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Pipoca Salgada – A Luz Entre Oceanos

Por , 31 de março de 2017 8:30

O livro sempre é melhor que o filme, mas no caso da adaptação de A Luz Entre Oceanos, o filme faz um belo trabalho para continuar a altura

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Austrália, após a Primeira Guerra Mundial. Tom Sherbourne (Michael Fassbender) é um veterano da guerra contratado para trabalhar em um farol, que orienta os navios exatamente na divisão entre os oceanos Pacífico e Índico. Trata-se de uma vida solitária, já que não há outras casas na ilha. Logo ao chegar Tom é apresentado a Isabel Graysmark (Alicia Vikander), com quem logo se casa.

O jovem casal rapidamente tenta engravidar, mas Isabel enfrenta problemas e perde dois bebês – o que, inevitavelmente, provoca traumas. Até que, um dia, surge na ilha em que vivem um barco à deriva, contendo o corpo de um homem e um bebê. Tom deseja avisar as autoridades do ocorrido, mas é convencido por Isabel para que enterrem o falecido e passem a cuidar da criança como se fosse sua filha, já que ninguém sabia que ela tinha tido um aborto. Mesmo reticente, Tom concorda com a proposta.

Quando o livro foi lançado, A Luz entre Oceanos foi um dos livros mais comentados lá fora e as palavras da Sabrina AQUI, sobre o livro, são as minhas.

O livro é maravilhoso, comovente, um livro recheado de drama, mas com uma narrativa caprichada que torna a leitura incrível.

Adaptar esse livro não era fácil, afinal o diretor precisaria dosar todo o romance entre Tom e Isabel, a chegada do bebê no mar, toda a questão psicológica para que o bebê ficasse com eles, e os eventos consequentes dessa decisão.

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Pipoca Salgada – A Bela e Fera é perfeito

Por , 19 de março de 2017 18:42

Revisitar um clássico pode ser perigoso, mas a versão em carne e osso de A Bela e a Fera conseguiu (THANK GOD!!) ser tudo o que deveria ser. a-bela-e-a-fera-critica-760x428

Moradora de uma pequena aldeia francesa, Bela (Emma Watson) tem o pai capturado pela Fera (Dan Stevens) e decide entregar sua vida ao estranho ser em troca da liberdade dele. No castelo, ela conhece objetos mágicos e descobre que a Fera é, na verdade, um príncipe que precisa de amor para voltar à forma humana.

Há várias coisas que eu tenho MUITA EXPECTATIVA, e por isso, fico MORRENDO DE MEDO.

Quando a Disney, anunciou que faria uma versão de A Bela e a Fera com atores de verdade, eu fiquei muito feliz. Afinal, de todos os contos de fadas da Disney, esse sempre foi o meu favorito de todos.

E eu não estou sozinha nisso. Toda a história de aprender a amar apesar das aparências e ser generoso com as pessoas, encantou a maioria das mulheres da minha geração. 8 a cada 10 mulheres responderam que o seu desenho favorito de princesa é a A Bela e a fera (digo mulheres, porque as meninas de hoje em dia vão ser profundamente afetadas por Frozen).

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Pipoca Salgada – Princesa não, filha do chefe: Moana

Por , 29 de janeiro de 2017 11:16

A mais nova princesa da Disney é Moana, e ela é tudo o não sabiamos que precisávamos.

#CafenoOscarMoana está concorrendo ao Oscar de Melhor Animação e Melhor Canção (How far i’ll go).

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Moana Waialiki é uma corajosa jovem, filha do chefe de uma tribo na Oceania, vinda de uma longa linhagem de navegadores. Querendo descobrir mais sobre seu passado e ajudar a família, ela resolve partir em busca de seus ancestrais, habitantes de uma ilha mítica que ninguém sabe onde é.

Acompanhada pelo lendário semideus Maui, Moana começa sua jornada em mar aberto, onde enfrenta terríveis criaturas marinhas e descobre histórias do submundo.

Sendo uma mulher dos seus vinte e tantos, eu cresci vendo as princesas da Disney. especificamente, princesas como A Pequena Sereia e a Bela de A Bela e a Fera, são figuras femininas bem claras na minha mente.

Elas tem histórias de superação de outros obstáculos, e claro, os seus respectivos príncipes. Isso nunca me incomodou e não acho que elas foram uma má influência para as nossas vidas. Quer dizer: BEM LONGE DISSO.

Queremos um homem que nos dê uma biblioteca por causa da Fera, mas acho que é mais baseado nas nossas preferências, do que tudo.

Mas o mundo mudou tanto (e retrocedeu tanto em outros aspectos) que as nossas meninas precisam de exemplos e princesas bem diferentes. E atenta, a Disney percebeu isso.

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Pipoca Salgada: A Chegada

Por , 6 de janeiro de 2017 11:31

Quer ver um filme bom? Então veja A Chegada.

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Quando seres interplanetários deixam marcas na Terra, a Dra. Louise Banks (Amy Adams), uma linguista especialista no assunto, é procurada por militares para traduzir os sinais e desvendar se os alienígenas representam uma ameaça ou não. No entanto, a resposta para todas as perguntas e mistérios pode ameaçar a vida de Louise e a existência de toda a humanidade.

O filme foi baseado em um conto do livro ‘História da sua vida e outros contos’ de Ted Chiang (Lançado no Brasil pela Intrínseca) e apesar de ter cara, jeito e efeitos de um filme de ficção científica, é na verdade, um drama.

Entrei para a sessão com a mente aberta e tentando evitar aumentar as minhas expectativas. Afinal muitas pessoas falaram que era como Interestelar, e ao contrário de muitos, eu amei Interestelar (Leia sobre ele AQUI), e portanto, fiz questão de separar as histórias ( e expectativas) da minha cabeça.

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Retrospectiva 2016 – O Melhor do Café: Filmes

Por , 28 de dezembro de 2016 12:30

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Entre filmes de super herói, seguido por filme de super heróis com um pouco de filme de super heróis, parece que 2016 só teve isso no cinema.

Tanto que pela primeira vez em muito tempo, os filmes que vimos para o Oscar no começo do ano, foram os que se destacaram e foram facilmente lembrados como os melhores do ano.

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Pipoca Salgada – Rogue One – Uma P*** história de Star Wars

Por , 15 de dezembro de 2016 19:06

O filme tem as suas falhas, mas trás uma belíssima história dentro do universo Star Wars.

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Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.

Já faz uns 8 anos que eu fujo de qualquer trailer/spot de divulgação de filmes que estou muito ansiosa. Pode parecer bobagem, mas percebi que ao longo dos anos, ver o trailer estraga a surpresa e grandes expectativas, como Animais Fantásticos e o próprio Rogue One, foram estréias de 2016 que evitei ver qualquer coisa.

Por isso, e aliado as criticas positivas e negativas que pesquei aqui e ali, fui para a sessão ontem de madrugada de Rogue One, literalmente não sabendo o que encontrar ou esperar.

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Pipoca Salgada – O Mágico de Oz

Por , 7 de outubro de 2016 12:05

No começo do filme, assim que acaba os créditos inicias, uma mensagem aparece na tela, falando que a história a seguir foi feita para os jovens de coração. E já aviso que se você não é jovem de coração, nem adianta tentar ver O Mágico de Oz.

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Após um tornado em Kansas, Dorothy vai parar com sua casa e seu cachorro na fantástica Oz, onde as coisas são coloridas, bonitas e mágicas. Porém, o seu maior desejo é retornar de volta para casa, para isso ele deve encontrar um mágico, que lhe mostrará como realizar esse seu desejo. Para chegar até ele, contudo, Dorothy viverá uma aventura inesquecível através do caminho de tijolos amarelos.

Em sua aventura ela terá a ajuda de três companheiros,o Espantalho (Ray Bolger), que está indo pedir um cérebro, o Homem de Lata (Jack Haley) que quer um coração, e um Leão Covarde (Bert Lahr) que vai em busca de coragem. Eles ainda terão que enfrentar as maldades, da Bruxa Má do Oeste, para conseguir aquilo que desejam.

A primeira vez que assisti esse filme, eu tinha 8 anos, e me lembro que a minha mãe deixou eu ficar acordada até tarde ( Provavelmente, o filme passou umas 11 da noite, mas para meus padrões era tarde) para assistir.

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Pipoca Salgada – Casablanca

Por , 16 de setembro de 2016 12:05

É fácil continuar vivendo sem ver Casablanca, o problema é quando você ter que entender como viveu até hoje sem ver o filme.

33704098783872689200_thumb[3] Rick é dono de um famoso bar localizado em Casablanca, no Marrocos Francês, durante a Segunda Guerra Mundial.

A cidade é rota de fuga para quem deseja evitar os nazistas, onde passes livres são vendidos por um salgado preço no mercado negro. Neste caótico ambiente, Rick encontra Ilsa, com quem tivera um amor interrompido inesperadamente há algum tempo, em Paris.

O filme, lançado em 1942, se tornou um sucesso imediato, até mesmo hoje, mais 70 anos depois de seu lançamento, ainda se mantém como um clássico inquestionável.

E não poderia ser diferente. Com um roteiro perfeito, e que mesmo falando sobre um romance não caí nunca no piegas. As atuações são convincentes, e nenhum casal poderia ser mais perfeito para esse filme que Humphrey Bogart como Ricky e Ingrid Bergman como Ilsa.

Há um clima de amor, ódio e lembranças todas as vezes que eles estão em cena. E você sabe que alguém é um ótimo ator, quando consegue ler todos os sentimentos no olhar.

Ilsa: Eu não posso lutar contra isso mais. Eu fugi de você uma vez. Eu não posso fazer isso de novo. Oh, eu não quero mais saber o que é certo. Alguém tem que pensar por nós dois. Por todos nós.

Rick: Tudo bem, eu irei. Eles está olhando para você, criança.

Ilsa: [sorrindo] Eu queria não te amar tanto.”

casablanca01_thumb[3]Apesar da beleza estonteante de Ingrid Bergman, é Borgart que merece todas as homenagens em relação a esse filme. Ele montou um personagem único. Adoro todas as nuances que ele fornece a Ricky, e por isso considero, um dos grandes fatores desse filme continuar  sendo um filme tão importante, depois de todo esse tempo.

Os musicais são os responsáveis por preencher os filmes com várias canções. Mas uma das mais bonitas canções de amor do cinema da década de 40, e uma das mais inesquecíveis do cinema, saiu de um filme de drama, e não de um musical.

A linda ‘As Times Goes By’ ainda continua hoje como uma das mais belas canções de todos os tempos.

Não quero estragar o filme para ninguém, mas podem esperar uma história de amor bonita e trágica ao mesmo tempo. E a certeza que o amor, pode ser mostrado de diversas maneiras.

O filme ganhou 3 Oscars, e entrou para a história do cinema.

Pipoca Salgada – Uma Garrafa no Mar de Gaza

Por , 26 de agosto de 2016 12:05

Imagine você vivendo, em um ambiente de guerra velada. Onde há momentos de paz e momentos de guerra.
Momentos de incertezas… e momentos em que a vida simplesmente tem que seguir em frente.

41628_thumb[2] Tal (Agathe Bonitzer) tem 17 anos, é francesa, judia e vive em Jerusalém. Naim (Mahmud Shalaby) tem 20, é palestino e vive em Gaza. Uma carta em uma garrafa jogada ao mar os aproxima do mundo distante um do outro.

Uma Garrafa no mar de Gaza, fala sobre um conflito em que estamos tão acostumados a ver no noticiário, que raramente paramos para analisar como deve ser vida das pessoas lá.

E paramos ainda menos, para pensar em como os jovens e as crianças vivem nesse ambiente.

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Pipoca Salgada – A Princesa e o Plebeu

Por , 19 de agosto de 2016 12:05

Todo mundo tem um começo. E o da grande estrela Audrey Hepburn, foi em A Princesa e o Plebeu, ao lado de ninguém menos que Gregory Peck.

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A Princesa e o Plebeu, Roman Holiday no original, é uma espécie de história de Cinderela às avessas.

Uma princesa riquíssima tem uma crise nervosa por causa da agenda cheia de compromissos repetitivos e entediantes: o que ela quer é apenas viver como uma garota normal.

Então durante a noite foge do seu palácio e acaba encontrando não um príncipe encantado, e sim um jornalista interesseiro, que a reconhece (embora ela não saiba disso) e quer conseguir uma reportagem exclusiva que lhe renderá uma enorme quantia de dinheiro.

roman_holiday_thumb[2]Como disse, esse foi o primeiro grande filme de Audrey.

Hollywood e o mundo, ainda não a tinha descoberto, mas o seu companheiro de tela, e já um famoso ator Gregory Peck, sabia.

Ele sugeriu, por exemplo, que o nome de Audrey aparecesse primeiro nos créditos, porque segundo ele, ela ainda seria uma grande atriz.

E no papel da Princesa Ann, em busca de um tempo de diversão, Audrey conseguiu equilibrar beleza, sofisticação, delicadeza e um brilho no olhar, que é visível, mesmo o filme sendo em todo preto-e-branco.

Pela sua pouca experiência, Audrey deixou o diretor, William Wyler ( que ainda dirigia Ben-Hur, e voltaria a trabalhar com Audrey anos depois) louco em uma cena, porque ela não conseguia chorar, o que resultou na filmagens de vários takes.

zzroman0Gregory Peck, já tinha uma carreira estabilizada e só aceitou o papel em uma comédia, porque nunca tinha feito nada do gênero. Não o considero extremamente bonito, porém, com todo o seu charme, uma sobrancelha característica e um olhar firme, que consegue ser carinhoso e forte ao mesmo tempo. Não dá para resistir ao seu Joe Bradley.

O filme é bem montando, e concentra a maioria das cenas de drama para o final, então dá para divertir bastante até lá, mas já aviso: Aqui também tem uma história tocante, então prepare o lencinho para o seu final, que é real, bonito e emocionante.

Eu achei o roteiro um pouco chato em algumas partes, e as piadas não são tão engraçadas assim, mas não tira a beleza da trama. Mas como sempre, não leve muito a minha opinião, já que ele ganhou o Oscar de Melhor Roteiro.

Outro Oscar que o filme levou? O de Melhor Atriz para Audrey Hepburn.

Nada mal (e super merecido!) para uma novata, não?

Gregory Peck estava certíssimo.