Posts com a tag:Literatura

200 anos de Orgulho e Preconceito

Por , 28 de janeiro de 2013 9:06

OeP3

 

“É uma verdade universalmente conhecida que um homem solteiro na posse de uma boa fortuna deve estar necessitando de uma esposa”.

 

Há exatamente 200 anos, um dos primeiros parágrafos mais conhecidos da história da literatura ganhava as páginas do mundo, pronto para fisgar milhões de leitores ao longo dos próximos séculos.

Com essas palavras, Jane Austen inicia Orgulho e Preconceito, livro que já se tornou um ode ao romance e que definiu de vez o perfil do “homem perfeito” – também conhecido como Mr. Fitzwilliam Darcy. (Afinal, não foi apenas a sagaz Elizabeth Bennet que se rendeu aos seus encantos, mas sim, 98,7%* das leitoras do mundo!)

Não pretendo fazer uma resenha sobre o livro, nem uma tese, e muito menos um tratado universal. Para comemorar uma data tão marcante para os fãs de Jane Austen, resolvi fazer uma singela homenagem pessoal, contanto um pouquinho a minha relação com o livro em questão.

Portanto, se você, assim como eu, tem Orgulho e Preconceito na sua mesinha de cabeceira e com lugar cativo entre os seus livros favoritos, esse post é para você!

 

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Top Ten Tuesday #18 – Lugares que você gostaria que aparecessem mais em livros

Por , 22 de janeiro de 2013 18:57

Top Ten Tuesday é um meme semanal hospedado pelo blog The Broke and The Bookish

 

Boa noite galera! o/

Adorei o tema do TTT de hoje, mas descobri que sou péssima com localidades… – minha professora de Geografia que o diga, cof, cof.

Muitos dos lugares que escolhi já aparecem em uma penca de livros, então creio que seja mais uma questão de acertar na escolha dos livros do que de “exigir” de fato mais obras nesses locais.

Que lugares eu gostaria que aparecessem mais nos livros?

 

Arrumem as malas!

Livros e Leituras – versão 2012

Por , 29 de dezembro de 2012 15:52

Somanybooks

 

Começo do ano é uma época bastante empolgante para os amantes de livros. Afinal, é a hora da definição das metas literárias do ano!

Fazemos listas, proposições, programações… E até tentamos organizar as nossas leituras do próximo ano – nem comento que elas sempre acabam se desviando no meio do caminho. Mas, né? A gente tenta!

Apesar da correria e do tempo curto, fiquei surpresa ao constatar que 2012 foi o ano em que mais li na vida. Sério, gente! Fiquei com medo!

Esse foi um ano de leituras cômicas, inspiradoras e até desesperadoras (culpa da Richelle Mead e da Cassandra Clare – claro ou com certeza?)!

Por isso, resolvi fazer um balanço de tudo o que li nesse ano.

 

E o resultado foi…

Dia Nacional do Livro

Por , 29 de outubro de 2012 21:18

 

Eles podem ser grandes.

Pequenos.

Finos.

Grossos.

De papel.

Digitais.

De ficção.

De não ficção.

Em português, inglês, espanhol, francês, alemão, italiano, árabe, russo…

Mas todos falam a mesma língua: a da imaginação.

Hoje é o dia de celebrar aqueles nossos amigos inseparáveis: os livros!

E quer um jeito melhor de comemorar esse dia do que com uma boa leitura? Revisitar a sua história favorita, conhecer novos lugares, desbravar novas páginas, se apegar a novos (e velhos) personagens…?

Peque sua xícara, se aconchegue perto do ventilador (vamos ser realistas, né?) e… boa viagem!

 

 

Entre Páginas – The Casual Vacancy

Por , 17 de outubro de 2012 22:00

(Post originalmente publicado no Psychobooks)

 

Confesso que quando ouvi falar sobre o lançamento de The Casual Vacancy, o livro adulto da J. K. Rowling, fiquei com um pé atrás. Não queria criar muitas expectativas e tinha até um certo receio do que leria. E foi melhor assim! Consegui desvincular uma coisa da outra e focar apenas no livro!

 

Quando Barry Fairbrother morre inesperadamente com seus 40 anos, a pequena cidade de Pagford fica em choque. Pagford é, aparentemente, um idílio inglês, com uma praça de mercado de paralelepípedos e uma antiga abadia. Mas atrás das belas fachadas encontra-se uma cidade em guerra.

Ricos contra pobres, jovens contra seus pais, esposas contra seus maridos, professores contra seus alunos… Pagford não é o que parece.

E o assento vago deixado por Barry no Conselho da paróquia logo se torna o catalisador da maior guerra que essa cidade já viu. Quem vai triunfar numa eleição carregada de paixão, duplicidade e revelações inesperadas?

 

 

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Blá Blá Blá – Frescuras literárias e limpezas superficiais

Por , 24 de maio de 2012 9:00

 

Você se considera um leitor “fresco”?

Cheio de manias, TOC’s, “não marque assim”, “não folheie assado”?

Se você é um leitor assíduo, tenho certeza de que tem pelo menos um costume do qual você não abre mão! Estou errada?

Eu confesso: sou uma leitora cheia de frescuras – e sei que muitos de vocês poderão até torcer o nariz e dizer que sou um pouco “exagerada”, mas também sei que outros tantos irão se identificar com as minhas “neuroses”.

Por exemplo…

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Entre Páginas – Incarceron

Por , 14 de maio de 2012 18:41

Ensaiei a leitura deste livro por mais de um ano. Já estava com a “pulga atrás da orelha” desde que a Lívia, do Wishing a Book, indicou a obra de Catherine Fisher como must read. E então, para “piorar”, me deparei com o livro em “carne e osso”, ou melhor, “tinta e papel” ali, na prateleira da livraria. Porém, mesmo tendo Incarceron em mãos por meses, acabava adiando a leitura. Até que… decidi dar uma chance!

 

Incarceron é uma prisão tão vasta que não tem apenas celas, mas também florestas de metal, cidades em ruínas e vastos desertos. Finn, um prisioneiro de 17 anos, não tem nenhuma memória de sua infância e tem certeza de que ele veio de Fora de Incarceron. No entanto, apenas alguns poucos prisioneiros acreditam que exista algo lá Fora, o que faz com que uma fuga pareça impossível.

E então Finn encontra uma chave, um cristal que o permite se comunicar com uma garota chamada Claudia. Ela diz viver lá Fora—ela é a filha do Diretor de Incarceron, e condenada a um casamento arranjado. Finn está determinado a escapar da prisão, e Claudia acredita que ela pode ajudá-lo. Mas os dois não percebem que há mais em Incarceron do que os olhos vêem. Uma fuga custará toda sua coragem e mais do que eles imaginam.

(Sinopse by Maeva, do Murphy’s Library)

 

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Entre Páginas – Travessuras da Menina Má

Por , 4 de maio de 2012 20:40

Há tempos eu estava ansiando por ler alguma obra de Mário Vargas Llosa. Sempre “esbarrei” em um livro ou outro do autor peruano pelos corredores da livraria, mas acabava mudando de ideia. Porém, minha história com Travessuras da Menina Má é um tanto quanto… conturbada. Foi preciso pegá-lo emprestado duas vezes para eu finalmente dar uma chance a ele – não me perguntem! Nem eu mesma entendo o porquê!

 

O peruano vê realizado, ainda jovem, o sonho que sempre alimentou: o de viver em Paris. O reencontro com um amor da adolescência o trará de volta à realidade. Lily – inconformista, aventureira e pragmática – o arrastará para fora do pequeno mundo de suas ambições. Ricardo e Lily – ela sempre mudando de nome e de marido – se reencontram várias vezes ao longo da vida, em diferentes cidades do mundo que foram cenário de momentos emblemáticos da história contemporânea. Na Paris revolucionária dos anos 60; na Londres das drogas, da cultura hippie e do amor livre dos anos 70; na Tóquio dos grandes mafiosos; e na Madri em transição política dos anos 80.

 

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Entre Páginas – A Moça do Vestido Azul

Por , 7 de fevereiro de 2012 20:28

(Dando continuidade às comemorações pelos 200 anos do nascimento de Charles Dickens…)

Lá estava eu, matando tempo em uma livraria, percorrendo corredores e mais corredores de estantes, até que… Um exemplar escondido chamou a minha atenção. Não pela capa, nem pelo título e muito menos pela autora, que eu ainda não conhecia, mas sim, por uma pequena frase contida no pé da capa: “Um romance sobre a vida e o casamento de Charles Dickes”. Um romance sobre Dickens? Não tive como devolver A Moça do Vestido Azul, da autora Gaynor Arnold, para a prateleira!

 

Baseado na vida e no casamento do escritor inglês Charles Dickens, A moça do vestido azul conta a história de Dorothea e Alfred Gibson, uma história de amor sem final feliz. Depois de décadas de casamento, ela foi rejeitada e excluída da vida de um dos homens mais queridos da Inglaterra vitoriana. A energia e o brilho do famoso escritor ganham vida com o jovem e atrevido Alfred Gibson, que em sua juventude se apaixona por uma linda moça de vestido azul.

 

Não. Esta não é uma biografia. Ao longo das páginas de A Moça do Vestido Azul não encontraremos depoimentos de amigos do Charles Dickens, e nem uma reprodução minuciosa de sua vida, mas sim, um romance delicioso que tem como base a vida do autor.

A “licença poética” de Gaynor Arnold já se faz valer logo no começo da obra, uma vez que nem mesmo os nomes utilizados são os verídicos. Aliás, acredito que, se não houvesse aquela frase na capa, já destacada no início deste post, muita gente nem saberia que o livro é relacionado com Dickens. Quer dizer… Pelo menos não aqueles que nunca leram nada do autor inglês. Agora, para quem conhece a obra dele, as referências ficam claras, seja na sua própria história, ou nos contos que o Sr. Gibson escreve furiosamente.

Mas… Acredito que estou me antecipando. Vamos por partes:

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200 anos de Dickens

Por , 7 de fevereiro de 2012 17:38

 

Há exatamente 200 anos, nascia Charles John Huffam Dickens, cujos livros, folhetins e artigos deixaram uma marca considerável na história da literatura mundial.

Dickens chegou a ser estenógrafo do tribunal, jornalista e por fim, autor de uma vasta obra de livros e peças de teatro. O primeiro trabalho a firmá-lo como escritor foi As Aventuras do Sr. Pickwick, mas o mais conhecido de todos seria a história do pobre Oliver Twist, um órfão que passa por diversos apuros antes de conseguir um momento de real felicidade. Não que os outros também não sejam conhecidos! Quem nunca leu ou pelo menos ouviu falar em David Copperfield, Um Conto de Duas Cidades ou Um Conto de Natal?

Suas obras tratam da vida londrina dos idos 1800: a pobreza miserável vs. a riqueza que corrompe, as relações entre nobres e trabalhadores e muitos outros retratos da época – assim como trazem uma boa carga autobiográfica, que resgata a infância pobre. Sem dúvida, um prato cheio para qualquer leitor ávido!!

 

Minha história com Dickens

Desde pequena, sempre me impressionei com alguns volumes grossos, de capa de couro, que cobriam as estantes da biblioteca da escola e da casa do meu avô. Mal sabia ler, mas sabia que algumas daquelas obras pertenciam a um tal Charles Dickens e que aquele filme sobre um garotinho pobre era um dos personagens mais famosos do autor.

Mas foi só depois de muitos anos que me arrisquei, já na faculdade, a colocar as mãos em um exemplar antigo, de capa verde, que contava a história da Revolução Francesa pelo ponto de vista dos revolucionários e que tinha como palco duas cidades: Paris e Londres. Sim. Ele mesmo. Um Conto de Duas Cidades. E foi amor à primeira palavra!

A escrita de Dickens pode parecer um pouco descritiva, mas nunca lenta. E nunca apática, sem sal. Pelo contrário! É impossível não se envolver com seus personagens, sofrer até o extremo com eles e torcer pelo seu final feliz.

Portanto, não se assuste com o rótulo de “clássico” e nem com o tamanho das obras do autor! Você não vai se arrepender!!!

Um único porém: depois de um surto “dickeniano” (falarei mais sobre isso no próximo post), descobri que encontrar edições mais recentes dos livros do Dickens em português é uma missão quase impossível! Enquanto a editora Penguin, dos Estados Unidos, lança milhares de reedições lindas e caprichadas, as editoras brasileiras simplesmente “deixaram Dickens pra lá”. Como assim, Brasil?? É claro que não tenho um conhecimento geral do mercado, mas cansei de procurar as obras nas livrarias. Você consegue encontrar alguns contos em versão pocket… Mas só! O jeito é apelar para o Estante Virtual e para as trocas do Skoob (consegui meus exemplares de Grandes Esperanças e As Aventuras do Sr. Pickwick desse jeito). Vale lembrar também que seus livros já são domínio público! Se você sabe/gosta de ler em inglês, é super fácil encontrar e-books do autor de graça (e sem ser “contrabandeado”, viu?).

Resumindo (momento fangirl): não importa como você tenha acesso, LEIA DICKENS!!

 

P.S.: Lindíssimo o Doodle que o Google fez para homenagear o autor!!