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Blá Blá Blá – Não estamos atingindo as nossas metas literárias (e está tudo bem)

Por , 12 de novembro de 2017 9:04

Regret

 

Todo ano é a mesma ladainha: logo na primeira semana, tiramos um tempo para listar os livros que queremos e pretendemos ler. E, no começo, é tudo mil maravilhas… férias e muito tempo livre para ler. Parece que nada poderá nos impedir de cumprir as (altas) metas literárias para o ano.

Porém, o ano avança e, com ele, vêm os compromissos, o trabalho, séries do Netflix, joguinhos para celular, outras metas… e todo aquilo entusiasmo fica para trás.

O pique pode ter ido para o fundo do poço, mas também optamos por nunca mudar as metas (sabe aquele velho e famoso ‘quando atingirmos a meta, dobramos a meta?’). Então… não atingimos a meta, nem a reduzimos pela metade.

Parece uma derrota para quem estava acostumado a ler mais de 100 livros no ano, mas por que não estamos tristes com isso?

 

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Entre páginas – O dono do morro: Um homem e a batalha pelo Rio

Por , 13 de outubro de 2017 9:00

Há pouco tempo, em uma sexta-feira tumultuada no trabalho, ouvi falar pela primeira vez nos conflitos violentos que estavam acontecendo na Rocinha, uma das principais favelas do Rio de Janeiro e a maior da América Latina.

Admito que, antes desse episódio, o mais próximo que já chegara de conhecer a realidade do tráfico nos morros cariocas havia sido pelo noticiário comum – e pela leitura de Abusado, do jornalista Caco Barcellos.

Pois bem. Lá estava eu, naquela sexta-feira, fascinada e curiosa a respeito dos elementos que haviam deflagrado a guerra entre facções na Rocinha. E foi justamente pesquisando sobre o assunto que me deparei com uma entrevista com o jornalista americano Misha Gleeny acerca de seu livro, O dono do morro: Um homem e a batalha pelo Rio, publicado pela Companhia das Letras no ano passado.

Interessada pelo tema, corri no mesmo momento para a Amazon, onde me deparei com o e-book da obra com um descontão, e iniciei a leitura no mesmo dia.

 

O donoO dono do morro é a história impressionante de um homem comum forçado a tomar uma decisão que transformaria sua vida. Como Antonio Francisco Bonfim Lopes, um jovem pai trabalhador, se transformou em Nem, o líder do tráfico de drogas na Rocinha? A partir de uma série de entrevistas na prisão de segurança máxima onde o criminoso cumpre sentença, Misha Glenny narra a ascensão e a queda do traficante, assim como a tragédia de uma cidade.

Da inundação do Rio de Janeiro pela cocaína nos anos 1980 à situação atual que embaralha voto, armas, política, polícia e bandidagem, a apuração impecável de Misha Glenny revela cada peça de um complicado quebra-cabeças.

 

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#LendoKing #6 – Saco de Ossos

Por , 16 de agosto de 2017 9:00

Sabe aquelas histórias de fantasmas bem assustadoras que a gente conta no escuro, antes de dormir?

Saco de Ossos, do Stephen King, é tudo isso e muito mais!

 

Capa Saco de Ossos Ponto de Leitura.inddA história de um antigo amor – um sentimento forte que o tempo e a morte não conseguem destruir. A história de uma nova paixão – um relacionamento assombrado por segredos do passado. A história de uma criança – a inocente prisioneira de um terrível fogo cruzado. São estes os ingredientes de Saco de Ossos, mais um romance com a marca inigualável do grande mestre da narrativa contemporânea, Stephen King. Mike Noonan é um romancista de sucesso que vê sua vida subitamente transformada com a morte da esposa Jo. Quatro anos já se passaram e o sentimento é o mesmo – o desânimo, a tristeza, a sensação de que nunca mais será capaz de escrever. Diante da tela branca do computador, ele vê o vazio doloroso que passou a dominar seus dias. Nem mesmo o sono lhe traz alívio. Noonan é agora atormentado por terríveis pesadelos com Sara Laughs e a casa do lago – o recanto de sonhos onde ele e Jo foram tão felizes. Voltar à pequena cidade. Esta parece ser a única saída. Mike sente que precisa enfrentar o passado e tentar reencontrar seu caminho.

 

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Entre páginas – O inferno dos outros

Por , 7 de agosto de 2017 9:00

Falei recentemente aqui no blog sobre o Man Booker Prize e como, aos poucos, esse prêmio tem despertado a minha curiosidade (e me desafiado a ler coisas diferentes).

Apesar de a longlist da premiação ter saído apenas recentemente, ela foi precedida pela edição internacional do Booker Prize, que engloba obras do mundo todo, escrita em línguas diferentes, publicadas no último ano na Inglaterra.

E foi justamente quando essa longlist internacional foi divulgada que conheci David Grossman e sua obra O inferno dos outros. O livro estava sendo bastante comentado em um grupo do Goodreads que acompanho (ManBookering – #ficadica!) e resolvi conferi-lo.

 

CAPA-O-INFERNO-DOS-OUTROS

Em cima de um palco decadente de uma pequena cidade israelense, Dovale apresenta um show de stand up para alguns gatos pingados e um amigo de infância, seu convidado especial da noite. Enquanto faz piadas mais ou menos sagazes, no limite do politicamente correto e do bom gosto, passeando por temas tão amplos quanto o conflito Israel-Palestina e os palavrões proferidos por um papagaio, o comediante provoca o riso da plateia, mas também o desconforto. A tensão aumenta conforme Dovale expõe seus dramas pessoais mais profundos, e o humor se esvai dando lugar a uma melancolia comum a todos nós. Um romance corajoso e atual, breve mas avassalador, de um dos maiores ficcionistas contemporâneos.

 

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Entre páginas – Rua do Odéon

Por , 4 de agosto de 2017 9:00

Tem algumas pessoas que não acreditam em inferno astral. Mas é bem da verdade é que o mês que antecede o meu aniversário sempre tende a ser um pouquinho mais conturbado que o normal… E esse ano não foi diferente!

Faltava exatamente 10 dias para eu ficar um aninho mais velha quando eu torci feio o meu pé. Isso resultou em um pouco mais de uma semana “de molho” em casa com o pé imobilizado… e em muitas leituras no “intervalo do gelo”.

Dentre elas estava Rua do Odéon, um livro de memórias de Adrienne Monnier, uma livreira de Paris que vivem em meio à efervescência cultural da cidade-luz entre os anos de 1915 e 1951. E que delícia de leitura!

 

Rua do OdeonDe 1915 a 1951, La Maison des Amis des Livres, a livraria de Adrienne Monnier na rua do Odéon, em Paris, foi um importante ponto de encontro para muitos intelectuais da época, como Paul Valéry, André Gide, Jean Cocteau, André Breton, Walter Benjamin e James Joyce. O local funcionava também como editora, e uma de suas publicações em especial teve grande repercussão: a primeira edição em francês do romance Ulisses, de Joyce, em 1929. Os textos que compõem este livro constituem uma espécie de relato fragmentado da trajetória dessa livraria, de suas várias atividades e de alguns de seus frequentadores. Autorretrato de uma mulher apaixonada, culta e que soube reunir em torno de si um fascinante grupo de intelectuais, Rua do Odéon é, acima de tudo, uma homenagem à literatura.

 

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#LendoKing #5 – A Dança da Morte

Por , 2 de agosto de 2017 9:00

Para a Sabrina e para a Fanny a leitura de A Dança da Morte, do Stephen King, se deu em momentos e por motivos diferentes… E o resultado dessa jornada também foi um pouquinho distinto para cada uma.

 

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Poucos livros merecem ser chamados de fenômeno editorial, mas ‘A dança da morte’ sem dúvida é um deles. Aclamado pela crítica e pelo público, o romance é considerado uma das melhores obras de Stephen King.
Após um erro de computador no Departamento de Defesa, um milhão de contatos casuais formam uma cadeia de morte: é assim que o mundo acaba. O que surge é um árido lugar, privado de suas instituições e esvaziado de 9% da sua população. Um lugar onde sobreviventes em pânico escolhem seus lados – ou são escolhidos por eles. Onde os bons se apoiam nos ombros frágeis de Mãe Abagail, com seus 108 anos de idade, e os piores indizíveis: Randall Flagg, o homem escuro.
Valendo-se da imaginação sem limites que caracteriza sua obra , King criou uma história épica sobre o fim da civilização e a eterna batalha entre o bem e o mal. Com sua complexidade moral, seu ritmo eletrizante e suas incríveis profundidade e variedade de personagens, ‘A dança da morte’ merece um lugar entre os clássicos da literatura popular contemporânea.

 

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Entre Páginas – Drácula #ProjetoPraVida

Por , 31 de julho de 2017 9:00

Um Clássico é um clássico!

Ler Drácula, de Bram Stoker, se tornou uma ~obrigação~ quando ele foi o título escolhido para o Clube do Livro do qual participamos. Mas como ele já figurava em nossa lista para o #projetopravida, foi ótimo riscá-lo de duas colunas diferentes.

 

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Fonte de inúmeras adaptações para telas e palco, inspiração para músicos, escritores e artistas de todas as áreas, Drácula é um ícone incontestável e obra-máxima de Bram Stoker.

De um lado o conde Drácula – o mais famoso vampiro da literatura – e sua legião crescente de mortos-vivos. De outro, um grupo unido e decidido a caçá-lo: Jonathan e Mina Harker, o médico holandês Van Helsing e seus amigos. Romance epistolar ágil e bem-construído, esse livro enredará também você nessa dramática corrida contra o tempo.

 

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Entre Páginas – Os Luminares

Por , 10 de abril de 2017 8:30

Se alguém chegasse para nós até meados do ano passado e dissesse que iríamos nos encantar com uma narrativa situada em plena corrida do ouro do século XIX na Nova Zelândia, provavelmente iríamos olhar desconfiadas, dar um risinho irônico e seguir em frente.

Porém, qual foi a nossa surpresa ao desbravar as quase 900 páginas de Os Luminares, da jovem (e promissora) autora Eleanor Catton, e encontrar uma obra surpreendente e deliciosa?!

 

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Ambientado na Nova Zelândia do século XIX, o romance tem como pano de fundo a corrida do ouro, em que personagens tentam desvendar a causa da morte de um homem solitário e descobrir o paradeiro de outro, que sumiu sem deixar vestígios. Trama de mistério, tudo em ‘Os luminares’ é inusitado, no limite entre o estranho e o fantástico. A obra, com mais de 800 páginas, tem estrutura inspirada na astrologia e faz uma paródia do romance vitoriano. O jovem inglês Walter Moody, recém-chegado no isolado vilarejo de Hokitika, na remota Nova Zelândia do século 19, procura descanso após sua tumultuada viagem de barco. Mas, sem perceber, ele acaba interrompendo uma reunião secreta de 12 moradores de Hokitika, que estão tentando resolver um mistério. E é durante a corrida do ouro que personagens excêntricos recontam suas histórias para desvendar a morte de um eremita e o desaparecimento do homem mais rico da cidade. Entre os garimpeiros, um chinês traficante de ópio, um político preocupado com o eleitorado, um magnata cafetão, uma prostituta em luto, um reverendo novato e um guia maori são alguns dos envolvidos nesse mistério. E Walter Moody parece ser uma peça desse quebra-cabeça, após passar por uma experiência beirando o paranormal a caminho de Hokitika, onde pretendia fazer fortuna no garimpo. Catton conduz o leitor por histórias que vão do místico ao exótico. Pepitas de ouro costuradas em vestidos, um tiro de suicídio que não dispara, fantasmas em caixões, uma charlatã que convoca espíritos e usa chineses como estátuas de decoração. Tudo isso na lamacenta cidade de Hokitika, onde chove intermitentemente e que prospera apenas enquanto os rios fornecerem ouro. Eleanor Catton buscou no movimento dos astros as influências para seus personagens, dividindo o livro em partes que seguem as posições astrológicas dos signos de cada um dos envolvidos. Mas, se a Lua em Leão não explica desaparecimentos nem mortes suspeitas, a destreza de Catton costura as histórias mais surpreendentes, criando viradas repentinas na narrativa, conexões inesperadas, experiências com o misticismo e fecha firmemente as várias camadas da trama com clareza.

 

“Não há verdades totais, e sim apenas verdades pertinentes”.

Se uma frase pudesse resumir todo este livro, seria esta acima.

 

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Entre páginas + Fala série! – Outlander: A viajante do tempo

Por , 5 de abril de 2017 9:00

Dois formatos = um amor: Outlander.

Os livros de Diana Gabaldon começaram a ser publicados há mais de 25 anos, mas ganharam notoriedade após serem adaptados para a televisão pelo canal americano Starz, em 2014.

Por aqui, a saga literária começou a ser publicada pela editora Rocco, em 2004. Porém, 10 anos depois os direitos de publicação foram assumidos pela antiga Saída de Emergência e, atualmente, pertencem à Editora Arqueiro.

Na minha estante, o primeiro volume me esperava há quase três anos. Ele ficou me namorando da prateleira, mas confesso que fui afastada um pouco pelo “hype” e demorei a dar o braço a torcer… Mas finalmente resolvi arriscar e fiquei completamente apaixonada!

 

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Em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial, a enfermeira Claire Randall volta para os braços do marido, com quem desfruta uma segunda lua de mel em Inverness, nas Ilhas Britânicas. Durante a viagem, ela é atraída para um antigo círculo de pedras, no qual testemunha rituais misteriosos. Dias depois, quando resolve retornar ao local, algo inexplicável acontece: de repente se vê no ano de 1743, numa Escócia violenta e dominada por clãs guerreiros.

Tão logo percebe que foi arrastada para o passado por forças que não compreende, Claire precisa enfrentar intrigas e perigos que podem ameaçar a sua vida e partir o seu coração. Ao conhecer Jamie, um jovem guerreiro escocês, sente-se cada vez mais dividida entre a fidelidade ao marido e o desejo. Será ela capaz de resistir a uma paixão arrebatadora e regressar ao presente?

 

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Café Irlandês – 10 leituras essenciais para o nosso novo mundo

Por , 15 de fevereiro de 2017 11:33

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O mundo está uma bagunça e vive momentos de incertezas.

A única diferença é que agora já vimos tudo isso. Sabemos, tudo o que acontece quando um país deixa um (ou vários) poderosos preconceituosos tomar conta, quando abandonamos pessoas em zonas de guerra e quando deixamos as nossas velhas crenças ditar o que devemos fazer.

Os livros, não é a toa que 1984 entrou na lista dos mais vendidos nos Estados Unidos, são uma ótima ferramenta para trabalharmos a empatia e abrirmos os olhos.

Abaixo, listamos 10 livros essências para esse período tão conturbado.

1 – O Diário de Anne Frank de Anne Frank

Anne Frank

Não é tão triste como pode soar, o destino dela foi trágico, porém isso (obviamente) não está em seu diário. Mas é uma viagem ao passado ler uma descrição tão pura sobre os horrores que a sua família passou, enquanto tentava ser uma adolescente, mesmo presa junto com a família em um sótão.

2 – Eu sou Malala de Malal Yousef

Eu sou malala

Falamos do livro AQUI, mas é uma leitura praticamente obrigatória para os dias de hoje.

Além de contar os detalhes  os desafios que o seu pai enfrentou e toda a sua recuperação, Malala trás uma outra luz para o islamismo, além das manchetes sensacionalistas dos jornais e dos pré-conceitos que podemos ter.

Posso afirmar que Malala foi uma inspiração para a minha transformação e me abriu os olhos para tudo que poderia ajudar ao meu redor.

3 – Sem lugar para  se Esconder de Glenn Greenwald

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Mais do que ficar falando que tudo é teoria a conspiração, é interessante perceber como nem tudo é teoria da conspiração.

É muito Black Mirror mesmo.

4 – 1984 de George Oswell

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Há várias distopias por aí, mas 1984 de Oswell ainda consegue ser uma das mais aterrorizantes.

Não tem criança lutando até a morte como em Jogos Vorazes, mas tem aquela pressão para ser exatamente como a sociedade manda.

5 – A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak

A menina que roubava livros

Eu recomendaria esse livro mesmo se estivéssemos vivendo em um mundo de flores. Uma história para se abraçar e ler com o coração e a mente aberta.

6 – O Menino do Pijama Listrado de John Boyne

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Boyne tem tantos livros que se encaixariam para essa lsita, mas resolvi colocar esse que é seu mais famoso,proque fala pela visão de uma criança e mostra exatamente o que uma criança sofria durante a segunda guerra mundial.

7 – O Caçador de Pipas de Khaled Hosseini

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Esse é um livro triste. Muito triste, mas muito essencial.

Mostrando com detalhes como é viver dentro de um regime totalitário e cruel.

8 – Não me abandone Jamais de Kazuo Ishiguro

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Leia o nosso review AQUI.

De uma forma sutil e muito bem desenhada, Ishiguro nos faz considerar o quanto vale a vida de cada pessoa.

9 – Meio Sol Amarelo de Chimamanda Ngozi Adichie

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Um daqueles livros que faz você abrir os olhos e pensar que o mundo não tem solução, mas que há muitas boas pessoas por aí que sofrem por isso.

O livro trata de vários conflitos ocorridos na Nigéria, que eu admito, nunca havia tomado conhecimento antes da leitura.

Foi um dos meus livros favoritos do ano passado e falei dele AQUI.

10 – A Chave do Tamanho de Monteiro Lobato

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De todas as histórias de Lobato essa é a mais especial! Ficaria feliz se a Emília conseguisse resolver os nossos problemas da mesma forma que ela faz nessa história. O mundo seria muito melhor.