
Há exatamente 200 anos, nascia Charles John Huffam Dickens, cujos livros, folhetins e artigos deixaram uma marca considerável na história da literatura mundial.
Dickens chegou a ser estenógrafo do tribunal, jornalista e por fim, autor de uma vasta obra de livros e peças de teatro. O primeiro trabalho a firmá-lo como escritor foi As Aventuras do Sr. Pickwick, mas o mais conhecido de todos seria a história do pobre Oliver Twist, um órfão que passa por diversos apuros antes de conseguir um momento de real felicidade. Não que os outros também não sejam conhecidos! Quem nunca leu ou pelo menos ouviu falar em David Copperfield, Um Conto de Duas Cidades ou Um Conto de Natal?
Suas obras tratam da vida londrina dos idos 1800: a pobreza miserável vs. a riqueza que corrompe, as relações entre nobres e trabalhadores e muitos outros retratos da época – assim como trazem uma boa carga autobiográfica, que resgata a infância pobre. Sem dúvida, um prato cheio para qualquer leitor ávido!!
Minha história com Dickens
Desde pequena, sempre me impressionei com alguns volumes grossos, de capa de couro, que cobriam as estantes da biblioteca da escola e da casa do meu avô. Mal sabia ler, mas sabia que algumas daquelas obras pertenciam a um tal Charles Dickens e que aquele filme sobre um garotinho pobre era um dos personagens mais famosos do autor.
Mas foi só depois de muitos anos que me arrisquei, já na faculdade, a colocar as mãos em um exemplar antigo, de capa verde, que contava a história da Revolução Francesa pelo ponto de vista dos revolucionários e que tinha como palco duas cidades: Paris e Londres. Sim. Ele mesmo. Um Conto de Duas Cidades. E foi amor à primeira palavra!
A escrita de Dickens pode parecer um pouco descritiva, mas nunca lenta. E nunca apática, sem sal. Pelo contrário! É impossível não se envolver com seus personagens, sofrer até o extremo com eles e torcer pelo seu final feliz.
Portanto, não se assuste com o rótulo de “clássico” e nem com o tamanho das obras do autor! Você não vai se arrepender!!!
Um único porém: depois de um surto “dickeniano” (falarei mais sobre isso no próximo post), descobri que encontrar edições mais recentes dos livros do Dickens em português é uma missão quase impossível! Enquanto a editora Penguin, dos Estados Unidos, lança milhares de reedições lindas e caprichadas, as editoras brasileiras simplesmente “deixaram Dickens pra lá”. Como assim, Brasil?? É claro que não tenho um conhecimento geral do mercado, mas cansei de procurar as obras nas livrarias. Você consegue encontrar alguns contos em versão pocket… Mas só! O jeito é apelar para o Estante Virtual e para as trocas do Skoob (consegui meus exemplares de Grandes Esperanças e As Aventuras do Sr. Pickwick desse jeito). Vale lembrar também que seus livros já são domínio público! Se você sabe/gosta de ler em inglês, é super fácil encontrar e-books do autor de graça (e sem ser “contrabandeado”, viu?).
Resumindo (momento fangirl): não importa como você tenha acesso, LEIA DICKENS!!
P.S.: Lindíssimo o Doodle que o Google fez para homenagear o autor!!
