Posts com a tag:Orgulho e Preconceito

Blá Blá Blá: Os Amores de Papel #DiadosNamorados

Por , 11 de junho de 2017 20:30

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Há uma linha bem marcada que atravessamos quando nos tornamos leitores. Não é errado afirmar que deixamos um mundo cinzento para trás e começamos um percursos com várias estradas, desvios e opções.

Quando entramos nesse delicioso labirinto da leitura, dificilmente passaremos pelas mesmas experiências, gostos e desgostos de outras pessoas. Cada um carrega a sua experiência pessoal para dentro dele, e até mesmo qualquer pequena diferença dos passos (como alguns livros diferentes), podem acarretar nessas diferenças.

Por isso, ler um livro é embarcar em uma viagem, e isso vale para as coisas ruins e para as boas. Para os momentos de mistério, e da tranquilidade dos epílogos. E isso também significa, que se o personagem é encantador, temos grandes chances de nos apaixonarmos por eles.

Às vezes, é uma paixonite que termina no momento em que você fecha o livro e segue em frente para o próximo, mas há alguns personagens que nos cativam tanto,  que não queremos terminar o livro.

Ou melhor, o livro nunca termina para nós. É alguém falar o nome, que já damos aquela pequena suspirada e uma leve inclinação de cabeça, lembrando exatamente de como ele nos fez sentir.

A saudade pode ser tão grande, que em muitos momentos você relerá o livro, para se reencontrar com esse sentimento.

Se apaixonar por um personagem, é bem parecido com encontrar um desconhecido no metro, no ônibus ou até no elevador. Uma pessoa que você olha e já se sente atraído de cara. E nem sempre é só por conta do tipo físico (às vezes é, né?), mas o jeito da pessoa. Você olha e pensa: Meu número.

E aí, o ponto chega, o vagão para na estação ou o elevador para no seu andar, e você vai embora continuando a sua vida. Mas certamente, contará para alguém sobre o seu encontro, porque ele tem toques de mistérios.

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Entre Páginas – Eligible

Por , 20 de junho de 2016 11:59

Depois de muito burburinho lá fora e uma presença expressiva nos mais lidos do New York Times, precisei ler Eligible, uma releitura moderna do meu livro favorito, Orgulho e Preconceito.

25852870Essa versão da família Bennet – e do Sr. Darcy – é uma que já conheceu e ao mesmo tempo ainda não conheceu antes: Liz é uma escritora de revista com seus 30 e tantos anos, como a sua irmã instrutora de Yoga, Jane, e ambas moram em Nova York. Quando o pai delas dá um susto com a saúde, ela voltam para a casa em Cincinnati, para ajudar e descobrir que a casa e a família está despedaçando.

As suas irmãs mais novas, Kitty e Lydia estão muito ocupadas com as suas dietas e o Crossfit pra arrumarem um emprego. Mary, a irmã do meio, está tirando o seu terceiro diploma e mal sai do quarto, exceto um saída misteriosa as terças a noite. E a Sra Bennet só tem uma coisa na sua cabeça: casar as suas filhas, especialmente a Jane já que o seu aniversário de 40 anos está chegando.

Quando Chip Bingley, um lindo novo doutor da cidade que recentemente participou do reality show de namoro Eligible. No churrasco de 4 de julho,Chip se interessa imediatamente por Jane, mas o amigo de Chi, o neurocirurgião, Fitzwilliam Darcy se mostra para Liz muito menos charmoso.

E mesmo assim, as primeiras impressões podem enganar…

A coluna de livros do New York Times, envia o seu newsletter toda sexta-feira depois do almoço.

Isso quer dizer que toda sexta-feira quando chego em casa do trabalho, eu tenho bastante coisa para ler sobre os lançamentos, mais vendidos e outras curiosidades que a o newsletter traz.
Minhas leituras não são baseadas nele, mas é uma boa fonte de consulta.

Em um desses newsletter tinha o link para o review deles de Eligible, que estava na lista dos mais vendidos no quarto lugar naquela semana. Poderia ter passado batido se não fosse pela palavrinha mágica para chamar minha atenção ‘uma releitura moderna de Orgulho e Preconceito.

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Entre Páginas – Orgulho e Preconceito em Quadrinhos

Por , 12 de maio de 2016 14:00

O meu livro favorito de todos os tempos ganhou uma versão em quadrinhos, e obviamente a minha curiosidade foi no céu para conhecer o trabalho do Ian Edgginton e Robert Deas, lançado no Brasil pela Editora Nemo.

1306-20160112113212Elizabeth e suas quatro irmãs estão impossibilitadas de herdar a propriedade de seu velho pai e enfrentam a ameaça do despejo. As irmãs devem garantir sua segurança financeira por meio do casamento, mas nossa heroína tem outros planos. Ela fez votos de se casar somente por amor. Seu olhar acaba capturado pelo distinto Sr. Darcy, mas quem irá salvar os Bennets? Elizabeth deve se casar por amor ou deve salvar sua família?

Jane Austen se referia a Orgulho e preconceito (1813), o primeiro romance que escreveu, como seu “filho querido” – e gerações de leitores lhe têm dado um cantinho em seus corações desde então. A atração irresistível que ela retrata, entre a vivaz e independente Elizabeth Bennet e o austero e solene Sr. Darcy, se insere entre as maiores, mais românticas e mais engraçadas histórias de amor já contadas.

 

Nesse momento, mais de 200 anos da publicação de Orgulho e Preconceito, foram feitas tantas adaptações, filmes, séries e releituras que a história a maioria já conhece. Você já sabe o que cada personagem quer ou tem, e ao aproveitar essas várias revisões do trabalho mais famoso de Jane Austen, você só quer encontrar aquela história que tanto ama ali.

Acredite não é tão fácil assim.

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Entre Páginas – O Diário Secreto de Lizzie Bennet

Por , 5 de março de 2015 10:00

Ano passado decidi que para diminuir um pouco a lista de leitura iria não só comprar pouquíssimos livros, conforme prometido aqui, como também iria utilizar a “jarra” TBR – to be read. Sempre que pudesse, irei sortear um livro para ler, e assim diminuir a pilha de livros.

O Diário Secreto de Lizzie Bennet foi o primeiro livro sorteado, e acho que ele dispensa apresentações, ou não?

The Lizzie Bennet Diaries, foi uma websérie de extremo sucesso, ganhando até o Emmy. Muita gente acompanhou a releitura moderna do clássico Orgulho e Preconceito de Jane Austen, principalmente as meninas aqui do blog.

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Café Irlandês – 11 razões que provam que Jane Austen é eterna

Por , 16 de dezembro de 2014 9:00

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Você não precisa viver para sempre para ser eterno, basta marcar o seu nome na história de forma correta.

Há 239 anos, nascia Jane Austen, uma filha de um clérigo do interior da Inglaterra, que nos seus 41 anos de vida, iria escrever uma das grandes obras que a tornariam eterna, Orgulho e Preconceito.

Mais de dois séculos já se passaram, e  essa sua obra (assim como o restante) continua tão atual como quando foi escrita, e abaixo tentamos explicar uma dessas razões, nessa data tão especial.

 

1 – Gostamos de Lizzie Bennet quase instantaneamente, e quem não gosta, pelo menos simpatiza

Esse é um dos grandes pontos de Austen, ela quer que você veja a história sobre o ponto de vista daquela pessoa especifica, no caso desse, Lizzie.

 

 

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2 – As irmãs mudam, mas pelo menos entre Lizzie e Jane a simetria é sempre a mesma

Uma das grandes incentivadoras e amigas de Jane, foi a sua irmã Cassandra, que após perder um noivo de forma trágica, viveu o resto da vida praticamente ao lado da irmã. Muito e diz na influência dessa companhia para as relações entre Lizzie  e Jane e Eleonor e Marianne em Razão e Sensibilidade.

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3 –  Os roteiristas mudam, a linguagem se altera, mas o que Austen quis dizer, se mantém

Apesar da sua influência em obras atuais, Jane publicou somente 4 livros  em vida e A Abadia de Northanger e Persuasão postumamente. Durante os seus anos de escritora, ela ganhou pouquíssimo com a venda dos seus livros, e em diversas fases da vida morou com os irmãos devido a falta de condição de se manter.

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4 – Mantivemos (dentro das possibilidades de adaptação) a pureza da história.

Apesar de ser um dos romances mais conhecidos do mundo, a suavidade como é contado, não levando em consideração, aspectos sexuais, trás uma leveza sempre para a história. É aquele tipo de filme/série, que você pode sentar para ver com os pais e os sobrinhos.

As irmãs Brontë consideravam as suas histórias muito românticas, mas Jane falou em uma das suas cartas que só mantia a vingança e revanche em seus livros enquanto era necessário.

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 5 – The Gentleman. The gentleman

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Entre Páginas – Jane Austen ruined my life

Por , 16 de dezembro de 2013 9:00

Dia da Jane

O título desse livro é bem sugestivo e apesar do que eu esperava, a estória e a grande lição que a autora quer passar, vai além do que poderia imaginar.

Jane Austen ruined my lifeA professora de Inglês de uma renomada universidade Americana, Emma Douglas, sempre fez tudo na sua vida, do jeito que o seu pai pastor lhe indicou que ela deveria fazer.

E a sua vida estava ótima, até que ela encontra o seu marido, também professor da universidade coma  sua assistente. De repente, todas as suas expectativas românticas (a maioria delas impostas pelos livros da Jane Austen), são jogadas ao vento, expondo como a ela deixou tanto para trás, inclusive os seus sonhos.

Eu amo Jane Austen, e divido esse amor com todo o resto da equipe do blog, assim como milhares de pessoas espalhadas pelos 4 cantos do mundo.

O amor por Jane Austen é diferente do que sinto por qualquer outro autor. É mais profundo e mais vivo.

E mesmo ela não estando mais vida há quase 200 anos, a admiração, e principalmente o mistério em volta dessa simples mulher nascida em uma família com 9 irmãs, e filha de um pastor, que não frequentou nenhuma universidade de renome ou teve o seu reconhecimento merecido em vida, cresce a cada dia.

E mesmo hoje, após anos e anos de pesquisa, não há resposta para várias questões da sua vida, e para terror de seus fãs, se sabe ainda menos da sua vida amorosa, mesmo ela tendo escrito estórias de amor icônicas como a de Emma Woodhouse de George Knightley , Lizzie Bennet e Fitzwilliam Darcy e tantas outras.

E são essas questões, que a nossa protagonista, Emma, tenta resolver ao longo de uma saga por Londres e pela Inglaterra nos lugares importantes, de Jane e da sua era.

Emma está em uma jornada pessoal e é ajudada por uma sociedade secreta de Janeites, a usar a experiência densa da sua vida para encontrar a si mesma, e é aqui que reside a grande diferença desse livro.

O livro é curto e Beth demonstra que teve uma pesquisa muito grande por trás d todos os elementos impostos, apesar de toda a questão de uma sociedade secreta sem um pouco fora do que poderíamos esperar de um livro inspirado em Jane Austen,não tira tanto o brilho da narrativa.

A jornada de Emma, é inspirada nos romances de Jane, ela mesma no começo do livro culpando a nossa doce e morta escritora por ter condenado com a sua vida, ao escrever romances com homens corajosos e que qualquer uma gostaria de chamar de seu.

Porém à medida que a sua busca vai se ficando mais estreita, Emma e nós leitores, vamos percebemos que queremos tanto nos encaixar em um romance de Jane Austen que esquecemos que a própria Jane não vivia e nem teve um ‘final feliz’ como as suas protagonistas.

O pouco que sabemos de Austen é que ela teve algumas oportunidades de se casar, e até aceitou uma proposta de casamento, mas que reclinou no dia seguinte, e que durante anos viveu com pouco dinheiro, e graças à ajuda de seus irmãos.

E assim, chegamos ao final do livro percebendo que por mais que as escolhas de Jane fossem diferentes das suas protagonistas, elas não foram menos importantes.

Austen não teve o seu final de contos de fadas, não teve uma casa cheio de crianças e um legado de sua linhagem para deixar para o mundo, mas deixou algo muito mais importante: Suas 6 criações (Orgulho e Preconceito, Razão e Sensibilidade, Persuasão,  Mansfield Park, Emma e A Abadia de Northanger), que nos encantam há mais de 200 anos, e que assim como a protagonista desse livro, marcou a vida de muitas de nós.

Sim! É tudo culpa de Jane Austen, e apesar de não ter conhecido essa escritora, tenho certeza, que ela daria um sorriso maroto, ao nos ouvir falar assim dela., com carinho, respeito, admiração e um pontinha de sarcasmo!

Ficha Técnica:

Livro: Jane Austen ruined my life

Autora: Beth Pattillo

Editora: GuidepostsBooks

Páginas: 270 páginas

Nota: 3,5/5 estrelas

Entre Páginas – Billy and Me

Por , 30 de setembro de 2013 10:00

Para um apaixonado por livros, qualquer desculpa é suficiente para o conduzir para uma livraria. Está chovendo? Vamos à livraria! Falta uma hora para a sessão do cinema? Vamos à livraria!

E foi justamente em uma dessas andanças que fui fisgada pela capa “impactante” de Billy and Me, da autora estreante (e casada com um certo músico famoso) Giovanna Fletcher. Retirei o livro da prateleira assim, como quem não quer nada e, quando percebi, já estava completamente conquistada pela história!

 

Billy and MeSophie May tem um segredo.

Um segredo que ela conseguiu esconder durante anos. Como consequência, ela teve que abrir mão do seu sonho de ir para uma universidade e viajar pelo mundo para permanecer em sua pequena vila, vivendo com sua mãe e trabalhando no comércio local.

É assim que ela conhece o glorioso Billy – um ator que ambiciona chegar ao topo. E quando eles se apaixonam, Sophie é retirada de sua zona de conforto e lançada diretamente no mundo glamoroso – e cruel – de Billy.

O seu relacionamento coloca Sophie sob os holofotes, depois de anos tentando permanecer longe da atenção das pessoas. Será que ela conseguirá lidar com a exposição constante, atrelada ao fato de estar com Billy? E, mais do que tudo, será que ela está pronta para que as suas desilusões sejam descobertas e compartilhadas com todo mundo?

 

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200 anos de Orgulho e Preconceito

Por , 28 de janeiro de 2013 9:06

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“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro na posse de uma boa fortuna deve estar necessitando de uma esposa”.

 

Há exatamente 200 anos, um dos primeiros parágrafos mais conhecidos da história da literatura ganhava as páginas do mundo, pronto para fisgar milhões de leitores ao longo dos próximos séculos.

Com essas palavras, Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito, livro que já se tornou um ode ao romance e que definiu de vez o perfil do “homem perfeito” – também conhecido como Mr. Fitzwilliam Darcy. (Afinal, não foi apenas a sagaz Elizabeth Bennet que se rendeu aos seus encantos, mas sim, 98,7%* das leitoras do mundo!)

Não pretendo fazer uma resenha sobre o livro, nem uma tese, e muito menos um tratado universal. Para comemorar uma data tão marcante para os fãs de Jane Austen, resolvi fazer uma singela homenagem pessoal, contanto um pouquinho a minha relação com o livro em questão.

Portanto, se você, assim como eu, tem Orgulho e Preconceito na sua mesinha de cabeceira e com lugar cativo entre os seus livros favoritos, esse post é para você!

 

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Top Ten Tuesday #13 – Livros antigos que não devem ser esquecidos

Por , 2 de outubro de 2012 19:20

 

Top Ten Tuesday é um meme hospedado pelo blog The Broke and The Bookish

 

Boa noite galera!!!

Prontos para mais um TTT?

O tema de hoje é livros antigos que não devem ser esquecidos!

Preparem-se para uma sessão de nostalgia!

Top Ten Tuesday #3: Citações

Por , 8 de maio de 2012 20:03

 

Top Ten Tuesday é um meme hospedado pelo blog The Broke and The Bookish

 

Perceba que eu não coloquei “citações preferidas” no título porque, bem… Eu fui pega totalmente de surpresa!

Sim, é verdade que as meninas do Broke and the Bookish deixam uma relação dos próximos temas a serem abordados no TTT, mas eu me sinto como se tivesse faltado no dia em que passaram a lição de casa – simplesmente me esqueci deste detalhe tão importante!

O pior é que, neste exato momento, não sei afirmar exatamente quais são minhas citações favoritas de todos os tempos. Há tantos livros que amo e que não leio há tempos – o suficiente para não me lembrar ipsis litteris de muitas frases célebres. Portanto, roubarei mais uma vez no jogo. Decidi fazer uma lista das principais quotes que me chamaram a atenção recentemente.

Pode ser que algumas destas citações entrem para as “melhores das melhores”, mas isso só o tempo dirá. Portanto, eu vou ficar devendo a vocês a lista definitiva, mas prometo que um dia ela sai (mesmo que levem anos…).

Vamos então à relação de citações!