A terceira porta o leva a 1977, onde encontra Jack Mort, A Morte. Jack é um assassino inescrupuloso, responsável pela primeira morte de Jake. Durante seu domínio sobre Jack, o pistoleiro conseguiu evitar a morte de Jake, criando duas linhas de tempo diferentes em sua cabeça e na do menino. Ambos começam a ser dilacerados por essa dualidade, que será um dos temas principais do próximo livro.

 

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#LendoKing #2 – Carrie, a Estranha

Por , 26 de setembro de 2016 9:00

Por Fanny Ladeira e Sabrina Inserra

 

A primeira parada do nosso Desafio #LendoKing fora da série A Torre Negra é Carrie, a Estranha, o primeiro romance publicado pelo autor.

Que o King é um dos (senão “o”) maiores autores de terror da atualidade não é nenhuma surpresa… Mas ficamos bastante receosas por nos aventurar pelas páginas de Carrie justamente por este ser o seu primeiro livro – afinal, bem sabemos que a primeira obra de um autor não costuma ser tão completa quanto as demais. Porém, tivemos uma grata surpresa ao encontrar, neste livro, as características que viriam a consagrar o escritor posteriormente.

Sim, Carrie tem as suas falhas, mas ainda assim é um livro instigante e, em alguns momentos, aterrorizante.

 

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Carrie, a estranha narra a atormentada adolescência de uma jovem problemática, perseguida pelos colegas, professores e impedida pela mãe de levar a vida como as garotas de sua idade. Só que Carrie guarda um segredo: quando ela está por perto, objetos voam, portas são trancadas ao sabor do nada, velas se apagam e voltam a iluminar, misteriosamente.

Aos 16 anos, desajustada socialmente, Carrie prepara sua vingança contra todos os que a prejudicaram. A vendeta vem à tona de forma tão furiosa e amedrontadora que até hoje permanece como exemplo de uma das mais chocantes e inovadoras narrativas de terror de todos os tempos.

 

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